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sábado, 12 de setembro de 2015

Fuga Para Atenas (Escape to Athena) 1979

As desventuras de vários indivíduos que tentam a sua sorte para enriquecer ás custas dos tesouros que as ilhas gregas escondem, principalmente um conjunto de pratos de ouro com rubis incrustados. Mas a missão para encontrar estes pratos encara outros problemas. Como se desfazer das tropas que estão na cidade? Como fazer para eliminar as tropas que estão no mosteiro?
Filme pouco vulgar sobre a Segunda Guerra Mundial, filmados nas exóticas ilhas gregas, e com uma banda sonora empolgante de Lalo Schifrin, mas o realizador não conseguiu decidir sobre o tom geral do filme, e a música parece ir recolher influências a vários outros clássicos do género, como "The Guns of Navarone", “Kelly’s Heroes” e “The Great Escape”, só que misturar os três não seria boa idéia. Não é um filme tão mau como foi pintado na altura, e talvez venha a ser do agrado a fãs dos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial.
O realizador era George Pan Cosmatos, que ficaria mais conhecido por trabalhar com Stallone, em "Rambo II" e "Cobra", tinha aqui ao seu encargo um elenco de estrelas de primeira: Telly Savalas, David Niven, Stefanie Powers, Claudia Cardinale, Richard Roundtree, Sonny Bono, Elliot Gould, e Roger Moore no papel de Nazi. "Escape to Athena" vai buscar influências óbvias a "Doze Indomáveis Patifes".

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segunda-feira, 30 de março de 2015

Bob, Carol, Ted e Alice (Bob & Carol & Ted & Alice) 1969



Bob e Carol são um sofisticado casal californiano que, depois de assistir a uma sessão terapêutica matrimonial, decidem expandir os limites do casamento tendo casos extraconjugais. Ted e Alice são um casal mais tradicional que sempre gostou de ouvir as provocativas aventuras dos seus melhores amigos, até chegar o dia em que são convidados a juntarem-se a eles…
Paul Mazursky a fazer uma excelente estreia na realização. No final dos anos setenta a maioria dos realizadores fazia filmes que tentassem refletir os tempos, com montagens rápidas argumentos e elementos fora de normal, mas Mazursky seguia num caminho diferente, tentando manter o humor a um nível subtil, e fazendo grande uso do silêncio. Alguns filmes desta época debruçaram-se sobre temas bastante picantes, mas ainda era necessário manter uma certa moral. A um tema que poderia ser polémico, Mazursky mostra respeito pelo seu público adulto, mantendo um nível sofisticado e descomprometido.
Foi tanto, famoso como infame, ao combater a revolução sexual, e é muitas vezes visto apenas como um filme de "troca de casais". Na verdade, a troca de casais vem apenas depois do "climax" do filme, e apenas tem alguns minutos de duração, para além de ser apresentada de um modo sério. Embora seja uma comédia, deita um olhar sério para as relações durante este final da década de sessenta e como elas foram afectadas pelas rápidas mudanças sociais. Mazursky está muito mais preocupado com as suas personagens do que como a sociedade os afecta. Ao pintar um retrato incisivo e inteligente de um grupo de pessoas reais, identificáveis com a realidade do dia a dia, "Bob and Carol..." mantém-se um filme efectivo, apesar de algumas reviravoltas com frases e expressões de ideias que possam parecer um pouco naives para os dias que correm.
Não podia ter sido uma melhor estreia para Mazursky. O filme foi nomeado para 4 Óscares: argumeto (Mazursky e Larry Tucker), fotografia, e actor e actriz secundários (Elliott Gould e Dyan Cannon). Robert Culp e Natalie Wood, como protagonistas ficaram de fora.

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sábado, 13 de abril de 2013

Capricórnio Um (Capricorn One) 1978



O que foi concebido como um thriller satírico alimentou reivindicações teóricos da conspiração de que os pousos na Lua foram encenados para as câmeras. Na altura em que "Capricórnio Um" foi lançado, esta era uma premissa irónica e atrevida. Que agora qualquer um acredita que esses resultados incríveis foram todos falsos é ainda mais incrível do que as próprias missões lunares.
Três astronautas estão prestes a descolar para uma missão a Marte, quando o líder do projeto transporta-os para fora da cápsula de comando e leva-os para um local secreto. O sistema de suporte de vida está com defeito e o projeto não tem esperança de ser bem sucedido. A menos que os astronautas concordem com falsear as transmissões a partir de uma cápsula falsa e um estúdio enorme que substitua a superfície do planeta Marte... 
A premissa central de um encobrimento a grande escala de é um jogo mortal, mas o sub-enredo de um jornalista investigador (Elliott Gould), que consegue cheirar esta tramoia, é muito bem elaborado. Há também acção suficiente para agradar a um público mainstream.
Enquanto a falsificação de uma missão espacial inteira falha a tentar ser convincente (há brechas demais), o que resta são os cumprimentos do governo para silenciar tudo. Toda a gente é dispensável. O uso inspirado de dois helicópteros impessoais, aparentemente de comunicação como robots aéreos, simbolizam uma organização militar com a missão de erradicar todas as pistas restantes.
James Brolin é o protagonista, em grande, ele que realmenre se parece com um astronauta, assim como Sam Waterston e O.J. Simpson. O elenco é bom demais, Karen Black e Telly Savalas mereciam papéis maiores do que cameos muito engraçados. Brenda Vaccaro também está muito bem como a esposa de um astronauta que é mantida no escuro, e a realização estava a cargo de Peter Hyams, que nos anos seguintes fariam alguns filmes interessantes, como "Outland", "The Star Chamber" ou "2010", a sequela do filme de Kubrick. 

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

M.A.S.H (M.A.S.H) 1970



À frente do seu tempo e ainda uma das mais subversivas comédias de sempre a surgir a partir de um grande estúdio, não é de surpreender que tivesse havido alguma resistência nas posições superiores da 20th Century Fox para lançar M.A.S.H., em 1970. Apesar de ser passado na Coreia, as ligações com a guerra politicamente e publicamente impopular do Vietname eram muito fortes... a mistura de comédia obscena e sexista com sequências sangrentas  de cirurgia muito desconcertante... o desprezo flagrante por qualquer forma de autoridade era muito pronunciado ... e assim por diante... O que é que eles estariam a pensar quando fizeram um filme de guerra em que o exército parecia uma enorme piada, e apenas uma arma é disparada no filme inteiro, por um árbitro num jogo de futebol?
No entanto, "M.A.S.H." conseguiu escapar do estúdio e chegar aos cinemas, e foram todas essas qualidades que os executivos do estúdio estavam preocupados que tornaram o filme tão revolucionário. Nunca houve um filme de um grande estúdio como este, e as audiências responderam à sua mistura ousada de realismo e comédia e simpatizaram com a postura anti-autoritária dos seus difíceis mas simpáticos personagens principais. 
Baseado num romance pouco conhecido de 1968, de Robert Hooker, acerca dos veteranos cirurgiões de combate da Guerra da Coreia, M.A.S.H ​​é contado num estilo solto, de forma episódica, com muitos dos seus diálogos a serem improvisados no set (para a consternação do argumentista Ring Lardner Jr., um dos infames "Hollywood Ten", que tinha sido penalizado pelo Macarthismo desde os anos 50). O realizador Robert Altman, que era na altura quase desconhecido, com apenas um punhado de pequenos filmes e episódios de TV no seu currículo, compreendeu no material aquilo que outros não conseguiram, e logo percebeu que o humor desta história subversiva precisava de espaço para trabalho, e que não podia ser limitada pelas exigências das narrativas tradicionais de Hollywood.
Os vários episódios centram-se num trio irreverente, mas altamente talentoso de cirurgiões, num Mobile Army Surgery Hospital (daí o nome, M.A.S.H.) a poucos quilómetros da linha de frente da Coreia: Hawkeye Pierce (Donald Sutherland), Trapper John McIntyre (Elliottt Gould), e Duque Forrest (Tom Skerritt). Não são profissionais do Exército rígidos, nem arrogantes, são jovens que foram levados contra a sua vontade e, portanto, estão dispostos a fazer qualquer coisa para evitar a autoridade e a disciplina, especialmente na forma de a enfermeira-chefe, uma major chamada Houlihan (Sally Kellerman).
O que este trio mais odeia é a hipocrisia, que vêem em todo os lado, especialmente nas figuras de autoridade (daí o apelido que dão a Houlihan, "Hot Lips", depois de transmitirem o seu encontro amoroso com outra figura autoritária, o major Frank Burns(Robert Duvall), pelo altifalante do acampamento). Há um elemento carnavalesco em tudo o que fazem, onde o ponto principal é a inversão do poder-hierarquia para fazerem aqueles que são a autoridade parecerem tolos. Ao mesmo tempo, há uma veia profundamente humanísta que corre ao longo do filme, com Hawkeye e os outros a usarem o seu comportamento desordeiro como uma forma de psicologicamente distanciar-se dos horrores à volta deles. O verdadeiro horror que eles vêem não é o seu próprio cinismo travesso, mas a natureza estóica da rotina do exército, apesar dos corpos mutilados que percorrem o acampamento todos os dias. 
Ganhou a Palma de Ouro em 1970, e no ano seguinte o Óscar de Melhor Argumento, além de ter conseguido outras quatro nomeações, incluindo Melhor Filme e Realizador. 

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