Mostrar mensagens com a etiqueta Edward G. Robinson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Edward G. Robinson. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

O Lobo do Mar (The Sea Wolf) 1941

São Francisco, 1900. Perseguido pela polícia, George Leach aceita entrar na tripulação do barco de pesca « The Ghost », apesar da sua reputação execrável. Ao largo de São Francisco, um transatlântico choca com outra embarcação : dois viajantes, o escritor Humphrey Van Weyden e Ruth Webster, evadida de uma prisão feminina, escapam milagrosamente à catástrofe e são recolhidos pelo « Ghost ». O seu temível capitão, Wolf Larsen, declara imediatamente aos dois náufragos que têm de permanecer a bordo durante toda a travessia porque ele não tem intenção alguma em perder tempo a voltar para Frisco.
Michael Curtiz adapta um romance de Jack London de 1906, com um argumento do jovem Robert Rossen, bem antes de realizar a sua primeira longa metragem. É um conto atmosférico, embora por vezes bastante literário sobre o poder de um sociopata descontrolado. Depois de uma breve introdução a alguns personagens chave em terra, a maior parte do filme passa-se a bordo do "The Ghost", um navio enorme que a maioria dos marinheiros conhece suficiente bem para ficar longe, já que o seu capitão "Wolf" Larsen, governa com punho de ferro com intimidação física e verbal. 
Há quem diga que este é o melhor papel da carreira de Edward G. Robinson, e mesmo não sendo o melhor é certamente dos melhores. Mas o filme também vive do brilhante naipe de secundários que tem. Ida Lupino e John Garfield como o casal de fugitivos, e ainda Alexander Knox, Gene Lockhart e Barry Fitzgerald.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Homens Violentos (The Violent Men) 1955

Proprietário de um rancho e ex-oficial do Exército, John Parrish, pensa em vender o seu negócio ao proprietário de Anchor Ranch e mudar-se para longe com a sua noiva. Contudo, o baixo preço oferecido por Lee Wilkenson, proprietário do Anchor Ranch, fá-lo hesitar. Quando um dos seus homens é morto, Parrish decide ficar com o objectivo de lutar. Entretanto, em Anchor Ranch, surgem problemas. A ambiciosa mulher de Lee, Martha, mantém uma ligação com o cunhado. Este, por sua vez, engana-a com uma rapariga da cidade. Um filme cheio de intrigas e traição.
Produzido por Louis J. Rachmil para a Columbia Pictures, este agradável western encontra-se muito esquecido nos dias de hoje. É um western colorido bastante absorvente, dirigido com um toque genuíno por Rudolph Mathé, e com um elenco de estrelas de primeira linha, como Glenn Ford, Barbara Stanwick, Edward G. Rpbinson e Brian Keith. Com esplêndidos valores de produção, tem até uma banda sonora da autoria do lendário Max Steiner.
A premissa convencional de "The Violent Men" é seguida por algum desenvolvimento de personagens interessante e complexo, algumas impressionantemente subtis, outras escandalosamente melodramáticas. A ambiguidade moral do personagem de Ford é equilibrada pelo Wilkinson de Robinson, cuja crueldade é muito bem construida nas primeiras cenas, antes que o personagem faça a sua primeira aparição. Quando aparece, já não merece muita simpatia. 

sábado, 13 de abril de 2019

Não se Fala Noutra Coisa (The Whole Town´s Talking) 1935

Arthur Ferguson Jones é um homem normal que leva uma vida muito simples. Nunca chega atrasado ao trabalho, e nada de interessante acontece na sua vida. Um dia tudo muda na sua vida, adormece e é despedido como exemplo. Logo depois é confundido com um criminoso chamado Mannion e é preso. As semelhanças são tão impressionantes que a polícia lhe dá um livre-trânsito para evitar um erro similar. O verdadeiro Mannion vê uma oportunidade para andar à vontade, se roubar o livre-trânsito a Jones.
Este foi o filme que revitalizou a carreira de Edward G. Robinson depois de uma série de flops, que junto com "A Slight Case of Murder" (1938) foi das muito poucas comédias com o seu nome nos créditos. Esta comédia de gangsters, realizada por John Ford, foi invulgar na composição dos seus argumentistas, que contava com nomes como Robert Riskin e Jo Swerling, habituais colaboradores de Capra, a partir de uma história de W. R. Burnett, um argumentista habituado a histórias de gangsters e durões que escreveu, por exemplo, "Little Caeser" (1931) e "High Sierra" (1941). A parte mais estranha era mesmo o facto de ser Ford a realizar uma comédia de gangsters, mas ele já tinha feito algo próximo em "Up the River"
Robinson é surpreendentemente convincente numa personagem que é essencialmente a antítese da sua personalidade durona, embora como Mannion tenha um desempenho sinistro e assustador, como seria de esperar. É ele quem desempenha as duas personagens, com extrema mestria. E depois temos Jean Arthur, que garante a maior parte das risadas como a colega de trabalho atrevida de Jones, por quem ele tem uma queda, enquanto John Ford infunde ao filme um clima bastante familiar. 

Link
Imdb

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ultraje (The Outrage) 1964

Numa estação ferroviária do sudoeste americano na década de 1870, três homens: um ex-presidiário, um padre e um prospector, trocam histórias sobre o julgamento de um criminoso mexicano, condenado à forca pela violação a uma mulher e o assassinato do seu marido. Três testemunhas estão nesse julgamento, o acusado, a vítima e um velho índio, que contam versões amplamente divergentes sobre o que aconteceu, e pelo que os homens falam na estação, há mais versões. Na restituição do incidente, que vai do realismo ao humor físico, a natureza da verdade e a natureza humana são examinadas. 
"The Outrage" (1964) é um remake de um conhecido filme de grande realizador japonês, Akira Kurosawa: "Rashomon" (1950), que ganhou um Óscar para melhor filme em língua estrangeira. Os argumentistas Michael e Fay Kanin transformam a história numa peça, mantendo o cenário medieval. Durante a sua exibição nos palcos em 1959, Rod Steiger interpretava o violador, e a sua então esposa Claire Bloom, era a mulher enganada. Esta versão cinematográfica era transportada para o grande ecrã por Michael Kanin, com Martin Ritt atrás das câmaras, mundando-se o cenário para o velho Oeste, e a personagem do samurai para um fora da lei do sul da fronteira, entregando-se o papel principal a uma estrela da bilheteira, Paul Newman. Ao seu lado estava um elenco recheado de estrelas: Laurence Harvey, Claire Bloom, Edward G. Robinson e William Shatner. 
Curiosamente, "The Outrage" era um dos filmes preferidos de Newman, que foi um papel onde ele investiu muito para expandir os seus horizontes além das personagens americanas urbanas, com as quais ele era mais conhecido. O actor viajou para o México, e esteve um tempo considerável entre a população daquele país, como forma de se preparar para esta personagem, e aprender o sotaque. A maioria dos críticos considerou que a sua interpretação era de tal forma exagerada e o seu sotaque tão forçado, que quase se podia considerar uma paródia aos vilões mexicanos. No entanto, Newman continuou a considerar este um dos seus melhores desempenhos, provavelmente por causa da sua atração pela bravura da personagem.

Link
Imdb

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Grande Combate (Cheyenne Autumn) 1964



Na sua carreira John Ford dirigiu alguns dos mais emblemáticos westerns da história do cinema, e estabeleceu um standard muito alto, e muito poucos chegaram perto de sequer igualar a sua classe. Isto, de certa forma, faz com que assistir a "Cheyenne Autumn" seja uma experiência um pouco triste, não só porque era para ser o último western de Ford, mas também porque não atingiu os padrões habituais do realizador. Tem alguns dos toques habituais de Ford, e não era apenas a paisagem do Monument Valley, mas este é um filme sangrento que tenta fazer a poderosa história dos Cheyenne regressarem ao seu lar ancestral mais poderoso, mas acaba por não o fazer da melhor forma.
Tendo mantido a sua parte de um acordo e mudarem-se para uma reserva, os Cheyenne cansam-se de esperar pelo governo dos EUA para defender o seu lado, fornecendo-lhes as suas necessidades na sua nova casa. Traidos, os Cheyenne embarcam numa jornada de 1.500 milhas através do país para regressarem ao seu lar ancestral, mas tendo agora quebrado a promessa, deixando a reserva, têm agora o Exército dos EUA no seu encalço. O capitão da cavalaria dos EUA, Thomas Archer (Richard Widmark) é obrigado a garantir o regresso dos Cheyenne para a reserva, mas do modo como ele conduz a acção, começa a entender e a simpatizar com eles, bem como ver o quão mal o governo dos EUA os tratava. É isso que o leva a agir contra as suas ordens e tentar ajudá-los.  
Um dos pontos fortes de "Cheyenne Autumn" é que somos levados a simpatizar com os Cheyenne, e ao contrário dos westerns que Ford fez antes, os indios não são retratados como selvagens. Também simpatizamos com Archer porque ele parece entender porque os Cheyenne sentem a necessidade de voltar para casa. talvez acção, bem como um toque de romance mas quando a história avança, em vez de se debruçar apenas dos clichês dos Westerns, é sobre o porquê dos Cheyenne sentirem a necessidade de arriscar as vidas a fim de voltar para casa. 
Mas o problema é que "Cheyenne Autumn" é um filme longo demais, com uns 154 minutos que se arrastam. Percebemos que John Ford realmente queria destacar a incrível viagem que fizeram os indios, bem como a coragem que os levaram a fazê-lo, destacando a ignorância do Exército dos EUA e do governo. Também não ajuda que haja uma série de cenas passadas em Dodge City, onde encontramos Wyatt Earp e Doc Holliday, que pouco têm a ver com a história real.
Também é necessário falar do enorme elenco, com quase toda a família fordiana, e não só: Richard Widmark, Carroll Baker, Sal Mineo, Karl Malden, Dolores del Rio, Ricardo Montalban, Arthur Kennedy, Patrick Wayne, John Carradine, George O'Brien, James Stewart (como Wyatt Earp) e Edward G. Robinson.
Ainda assim, é um filme imperdível. 

Link 
Imdb 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Grand Slam (Ad ogni costo) 1967



Heist movies dificilmente serão melhores do que isto, um clássico perdido do final dos anos 60 que, embora obviamente influenciado por "Rififi" de Jules Dassin (qual será o filme de assalto que não tenha sido influenciado por esta obra-prima francesa?) tem twists suficientes, e planos engenhosos para manter o mais exigente dos fãs do crime satisfeitos. Realizado por Giulano Montaldo, é uma co-produção europeia/norte-americana, filmada principalmente em exteriores no Brasil, passou despercebido por muito tempo e merece encontrar um lugar ao lado de outras grandes obras do género, como o já mencionado Rififi. 
Edward G Robinson interpreta um professor bem-educado, o professor James Anders, um trabalhador americano no Rio de Janeiro. Anders, aborrecido com anos de ensino, decide montar uma equipa para executar um roubo de diamantes durante o Carnaval do Rio de Janeiro. No crime, uma equipa de quatro especialistas internacionais estão reunidos para realizar o roubo: um especialista em segurança, um mestre ladrão, um génio mecânico, e um playboy (para seduzir a única mulher com a única chave para o edifício onde está o diamante, a bela Janet Leigh).
Dos ladrões, é Klaus Kinski quem rouba a cena como um psicótico (claro) especialista em explosivos que sempre parece estar à beira de quebrar e trair o resto do grupo. Ninguém pode fazer o olhar com os olhos arregalados de um louco tão bem como Kinksi (provavelmente devido ao facto dele ser um psicótico maluco na vida real) e aqui ele aplica toda a sua intensidade habitual. Também é óptimo ver uma lenda de Hollywood como Edward G. Robinson, mastiga o cenário como "o homem com o plano", e, embora tenha estado disponível para apenas alguns dias de filmagens (todos os exteriores com ele andando pelas ruas são de estúdio), faz sua presença ser sentida apenas como um ator da sua magnitude pode. 
O assalto clímax é uma peça incrível de cinema nervoso, levando 20 minutos de sequência de assalto silencioso (mais uma vez Rififi). O sempre confiável Ennio Morricone mantém as coisas interessantes com uma banda-sonora que faz uso pesado de batidas de samba tradicional brasileiro e uma fotografia muito bem composta por Antonio Macasoli. "Grand Slam" viria a ser considerado o primeiro filme da série dos Poliziotteschi.
Atenção que este filme não tem legendas, é falado em inglês.

Link
Imdb

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Night Has a Thousand Eyes (Night Has a Thousand Eyes) 1948

 

Um mentalista (Edward G. Robinson) descobre que tem poderes psíquicos legítimos, e fica assustado ao saber que pode prever acontecimentos trágicos. Quando ele prevê a morte, violenta e iminente de uma jovem herdeira (Gail Russell), Carson (John Lund), o namorado preocupado,  suspeita que o mentalista pode ser o criminoso - mas Robinson continua determinado a proteger Russell, a qualquer custo.
Este pequeno thriller de série B (dirigido por John Farrow, o pai de Mia Farrow) é um valente soco no estomago, oferecendo muito suspense e tensão nos seus cerca de 80 minutos. Edward G. Robinson é extremamente simpático como um psíquico inconsciente, que prefere não ser capaz de ver o futuro, e que resiste à exploração a qualquer custo - na verdade, ele é, essencialmente, um herói trágico, já que os seus poderes lhe custaram a noiva (Virginia Bruce), a integridade (ninguém acredita nele), e qualquer hipótese de ter uma vida normal e feliz. Gail Russell (alguma actriz tem os olhos mais expressivos?) interpreta uma herdeira com muito para pensar, e em quem nós tememos pela sua segurança. A fotografia de John Seitz a preto e branco adiciona ao filme uma rica atmosfera, onde podem faltar muitos dos tons cinzentos do filme noir, mas tem igualmente um conteúdo sombrio.
A direcção de John Farrow neste filme é bastante elegante, embora este tivesse insuficiências no argumento, especialmente no seu último terço. Apesar de Edward G. Robinson, mais tarde, não ter falado deste filme na sua própria autobiografia, a qualidade do seu desempenho foi apontada como notável por muitos críticos da época. Nesse mesmo ano Robinson teve outros dois dos seus mais notáveis papéis, como o gangster Johnny Rocco em Key Largo (1948, John Huston) e como o industrial Joe Keller, na peça de Arthur Miller, All My Sons (1948, Irving Reis). Com uma carreira tão notável, Edward G. Robinson nunca foi nomeado a um Óscar, tendo apenas ganho um honorário, depois da sua morte. 
Por esta altura, em Hollywood, não se faziam filmes de terror. Este era o que mais próximo se poderia considerar. As legendas do filmes (em português) não estão muito boas, por isso coloquei-as em anexo. Podem assim vê-lo com ou sem legendas.

Mega
Link
Imdb