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segunda-feira, 1 de março de 2021

Maré Cheia (Moontide) 1942

Um marinheiro mal-humorado e bêbado, Bobo acorda de ressaca em San Pablo, sem ter certeza se cometeu ou não um assassinio. Depois encontra a felicidade quando evita o suicídio da jovem Anna. No entanto,  o velho amigo Tiny fica com cíumes e deseja que Anna vá embora. O crime ainda não esclarecido pode ser o ingrediente que ele necessita para colocar seu plano em ação.
Primeiro de dois filmes que Jean Gabin fez nos Estados Unidos. Gabin foi um dos muitos da indústria cinematográfica europeia que fugiram para Hollywood para fugirem do flagelo Nazi. O problema é que Holywood não sabia o que fazer com ele. Uma mega star na sua França natal, mas relativamente desconhecido em terras americanas. A TCF colocou-o a trabalhar com Fritz Lang, um realizador também europeu que já vinha a trabalhar em Hollywood há alguns anos, mas as diferenças entre os dois eram muitas, e Lang acabou por sair fora da produção ao fim de duas semanas. Quem o substituiu foi Archie Mayo, que ficou com os créditos finais. 
Alguns defeitos são apontados ao filme, desde o nome estúpido do protagonista, a algumas cenas bizarras, mas mesmo assim o filme foi nomeado para o Óscar de Melhor Fotografia a preto e branco, e vale, sobretudo, pelo fantástico trabalho dos quatro principais actores. Os restantes três são Ida Lupino, no papel da jovem suicida, e ainda Thomas Mitchell e Claude Rains. Gabin voltaria a França logo depois da guerra acabar.



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Lisboa (Lisbon) 1956



Aristides Mavros (Claude Rains), um contrabandista internacional com sede em Lisboa, fez um contrato com Sylvia Merril (Maureen O'Hara), jovem e linda mulher dum ancião americano multimilionário, Lloyd Merril (Percy Marmont),  a fim de conseguir a sua fuga e liberdade dum país atrás da Cortina de Ferro, onde se encontra incomunicável durante dois anos. Precisando dum barco veloz, Mavros contrata o serviço do capitão Robert Evans (Ray Milland), um ex oficial da marinha de guerra dos Estados Unidos, actualmente exercendo actividades ilegais transportando contrabando de vinhos e jóias no seu barco Orca.
Primeiro filme americano filmado em Lisboa, com interiores nos estúdios da Tóbis, e exteriores em alguns locais de Lisboa: Torre de Belém, Praça do Comércio, Castelo de S. Jorge e Mosteiro dos Jerónimos. Segunda obra realizada por Ray Milland (também protagonista), é um filme de série B bastante modesto, mas também muito charmoso.
Elegância é a palavra que melhor descreve este filme. A direcção de arte é um desses temas obscuros que ninguém se preocupa, mas neste caso, todo o filme é todo ele uma festa para os nossos olhos, graças a uma gestão inteligente de arte, usando tons de azul e castanho para reflectir a beleza natural das paisagens de Portugal. Cada frame é uma pintura quase perfeita, e o filme vale sobretudo pelos seus exteriores sumptuosos.
A banda sonora incluía a versão instrumental de "Lisboa Antiga", assinada por Nelson Riddle, que foi nº 1 no top dos Estados Unidos da América.

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terça-feira, 15 de julho de 2014

O Gavião dos Mares (The Sea Hawk) 1940



Errol Flynn interpreta um pirata inglês. Num dos seus raids, depois de libertar escravos ingleses detidos pela Espanha, conhece e apaixona-se por uma bela espanhola, Dona Maria Alvarez de Cordoba (Brenda Marshall, cujo tio é Claude Rains) mas, como é natural, ela não quer ter nada a ver com ele. No entanto, quando descobre que ele tem as suas jóias, a sua opinião sobre ele começa a mudar. Eventualmente, ele é "contratado" pela raínha de Inglaterra para atacar navios espanhóis, e derrotar Lord Wolfingham.
Tal como explicam os historiadores Rudy Behlmer e Dr. Lincoln D. Hurst no DVD, "The Sea Hawk" era uma mistura de idéias, embrulhadas numa épica aventura de capa e espada, perfeita: o título vem do romance de Rafael Sabatini, fielmente filmado em 1924, e o argumento funde-o com uma história de Seton I. Miller, com referências não muito leves sobre a II Guerra Mundial, que tinha começado recentemente, e o filme reunia muitos actores populares dos estúdios da Warner Bros, com majestosos cenários ingleses.
Posto de outra forma, era quase uma sequela do filme "The Private Lives of Elizabeth and Essex," onde Elizabeth I (agora interpretada por Flora Robson) recebe a ajuda do corsário Geoffrey Thorpe (uma imagem mais malandra de Essex), para proteger Inglaterra contra o ataque de um diplomata espanhol (uma imagem conivente de Prince John, de "The Adventures of Robin Hood", interpretado pelo mesmo Claude Rains). Enquanto Thorpe depende da ajuda do seu leal companheiro Pitt (uma imagem de Little John de "The Adventures of Robin Hood" interpretado pelo mesmo Alan Hale), a confiança da raínha era depositada em Sir John Burleson (uma imagem de Sir Francis Bacon, de "Elizabeth and Essex")
É impossivel falar de "The Sea Hawk" sem falar dos seus dois irmãos mais velhos: "Captain Blood" e "The Adventures of Robin Hood". Quase toda a gente que trabalhou em "The Sea Hawk" também tinha trabalhado em "The Adventures of Robin Hood", e sabia exactamente o que fazer. "The Sea Hawk" ganha em várias comparações. A batalha naval do início do filme bate tudo o que "Captain Blood" tinha para oferecer. A decisão da Warner para filmar a preto e branco é que talvez tenha sido infeliz. Num mundo fantasista de navios detalhados, e guarda-roupa bastante elaborado, talvez o filme tivesse beneficiado mais sendo a cores, com o mesmo Technicolor usado em "Robin Hood", mas Michael Curtiz sabia como usar o preto e branco, e ainda assim esta obra tem algumas cenas assombrosas.
Historicamente tinha muito mais a ver com a Inglaterra dos anos 40, por causa da sua luta contra os Nazis, do que a luta contra a Espanha de 1585. Era um filme em tempo de guerra, apenas com um cenário diferente dos seus irmãos. Era um filme mais escuro, os seus heróis tinham de se sacrificar mais nas suas guerras, tal como era dito ao povo inglês para se sacrificar contra os alemães. O discurso final da raínha de Inglaterra era um chamar às armas de um povo que estava 400 anos atrasado no tempo.
Foi nomeado para quatro Óscares, todos em categorias técnicas.

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sábado, 5 de janeiro de 2013

O Homem Lobo (The Wolf Man) 1941



Depois da morte do seu irmão, Larry Talbot regressa da América para a sua terra natal, no País de Gales. Visita um acampamento de ciganos com uma jovem da aldeia, Jenny Williams, que é atacada por Bela, um cigano que se transformou num lobisomem. Larry mata o lobisomem, mas é mordido durante a luta. A mãe de Bela diz que isso fará com que ele se transforme num lobisomem em cada lua cheia. Larry confessa a situação ao seu pai incrédulo, Sir John, que depois se junta os aldeões numa caça ao lobo.
Dos três maiores filmes de monstros da Universal Studios, Drácula, Frankenstein e O Lobisomem, O Homem Lobo foi o único que não nasceu de um romance notável. Embora muitas lendas de lobisomens abundassem na imprensa, valeu a habilidade do argumentista Curt Siodmak, o talento na caracterização de Jack Pierce, e a interpretação de Lon Chaney Jr para contar a história de um homem condenado por uma maldição eterna, para matar os que ama pela luz da lua cheia.
"The Wolf Man" foi originalmente concebido como um veículo para Boris Karloff, mas como muitas vezes acontece em Hollywood, registaram-se mudanças nas intenções, assim como no argumento. Apenas o título se manteve e o filme acabou por ser atribuído ao realizador George Waggner e ao argumentista Curt Siodmak. Enquanto a realização sem inspiração e directa de Waggner é suficiente, é o trabalho de Siodmak que se destaca, primeiro sobre o folclore europeu, depois, criar a sua própria história sobre um conto de fadas que se transformou numa tragédia grega, uma história sobre um simpático herói condenado.
Lon Chaney Jr foi o único actor a retratar o trágico Larry Talbot, amaldiçoado a se transformar no Homem Lobo e matar contra a sua vontade, em cinco filmes de terror da Universal, fazendo assim o papel exclusivamente seu. O seu desempenho agradável como Lennie em "Of Mice and Men" como um tipo corpulento, simpático, revelou ser o actor perfeito para este retrato da agonia de Talbot e do seu alter-ego demoníaco.
A Universal, em clara crise criativa, queria outro monstro memorável para adicionar à sua lista principal, mudou a ambiguidade inicial do argumento, o que deixou o público a querer saber se Larry era um lobisomem verdadeiro, ou se apenas apenas pensava que era um, o que já tinha acontecido num filme anterior da Universal, "Werewolf of London".
A caracterização, única, de Pierce faz o lobisomem ter uma humanidade, que muita falta faz nos filmes de hoje gerados em CGI. O processo de dissolução do lobisomem que na tela dura alguns segundos, na verdade, levou horas de filmagens trabalhosas como camadas de cabelo a serem aplicados na cara de Chaney e a ser fotografado. Durante o processo, Chaney teve que se manter muito quieto e na mesma posição durante horas, mas o inovador resultado final valeu a pena, e o procedimento seria melhorado no decurso dos filmes subsequentes. 
 Uma palavra também para os actores secundários. Claude Rains muito bem no papel de pai de Talbot, Bela Lugosi no papel do Lobisomem que morde em Talbot, e Maria Ouspenskaya, sempre brilhante, como cigana que sabe tudo o que se está a passar.

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