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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
The Titfield Thunderbolt (The Titfield Thunderbolt) 1953
Esta é uma das comédias da Ealing menos conhecidas e embora não seja tão amada como os filmes mais famosos do estúdio, não deixa de ter a sua mordidela satírica, além de ser uma divertida e suave aventura que não irá chamar a atenção apenas aos amantes de comboios.
Como é típico para a Ealing, é um conto sobre o espírito de comunidade. Quando os moradores de Titfield percebem que a sua aldeia idílica está prestes a ser arruinada por uma nova auto-estrada, devido ao serviço ferroviário britânico querer acabar com a linha local, decidem governar eles próprios a linha. Inevitavelmente uma combinação do seu próprio amadorismo, sabotadores que trabalham para a empresa de autocarros local e inspectores do governo rigorosos tornam a tarefa difícil, mas será que eles vão ter sucesso e salvar as suas casas?
Charles Crichton, de "Hue & Cry" e "The Lavender Hill Mob", colaborou mais uma vez com Tibby Clarke em "The Thunderbolt Titfield", lançado em 1953. A fotografia de Douglas Slocombe foi, no entanto, muito evocativa do interior de Inglaterra utilizado Technicolour pela primeira vez numa comédia da Ealing.
Feita já no periodo final das comédias desta produtora tem muitos dos seus atributos tradicionais - comédia satírica, alegria, a pequena-versus-grande história - mas envelheceu muito mais do que muitos dos seus "primos". Isto acontece porque o filme foi feito na Inglaterra rural, pouco antes desta mudar para sempre. Possui belos exteriores e uma aldeia estereotipada de personagens que parecem muito com o que era normal em 1953, mas que praticamente não existem hoje. Ainda assim é um título a ser visto.
Legendas em espanhol.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Roubei um Milhão (The Lavender Hill Mob) 1951
Histórias sobre o crime perfeito a correr mal (por exemplo, Double Indemnity) têm sido muito exploradas na ficção e no cinema. As comédias do mundo do crime são quase tão antigas como o próprio cinema, mas existe um sub-género dentro das comédias de crime chamado caper-gone-wrong (caper crime eram filmes sobre assaltos, por isso "caper-gone-wrong" seriam assaltos que correm mal) que deve ter sido inventado por volta de 1950, nos Ealing Studios da Grã-Bretanha, mais conhecidos pelas suas comédias peculiares do pós-guerra. Algumas das comédias clássicas da Ealing eram histórias de crimes subversivos, e a maioria contava com Alec Guinness. Três filmes cumpriam estes critérios: "Kind Hearts and Coronets", "The Lavender Hill Mob", e "The Ladykillers".
Qualquer um destes filmes são enormes, e cada um tem os seus defensores como sendo o melhor das comédias da Ealing. Provavelmente o mais popular hoje é o primeiro, "Kind Hearts and Coronets", que também deve ser o mais obscuro e o mais subversivo, com a história de um herdeiro descontente que tem de matar os seus parentes para receber um título da nobreza .
The Lavender Hill Mob" é o mais universal dos três, com foco num cidadão normal, aparentemente íntegro, e consciente empregado de um Banco de Londres chamado Henry Holland (Alec Guinness), cujas funções incluem supervisionar barras de ouro. Ao longo dos anos Holland vem fazendo duas coisas: ganhar a confiança dos superiores do Banco, e procurando uma maneira de liquidar o ouro que supervisiona depois de roubá-lo.
Quase todos nós, mesmo os mais honestos, notamos de tempos a tempos o quanto vilneráveis são as instituições à nossa volta, e o quanto fáceis são de enganar. Em parte, isto deve-se a algo que fazemos para testar o quanto seguro somos, ou o quão segura é a nossa sociedade. O argumentista T.E.B. Clarke, que ganhou um Óscar por "The Lavender Hill Mob", foi ele próprio um ex-policia, e quando se sentou para escrever sobre um funcionário de um banco, de confiança, que rouba um milhão de libras de ouro, aproximou-se do Banco do Inglaterra para pedir conselhos, e uma maneira plausível de cometer um assalto perfeito - um pedido que o Banco respondeu com entusiasmo, fazendo uma investigação informal sobre o assunto.
Muita da comédia deste filme vem da inversão de estereótipos, com o homem bem-educado, da classe média, aspirante ao papel de mestre do crime. E enquanto este género tem sido demasiado reproduzido nas últimas décadas, The Lavender Hill Mob evita a maior parte do que se tornaram os clichés do género. Cenas memoráveis incluem a maneira divertida como Holland e o seu parceiro, Stanley Holloway, propagandam para depois recrutar dois criminosos mais experientes, uma sequência vertiginosa, tipo Vertigo, na escada da Torre Eiffel, e uma outra hilariante envolvendo um policia violento. Também digno de nota é um pequeno papel, da então desconhecida Audrey Hepburn, ainda em principio de carreira. Atrás das câmeras está Charles Crichton.
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domingo, 20 de janeiro de 2013
Hue & Cry - Grito de Indignação (Hue and Cry) 1947
"Hue and Cry" tornou-se na primeira, das que depois ficaram conhecidas como as comédias da Ealing, embora na altura não se tivesse percebido que representava o início de um género. O escritor de "Hue and Cry" era Tibby Clarke, um antigo jornalista e policia de Londres na altura da guerra, que também arranjou tempo para ser comissário de bordo num navio e editor e escritor num semanário australiano de mulheres, entre muitos outros trabalhos improváveis. Ele tinha convencido Balcon a deixá-lo escrever o diálogo adicional para uma das curtas de Dead of Night (The Golfing Story) e agora, com Henry Cornelius como produtor associado e Charles Crichton como realizador, foi-lhe dada a tarefa de formar uma história em torno de uma misteriosa maçonaria de rapazes. O jovem líder, Joe, interpretado por Harry Fowler, o jovem actor londrino de "Went the Day Well?", tem mais imaginação do que a maioria e fica convencido duma história de arrepiar os cabelos, que ele está a ler, sobre um gang de criminosos, e que as páginas de uma banda desenhada estão a ser utilizadas por ladrões, como meio de comunicação. Primeiro convence os amigos, conta as suas teorias para a polícia, mas estes respondem com desprezo e assim os rapazes decidem por eles mesmos apanhar os ladrões.
"Hue and Cry" foi anunciado com o slogan "The Ealing film that begs to differ", uma frase que mais tarde foi adoptada como uma espécie de lema não-oficial para os estúdios. Mudou o rumo dos estúdios para uma nova direção, usando exteriores brilhantemente como pano de fundo para uma história com alguma originalidade. O personagem das comédias da Ealing talvez pudesse ser descrito como um fantasiasta realista, com eventos fantasiosos que ocorrem num ambiente meticulosamente credível, nas miseráveis ruas do pós-guerra londrino. O conceito de que o filme tomou formou-se a partir da sequência no final do filme, com a aglomeração de rapazes, que ilustra uma ideia que Cornelius queria expressar. Muitos dos rapazes não tinham experiência a interpretar, incluindo um pequeno jovem, cujo talento especial era para reproduzir o barulho de praticamente qualquer coisa que lhe viesse à mente, e que, no filme oferece uma grande abundância de efeitos sonoros, mas nem uma palavra de diálogo. A presença no elenco dos actores adultos era necessária para dar alguma coragem aos jovens actores, mas Jack Warner e Alastair Sim são especialmente eficazes.
Seriam precisos mais dois anos para saír outra comédia de sucesso dos estúdios, mas "Hue and Cry" foi um grande sucesso, e também agradou bastante os críticos.
Legendas em espanhol.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
A Dança da Morte (Dead of Night) 1945
Walter Craig é convidado a visitar uma propriedade Britânica. Não conhece o proprietário, porém, a sua cara é-lhe familiar. Tal como o são os restantes convidados. Pouco a pouco, reconhece-as como as personagens que lhe aparecem recorrentemente num sonho que termina sempre num indescritivel terror. Tomando conhecimento de experiências sobrenaturais das outras pessoas, acabará por assassinar a pessoa que o está a tentar ajudar, fornecendo-lhe uma explicação ciêntifica para o sucedido.
"Dead of Night" é um filme de terror intrigante, de origem britânica. É composto por uma série de histórias de fantasmas que conduzem a um final único e inesperado, muito antes deste género entrar em voga naquele país. Cada um dos cinco segmentos, e a história principal, foram realizados por quatro realizadores diferentes, e cada história apoia a narrativa principal do dilema do pesadelo de Walter Craig.
Não foi o primeiro, mas "Dead of Night" tornou-se o principal exemplar das antologias de terror (também conhecidas como filmes multi-episódicos) - um trabalho que apresenta várias histórias independentes, geralmente unidas por uma narrativa de ligação. A influência de Dead of Night sobre os filmes da Amicus, durante os anos 1960, que fez uma série de antologias de terror começando por "Dr Terror’s House of Horrors" (1964), é inconfundível. "Dead of Night" é considerado um dos grandes clássicos do género, enquanto o segmento do boneco ventríloquo foi considerado um dos mais influentes, tendo sido imitado inúmeras vezes.
Seria o primeiro filme dos Ealing Studios no pós-guerra, e tinha na direcção alguns dos melhores realizadores que passaram por aqueles estúdios, como era o caso de Alberto Cavalcanti, Charles Crichton, Basil Dearden e Robert Hamer.
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