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terça-feira, 21 de junho de 2022

A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa (Revenge of the Pink Panther) 1978

O empresário e traficante francês Douvier organiza um atentado contra a vida do Inspetor Closeau, como forma de provar sua capacidade aos mafiosos de Nova Iorque com os quais deseja fazer negócios ilícitos. Com o carro que dirigia explodido, Closeau é dado como morto, mas resolve continuar nessa condição para tentar descobrir quem o atacou. A notícia da sua morte "cura" instantâneamente o ex-chefe de Closeau, o Comissário Dreyfuss, que sai do hospício e volta ao seu cargo encarregado da mesma missão.
Sexto filme da série "Pink Panther". e último, pois Peter Sellers faleceria pouco tempo depois. Estava previsto ainda mais um, chamado "Romance of the Pink Panther", que não chegou a ser feito pelo falecimento de Sellers. Embora a franquia já não tivesse nos seus melhores dias, era difícil encontrar uma série de filmes tão regular ao longo dos anos. 
Novamente muitas piadas visuais para manter o humor, e disfarçar o argumento algo previsível. Blake Edwards conta com o seu argumentista do costume, Frank Waldman e um Ron Clark que vinha da televisão. O vilão, sempre bem caracterizado era Robert Webber, e o elenco contava ainda com alguns nomes de peso: Herbert Lom, Burt Kwouk, Dyan Cannon e Robert Loggia.

domingo, 12 de junho de 2022

A Pantera Volta a Atacar (The Pink Panther Strikes Again) 1976

O inspetor chefe Charles Dreyfus apossa-se de uma arma letal e ameaça destruir o mundo. A sua única exigência para evitar a catástrofe é que o incompetente inspetor Clouseau seja exterminado. Mas a sorte não abandona Clouseau, e os 26 assassinos contratados para acabar com ele não têm sucesso na sua empreitada.
O quarto filme da série da Pantera é muito interessante, embora por esta altura a caracterização da personagem de Sellers estivesse muito dependente das fantasias cómicas desta personagem. O argumento ao estilo de James Bond é divertido, com o outrora chefe de Clouseau, Dreufys, a fugir de uma instituição mental, e a ameaçar com a destruição global caso caso Clouseau não lhe seja entregue, e o filme benefecia muito dos personagens secundários: a rotina alegre e maníaca de Herbert Lom é deliciosa, e Lesley-Anne Down também está muito bem como a agente russa.
Mão há muito mais a dizer, porque o filme cumpre com tudo como os restantes filmes da série até aqui. A realização certeira de Blake Edwards, a banda sonora de Henry Mancini, que lhe valeria uma nomeação ao Óscar por melhor música, e tudo no sitio certo. 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

O Regresso da Pantera Cor-de-Rosa (The Return of the Pink Panther) 1975

O diamante "Pantera Cor de Rosa" é roubado e apenas uma pista é deixada para trás - uma luva branca, uma assinatura exclusiva do mundialmente famoso ladrão de jóias conhecido como "O Fantasma". O ladrão, há alguns anos reformado, torna-se imediatamente o suspeito número um na lista do Inspetor Closeau, mas desta vez ele está inocente e, numa tentativa de limpar o seu nome, decide procurar o verdadeiro ladrão por meios próprios, ao mesmo tempo que lança o Inspetor Closeau numa caça aos gambozinos. Os métodos absurdos de Closeau levam o Inspetor Chefe Dreyfus à beira da loucura, ao ponto de este equacionar o assassinato de Closeau, para se livrar dele de uma vez por todas!
Em meados da da década de setenta Peter Sellers e o realizador Blake Edwards precisavam de um grande êxito para sustentar a sua carreira, e a escolha ideal seria fazer mais um filme do inspector Closeau, já que era por isto que eles eram mais conhecidos. Edwards estava a tentar fazer uma série de televisão com a personagem, quando o britânico Sir Lew Grade decidiu que iria adquirir os direitos para a sequela para a sua ITC, e a produção da série se tornou um filme. Um filme que seria muito lucrativo, e que voltaria a colocarem os dois homens juntos na produção de duas novas sequelas antes do final da década. Sem dúvida que este "Return" é a melhor das sequelas dos filmes da década de setenta.
Para tornar este filme em mais do que uma pura sequela, Edwards reuniu um grande elenco de apoio a Sellers. No lugar de David Niven, que tinha feito o papel de Sir Charles no filme de 1963, iriamos encontrar Christopher Plummer, que consegue fazer um ex-ladrão convincente, com os seus desentendimentos com a polícia e o submundo do crime organizado tão emocionantes como engraçados. Catherine Schell era um bom contraponto romântico, e Herbert Lom volta ao seu papel original.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

A Festa (The Party) 1968

Hrundi V. Bakshi é um ator desajeitado de origem indiana que está a rodar um filme no deserto. Por causa dos seus erros contínuos é demitido das filmagens. Inesperadamente, ele recebe um convite para participar numa festa sofisticada organizada pelo produtor de seu último filme. Graças a Hrundi, as situações mais loucas ocorrerão durante a festa.
Entre os filmes de sucesso de "A Pantera Cor de Rosa", o realizador Blake Edwards criou outro veículo para Peter Sellers, para mostrar os dons de mímica do actor. Uma vez que Sellers aparece numa festa o filme torna-se num desfile para os vários episódios embaraçosos que afligem o seu personagem excêntrico. Apesar da história simples e das palhaçadas, há um constante foco no nervosismo que assola qualquer pessoa convidada para uma grande festa, tornando o Hrundi V. Bakshi de Sellers uma personagem bastante simpática.
É uma obra hilariante, próxima da genialidade, considerado por muitos como o melhor filme de Edwards, e também o melhor de Sellers, que aqui se revela um dos maiores monstros da comédia de todos os tempos.

domingo, 27 de março de 2022

Um Tiro às Escuras (A Shot in the Dark) 1964

Em Paris, na mansão de Benjamin Ballon (George Sanders), um conhecido milionário, um crime é cometido e por engano é mandado o Inspetor Jacques Clouseau (Peter Sellers), o mais atrapalhado dos detetives franceses. Enquanto as investigações avançam, novas mortes acontecem e as evidências sugerem que a culpada é Maria Gambrelli (Elke Sommer), uma empregada que trabalha na mansão de Ballon. Entretanto, Clouseau tem certeza da inocência dela e está disposto a investigar (mas sempre de uma forma pouco convencional) o caso, para descobrir quem é o culpado ou culpados das mortes.
Segundo filme na série de "The Pink Panther", e talvez o seu melhor. Novamente realizado por Blake Edwards, com muitas coisas positivas neste filme: desde a banda sonora de Henry Mancini, o brilhante trabalho de Peter Sellers, e muitas piadas bem montadas. Apenas a confiança excessiva na palhaçada fácil impedem o filme de se elevar para outro nível  no território da comédia. O elenco de apoio também é perfeito, com Elke Sommer, George Sanders, e Herbert Lom. 
William Peter Blatty, o argumentista de "O Exorcista", colaborou no argumento, tendo escrito algumas comédias, sobretudo para Blake Edwards, antes de se dedicar ao seu enorme sucesso.


domingo, 6 de março de 2022

A Pantera Cor de Rosa (The Pink Panther) 1963

O incompetente e desastrado inspector Jacques Clouseau da Sûreté francesa anda há anos atrás de um notório ladrão de joias conhecido como Fantasma. Clouseau e a sua mulher Simone reunem-se, na luxuosa estância de Inverno de Cortina d¿Ampezzo, com o playboy britânico sir Charles Willingham e a princesa indiana Dala. Clouseau está seguro de poder deitar a mão ao ¿Fantasma¿ que certamente não resistirá a roubar a fabulosa joia da princesa, a célebre Pantera Cor de Rosa. Na verdade, o Fantasma é sir Charles e a sua cúmplice e amante é, nada mais nada menos, que a própria mulher de Clouseau, o que complica especialmente todas as iniciativas do inspector. Na sumptuosa casa de Roma da princesa, na sequência de um tresloucado baile de máscaras, a joia é finalmente roubada mas no fim é o infeliz Clouseau que acaba por ser acusado do furto.
"A Pantera Cor de Rosa", realizado em 1963 por Blake Edwards, foi o primeiro filme de uma série de grande sucesso de tresloucadas comédias policiais que tornaram Peter Sellers numa vedeta internacional. Uma itenerante história policial, sobre um arrojado e sofisticado ladrão internacional de joias perseguido pelo mais desastrado e incompetente inspector da polícia, é o pretexto para Edwards construir uma deliciosa comédia, recheada de gags hilariantes, como a cena do baile de máscaras com os três gorilas ou a disparatada perseguição automóvel que termina na fonte. Curiosamente, a personagem do inspector Clouseau, com o seu ar imbecil, as suas disparatadas deduções, a sua tendência para criar o caos e a destruição e o seu intolerável sotaque, não era ainda a personagem central e fulcral que acabaria por dominar todos os filmes da série. Peter Sellers cria uma personagem inesquecível e inconfundível, fruto do seu extraordinário talento para as mais sinuosas caracterizações que lhe permite, mesmo aqui, frente a David Niven, Robert Wagner, Capucine e Claudia Cardinale, roubar todas as cenas em que participa.
*Texto RTP

sábado, 22 de dezembro de 2018

Uma Voz na Escuridão (Experiment in Terror) 1962

Kelly (Lee Remick) é atacada por um desconhecido, que exige que ela roube 100.000 dólares do banco onde trabalha. Caso recuse, a sua irmã será assassinada. O FBI consegue interceptar um telefonema do desconhecido através do agente John Ripley (Glenn Ford), mas as pistas não são suficientes para encontrá-lo.
Depois de se especializar em comédias ligeiras (Operation Petticoat, High Time), romance (Breakfast at Tiffany’s), e mini-aventuras na TV com o detective Peter Gunn, em 1962 Blake Edwards resolveu virar-se para dois géneros completamente novos para ele: o drama social em "Days of Wine and Roses", sobre a força destrutiva do alcoolismo, e o horripilante suspense psicológico, em "Experiment in Terror", onde uma investigação do FBI se transforma num jogo entre um gato e um rato, entre uma heroína e um assassino chantagista.
Ambos os filmes eram interpretados por Lee Remick, e enquanto em "Experiment in Terror" a actriz partilhava o papel de protagonista com o actor veterano Glenn Ford, a verdadeira estrela do filme é sem dúvida Ross Martin, que transformou um vilão genérico num dos mais brilhantes e cruéis vilões de Hollywood, sem derramar uma gota de sangue na tela, ou fazer um acto gráfico de violação sexual. 
Mesmo sem ser visto em corpo completo até perto do final do filme, apenas através da sua voz ofegante, dos maneirismos faciais capturados pela macro-cinematografia, e o zumbido do órgão de Henry Mancini, Martin transforma-se num monstro capaz de atormentar as suas vítimas da forma mais cruel. 
O filme combina muito bem um imaginário de pesadelo e um olhar fascinante sobre as várias culturas em redor de São Francisco, saltando com grande facilidade entre locais e classes sociais, para o grande final em Candlestick Park.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

A Festa (The Party) 1968



Depois dos sucessos de "A Pantera Cor de Rosa" e da sua continuação "A Shot in the Dark", Blake Edwards e Peter Sellers reuniram-se para fazer um filme maior, e em grande parte improvisado, The Party, uma comédia que tenta jogar com o sucesso dos filmes da pantera. Sellers interpreta Hrundi V. Bakshi, um actor indiano imbecil que - depois de ter sido colocado na lista negra por sabotar um épico de grande orçamento de Hollywood - é acidentalmente convidado para uma festa pretensiosa de um produtor de cinema enraivecido. Lá, numa homenagem a "Mon Oncle", de Jacques Tati, Bakshi atrapalha tudo à volta em casa do produtor, fazendo deixar de funcionar as todas as portas e móveis automáticos, entre outras coisas.
O realizador Blake Edwards formou mais um veículo para Peter Sellers, para este mostrar os seus notáveis dons de mimetismo. Uma vez que Sellers faz a sua aparição na festa, o filme torna-se um desfile para os vários episódios embaraçosos que afligem o seu personagem excêntrico. Apesar da história simples e das palhaçadas normais, há um foco constante sobre o nervosismo que assola qualquer convidado para uma grande festa, assim como acontece com o Hrundi V. Bakshi de Peter Sellers.
O argumento contém algumas grandes linhas, e se estas não tivessem sido entregues tão brilhantemente a dois actores como Sellers Steven Franken, o filme seria apenas um conjunto de sketchs cómicos, grosseiramente exagerados e por vezes cansativos. Peter Sellers, no entanto, trabalha duro para fazer estas situações insanas, que o seu personagem involuntariamente se encontra, parecer muito real, engraçado e extremamente divertido. Steven Franken está mais do que dignamente ao seu lado. O argumento é mínimo e, basicamente, consiste em diferentes situações embaraçosas que permitem a Sellers fazer o que ele deseja.

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