Mostrar mensagens com a etiqueta Anthony Quinn. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anthony Quinn. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O Homem das Pistolas de Ouro (Warlock) 1959

A cidade de Warlock é atormentada por um gang, levando os moradores a contratarem Clay Blaisdell, um pistoleiro famoso, para interceder como marshall. Quando Blaisdell chega, vem acompanhado pelo amigo Tom Morgan, um jogador que é extraordinariamente protetor da vida e da reputação de Blaisdell. Entretanto, Johnny Gannon, um dos antigos fora-da-lei, oferece-se para aceitar o cargo de xerife oficial por rivalidade com Blaisdell, e uma mulher chega à cidade acusando Blaisdell e Morgan de terem assassinado o seu noivo. O palco está montado para um conjunto complexo de conflitos morais e pessoais. 
Apesar dos seus primeiros filmes lidarem mais com diversas questões sociais, o trabalho posterior de Edward Dmytryk, particularmente as produções de grande orçamento em CinemaScope, muitas vezes apresentavam elementos de injustiça em escala mais épica. "Warlock" lida com os habitantes insignificantes de uma pequena cidade, mas o brilho de uma grande fotografia em widescreen trai um pouco a verdadeira intimidade do drama. A realização de Dmytryk, no entanto, mantém um equilíbrio sólido de ação, tensão constante, e o tumulto de duas linhas de personagens específicos: Henry Fonda com a sua raça de homem da lei contratado, e Richard Widmark a superar a pressão dos colegas, assumindo na comunidade uma vital posição para o benefício da cidade. Adaptado da novela de Oakley Hall, pelo argumentista Robert Alan Authur, este é um western agradável evocando generosamento os conflitos e a ação do incidente de OK Corral, embora por outras palavras. 
O elenco é magnifico, e conta com caras conhecidas, como Richard Widmark, Henry Fonda, Anthony Quinn, Dorothy Malone, e Dolores Michaels.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Os Detectives (Across 110th Street) 1972

O roubo de US$300.000 de um ponto da Máfia no Harlem, por três homens negros vestidos de policias, desencadeia uma busca frenética por toda a cidade para encontrar os autores. Anthony Quinn e Yaphet Kotto estão perfeitos como policias, divididos numa busca comum. Quinn, como um policia corrupto, em fim de carreira, que deve equilibrar a sua ganância e a necessidade inerente de se fazer justiça, nesta história emocionante. Nos excelente cenários naturais do Harlem, assistiremos à máfia e à polícia ao mesmo tempo, a tentarem capturar os bandidos.
Um dos filmes mais agressivos e violentos da sua época, "Across 110th Street" é um um veículo de acção policial sólido especialmente atraente pelo seu trabalho de exteriores claustrofóbicos, dando-nos uma sensação de desolação e desespero pelo crime das ruas, no centro da cidade. Asfalto, lixo, e graffitis em todo o lado para onde olhamos, e o filme não faz nenhum esforço em esconder estes detalhes. Quase lhe conseguimos sentir o cheiro e o sabor, neste olhar muito visceral sobre a corrupção da polícia e o crime organizado, principalmente das cidades mais populosas. 
"Across 110th Street" é normalmente catalogado como um filme da blaxploitation, do início dos anos 70, embora isto não seja muito preciso. É um drama de acção urbano com um elenco predominantemente afro-americano, mas o tema principal tem muito mais a ver com um drama policial, não explorando da mesma forma que outros filmes os idea
is da blaxploitation. Não há heróis, salvo talvez o Tenente Pope, apenas vítimas e perpertadores, com apenas a mensagem de que aqueles que vivem pelas armas morrerão por elas. 
Realizado por Barry Shear, conta com boas interpretações de Anthony Quinn e Yaphet Kotto.

Link
Imdb

domingo, 23 de outubro de 2016

Sombras Brancas (The Savage Innocents) 1960

Inuk é um esquimó que, ofendido por um padre, comete um assassinato. Perseguido pela polícia,  aventura-se pelo inóspito norte canadiano em busca de refúgio.
Para uma mais moderna audiência "The Savage Innocents" pode apresentar vários problemas. Para começar temos um animal que é morto na tela, e nestes tempos pré-CGI ele é morto de verdade. Na sequência de abertura vemos um urso polar a nadar nas águas geladas, antes de ser atingido por dois arpões e começar a sangrar para o mar. Num documentário sobre o povo Inuit bem podíamos esperar por isso, mas numa longa metragem de ficção somos apanhados de surpresa.
Depois há o casting. Apesar da história ser sobre o povo Inuit, ou povo esquimó como eram também conhecidos, há poucos deles no filme. O personagem principal é interpretado por um actor nascido no México (Anthony Quinn), e a sua restante família é interpretada por uma mistura de actores chineses e japoneses. São quase tão credíveis como Marlon Brando o era a fazer de japonês em "Teahouse of the August Moon". A vida dos esquimós é romantizada como o tinha sido por Robert Flaherty no seu filme de 1922, "Nanook of the North", e observada a partir de uma perspectiva então moderna (1959). Até o título do filme trai este ponto de vista, sugerindo que os esquimós são "selvagens inocentes": "inocentes" porque não entendem os caminhos da então sociedade civilizada, "selvagens" porque não aderem ás suas restrições morais e comportamentais. 
O filme era distribuído por um estúdio de Hollywood, a Paramont, numa altura que não havia actores de origem étnica a trabalhar no cinema mainstream, obrigando os estúdios a escolher regularmente actores brancos para estes papéis. Anthony Quinn interpretou uma grande quantidade destes papéis ao longo da sua carreira, italiano em "La Strada", pintor francês em "Lust for Life", líder tribal árabe em "Lawrence of Arabia", e foi nomeado para o Óscar como protagonista em "Zorba, the Greek". E não nos podemos esquecer que o primeiro filme feito por um realizador esquimó, e com um elenco esquimó, só aparecia em 2001, chamando-se "Atanarjuat, The Fast Runner". "The Savage Innocents" mostra os esquimós no seu estilo de vida numa forma surpreendentemente positiva. Inclui elementos que seriam considerados pela chamada sociedade civilizada de primitivos, e apresenta-nos o povo esquimó nas suas acções diárias. 
Foi mais um filme de Ray a ser criticado na altura da estreia, e a ser recuperado anos mais tarde, sendo dos seus filmes menos conhecidos. Peter O´Toole é um dos perseguidores de Anthony Quinn, estreia-se aqui no cinema, nas longas metragens.

Link
Imdb

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Todos Morreram Calçados (They Died with Their Boots On) 1941

Acompanhamos a vida do General Custer (Errol Flynn) desde a sua época de estudante rebelde em West Point até ao massacre histórico em Little Big Horn. George Armstrong Custer, do Regimento da Sétima Cavalaria, sai da Academia de West Point para a Guerra Civil e dali para a fronteira, onde em Black Hills enfrentará os índios Sioux, resultando no massacre dos 264 membros da sua companhia. Esta é a história do General Custer na Guerra Civil Americana, e finalmente a sua morte, em Little Big Horn. A batalha contra chefe Crazy Horse, é retratada como um negócio tortuoso entre políticos, e uma sociedade que quer tomar as terras dos índios.
Um biopic ficcionalizado realizado por Raoul Walsh, como se de um western se tratasse. É um filme mais interessado em entretimento do que sendo historicamente correcto, porque mistura factos e ficção. Não tem grandes problemas em admitir que a história é um factor secundário, chegando mesmo a admitir que o General era um simpatizante dos índios, e que ele cavalheirescamente conduziu os seus homens numa missão suicida para salvar as tropas do seu colega do exército, e que foram algumas pessoas e não a política gananciosa do governo que causou a guerra. O argumento de Wally Klein é Aeneas MacKenzie é propício para o modo de filmar de Walsh, um realizador de acção.
Errol Flynn atinge o máximo das suas capacidades e contracena com actores secundários fabulosos (Olivia de Havilland, Arthur Kennedy, Gene Lockhart, Anthony Quinn, Sydney Greenstreet ou Hattie McDaniel). Se por um lado é um comédia romântica, é simultaneamente o retrato de um homem cuja política relativa aos índios veio mais tarde (e particularmente na nossa época) a granjear fortes críticas.
Foi a primeira colaboração de Errol Flynn com Raoul Walsh.

Link
Imdb

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um Homem e o seu Destino (Requiem for a Heavyweight) 1962



Mountain Rivera (Anthony Quinn) tem o seu último combate de boxe contra Cassius Clay, e está fora pela contagem depois de 7 rounds. Rivera é arrasado, arriscando a cegueira se lutar de novo. O problema é que o empresário de Rivera Maish (Jackie Gleason), fez uma grande aposta que Rivera seria derrotado não depois do quarto round. Maish tem assim de pagar o dinheiro que perdeu, e está desesperado para vencer uma aposta que cubra a aposta que perdeu, nem que para isso Rivera tenha de vender a alma ao diabo. Junto com Army (Micky Rooney), os três já trabalham juntos há 17 anos.
"Requiem for a Heavyweight" é um grande filme, não apenas pela sua humanidade, mas também pela forma como foi feito. O argumento de Rod Serling é lúcido e profundamente apaixonante, económico, e nunca melodramático. Atrás das câmeras está Ralph Nelson, em estreia absoluta nas longas metragens apesar de já ter bastante experiência na TV, que foi um realizador que nunca conseguiu alcançar a fama, também porque nunca escolheu os caminhos mais fáceis. Dele é, por exemplo, "Soldier Blue", um dos filmes mais violentos a saír de um estúdio americano.
É difícil definir um filme de desporto como algo que valha a pena, num género que já há muito perdeu a originalidade. Dentro do "filme de desporto" o boxe é um movimento à parte, como é o caso deste "Requiem for a Heavyweight". Há um grande uso da fotografia a preto e branco, inclusive para as sequências sem combates, como o jogo de luzes na cena em que Jackie Gleason é encurralado por bandidos. O trabalho de câmera é excelente em todas as áreas, especialmente nos combates, em especial logo no primeiro.
Quinn, que na altura já tinha ganho dois Óscares da Academia, tem uma das suas interpretações mais sólidas da sua carreira. O seu adversário no primeiro combate era Cassius Clay, então um jovem com 20 anos, mas que se tornaria no grande campeão Muhammad Ali.

Link
Imdb

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O Pirata Negro (The Black Swan) 1942



Quando o famoso Pirata Henry Morgan (Laid Cragar) é nomeado governador da Jamaica, tenta chegar a acordo com os piratas da região, mas acaba por encontrar alguma resistência em alguns. Entretanto, Jamie Waring (Tyrone Power), um dos seus homens de confiança, apaixona-se pela filha do antigo governador, Margaret (Maureen O'Hara), que o despreza.
Se "The Sea Hawk" era o filme modelo para o velho bom swashbuckler, "The Black Swan" é o seu lascivo irmão mais novo. Interpretado por Tyrone Power, o principal rival de Errol Flynn para os papéis de galã nos filmes de capa e espada, do final dos anos 30, e anos 40, que aqui tem mais uma das suas muitas colaborações com Henry King, "The Black Swan" é mais um filme essencial para esta saga da pirataria. King, um pioneiro do cinema, e um realizador muito pensativo, deixou de lado os pormenores, e reduziu a uma fachada o modelo da dupla Curtiz/Flynn. O tema mais descaradamente retratado, por vezes sugestivamente, mas recorrente nos filmes de Flynn, a dança da sedução perigosa, entre o perigoso bandido e a primeira dama, como é Olivia de Havilland, é aqui transmutado a uma fantasia. Tal como Duelo ao Sol (1948), "The Black Swan" é, no seu caminho tortuoso e sujo, um dos filmes mais bizarros a saír dos grandes estúdios de Hollywood na década de 40. Enquanto "The Sea Hawk" apanhou boleia dos filmes de guerra para navegar por esses ventos, "The Black Swan" era inteiramente uma rejeição da relação contemporânea, excepto talvez na sua celebração agressiva da masculinidade do guerreiro.
Alguns dos filmes que ajudaram a inventar o que mais tarde seria chamado de "estética camp" (e "The Black Swan" certamente que era um deles, ao lado de "Cobra Woman", de Robert Siodmark, e os melodramas de Bette Davis e Joan Crawford), deitaram para fora ansiedades frenéticas, que por vezes podiam ser comparadas com o film noir.
A grande razão pela qual este filme tem tanto entretimento, é pela mistura de humor com acção. Isso muito deve à escolha de Thomas Mitchell como parceiro de Power. De gloriosas lutas de espadas, a canhões explodindo navios, é um dos filmes de mais entretimento das gloriosas aventuras de piratas.

Link
Imdb

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A Estrada (La Strada) 1954



A triste história de uma criança abandonada, Gelsomina, que é vendida pela sua mãe para Zampano por 10.000 liras e alguns quilos de comida. Zampano é um showman viajante que se exibe em números de força, quebrando uma corrente à volta do peito. Exibe-se em praças e de seguida, passa o chapéu para o que a pequena multidão está preparada para lhe dar. Ele ensina a Gelsomina um rufar de tambores, como parte da sua introdução. Ele não a trata bem e quando ela tenta fugir, bate-lhe. Finalmente juntam-se a um pequeno circo itinerante onde um desentendimento leva à tragédia.
Um dos filmes de mais reputação de Federico Fellini e que lhe valeu o primeiro Óscar de Filme Estrangeiro foi La Strada, um filme italiano marcante que é considerado por muitos como o maior trabalho do realizador. Com a confiança de um verdadeiro mestre, Fellini traz um filme de poesia lírica sobre as armadilhas familiares do neo-realismo italiano, e o resultado é um dos mais verdadeiros, emocionalmente ricos e gratificantes dos seus filmes. 
La Strada é um filme que está carregado de simbolismo, e a sua ambiguidade admite muitas interpretações. Uma leitura do filme é que ele é sobre a nobreza do espírito humano contra a realidade de uma existência física da terra. Esta dicotomia é cristalizada na forma dos dois principais personagens masculinos - O Louco e o bruto Zampano, os dois homens entre os quais a heroína Gelsomina se divide, como uma mariposa incapaz de escolher entre duas luzes igualmente atraentes. Enquanto Zampano representa tudo o que é simples e vulgar na existência humana, o Louco personifica tudo o que é maravilhoso - imaginação, poesia e graça. O homem forte deve passar pelo ritual de quebrar correntes no seu peito a cada dia para mostrar que ele é livre, enquanto o Louco ostenta o seu sentido de liberdade através de um acto perigoso na corda bamba. A brutalidade irracional do Zampano destrói o Louco e tudo o que ele representa tão facilmente como um homem pode destruir a vida de uma borboleta. Em nenhum outro ponto na obra de Fellini o uso da metáfora visual é tão poderoso, tão incisivo como aqui.
O papel de Gelsomina é interpretado por Giulietta Masina, esposa de Fellini, uma atriz estabelecida no mundo do cinema. Naquele que é sem dúvida o ponto alto da sua carreira (e, incidentalmente, o papel que lhe valeu o epíteto indesejável de "Chaplin feminino"), Masina consegue não para captar de forma brilhante o núcleo da sua personagem, mas também transmitir algo da natureza imperfeita da condição humana, em particular, que a relutância perversa para libertar-se dos instintos mais básicos para alcançar algum tipo de santidade pessoal.
Anthony Quinn faz um contraste marcante com Giulietta Masina. Resistente, taciturno e completamente antipático (pelo menos durante grande parte do filme), o retrato de Zampano de Quinn caracteriza tudo que é mau na natureza humana. No entanto, no parágrafo final inesquecível do filme, o actor consegue vencer a nossa simpatia quando percebemos que ele é mais uma vítima indefesa das circunstâncias como foi Gelsomina e o Louco. O retrato do Louco, de Richard Basehart, é tão eficaz, fornecendo um contraponto habilmente desenhado para o grosseiro Zampano de Quinn.  
Se há um filme que marca Federico Fellini como um génio do cinema, ele tem seguramente de ser La Strada. Não só é um filme de uma composição muito bem filmada, com base em princípios neo-realistas, sem servilmente aderir à política do movimento neo-realista. O que define La Strada como um filme à parte, como possivelmente o melhor do realizador é que, apesar da sua aparente simplicidade, parece-nos dizer muito sobre a experiência humana. Sem qualquer dos excessos e da auto-indulgência vulgar que viria a definir obras posteriores de Fellini, La Strada é uma parábola visual impressionante que toca o coração, uma obra de grande compaixão e humanidade. 

Link
Imdb

domingo, 1 de setembro de 2013

O Homem das Pistolas de Ouro (Warlock) 1959



A cidade de Warlock é atormentada por um gang, levando os moradores a contratar Clay Blaisdell, um pistoleiro famoso, para interceder como marshal. Quando Blaisdell chega, vem acompanhado pelo amigo Tom Morgan, um jogador que é extraordinariamente protetor da vida e da reputação de Blaisdell. Entretanto, Johnny Gannon, um dos antigos fora-da-lei, oferece-se para aceitar o cargo de xerife oficial por rivalidade com Blaisdell, e uma mulher chega à cidade acusando Blaisdell e Morgan de terem assassinado o seu noivo. O palco está montado para um conjunto complexo de conflitos morais e pessoais.
Apesar dos seus primeiros filmes lidarem mais com diversas questões sociais, o trabalho posterior de Edward Dmytryk, particularmente as produções de grande orçamento em CinemaScope, muitas vezes apresentavam elementos de injustiça em escala mais épica. "Warlock" lida com os habitantes insignificantes de uma pequena cidade, mas o brilho de uma grande fotografia em widescreen trai um pouco a verdadeira intimidade do drama. A realização de Dmytryk, no entanto, mantém um equilíbrio sólido de ação, tensão constante, e o tumulto de duas linhas de personagens específicos: Henry Fonda com a sua raça de homem da lei contratado, e Richard Widmark a superar a pressão dos colegas, assumindo na comunidade uma vital posição para o benefício da cidade. 
Adaptado da novela de Oakley Hall, pelo argumentista Robert Alan Authur, este é um western agradável evocando generosamento os conflitos e a ação do incidente de OK Corral, embora por outras palavras. O elenco é magnifico, e conta com caras conhecidas, como Richard Widmark, Henry Fonda, Anthony Quinn, Dorothy Malone, e Dolores Michaels.

Link 
Imdb

domingo, 25 de agosto de 2013

Voltemos à Carga (Back to Bataan) 1945



John Wayne interpreta como um coronel do Exército, no Pacífico, que é obrigado a deixar o seu pelotão para treinar um grupo de guerrilheiros filipinos, para levá-los a lutar na guerra. Durante uma missão secreta, Wayne resgata um famoso combatente pela liberdade filipina (Anthony Quinn). Depois de ser recuperado, Quinn junta-se à causa e ajuda a combater os japoneses, mas ele ainda anseia pelo seu amor há muito perdido. Mal sabe ele que esse amor é uma agente dupla.
Back to Bataan estava a ser filmado ao mesmo tempo que a guerra decorria. Os produtores queriam a máxima atenção aos detalhes, de modo que o argumento foi reescrito drasticamente numa base de poucos dias, para refletir o que estava a acontecer no Pacífico. Os resultados são, compreensivelmente, desiguais.

Temos aqui um filme de propaganda da II Guerra Mundial. O foco é a resistência dos filipinos sobre a ocupação japonesa. Fãs de filmes de guerra provavelmente ficarão decepcionados com Back to Bataan, que tem pouca acção e remexe muito exagerando os traços dos personagens japoneses viciosos e os filipinos corajosos. John Wayne é o líder e grande atracção, mas à medida que o filme avança, o seu desempenho não tem o carisma visto nos seus melhores filmes. 
O realizador Edward Dmytryk filma as sequências de guerra com brio e dá ao filme uma qualidade quase noir-ish. Os historiadores militares podem agradar-se com a breve descrição da famosa marcha da morte de Bataan, e nas sequências verdadeiras de soldados americanos mantidos em cativeiro há anos pelos japoneses.

Link 
Imdb