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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Desejo Sob os Ulmeiros (Desire Under the Elms) 1958

A peça de 1924 com o mesmo nome foi a base para esta adaptação de Irwin Shaw. "Desire Under the Elms" é essencialmente a história de pessoas cujas vidas são tingidas pela solidão e abaladas por paixões frustradas. Para eles a única solução é através do amor. Os filhos do velho Cabot odeiam-no. Eben, o mais novo e filho da segunda esposa só se lembra da mãe a trabalhar até à morte, e acredita que a vê por aí, como se ela tivesse ressuscitado do seu túmulo. Quando o pai trás para casa a terceira esposa, Anna, os dois filhos mais velhos partem para a Califórnia, enquanto que o mais novo fica para vingar a mãe. Para surpresa do jovem, o seu ódio ardente por Anna transforma-se em paixão.
 O conselho de censores de Chicago concedeu à Paramount uma licença para exibir o filme na cidade, mas apenas para pessoas com mais de 21 anos de idade. O distribuidor entrou com um pedido no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte de Illinois para impedir a cidade de bloquear a exibição do filme para públicos de todas as idades. Os representantes legais da Paramount argumentaram que o código municipal de Chicago estabeleceu claramente a base para a concessão de licenças para exibição, e que apenas filmes considerados "imorais" ou "obscenos" seriam negadas as exibições. Começou aqui uma longa batalha judicial até que por fim a Paramount obteve autorização para exibir o filme para todas as idades.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Psico (Psycho) 1960

"Um dos filmes de terror mais famosos de sempre e, muito possivelmente, o mais influente de toda a História, "Psico", de Alfred Hitchcock, trocou os seres sobrenaturais do passado do género - vampiros, lobisomens, zombies e companhia - por um monstro até demasiado humano. O filme fez de Norman Bates um nome conhecido por todos e garantiu de forma definitiva o estatuto do seu realizador como mestre do suspense.
Adaptado por Joseph Stefano, de um arrepiante, mas esquecido, romance de Robert Bloch, que baseou a personagem de Norman num assassino em série real do Wiscoin, Ed Gein, "Psico" conta a história de Marion Crane (Janet Leigh), uma bonita mulher que rouba 40.000 dólares do local de trabalho. Deixa então a cidade sem um plano, a não ser um vago desejo de passar a noite com o namorado, que é casado. Conduzindo a noite inteira à chuva, Marion pára finalmente num Motel, onde o gerente é um rapaz desajeitado mas suficientemente simpático chamado Norman (interpretado com perfeição subtil por Anthony Perkins). Numa reviravolta chocante que pôs o público literalmente a gritar na plateia, Marion é apunhalada até à morte, na mesma noite, quando tomava um duche, por o que parece ser uma velha com uma faca de trinchar de 30 cm. Nunca até ali, um personagem central fora assassinado tão brutalmente e a menos de metade do filme!. Depois do detective da companhia de seguros, incumbido do caso, Milton Arbogast (Martin Balsam), ser também abafado, Lila (Vera Miles) a irmã de Marion e o namorado Sam Loomis (John Gavin) seguem o rasto da desaparecida até à casa da família Bates, situada na mesma estrada do Motel.
Quando "Psico" estreou, recebeu críticas pouco entusiastas - embora de longe muito melhores do que o veneno que acolheu o sinistramente familiar, "Peeping Tom", também distribuido no mesmo ano. Contudo, a reacção do público ao filme foi assombrosa, com as pessoas a formarem fila à volta dos quarteirões para obter bilhetes. A gerar mais publicidade, estava a nova "política especial" de Hitch de não deixar ninguém entrar nas salas depois do genérico de abertura. Claramente, este cineasta nascido em Inglaterra encontrou um meio para tocar directamente na psique colectiva da América: ao tornar o Monstro tão normal, e ao unir sexo, loucura e assassinato numa fantasmagórica e sórdida crónica, Hitchcock antecipou efectivamente as primeiras páginas dos maiores casos criminais das próximas décadas"
Texto de SJS.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O Buraco Negro (The Black Hole) 1979

Uma nave americana numa viagem de pesquisas encontra um cientista louco que tem a sua nave estacionada à beira de um buraco negro. Um capitão louco captura-os e está determinado a levá-los para o vácuo espacial, numa viagem sem regresso.
Em 1979, na sequência do sucesso enorme de "Star Wars", a Walt Disney Pictures lançou uma aventura no espaço chamada "The Black Hole", realizado por Gary Nelson. Foi o primeiro filme da história da Disney a ser classificado como PG, em vez de G, para todas as audiências. Na altura do seu lançamento tinha a concorrência directa de Star Trek: The Motion Picture (1979), o renascimento da tão esperada série de TV, só que em versão cinematográfica. O filme de Gary Nelson ficou claramente a perder.
As críticas foram, de um modo geral, negativas. Foi considerado um melodrama palavroso, e foram notadas muitas semelhanças com o blockbuster de George Lucas, de 1977. As palavras das revistas de ficção científica, e dos escritores, foram ainda mais negativas que a dos críticos, e passados tantos anos, contínua a ser lembrado como um filme mau.
O principal ponto de discórdia para a maioria dos escritores baseados na ciência parece ser a flagrante ignorância do filme sobre as leis da física. Por exemplo, havia uma atmosfera respirável no espaço exterior no fim do filme. O filme contém algumas cenas voluntariamente hilariantes, mas acabou por resistir ao tempo, graças a memórias de adolescentes daquela época.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Juiz Roy Bean (The Life and Times of Judge Roy Bean) 1972

O Juiz Roy Bean é um homem irredutível. Uma espécie de mito no velho Oeste. Ele mesmo criou as suas próprias leis e aplica-as com seus os métodos, como acha correcto. Qualquer pessoa que cometa um crime (na visão do juiz) é severamente punido. Severamente mesmo.
John Huston, o realizador. John Milius, o argumentista. Paul Newman, o protagonista. Violento, caricatural, e conto sentimental, bem embrulhado, como se fosse um western, é mais uma das pérolas da fase final da carreira de John Huston. "The Life and Times of Judge Roy Bean" é uma crónica sombria sobre as promessas e desilusões do chamado "sonho americano".
Qualquer filme que ouse cobrir tanto terreno em termos de tempo, e tente chamar a atenção para o seu significado histórico, corre sérios riscos de ficar facilmente datado. No entanto, este filme é tão divertido e vigorosamente interpretado, principalmente por Newman no papel principal, que as suas pretensões acabam por se tornar qualidades.
Embora o Roy Bean da vida real tenha morrido em 1903, o argumento de Milius acaba por ser vago sobre datas e épocas. O filme parece cobrir toda a história do Texas, bem reflectido no crescimento de Vinegaroon, que no início parece um único bar de prostitutas situado num terreno baldio, de uma desolação quase cómica, até ser uma cidade fronteiriça próspera.
Um destaque especial, para a qualidade do restante elenco: Anthony Perkins, Ned Beatty, Tab Hunter, Stacy Keach, Roddy McDowall, Jacqueline Bisset, Ava Gardner e Richard Farnsworth.

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sábado, 22 de dezembro de 2012

On the Beach (On the Beach) 1959



Os únicos sobreviventes de uma guerra nuclear estão residentes na Austrália e na tripulação de um submarino americano que estava submerso quando as bombas explodiram. Com apenas alguns meses de vida antes que a precipitação chegue ao último continente resistente, estes tentam lidar com as suas mortes inevitáveis. Moira Davidson (Ava Gardner), um alcoólica, inicia uma relação com o recém-viúvo comandante dos EUA, Dwight Towers (Gregory Peck), enquanto que o tenente-comandante Peter Holmes (Anthony Perkins) deve encontrar uma maneira da sua esposa aceitar o que está a acontecer, e o que isso vai significar para o bébé de ambos. O cientista Julian Osborne (Fred Astaire) entra em numa perigosa corrida nos seus últimos dias. Entretanto, Towers leva o seu submarino para Norte, com Osborne e Holmes a bordo, para investigar um sinal de rádio, e tentar descobrir se haverá um lugar no mundo que seja seguro, mas ninguém acreditaque haja hipóteses.
Ver "On the Beach" agora é uma experiência diferente do que vê-lo à 40 anos atrás. Naquela altura, uma guerra nuclear poderia ter ocorrido a qualquer momento. No entanto, a grande diferença não está na realidade política, mas na percepção. De alguma forma, ver este filme era uma um acto subversivo. Os Conservadores detestaram-no, e consideraram qualquer filme como este, como anti-americano. Os conservadores ainda nos anos 80 reinvidicavam que poderiam vencer uma guerra nuclear. Esta loucura culminou com o filme The Day After, feito para televisão, quando os comentadores da Direita e os políticos exigiram o mesmo tempo de antena para explicar que a guerra nuclear poderia ser aceitável se detivesse os malditos Russos.
"On the Beach" saiu no final dos anos 50 (quando se poderia esperar que uma reação conservadora fosse ainda mais extremista), e foi o primeiro filme anti-nuclear que não envolveu baratas gigantes ou mutantes. O factor tempo pode ter diminuído o seu poder, mas ainda é um lembrete convincente e sombrio do que poderia acontecer com apenas um toque num botão da estupidez humana, e essa é uma qualidade que temos em abundância.
O produtor/realizador Stanley Kramer (Inherit the Wind-1960 Judgment at Nuremberg-1961, Guess Who’s Coming to Dinner-1967) tinha razão em fazer este filme, como sempre tinha, e não estava preocupado com um retrato realista de um mundo pós-apocalíptico. Ele queria mostrar o melhor da humanidade, depois dos piores resultados. Então, o filme está cheio de homens dedicados, altruístas, santos. Eles têm problemas psicológicos, mas nada comportamental.

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