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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

A Importância de se Chamar Ernesto (The Importance of Being Earnest) 1952

Quando Algernon (Michael Denison) descobre que Ernesto (Michael Redgrave) criou um irmão fictício para todas as oportunidades em que ele precise de um motivo para escapar da vida monótona do campo, apresenta-se como o irmão, causando um confusão cada vez maior.
A última e mais popular das comédias sociais de Oscar Wilde, a peça "The Importance of Being Earnest" estreou no Teatro de St. James no dia dos namorados de 1895. No entanto, a sua exibição inicial foi interrompida depois de Wilde ter sido acusado de imoral, sendo denunciado por um dos seus conhecidos da altura, o então Secretário do Interior (e mais tarde primeiro ministro) Herbert Asquith. Ironicamente,  e numa reviravolta bizarra, seria o filho deste, Anthony Asquith, que faria a primeira versão para o cinema.
A produção de Anthony Asquith para o cinema derivou em grande parte do material apresentado das primeiras vezes nos teatros. Asquith fez 10 filmes em colaboração com o dramaturgo Terence Rattigan, bem como três derivados de peças de George Bernard Shaw, mas ao adaptar a peça de Wilde, Asquith ousadamente resolveu enfatizar as origens dos palcos. 
Feito em grande parte pela insistência de Michael Denison (que interpreta Algernon), o filme também apresentava a estreia de Dorothy Tutin, e uma das interpretações pouco frequentes de Edith Evans (apenas a sexta desde a sua estreia nos cinemas em 1915) num papel que ela já tinha feito algumas vezes nos palcos, a primeira vez em 1939.  
Asquith fez apenas cinco filmes a cores em toda a sua carreira, e este seria o seu primeiro. Evitando a ousadia característica e a elegância dos primeiros Technicolor, ele reserva as cores mais exageradas para as roupas de Lady Bracknell (Evans). Ela entra no filme usando um vestido côr de púrpura vívido e um chapéu que parece ser feito de penas de pavão, pouco antes de pronunciar a linha imortal de Wilde: "Levante-se, senhor, dessa postura semi-reclinada".

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Pigmaleão (Pygmalion) 1938

Henry Higgins é um professor de fonética que, junto com o seu amigo, o Coronel Pickering, resolvem transformar Eliza Doolitle, uma florista de rua inculta e sem o mínimo de educação exigido pela sociedade, numa grande dama, no espaço de três meses. No entanto, eles descobrem o que é envolverem-se com um ser humano com ideias próprias.
Dirigido por Anthony Asquith,  e interpretado por Leslie Howard, esta versão cinematográfica da peça de George Bernard Shaw, que mais tarde foi transformado num filme mais conhecido e vencedor de um Óscar de Melhor Filme chamado "My Fair Lady" (com Rex Harrison e Audrey Hepburn) apresenta Howard no papel do muito confiante Henry Higgins, e Wendy Hiller no papel de vendedora de flores da rua. W.P. Lipscomb, Cecil Lewis e Ian Dalrymple e Shaw estiveram entre os nomes que contribuíram para os que escreveram o argumento e os diálogos, com o qual ganhariam o único Óscar do filme. Tanto Howard como Hiller receberam nomeações nas suas categorias de actor e actriz.
"Pigmaleão" tinha sido produzido pela primeira vez para os palcos de Londres em 1914. Shaw tinha visto  Hiller em palco em duas peças suas e recomendou-a para esta adapatação cinematográfica. Viria a ser a primeira tentativa do produtor húngaro Gabriel Pascal em colocar Shaw no grande ecrã. Voltaria a repetí-lo em 1941, com "Major Barbara", em 1945 com "César e Cleopatra" e 1952 com "Andrócles e o Leão". George Bernard Shaw nunca foi muito relutante em adapatar as suas peças para o grande ecrã, mas Pascal acabava sempre por convence-lo graças ao seu charme.
Tal como todas as adaptações que tinha tido para o teatro, a versão cinematográfica também foi um êxito monstruoso. Uma curiosidade, David Lean foi o autor da montagem, então com apenas 30 anos de idade.

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