Mostrar mensagens com a etiqueta Alexander Mackendrick. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alexander Mackendrick. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

O Quinteto era de Cordas (The Ladykillers) 1955

 Um gang de cinco criminosos excêntricos aluga um apartamento de dois quartos numa casa isolada, de um beco sem saída de Londres de uma viúva octogenária, com três papagaios de estimação. O mentor do grupo, o professor Marcus, conta-lhe que são membros de um quinteto amador de cordas, e gostariam de usar a casa para aprimorar as suas habilidades musicais. Na realidade, eles planeiam roubar um banco, e usar a ingenuidade da Senhora Wilberforce, e a sua sensibilidade vitoriana a seu favor.
Lançado em 1955, a comédia negra "The Ladykillers", foi a última das grandes comédias da Ealing (embora mais duas, muito menores, tivessem sido lançadas ainda depois). Foi também o último filme do realizador Alexander Mackendrick na Grã-Bretanha, antes de partir para águas ainda mais escuras em Hollywood, com uma obra-prima do cinismo, "The Sweet Smell of Sucess" (EUA, 1957). 
 A história - cinco criminosos, disfarçados de músicos, realizam com sucesso um assalto, mas de seguida, são derrotados pela sua senhoria, aparentemente inofensiva, mas levando-os a destruirem-se uns aos outros - surgiu a partir de um sonho do escritor William Rose (que também escreveu o filme anterior de Mackendrick, "The Maggie" (1954)), e Mackendrick foi imediatamente levado pelo seu humor negro.
Alec Guinness tem mais uma enorme performance cómica como o cada vez mais desequilibrado criminoso, e mentor, Professor Marcus. O papel foi originalmente destinado a Alastair Sim, mas Guinness desempenharia o papel com aquele seu toque especial. Mas o filme, na verdade, era roubado por uma velha senhora de 77 anos de idade, Katie Johnson, como uma velhota aparentemente inofensiva, mas totalmente incansável, a senhora Wilberforce. 
 O elenco é perfeito a toda a linha: Herbert Lom, no seu primeiro papel cómico é a ameaça genuína como Louis, enquanto Cecil Parker como o major, e o enorme ex-boxeador Danny Green, também como um ex-boxeur Round One, seria díficil imaginar outros actores nestes papéis. Peter Sellers conseguiu o seu primeiro grande papel como Harry (também expressou o papagaio da senhora Wilberforce). Sellers e Lom, mais tarde, viriam a contracenar juntos em vários filmes da Pink Panther.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Não Faças Ondas (Don't Make Waves) 1967



Carlo Cofield (Tony Curtis) é um vendedor de piscinas de Nova York em férias na costa oeste, que vai em busca de uma bela mulher que arruinou o seu carro (Claudia Cardinale) e envolve-se com as figuras das praias da Califórnia, entre elas uma linda pára-quedista e ginasta, Malibu (Sharon Tate) e um campeão de fisioculturismo, Harry Hollard (David Draper, então Mr. Universo).
Este foi o último filme do britânico Alexander Mackendrick (realizador de filmes como "The Man in the White Suit" ou "The Ladykillers") antes de trocar a produção de filmes por professor de cinema no California Institute of the Arts. É um filme agradável, sátira sobre o modo de vida nas praias da Califórnia. É baseado no livro "Muscle Beach" de Ira Wallace, que também escreve o fraco argumento a meias com George Kingo e Maurice Richlin. Acaba por ser um filme decepcionante, já que se esperava muito mais de Mackendrick, mas a cena climax da casa de Malibu a deslizar por um penhasco abaixo, dá a esta farsa comédia física suficiente para salvar o filme.
Sharon Tate é Malibu, uma loira atlética sempre de bikini, por quem o personagem principal se apaixona. Seria o primeiro filme de Tate a ser lançado nos Estados Unidos, e seria alvo de uma campanha publicitária monstruosa, com fotos em tamanho real da actriz a serem distribuídas por todos os cinemas, e expostas nas salas de entrada. O filme acabaria por ser arrasado pela crítica, mas mesmo assim Tony Curtis gostou porque teve participação na bilheteira. 

Link
Imdb

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Quinteto Era de Cordas (The Ladykillers) 1955


Lançado em 1955, a comédia negra "The Ladykillers", foi a última das grandes comédias da Ealing (embora mais duas, muito menores, tivessem sido lançadas ainda depois). Foi também o último filme do realizador Alexander Mackendrick na Grã-Bretanha, antes de partir para águas ainda mais escuras em Hollywood, com uma obra-prima do cinismo, "The Sweet Smell of Sucess" (EUA, 1957). 
A história - cinco criminosos, disfarçados de músicos, realizam com sucesso um assalto, mas de seguida, são derrotados pela sua senhoria, aparentemente inofensiva, mas levando-os a destruirrem-se uns aos outros - surgiu a partir de um sonho do escritor William Rose (que também escreveu o filme anterior de Mackendrick, "The Maggie" (1954)), e Mackendrick foi imediatamente levado pelo seu humor negro.
Alec Guinness tem mais uma enorme performance cómica como o cada vez mais desequilibrado criminoso, e mentor, Professor Marcus. O papel foi originalmente destinado a Alastair Sim, mas Guinness desempenharia o papel com aquele seu toque especial. Mas o filme, na verdade, era roubado por uma velha senhora de 77 anos de idade, Katie Johnson, como uma velhota aparentemente inofensiva, mas totalmente incansável, a senhora Wilberforce. 
O elenco é perfeito a toda a linha: Herbert Lom, no seu primeiro papel cómico é a ameaça genuína como Louis, enquanto Cecil Parker como o major, e o enorme ex-boxeador Danny Green, também como um ex-boxeador Round One, seria díficil imaginar outros actores nestes papéis. Peter Sellers conseguiu o seu primeiro grande papel como Harry (também expressou o papagaio da senhora Wilberforce). Sellers e Lom, mais tarde, viriam a contracenar juntos em vários filmes da Pink Panther.
Como os filmes anteriores de Mackendrick, "The Man in the White Suit" (1951) e "Mandy" (1952), o significado de "The Ladykillers" era o conservadorismo do embrutecimento contemporâneo na Grã-Bretanha. A sra. Wilberforce e as pessoas com idade semelhante representam o peso contínuo da Inglaterra Vitoriana, atrasando o progresso e a inovação (esta inovação é representada aqui como um roubo e um crime e dá alguma indicação da ambiguidade da visão de Mackendrick). 
"The Ladykillers" foi um grande sucesso na Grã-Bretanha e nos EUA, onde foi nomeado para o Oscar de Melhor Argumento. William Rose, no entanto, deixou o filme com a produção a meio, depois de acessas discussões com Mackendrick e o produtor Seth Holt, deixando-lhes a tarefa de completar o guião. Quando finalmente viu o filme, passados três anos, foi forçado a admitir que os resultados melhoraram muito em relação à sua própria visão. 

Mega
Link 
Imdb

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Homem do Fato Claro (The Man in the White Suit) 1951


Em 1951, os Ealing Studios produziram "O Homem do Fato Claro", a história de um cientista, Sidney Stratton (interpretado pela estrela Alec Guinness), que inventa uma fibra super-resistente, que poderia revolucionar a indústria têxtil e vestir toda a gente para a eternidade. Encontramos o nosso jovem herói no laboratório da fábrica têxtil de Corland, como uma figura anónima a trabalhar, aparentemente, às custas do proprietário, Michael Corland (Michael Gough). Quando as notícias sobre o sucesso de Stratton vêm a público, toda a indústia se sente ameaçada por um caos que tanto as fábricas como os sindicatos tentam evitar a todo custo. Unindo esforços, decidem que o fabrico de Stratton jamais será comercializado.
Típica comédia para a Ealing - e especialmente para o realizador Alexander Mackendrick - é uma história ferozmente satírica e bastante obscura que é contada de uma forma deliciosamente acolhedora. Aqui os males e perigos do capitalismo são explorados e, embora o humor por vezes ronde o dos desenhos animados (por exemplo a forma como uma explosão química não faz mais nada às suas vítimas além de rasgar as roupas e denegrir os rostos), ainda tem personagens que, apesar de serem amplamente desenhadas, são completamente críveis e simpáticas. O desempenho de Guinness é, como sempre foi, espetacularmente bom, e tem o público ao seu lado desde o início, com o equilíbrio magistral de humor e emoção. Na verdade, nas mãos de qualquer outra pessoa Stratton poderia ter sido uma personagem profundamente antipática. E no clímax do filme, que o vê perseguido por uma multidão enfurecida, como os moradores do filme de Frankenstein, ele prova mais uma vez que, como comediante físico era mais do que uma ameaça para Chaplin ou Buster Keaton.
Valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Argumento.

Mega
Link
Imdb

domingo, 20 de janeiro de 2013

Whisky Galore! (Whisky Galore!) 1949



O período das comédias da Ealing começou com "Hue and Cry", em 1947, e "Whisky Galore!" tornou-se um dos mais importantes desta série de filmes. Seria a estreia do realizador Alexander Mackendrick, que viria a realizar cinco destas magníficas comédias. Começou com um storyboarder e foi andando até começar a dirigir filmes. Nascido americano, eventualmente regressou ao seu país de origem, a Escócia, depois de descobrir que fazer filmes em Hollywood não era coisa muito fácil.
Numa pequena ilha nas Hébridas Exteriores, chamada Todday, a Segunda Guerra Mundial continua a ser um evento bastante distante. Isto até um triste dia de 1943, quando o fornecimento de whisky esgota. As consequências são terríveis, já que naquela ilha havia pouco mais acção do que beber whisky no bar da cidade. Onde quer que se olhasse lá estava um homem triste, de luto, pela perda do que vale a pena viver, a água da vida. Então um raio de esperança ilumina-os na forma de um acidente. Um cargueiro, o SS Cabinet Minister, não consegue navegar no meio da neblina e encalha ao largo da ilha de Todday. Quando dois dos habitantes da ilha remam até ao navio para ajudar a tripulação ficam a saber que a carga é composta por 50.000 garrafas de whisky. Os dois homens contam a todos os habitantes de Todday o valor da carga inestimável, mas o Capitão Paul Waggett (Basil Radford), o comandante da guarda inglesa no local, impede os habitantes da ilha de saquear o navio, e dá ordens a um sargento para garantir que ninguém bote as mãos no alcool. Mas é claro que os habitantes da ilha não vão desistir tão facilmente. 
A história foi inspirada em eventos reais, e faz o divertimento lúdico da animosidade tradicional entre escoceses e ingleses, onde as nossas simpatias caem obrigatoriamente sobre os escoceses e não com os frios ingleses cujos deveres da Guarda se tornam mais um obstáculo para a vida na ilha do que uma defesa eficaz contra os alemães. É um filme muito charmoso, simples, que praticamente evita a comédia slapstick (excepto perto do final) a favor de piadas mais discretas. Observar os moradores de Todday é um prazer, graças ao elenco magnífico, mas Basil Radford também está perfeito como o sério capitão que tenta manter alguma aparência da ordem e da autoridade sobre a ilha. O filme é bem tranquilo e apresenta várias sequências divertidas que ilustram o quão triste e posteriormente alegres as pessoas de Todday podem ser, consoante a falta, ou não, do whisky.
 
Mega 
Link
Imdb