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sábado, 21 de janeiro de 2017

First on the Moon (Pervye na Lune) 2005

Na primavera de 1938, nas montanhas ao norte do Chile, caiu um objeto voador em chamas, mais tarde chamado de “Esfera Chilena”. A investigação do episódio, realizada por uma equipa de filmagens, fez uma importante descoberta. Um programa espacial secreto tinha sido desenvolvido na União Soviética antes da Segunda Guerra Mundial. Cientistas e autoridades militares desenvolveram uma nave espacial 23 anos de Yuri Gagárin, para ir para o espaço. É um documentário com elementos ficcionais e falsidades divertidas sobre os primeiros astronautas russos. 
O realizador Aleksei Fedorchenko, a escolher o formato "mock-documentary" para contar a história de um programa espacial soviético desconhecido. Vamos conhecer o destino do primeiro astronauta soviético, Ivan Kharlamov (Boris Vlasov). Este personagem viaja do Chile através do Pacífico, para a China e para a Mongólia, até que é finalmente capturado pelo pelo KGB, e enviado para uma enfermaria psiquiátrica. Eventualmente escapa da sua cela, e assume uma série de identidades que lhe permitem esconder da polícia secreta, e sobreviver no ambiente hostil e errático da rússia soviética. 
Participou em vários festivais pelo mundo fora, onde ganhou vários prémios. O mais importante foi o Venice Horizons Documentary Award, no Festival de Veneza. Era o filme de estreia de Aleksey Fedorchenko.

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Imdb 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Almas Silenciosas (Ovsyanki) 2010

Quando a sua mulher morre, Miron pede ao seu melhor amigo Aist que o ajude a despedir-se dela de acordo com os rituais da cultura Merja, uma antiga tribo do centro-oeste russo. Os dois homens partem numa viagem pelas terras sem fim, levando com eles dois pequenos pássaros numa gaiola.
"A Ovsyanki atribua-se-lhe toda a melancolia do mundo, mais que qualquer dor de perda o que reina ali é a melancolia aliada à frieza própria dos russos. Mitos e ritos a misturarem-se com o presente e com as memórias do passado, saudade e lamentos dos que foram e um estado inexorável de melancolia que atravessa o filme inteiro naquela viagem ambígua em direcção ao ritual de incineração do cadáver. Mas a frieza que existe, coisa que sempre me pareceu inerente aos russos (e aos nórdicos), talvez pela neve que quase sempre está lá e que os molda, aqui é qualquer coisa também ambígua. Porque Ovsyanki não é um filme frio por mais neve que tenha, por mais metódicos que aquele homem que acabou de perder a mulher e o narrador que o acompanha (a voz-off é dele) sejam nas suas acções. Não, Ovsyanki é um filme cinzento (e não há melhor cor para a melancolia), singelo, lírico, repleto de movimentos de câmara estrondosos a fazer lembrar Tarr, enquadramentos e planos-sequência monumentais, alguns momentos na procura dos olhares e das expressões na impressão da dor, uma fotografia lindíssima, contemplativo muito contemplativo, naturalista, sempre no caminho de Tarkovsky e Dreyer. No final percebemos que é uma fábula, que é acima de qualquer coisa um filme sobre o amor ou sobre a resistência do amor à morte. Melodrama e romantismo sem lamechices, sem choradeiras e as merdas do costume. Um filme belo."
Texto do Álvaro Martins, daqui

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