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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Os Olhos da Noite (Wait until Dark) 1967
"Wait Until Dark", a enigmática peça de Frederick Knott sobre uma mulher cega aterrorizada por três gangsters, foi levada ao cinema em 1967, e foi acompanhada por um acontecimento ainda mais estranho. Quando as luzes se apagam no final do filme, também se apagavam as luzes nas salas de cinema, para criar o clima pretendido de claustrofobia. Tensa adaptação cinematográfica de Terence Young, que tão impiedosamente aperta com o sentimento do medo, que o espectador facilmente não perceberia um tremor de terra durante a exibição do filme. Audrey Hepburn foi agraciada com a sua quinta nomeação ao Oscar pela sua interpretação de Suzy Hendrix, uma dona de casa de NYC recentemente cega. Não demora muito para Suzy ficar em apuros quando um grupo de condenados atravessa no seu caminho, colocam em causa um elaborado plano para localizar uma boneca recheada com pequenos sacos de heroína. Eles são apenas pequenos ladrões, mas o chefe Harry Roat (Alan Arkin) é um monstro sinistro.
Há um pouco de mistério em "Wait Until Dark" ligado à boneca que toda a gente está tão determinada em encontrar. Fica claro desde início que toda a gente quer a boneca. O mistério tem a ver com o que Susy fará se descobrir. O filme funciona muito bem como um filme de suspense e tem vários momentos de cortar a respiração. O ritmo lento, ajuda a construir o suspense e a tensão até ao confronto final. A maioria parte de Wait Until Dark é focada em Susy e no que ela está a passar. Perdeu a visão num acidente que aconteceu antes do filme começar e ainda está a adaptar-se a ser cega. Parece bem ajustada no geral, embora ainda tenha alguns problemas. É bastante auto-suficiente, o que acaba por ajudá-la quando ela se mete numa situação muito perigosa.
Richard Crenna e Jack Weston completam o trio formado com Alan Arkin que interpreta um vilão psicótico assustador usando vários disfarces que são muito fáceis de ver, mas não devemos esquecer que Audrey Hepburn é cega e tem que seguir o que ela ouve, em vez das pistas visuais.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Roubei um Milhão (The Lavender Hill Mob) 1951
Histórias sobre o crime perfeito a correr mal (por exemplo, Double Indemnity) têm sido muito exploradas na ficção e no cinema. As comédias do mundo do crime são quase tão antigas como o próprio cinema, mas existe um sub-género dentro das comédias de crime chamado caper-gone-wrong (caper crime eram filmes sobre assaltos, por isso "caper-gone-wrong" seriam assaltos que correm mal) que deve ter sido inventado por volta de 1950, nos Ealing Studios da Grã-Bretanha, mais conhecidos pelas suas comédias peculiares do pós-guerra. Algumas das comédias clássicas da Ealing eram histórias de crimes subversivos, e a maioria contava com Alec Guinness. Três filmes cumpriam estes critérios: "Kind Hearts and Coronets", "The Lavender Hill Mob", e "The Ladykillers".
Qualquer um destes filmes são enormes, e cada um tem os seus defensores como sendo o melhor das comédias da Ealing. Provavelmente o mais popular hoje é o primeiro, "Kind Hearts and Coronets", que também deve ser o mais obscuro e o mais subversivo, com a história de um herdeiro descontente que tem de matar os seus parentes para receber um título da nobreza .
The Lavender Hill Mob" é o mais universal dos três, com foco num cidadão normal, aparentemente íntegro, e consciente empregado de um Banco de Londres chamado Henry Holland (Alec Guinness), cujas funções incluem supervisionar barras de ouro. Ao longo dos anos Holland vem fazendo duas coisas: ganhar a confiança dos superiores do Banco, e procurando uma maneira de liquidar o ouro que supervisiona depois de roubá-lo.
Quase todos nós, mesmo os mais honestos, notamos de tempos a tempos o quanto vilneráveis são as instituições à nossa volta, e o quanto fáceis são de enganar. Em parte, isto deve-se a algo que fazemos para testar o quanto seguro somos, ou o quão segura é a nossa sociedade. O argumentista T.E.B. Clarke, que ganhou um Óscar por "The Lavender Hill Mob", foi ele próprio um ex-policia, e quando se sentou para escrever sobre um funcionário de um banco, de confiança, que rouba um milhão de libras de ouro, aproximou-se do Banco do Inglaterra para pedir conselhos, e uma maneira plausível de cometer um assalto perfeito - um pedido que o Banco respondeu com entusiasmo, fazendo uma investigação informal sobre o assunto.
Muita da comédia deste filme vem da inversão de estereótipos, com o homem bem-educado, da classe média, aspirante ao papel de mestre do crime. E enquanto este género tem sido demasiado reproduzido nas últimas décadas, The Lavender Hill Mob evita a maior parte do que se tornaram os clichés do género. Cenas memoráveis incluem a maneira divertida como Holland e o seu parceiro, Stanley Holloway, propagandam para depois recrutar dois criminosos mais experientes, uma sequência vertiginosa, tipo Vertigo, na escada da Torre Eiffel, e uma outra hilariante envolvendo um policia violento. Também digno de nota é um pequeno papel, da então desconhecida Audrey Hepburn, ainda em principio de carreira. Atrás das câmeras está Charles Crichton.
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