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imprevisíveis

Os Imprevisíveis ou imprevisíveis é o mais novo (?) projeto de Marcelo Camelo, apresentado no MySpace no fim de outubro, e lá não se encontra nenhuma informação sobre a banda que conta também com o ex-empresário do Los Hermanos, Alex Werner e uma bela garota chamada Tati Ornelas e o quarto integrante não conseguimos identificar. As músicas postadas na página são instrumentais, totalmente experimentais, de difícil assimilação, quase anti-músicas e levam como nomes algarismos romanos.

MP3: imprevisíveis - III
MP3: imprevisíveis - vez2 imprevijazz

MySpace: www.myspace.com/imprevisiveis

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Música Social's Top 20 Albuns de 2008

Bem, chegou a vez da lista de melhores álbuns de 2008 do nosso Música Social. Eu ia fazer um top 10, mas percebi que ficaria muito coisa boa de fora, então, cheguei a esse top 20 cortando pelo menos mais uns 40 álbuns, mas é bom assim, fica um número redondo. São duas listas de melhores álbuns, nacional (abaixo) e internacional. Divirta-se!


1.
Wado
Terceiro Mundo Festivo


MP3: Wado - Melhor

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2.
Marcelo Camelo
Sou


MP3: Marcelo Camelo - Mais Tarde

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3.
Violins
Redenção dos Corpos


MP3: Violins - Entre o Céu e o Inferno

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4.
Cérebro Eletrônico
Pareço Moderno


MP3: Cérebro Eletrônico -

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5.
Macaco Bong
Artista Igual Pedreiro


MP3: Macaco Bong - Amendoim

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6.
Curumin
Japan Pop Show


MP3: Curumin - Compacto

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7.
3 na Massa
Na Confraria das Sedutoras


MP3: 3 na Massa - Enladeirada [com Thalma de Freitas]

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8.
CSS
Donkey


MP3: CSS - Rat Is Dead (Rage)

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9.
Mallu Magalhães
Mallu Magalhães


MP3: Mallu Magalhes - Tchubaruba

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10.
Guizado
Punx


MP3: Guizado - Vermelho

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11.
Tom Bloch
2


MP3: Tom Bloch - Entre Nós Dois

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12.
Tom Zé
Estudando a Bossa


MP3: Tom Zé - Síncope Jãobim

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13.
Lenine
Labiata


MP3: Lenine - Samba e Leveza

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14.
Zeca Baleiro
O Coração do Homem-Bomba, Volumes 1 e 2


MP3: Zeca Baleiro - Vai de Madureira

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15.
Chico César
Francisco Forró y Frevo


MP3: Chico César - Comer na Mão

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16.
Pedro Luís e a Parede
Ponto Enredo


MP3: Pedro Luís & A Parede e Zeca Pagodinho - Ela Tem a Beleza Que Nunca Sonhei

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17.
OAEOZ
Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada


MP3: OAEOZ - Impossibilidades

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18.
Skank
Estandarte


MP3: Skank - Ainda Gosto Dela

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19.
Marcelo D2
A Arte do Barulho


MP3: Marcelo D2 - Desabafo

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20.
Renato Russo
O Trovador Solitário


MP3: Renato Russo - Faroeste Caboclo

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Outros álbuns que poderiam muito bem constar nessa lista e que merecem ser, ao menos, citados:

Ney Matogrosso - Inclassificáveis
Marcos Valle - Conecta ao Vivo no Cinemathéque
Gilberto Gil - Banda Larga Cordel
Omara Portuondo & Maria Bethânia - Omara Portuondo & Maria Bethânia
Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico - Pastiche Nagô
Cavalera Conspiracy - Inflikted
Forgotten Boys - Louva-a-Deus
M. Takara - Ocupado como Gado com Nada pra Fazer
Pata de Elefante - Um Olho no Fósforo, Outro na Agulha
Hyldon - Soul Brasileiro
Roberto Carlos e Caetano Veloso - E a Música de Tom Jobim
Momo - Buscador
Jupiter Maçã - Uma Tarde na Fruteira
La Carne - Granada
ruído/mm - Praia
Beto Só - Dias Mais Tranqüilos
Volver - Acima da Chuva
Moptop - Como se Comportar
Holger - The Green Valley EP
Sonantes - Sonantes
Frejat - Intimidade Entre Estranhos
Adriana Calcanhotto - Maré
Daniel Gonzaga - Comportamento Geral
Doces Cariocas - Doces Cariocas
Ed Motta - Chapter 9
Lua - Lua
Mart'nália - Madrugada
Milton Nascimento & Jobim Trio - Novas Bossas
Moinho - Hoje de Noite
O Rappa - 7 Vezes
Tira Poeira - Feijoada Completa
Virgínia Rosa - Baita Negão
Vitor Araújo - TOC
Wander Wildner - La Canción Inesperada
Jam da Silva - Dia Santo
Jards Macalé - Macao
Jota Quest - La Plata
Virgínia Rodrigues - Recomeço
Zé Ramalho - Zé Ramalho Canta Bob Dylan
Zé Renato - É Tempo de Amar
Badminton - Badminton II
FireFriend - Safari
Liga Leve - O Disco dos Carros
Seychelles - NanaNenen
...


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Rolling Stone Brasil: 25 Melhores Músicas Nacionais de 2008 [RE:POST]

A revista Rolling Stone Brasil publicou sua lista das 50 melhores músicas de 2008, dividindo igualmente entre nacionais (abaixo) e internacionais. Confira todos os detalhes no site da Rolling Stone Brasil.

1. Marcelo Camelo e Mallu Magalhães - Janta
A receita clássica das duas melodias (e letras) em contraponto, que se conversam e se desconversam, não poderia ser mais apropriada para narrar esta história de um amor em fase de descoberta, que já nasce consciente de que pode não durar para sempre - "Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá." Ao contrário do que se acredita, Camelo compôs sozinho as melodias e a letra bilíngüe. Mallu Magalhães só emprestou seu timbre elegantemente arranhado e um bocado de inspiração para que a canção fizesse aflorar tamanho nível de sinceridade. O arranjo é um primor de tão cru: não há nada além das vozes, dos dois violões (o próprio Camelo no outro) e de milhares de intenções rondando no ar, revelando-se em cada silêncio e suspiro

2. Lenine - Samba e Leveza
Composta a partir de escritos deixados por Chico Science (mostrados a Lenine pela irmã de Chico, Goretti), a faixa é beleza única, que só poderia ser resultado do encontro de dois mestres que não tiveram tempo de firmar uma parceria ao vivo.

3. Mallu Magalhães - J1
"Tchubaruba" pode ser a marca registrada, mas "J1" é ainda mais pegajosa. Na singela melodia, que ganhou amplitude quando foi incluída em um comercial de TV, Mallu confessa ser "esquisita e estranha". É ela que está dizendo...

4. CSS - Rat Is Dead (Rage)
Nada de frivolidade dançante: o primeiro single de Donkey é um rock direto com influência do grunge. A letra, paranóica, é marcada por um incessante "I know, I know". E, quando a banda se junta para cantar a sinistra frase "rat is dead", dá até pra sentir medo do pessoal do CSS.

5. Marcelo D2 - Desabafo
O refrão - um sampler da voz da cantora Claudia no samba "Deixa eu Dizer", de 1973 - é daqueles difíceis de tirar da cabeça, e incrementa aquilo que D2 faz de melhor: mistura de samba com batidas dançantes, linha de baixo cheia de suingue e rimas recorrentes em seu "cancioneiro".

6. Macaco Bong - Amendoim
A música que define o som do trio instrumental de hard rock de Cuiabá: uma longa jam com timbre de blues, múltiplas passagens, muita distorção... Jimi Hendrix e Rush ficariam orgulhosos.

7. Forgotten Boys - Quinta-Feira
A banda se notabilizou por cantar em inglês, mas aqui se arriscou em português: Gustavo Riviera pilota a voz neste rock cru e direto sobre um sujeito que passa uma semana inteira movido a aditivos.

8. Cérebro Eletrônico - Dê
O título se refere a expressões que transitam entre o inocente e o sacana, as quais não encontram contexto separadamente. Mas, para Tatá Aeroplano, uma palavra é suficiente para se fazer uma bela canção pop.

9. Curumin - Compacto
Em um misto de samba, rock e soul, o baterista compositor caprichou na filosofia da malandragem para compor uma das faixas mais desencanadas do ano.

10. Guizado - Vermelho
A trilha sonora inevitável de um pesadelo urbano e surrealista. Não faltam cores e texturas à experiência lisérgica do multiinstrumentista paulistano: batida hipnótica, riffs sintetizados em seqüência e assustadores esporros de trompete.

11. Tom Zé - Síncope Jãobim
Carregada de ironia e lirismo, a letra faz um inventário dos personagens da bossa nova e relembra como era a MPB antes do aparecimento do "bim-bom" de João Gilberto.

12. Mallu Magalhães - Tchubaruba
Não se sabe se Mallu tentou compor ao estilo da "feel good music" dos anos 60, mas é essa a sensação resultante da audição desta suave balada pueril sobre aproveitar as boas coisas da vida.

13. Skank - Chão
O baixo entra pesado, a guitarra é barulhenta e o riff é quase metaleiro: composta em uma jam, é a faixa que melhor define o atual estilo - festeiro e pesado - da banda de Belo Horizonte.

14. Cavalera Conspiracy - Sanctuary
É a materialização de um desejo - tanto dos fãs quanto dos irmãos Cavalera - que parecia nunca tornar-se realidade: o reencontro da bateria frenética de Iggor com a voz apocalíptica de Max. A química entre a dupla, pelo menos, o tempo não conseguiu afetar.

15. Chico César - Comer na Mão
O paraibano assume sua vocação de forrozeiro neste xote poético, que mostra como um tradicional ritmo nordestino pode se relacionar amigavelmente com o reggae jamaicano.

16. Pedro Luís e a Parede e Zeca Pagodinho - Ela Tem a Beleza Que Nunca Sonhei
O pandeiro, o violão de Paulão 7 Cordas e a participação de Serginho Trombone fazem a cama para a voz de Zeca Pagodinho, convidado de mais um samba universal da PLAP.

17. O Rappa - Monstro Invisível
A letra desta criação coletiva é vaga, mas critica o "Monstro invisível que comanda a horda", mais uma referência aos perigos que rondam as comunidades que eles tanto estimam.

18. Gilberto Gil - Banda Larga Cordel
Em seu papel de defensor das tradições, mas conectado às tecnologias, o ex-ministro reinveste num tema inaugurado no velho hit "Pela Internet", em uma mistura de cordel, sertão e mundo digital.

19. Marcelo Camelo - Mais Tarde
O ex-Los Hermanos parece até ter escrito a lânguida e dolorida melodia em uma tarde de brisa em uma praia deserta. O clima semi-acústico e o vocal quase em falsete dão o charme especial.

20. CSS - Move
Como um hit dos anos 80 convertido para este século, este é um convite sensual de Lovefoxxx a um mergulho sem volta em uma pista de dança abafada.

21. 3 na Massa e Thalma de Freitas - Enladeirada
Em meio a atrizes recitando letras-poemas com vozes roucas, Thalma é soberana quando canta "dentro de mim você vai morar", no melhor momento de um dos grandes discos brasileiros do ano.

22. Krisiun - Slaying Steel
A abertura de Southern Storm é uma amostra do alto nível de brutalidade, evolução técnica e artística do trio gaúcho - sem dúvida, o mais competente grupo de metal extremo da atualidade.

23. Ney Matogrosso - Lema
Escrita por Carlos Rennó e Lokua Kanz, a canção, inédita, define com perfeição o estado de espírito do sempre jovial intérprete.

24. Udora - A Falta (Que Me Faz)
Ao deixar o inglês de lado, o quarteto não só assumiu as raízes, como ampliou o alcance de sua música e provou ter potencial radiofônico - como nesta faixa de altas guitarras e refrão empolgante.

25. Do Amor - Perdizes
Hit das paragens indie, representa bem o som do grupo carioca que não tem pudores em juntar infl uências consideradas nada cool - como carimbó e outros ritmos nordestinos - à música pop.

Textos: Pablo Miyazawa, Ademir Correia, Leonardo D. Pereira, Antônio do Amaral Rocha, José Julio do Espírito Santo, Paulo Cavalcanti, Marcus Preto, Bruna Veloso.

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Marcelo Camelo | Entrevista sobre "Sou"...

Entrevista com Marcelo Camelo: fotos, crítica, fãs e palmitos
(por Leonardo Lichote do MPB Player)

Marcelo Camelo não gostava de palmito, mas aprendeu a gostar.

Marcelo Camelo não gosta de posar para fotos. E ainda não aprendeu a gostar.

Conversei com ele sobre essas e outras coisas, por ocasião do lançamento de "Sou" (Zé Pereira, selo de Camelo), seu primeiro CD solo. Da entrevista, fiz uma reportagem que está no Segundo Caderno de hoje - ao lado de uma crítica do disco assinada por Antônio Carlos Miguel. Muita coisa que Camelo falou, claro, não coube no papel. Segue aqui, então, um pouco mais das idéias do compositor.

IMAGEM: "(Depois de resistir em posar para as fotografias) Acho que se fizermos a foto aqui, enquanto conversamos, tem alguma verdade, é o registro de algo que está acontecendo. Quando saímos daqui e vamos para lá, e e eu tenho que andar, ou ficar parado numa posição, a foto não representa nada, não mostra nada de mim. Já é estranho para mim ver minha foto, como imagino que seja estranho para qualquer pessoa ouvir sua voz gravada. Porque uma foto não é como um espelho, a imagem ali não é invertida. E eu me percebo muito mais pelo que eu vejo do que pela minha imagem. Agora, por exemplo, me percebo muio mais pelo seu rosto, que estou vendo, do que pelo meu. E a foto tira um pouco do sabor da música. Pra que interessa saber que essa é a cara do sujeito que faz aquelas músicas?"

SOLIDÃO: "Não sou mais solitário que ninguém. A solidão que canto no CD (o tema aparece em muitos versos) é a de todo mundo. Todos somos meio sozinhos, passamos a vida tentando fazer contatos, conexões. Ter parado de viajar, ter ficado mais sozinho em casa nesse período de feitura do CD talvez tenha me dado mais consciência dessa solidão."

REPERTÓRIO: "Quase tudo foi feito depois da parada do Los Hermanos. As exceções são "Santa chuva", que foi gravada no primeiro disco da Maria Rita, e "Liberdade", que cheguei a fazer num programa de TV ainda com a banda."

LETRAS: "Não gosto de falar sobre as letras porque tudo já está nelas. A canção já é uma tentativa de espremer tudo. Se o que sai parece ambíguo ou pouco claro é porque o sentimento é assim mesmo."

NASCIMENTO DO "SOU": "Minha única diretriz foi estar desatento. Fui fazendo as coisas, organizando em blocos, mas de um jeito míope, sem planejamento. Primeiro veio 'Copacabana', depois 'Vida doce', tudo muito fluido. Um disco é sempre o retrato de um período, um ciclo. Esse é uma reunião de canções distraídas. Não gosto de disciplina."

FAMÍLIA NO CD: "É a minha vontade de acreditar nas coisas próximas, nas pessoas próximas. E um cansaço de depositar esperanças no alheio, naquele produtor australiano fantástico, naquele estúdio maravilhoso. Meu pai (produtor-executivo do CD) era um CDF, foi o melhor aluno do Colégio de Aplicação. Ele começou a participar naturalmente, ajudou a dialogar com o Sonora (site parceiro de Camelo em "Sou"). Minha mãe é pintora, já fiz músicas com o Los Hermanos que falam disso (duas pinturas dela estão no encarte). (Além do pai e da mãe, o irmão Thiago escreveu o texto para a imprensa sobre o CD). Rodrigo Linares, que fez a capa, é amigo. Descobri o poema que está na capa vendo na casa dele, porque nunca foi publicado. Ou seja, não foi simplesmente trazer o poema para o CD. O CD é sobre minha relação com Rodrigo, é sobre o poema também."

CONVIDADOS: "Todos vieram por meu desejo. Gosto muito do Hurtmold. Tinha a sensação que a habilidade deles em construir texturas seria ótima para o disco. Dominguinhos ouviu a canção ("Liberdade") três vezes e saiu tocando. Mallu Magalhães foi no dia também. Ela é incrível, de uma espontaneidade... Sou fã dela e de Dominguinhos em iguais proporções. Dominguinhos, em cada take, improvisava uma abertura e um encerramento diferente. Dá para fazer um disco só com isso. Com Clara Sverner, ensaiei na casa dela. Ela tocou Debussy para mim, foi maravilhoso. As músicas que ela toca eu fiz pensando nela e em Guiomar Novais."

AMADURECIMENTO: "Do primeiro disco do Los Hermanos até agora foram 10 anos. Multiplica isso por 365 dias, são muitas voltas em torno das mesmas coisas. Não dá para continuar igual. Mas, por outro lado, às vezes penso que não mudei tanto assim."

MPB, ROCK, POP ETC.: "Essas palavras não fazem nenhum sentido para mim. Robert Anton Wilson disse que o ser humano nomeia as pequenas coisas que aprende do universo e depois rasteja sobre essas palavras. Meu diálogo é com o som, que é muito anterior à decodificação da linguagem. Procuro, na minha vida cotidiana, ficar um pouco burro para as palavras."

CRÍTICA: "O debate crítico é uma dimensão muito pequena da percepção sobre a minha obra. Me interessam mais as reinterpretações de minhas canções que vejo no Youtube. Elas me emocionam. É tudo muito pessoal, as pessoas nos seus quartos. Quero estar em sintonia com essas figuras. Quero que minha música seja assim, saia desse quarto."

GOSTAR: "Eu não gostava de palmito. Mas não gostar de algo é muito ruim, procurei me esforçar para gostar. E hoje adoro palmito. Com música sou assim também. O tempo me ensinou que gostar é muito melhor que não gostar. E quando afirmo gostar de algo, não estou defendendo nada. Isso já foi uma vontade de afirmação estética, mas não é mais. Você acha que quando Sandy e Junior me convidaram para o 'Acústico' deles eu pensei: 'Ah, 'Agora vou fazer uma grande piada' ou 'agora vou ver o que vão falar'? Estou me lixando para o que pensam. Fui porque amo aqueles meninos e me emocionei com eles muitas vezes. "

INDIVIDUALIDADE: "É difícil falar que um disco foi bem recebido ou mal recebido. Porque cada um ouve de um jeito. É como pensa o Professor Pacheco, conhece? Ele é um educador que trabalha sobre a individualidade das pessoas. Os alunos não se organizam por idade, e sim por grupo de interesse. Depois de se formarem os grupos, o aluno ganha a tarefa de apresentar um trabalho sobre o tema daquele grupo, por exemplo Revolução Francesa, em 15 dias, usando todas as fontes que conseguir. Quando vai apresentar, ele pode escrever três coisas no quadro: "Já sei", que indica que ele aprendeu; "Posso ajudar", mostrando que ele pesquisou até demais e pode dar aula; ou "Preciso de ajuda". A partir daí, a turma se organiza."

MENOS POP: "Não sei se estou menos pop que no início do Los Hermanos. Você fala das harmonias... Pode ser, mas 'Garota de Ipanema' também tem suas inversões harmônicas."

VIOLÃO: "Só sei tocar minhas músicas, sou a desgraça das rodinhas de violão".

MÚSICA E PIZZA: "Outro dia, estava passando uma banda na TV e eu comentei com a minha namorada: 'Música é que nem pizza, por pior que seja é bom'. Depois aumentei o volume e disse: 'Se bem que às vezes eu mesmo discordo disso'."

TEMPO: "Tem horas que tenho impressão de estar vivendo como o cara daquele filme, 'O feitiço do tempo'. Só que em vez de viver o mesmo dia, tenho impressão que vivo o mesmo minuto repetidas vezes. Às vezes acho que lembro do futuro. Não sei, na verdade, se existe um passado e um futuro assim, separados. Não sei se a música que eu acabei de fazer me soa familiar porque ecoa do futuro ou se é porque alguem já fez e eu estou copiando. Morro de medo de tomar um processo por plágio."

AMBIGÜIDADE: "No disco, falo que 'ando em frente pra sentir saudade'. Vejo as coisas com essa ambigüidade. A frase 'Coragem de fugir é medo de ficar', nome de um disco da banda Lorena Foi Embora, mudou minha percepção do mundo."

O QUE TEM OUVIDO: "Além dos moleques que tocam minhas músicas, que são demais, tenho ouvido Os Cabinha, do Ceará. E Jaçanã Picadilha, conhece? Outro dia ouvi Renato Teixeira, ele faz as coisas mais lindas. A abertura de 'Romaria', no qual ele fala 'É de sonho é de pó'... Isso é lindo. Depois tocou aquela da Joanna, Meu namorado é um sujeito ocupado' (canta), que não sabia que era dele. E um amigo me disse que aquele jingle 'Roda, roda/ Roda baleiro, atenção/ Quando o baleiro parar põe a mão/ Pegue a bala mais gostosa do planeta/ Não deixe que a sorte se intrometa', que também é lindo."

LOS HERMANOS: "Eu estava cansado da estrada, do excesso de shows. Queria estar mais tempo em casa. Isso foi do meio para o fim da turnê do '4'."

OS IMPREVISÍVEIS: "Tenho vontade de fazer um próximo trabalho com música abstrata. Será a banda Os Imprevisíveis. A formação sou eu e as circunstâncias. Boa, né?"

[Link para o post original no MPB Player]


Marcelo Camelo | Sou | 2008 | [10 das 14 canções do álbum]

MP3: Marcelo Camelo - Téo e a Gaiovota [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Tudo Passa [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Passeando [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Doce Solidão [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Janta [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Mais Tarde [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Menina Bordada [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Liberdade [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Copacabana [MP3]

MP3: Marcelo Camelo - Vida Doce [MP3]

* Links temporários. Baixe rápido.

DOWNLOAD via Sonora

Turnê Marcelo Camelo 2008:
- 19 set 2008, 21:00, Festival Coquetel Molotov, Recife
- 28 set 2008, 18:30, Concha Acústica do TCA, Salvador
- 4 out 2008, 20:00, Cine-Theatro Central, Juiz de Fora
- 16 out 2008, 21:00, Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre
- 13 dez 2008, 22:00, Canecão, Rio de Janeiro
- 14 dez 2008, 20:30, Canecão, Rio de Janeiro


www.myspace.com/marcelocamelo

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