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Morrissey’s 13 Favorite Songs of All Time

Nosso heroi Morrissey, depois de revelar seus 13 álbuns favoritos de todos os tempos, anuncia agora seus 13 singles favoritos de todos os tempos. "Esse menino tem muito bom gosto!". Confira a lista e ouça as canções.

Supreme 13: Morrissey's favorite singles:

01. New York Dolls – “Jet Boy” (1973)


02. Sparks -“This Town Ain’t Big Enough For Both of Us” (1974)


03. The Sundown Playboys – “Saturday Nite Special” (1972)


04. Bob & Marcia – “Young, Gifted and Black” (1970)


05. The Tams – “Be Young, Be Foolish, Be Happy” (1968)


06. Buffy Sainte-Marie – “Soldier Blue” (1971)


07. Al Martino – “Granada” (1961)


08. Shocking Blue – “Mighty Joe” (1970)


09. The Crystals – “All Grown Up” (1962)


10. Paul Jones – “I’ve Been A Bad, Bad Boy” (1967)


11. The Supremes – “I’m Livin’ In Shame” (1968)


12. Roxy Music – “Do The Strand” (1978)


13. Mr Bloe – “Groovin With Mr Bloe” (1970)


Mais detalhes: True To You

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Morrissey’s 13 Favorite Albums of All Time

Nosso grande Morrissey revelou seus 13 álbuns favoritos de todos os tempos. O que posso dizer? No mínimo, esse menino tem muito bom gosto. Veja a lista.

1. New York Dolls - New York Dolls
2. Ramones - Ramones
3. Patti Smith - Horses
4. Nico - Chelsea Girl
5. Iggy & The Stooges - Raw Power
6. Sparks - Kimono My House
7. The Velvet Underground - White Light/White Heat
8. The Velvet Underground - The Velvet Underground & Nico
9. Roxy Music - For Your Pleasure
10. Damien Dempsey - Seize The Day
11. Smoking Popes - Born To Quit
12. Jeff Buckley - Grace
13. Jobriath - Jobriath

Mais detalhes: True To You / The Quietus / NME / Stereogum

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Morrissey - Refusal At The Pageant (2009)

Morrissey em mais um grande momento de sua nova turnê, com sua banda cada vez mais impecável, certeira, na mira. E claro, este show realizado no dia 8 de abril passado em St. Louis, MO, no teatro Pageant virou esta delícia de bootleg intitulado Refusal At The Pageant. Então, sem mais delongas, com vocês...

Morrissey - Refusal At The Pageant
The Pageant, St. Louis MO April 08 2009

Disc 1:
01. Intro
02. This Charming Man
03. Billy Budd
04. Black Cloud
05. How Soon is Now?
06. Irish Blood, English Heart
07. When I Last Spoke to Carol
08. How Could Anybody Possibly Know How I Feel?
09. I'm Throwing My Arms Around Paris
10. Some Girls Are Bigger Than Others
11. Something Is Squeezing My SKull
12. Seasick, Yet Still Docked
13. The Loop
14. The World Is Full of Crashing Bores
15. Death of a Disco Dancer
16. Best Friend on the Payroll
17. I Keep Mine Hidden
18. Sorry Doesn't Help Us
19. Ask
Disc 2:
20. Let Me Kiss You
21. I'm O.K By Myself
22. Encore Applause
Encore:
23. The First of the Gang to Die
24. Outro

Download: Part 1 + Part 2

Credits and thanks: Those Charming Men

Morrissey Tour 2009:
• 28 abr 2009, INEC, Killarney
• 29 abr 2009, Leisureland, Galway
• 01 mai 2009, Leisure Centre, Omagh
• 02 mai 2009, Waterfront, Belfast
• 04 mai 2009, Albert Hall, Stirling
• 05 mai 2009, Caird Hall, Dundee
• 07 mai 2009, Barrowland, Glasgow
• 08 mai 2009, Barrowland, Glasgow
• 10 mai 2009, Empire, Liverpool
• 11 mai 2009, Royal Albert Hall, London
• 13 mai 2009, Symphony Hall, Birmingham
• 15 mai 2009, Britannia Pier, Great Yarmouth
• 16 mai 2009, Corn Exchange, Cambridge
• 19 mai 2009, Arena, Hull
• 20 mai 2009, Borough Hall, Hartlepool
• 22 mai 2009, Apollo, Manchester
• 23 mai 2009, Apollo, Manchester
• 25 mai 2009, City Hall, Salisbury
• 26 mai 2009, Mile End Troxy Ballroom, London
• 28 mai 2009, Brixton 02 Academy, London
• 29 mai 2009, Brixton O2 Academy, London
• 30 mai 2009, Brixton O2 Academy, London
• 02 jun 2009, Grand Rex, Paris
• 03 jun 2009, Aeronef, Lille
• 05 jun 2009, Rockhal Club, Luxembourg
• 06 jun 2009, Watt, Rotterdam
• 08 jun 2009, Elizabeth Hall, Antwerp
• 09 jun 2009, Capitol, Offenbach
• 11 jun 2009, Palladium, Cologne
• 12 jun 2009, Columbiahalle, Berlin
• 14 jun 2009, Poer 2, Bremen
• 15 jun 2009, Rytmeposten, Odense
• 17 jun 2009, KB Hallen, Copenhagen
• 18 jun 2009, Ahaga, Boras
• 20 jun 2009, Senstrumscene, Oslo
• 22 jun 2009, Lisebergshallen, Gothenberg
• 24 jun 2009, Hovet, Stockholm
• 29 jun 2009, Maneshe, St Petersburg
• 01 jul 2009, B1 Club, Moscow


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Morrissey está lançando mais um grande álbum: "Years of Refusal"

Ouvido. Vamos para 2010, 2009 já tem o melhor disco do ano. Canções tão boas quanto as de "Vauxhall And I", sem o excesso de baladas. Guitarras tão boas quanto as de "Your Arsenal", mas sem descaracterização. Letras tão boas quanto as de "You Are The Quarry", mas sem os equívocos de produção. Desde já, este lançamento pode ser incluído entre os melhores da carreira de Morrissey, e isso não é pouca coisa.

Não, não há nada de novo aqui. O som é básico, guitarras, baixo e bateria, com eventuais teclados, violões e um trumpete meio mariachi. Mas qualquer um que conhece o trabalho do cantor, sabe que, em sua carreira solo, a música fica a serviço dos maiores talento que Morrissey possui: seu timbre único de voz e suas letras igualmente inimitáveis (Em oposição aos Smiths em que as brilhantes guitarras de Johnny Marr competiam em pé de igualdade em termos de genialidade).

O álbum abre com o pique que permanecerá em boa parte do álbum, ritmo acelerado e guitarras altas, com ele dizendo, para terror dos fãs equivocados que não percebem o humor evidente em boa parte de suas letras "Eu vou muito bem". Teria o homem encontrado a felicidade enfim? Bem, mais à frente temos a faramcêutica resposta "Diazepan, Valium, Tarmazepan, Lítio, HRT, ECT/Por quanto tempo vou ter que continuar tomando isso?". Chama a atenção também na faixa de abertura alguns agudos interessantes não muito comuns no estilo do cantor, que quase sempre mantém sua voz numa zona confortável(claro, quando não arruina tudo com seus horríveis falsetes à la "Miserable Lie").

A segunda faixa "Mama Lay Softly On The Riverbed", em que ele consegue fazer gracinha com a morte de mãe (de alguém): "A vida não é muito a se perder" sob uma batida marcial. "Black Cloud" traz uma levada que deve agradar aos fãs de "Irish Blood, English Heart", mas sem a urgência da letra desta. "I'm Throwing My Arms Around Paris" é a primeira balada, e traz um daqueles refrões clássicos que fazem a alegria/tristeza dos fãs de Morrissey: "Estou abraçando Paris, porque só pedras e aço aceitam meu amor". Sem medo do ridículo ele segue para dizer com todas as letras "Ninguém quer meu amor". E tem fã bundão que leva isso a sério.

"All You Need Is Me" é mediana e já constava da coletânea "Greatest Hits". Nada parece justificar sua presença aqui, mas, em conjunto com as demais canções, a música pareceu se adequar e caiu até bem melhor do que antes. E versos que ninguém mais senão ele escreveria: "Há um homem nu, rindo, em seus sonhos/Você sabe quem é/Mas não gosta do que isso significa".

"When Last I Spoke To Carol" traz uma levada meio "espanhola" que pode qualificar a música como a mais fraca do álbum, mas a próxima, que também constava da coletãnea anterior, mas, que a primeira audição já se mostra um clássico, justifica completamente sua inclusão neste trabalho e levanta a bola novamente: "That's How People Grow Up" tem, talvez, os versos mais geniais da década "Eu estava dirigindo meu carro/Bati e quebrei a espinha/Então, sim, há coisas piores na vida/Do que nunca ser o queridinho de alguém".

"One Day Goodbye Will Be Farewell" vem com baixo distorcido e um aviso hilário "Seja sempre cuidadoso ao abusar de quem você ama". Mas tem mais: "As criancinhas sorridentes dizem que você fede...E quando eu morrer quero ir pro inferno". E o trumpete volta, meio abusado entre os refrões. "It's Not Your Birthday Anymore" tem até um loopzinho tímido, uma melodia encantadora e uma letra aterradoramente cruel: "Não é mais seu aniversário/Não é mais preciso ser gentil com você(...)/Você realmente achou que eram sinceras/aquelas coisas sentimentalóides e bregas que dissemos?". No meio ele até enfia uma referência a um pouco de amor no chão, para nos lembrar que o jovem senhor já não é o celibatário de antes.

"You Were Good In Your Time" não é tão boa quanto seu título promete, sendo quase uma retomada do tema do idoso decadente presente em "Papa Jack" de "Maladjusted". Ainda assim, a sombria balada toma um ar nais interessante, se considertarmos a letra como se escrita do ponto de vista de um fã, e sendo o idoso decadente o próprio autor. Sei lá, viagem de um fã.

"Sorry Doesn't Help" nos lembra do mau-caratismo que existe ás vezes por trás de um pedido de desculpas, em ritmo acelerado novamente, após duas baladas, estrategicamente. E se, ao chegarmos a "I'm OK By Myself", temos a leve sensação de já termos ouvido aquela levada algumas vezes ao longo do álbum, prevalece a sensação de que este é o álbum em que Morrissey menos erra há pelo menos 8 discos em sua carreira.
[por Mario Elva do blog-is-dead]

Morrissey
Years of Refusal
Released: 16/02/2009
AmazonBuscaPéCD UniverseInsoundMercadoLivreSubmarino7digital

01. Something Is Squeezing My Skull
02. Mama Lay Softly On The Riverbed
03. Black Cloud
04. I'm Throwing My Arms Around Paris
05. All You Need Is Me
06. When I Last Spoke To Carol
07. That's How People Grow Up
08. One Day Goodbye Will Be Farewell
09. It's Not Your Birthday Anymore
10. You Were Good In Your Time
11. Sorry Doesn't Help
12. I'm OK By Myself


Video: Morrissey - I'm Throwing My Arms Around Paris

MP3: Morrissey - I'm Throwing My Arms Around Paris

MP3: Morrissey - That's How People Grow Up

MP3: Morrissey - All You Need Is Me

Morrissey Tour 2009:
• 28 fev 2009, Mizner Park, Boca Raton, FL
• 01 mar 2009, Hard Rock live, Orlando, FL
• 03 mar 2009, Florida Theater, Jacksonville, FL
• 04 mar 2009, Jannus Landing Courtyard, St. Petersburg, FL
• 06 mar 2009, House Of Blues, Myrtle Beach, SC
• 07 mar 2009, Variety Playhouse, Atlanta, GA
• 09 mar 2009, Orange Peel, Asheville, NC
• 11 mar 2009, DPAC, Durham, NC
• 13 mar 2009, The National, Richmond, VA
• 14 mar 2009, Warner Theater, Washington, DC
• 16 mar 2009, Wellmont Theater, Montclair, NJ
• 17 mar 2009, Carnegie Music Hall, Pittsburgh, PA
• 19 mar 2009, University of Buffalo Center for the Arts, Buffalo, NY
• 21 mar 2009, Bowery Ballroom, New York, NY
• 22 mar 2009, Acadmy of Music, Philadelphia, PA
• 25 mar 2009, Webster Hall, New York, NY
• 26 mar 2009, Carnegie Hall, New York, NY
• 28 mar 2009, Foxwoods, Mashantucket, CT
• 29 mar 2009, House of Blues, Boston, MA
• 01 abr 2009, Palace Theater, Columbus, OH
• 03 abr 2009, Eagles Ballroom, Milwaukee, WI
• 28 abr 2009, INEC, Killarney
• 29 abr 2009, Leisureland, Galway
• 01 mai 2009, Leisure Centre, Omagh
• 02 mai 2009, Waterfront, Belfast
• 04 mai 2009, Albert Hall, Stirling
• 05 mai 2009, Caird Hall, Dundee
• 07 mai 2009, Barrowland, Glasgow
• 08 mai 2009, Barrowland, Glasgow
• 10 mai 2009, Empire, Liverpool
• 11 mai 2009, Royal Albert Hall, London
• 13 mai 2009, Symphony Hall, Birmingham
• 15 mai 2009, Britannia Pier, Great Yarmouth
• 16 mai 2009, Corn Exchange, Cambridge
• 19 mai 2009, Arena, Hull
• 20 mai 2009, Borough Hall, Hartlepool
• 22 mai 2009, Apollo, Manchester
• 23 mai 2009, Apollo, Manchester
• 25 mai 2009, City Hall, Salisbury
• 26 mai 2009, Mile End Troxy Ballroom, London
• 28 mai 2009, Brixton 02 Academy, London
• 29 mai 2009, Brixton O2 Academy, London
• 30 mai 2009, Brixton O2 Academy, London
• 02 jun 2009, Grand Rex, Paris
• 03 jun 2009, Aeronef, Lille
• 05 jun 2009, Rockhal Club, Luxembourg
• 06 jun 2009, Watt, Rotterdam
• 08 jun 2009, Elizabeth Hall, Antwerp
• 09 jun 2009, Capitol, Offenbach
• 11 jun 2009, Palladium, Cologne
• 12 jun 2009, Columbiahalle, Berlin
• 14 jun 2009, Poer 2, Bremen
• 15 jun 2009, Rytmeposten, Odense
• 17 jun 2009, KB Hallen, Copenhagen
• 18 jun 2009, Ahaga, Boras
• 20 jun 2009, Senstrumscene, Oslo
• 22 jun 2009, Lisebergshallen, Gothenberg
• 24 jun 2009, Hovet, Stockholm
• 29 jun 2009, Maneshe, St Petersburg
• 01 jul 2009, B1 Club, Moscow


Official site: http://www.itsmorrisseysworld.com/
MySpace page: http://www.myspace.com/morrissey
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Morrissey - Personal Festival, Buenos Aires, Argentina, 06/11/2004

(...) Stephen Patrick Morrissey está no local. O público, cerca de 20 mil pessoas, aguardava ansiosamente a entrada do mito. Bastou um barulho no palco para a correria movimentar o Main Stage. Era apenas a introdução ao show, marcando a entrada da banda e do vocalista. Antes de abrir a boca, Morrissey reuniu o grupo na frente do público e se curvou em sinal de agradecimento. Suas quatro primeiras palavras: "Cry for me, Argentina". O local foi ao delírio.

Vestido de reverendo, (uma roupa toda preta com um pequeno detalhe branco na gola), Morrissey arrasou com cinismo, clássicos dos Smiths e extremo bom humor. O que dizer de um show de Morrissey cuja segunda música é How Soon Is Now?, a quinta é Bigmouth Strikes Again e a última (ou décima sexta, como quiseres), There Is A Light That Never Goes Out? No território The Smiths ainda teve Shoplifters Of The World Unite e Rubber Ring, além de clássicos solo como November Spawned A Monster, Everyday Is Like Sunday, Such A Little Thing Makes, Such A Big Difference e The More You Ignore Me, The Closer I Get e novas como Irish Blood, English Heart e I Like You.

Porém, o que mais impressionou foi o cinismo, o sarcasmo e o excelente humor de Morrissey. Uma canção após pedir para que os argentinos chorassem por ele, emendou, entre risos: "Eu gostaria de dizer que fizemos um show em nosso lugar favorito... Santiago". A vaia geral dos portenhos só fez o cantor rir mais. Adiante, outra brincadeira: "Eu vendo muitos discos em Santiago, vendo muito em Montevidéu, e em Buenos Aires eu vendi apenas uma cópia". Mais para frente, antes de apresentar a próxima música: "Seria uma idéia horrível, mas, Let Me Kiss You". Reclamou do microfone: "Não consigo me ouvir daqui, minha voz parece com a de um sapo. Vocês sabem que eu sou um sapo, não sabem?". E fez mais: engrossou o coro de "Morrissey-Morrissey-Morrissey" puxado pela platéia, claro, sarreando. Disse que a banda não merecia tanta bajulação, ia à beira do palco apertar a mão de quem era retirado do burburinho e, ao apresentar o grupo, finalizou: "E eu sou Jean Cocteau", em alusão ao cineasta francês dos anos 20 e 30 que inspirou o nome do grupo Cocteau Twins.

No momento sério da noite, repetiu, duas vezes, pedindo para que o público prestasse atenção: "Há algo que eu não consigo parar de pensar. Há algo que eu não consigo parar de pensar: Quem irá nos salvar de George W. Bush?", emendando The World Is Full Of Crashing Bores, do disco novo. Em pouco mais de uma hora e meia, Morrissey mostrou que os brasileiros perderam muito com sua ausência no País. (...)

Setlist:
1. First Of The Gang To Die
2. How Soon Is Now?
3. November Spawned A Monster
4. I Like You
5. Bigmouth Strikes Again
6. Such A Little Thing Makes Such A Big Difference
7. Subway Train (into) Everyday Is Like Sunday
8. Let Me Kiss You
9. Shoplifters Of The World Unite
10. Irish Blood, English Heart
11. The World Is Full Of Crashing Bores
12. How Can Anybody Possibly Know How I Feel?
13. Now My Heart Is Full
14. Rubber Ring
15. The More You Ignore Me, The Closer I Get
16. There Is A Light That Never Goes Out


DOWNLOAD via MegaUpload

(por Marcelo Costa, editor do Scream & Yell)

itsmorrisseysworld.com | myspace.com/morrissey | morrissey-solo.com | askmeaskmeaskme.com

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Top 8 da Semana | Top 8 of the Week

No top desta semana, oito artistas solos e bandas apresentam suas armas. Tem para todo gosto: Ladytron, Annuals, Great Northern, The Wombats, American Music Club, nossos amigos Beto Só e Andy Mitchell e nosso bardo herói, Morrissey. Uma boa semana a todos!

MP3: Ladytron - Black Cat

MP3: Annuals - Sore

MP3: Great Northern - Telling Lies

MP3: The Wombats - Kill The Director

MP3: Beto Só - O Espaço de Nada

MP3: Andy Mitchell - Home

MP3: Morrissey - That's How People Grow Up

MP3: American Music Club - All The Lost Souls Welcome You To San Francisco

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Morrissey - Greatest Hits (2008)

Morrissey está lançando "Greatest Hits" e não tem como não pensar em enrolação, engodo. Mais uma coletânea do velho e bom Morrissey? Quando são coletâneas de B-Sides, tudo bem, sendo compostas por músicas que em sua maioria não estão nos álbuns, justifica-se, os ao vivo's de certa forma também, registram um bom momento de uma turnê bem-sucedida...

"Greatest Hits" cobre principalmente os últimos álbuns de inéditas, "You Are The Quarry" de 2004 e "Ringleader Of The Tormentors" de 2006, que fizeram um sucesso só conseguido por nosso herói nos tempos de The Smiths e no começo de sua carreira solo, além de "Suedehead" e "Everyday Is Like Sunday", que já apareceram em quase todas as coletâneas anteriores, tem "Redondo Beach", cover de Patti Smith, que estava presente em "Live At Ears Court" e "The More You Ignore Me, The Closer I Get".

Seria também uma boa oportunidade - e daria mais sentido à coletânea - para incluir ao menos uma canção do quase desconhecido "Southpaw Grammar" de 1995 e duas ou três do belo "Maladjusted" de 1997, álbuns não representados na coletânea anterior de sucessos "Suedehead: The Best of Morrissey" também de 1997, até por terem sidos lançados por outras gravadoras.

Além da versão simples, há uma versão luxuosa do álbum, essa vale mais à pena mas, ainda não chegou no Brasil, que vem com um CD bônus com oito canções gravadas ao vivo no Hollywood Bowl, em Los Angeles, em agosto de 2007. E as três diferentes versões do novo single "That's How People Grow Up" tem em cada uma delas, nos lados b, uma canção ao vivo.

Mas... depois de ouvir as duas canções inéditas, o single "That's How People Grow Up" e "All You Need Is Me", tudo que digitei acima, perde o sentido, ou ao menos, me faz esquecê-lo. As duas tem um certo peso, uma certa sujeira e suas letras são dolorosas como só Stephen Patrick Morrissey consegue fazer.

"That's How People Grow Up" faz juz às melhores canções e versa: "Eu estava desperdiçando meu tempo / Tentando me apaixonar / A decepção veio até mim e me chutou / Me encheu de hematomas e me feriu / Mas é assim que as pessoas crescem / ... / Eu estava desperdiçando meu tempo / Procurando por amor / Alguém deve olhar para mim / E ver que há alguém dos seus sonhos / Eu estava desperdiçando meu tempo / Esperando por amor / Pelo amor que nunca vem / De alguém que não existe / É assim que as pessoas crescem / ...". E segue doendo assim.

"All You Need Is Me" versa: "Você revira os olhos para o céu / Zomba horrorizado, Mas continua aqui / Tudo o que você precisa sou eu / ... / Há tanta destruição por todo o mundo / E tudo o que você consegue fazer é / Reclamar de mim / ... / Você bate a cabeça contra a parede / E diz estar farto de tudo / E ainda assim, permanece / Tudo o que você precisa sou eu". Nosso bardo não tem pena.

OK, de toda forma, se você puder, não deixe de completar sua coleção com "Greatest Hits", afinal, é o Moz, né. Além de ser uma boa pedida para os iniciantes.

Nota: 8

MP3: Morrissey - That's How People Grow Up

MP3: Morrissey - All You Need Is Me

Video: That's How People Grow Up (Live on David Letterman)

Sites: Morrissey Website e Morrissey MySpace

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Morrissey - That's How People Grow Up [single]

"That's How People Grow Up" é o novo single do bom e velho Morrissey. Esta canção inédita fará parte de sua coletânea chamada Greatest Hits que será lançada no próximo dia o4 de fevereiro.

"That's How People Grow Up" foi composta em parceria com Boz Boorer, os dois não trabalhavam juntos desde 1997 quando Moz lançou o single de "Satan Rejected My Soul" do álbum Maladjusted.

MP3: "That's How People Grow Up" [via MediaFire, por Bolachinha Digital]

Video: "That's How People Grow Up" (Live on David Letterman) [via YouTube]

Sites: Morrissey Website e Morrissey MySpace

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Colin Meloy - Sings Morrissey (EP, 2005)

Colin Meloy é o líder de uma das melhores bandas dos anos 2000, The Decemberists. Bom, pelo que ele fala e pelo que a gente sente no som de sua banda e em suas composições, Morrissey é o grande ídolo de Colin, que vez por outra faz uns showcases solos só ao violão com repertório baseado em covers de suas músicas favoritas, entre elas, muitas dos Smiths e Morrissey em carreira solo.
Daí para gravar esse emocionante EP em homenagem a seu ídolo... Colin Meloy Sings Morrissey emociona em suas seis faixas executadas com voz e violão. "Todo dia é como domingo / Todo dia é silencioso e cinza" (Every Day Is Like Sunday).

1. I Know Very Well How I Got My Name

Info & Buy: BuscaPé / Amazon / Insound

Morrissey - Ringleader of the Tormentors

OBRIGADO, MORRISSEY!
(Texto de André Barcinsky)

Não sei exatamente onde, mas lembro de ter lido uma entrevista de Paul Westerberg, ex-líder do Replacaments, em que ele conta que ficou tão obcecado pela música "Academy Fight Song", do Mission of Burma, que não conseguiu ouvir mais nada por semanas.

A mesma coisa aconteceu comigo. E o culpado foi o novo disco de Morrissey, "Ringleader of the Tormentors", mais especificamente a faixa de abertura, "I Will See You in Far Off Places". Já baixei o disco há três semanas, ouvi o CD dezenas de vezes, mas continuo voltando, como uma doença, a essa música. Se eu estivesse começando uma banda de rock, usaria essa faixa como bússola, como um norte. A meta seria compor uma canção tão completa quanto esta.

Se você ainda não ouviu "I Will See You in Far Off Places", aí vai uma breve descrição: ela começa com uma percussão meio eletrônica e um som de teclado que lembra música árabe. Depois, entra uma guitarra pesada, típica do Killing Joke, o que dá à faixa um tom gótico/épico.
Aí entra Morrissey: "Ninguém sabe o que é a vida humana / Por que viemos / Por que vamos / Então porque é que eu sei / Que vou te encontrar / Em lugares distantes?"

Os primeiros 30 segundos são tão emocionantes, tão fortes, que você se sente, como poucas vezes na vida, diante de música realmente significativa. Morrissey chega com o pé na porta, tipo xerife mesmo: "Eu sou Morrissey, e tenho algo a dizer!". É uma entrada e tanto. E é preciso muita genialidade para nos tirar desse estupor cínico, causado por tanta música ruim que nos desce goela abaixo. De vez em quando, alguém precisa nos sacudir e lembrar por que é que gostamos de música em primeiro lugar.

Voltando à faixa: o que choca não é tanto o que Morrissey diz, mas como ele diz. A entonação, a separação de sílabas, a maneira como ele estica certas vocais para realçar um significado. É o que separa cantores de intérpretes.

Como toda grande arte, essa música pode significar muitas coisas. Para mim, ela tem um viés místico-romântico intoxicante. Me parece diferente do que ele fazia nos Smiths, bem distante daquelas letras mais realistas e irônicas, radiografias de uma juventude sensível demais para viver na era de Margareth Thatcher. O Morrissey puramente descritivo dos anos 80 era divertido, mas este, versão 2006, parece mais vivido, mais experiente. Suas palavras soam reais, e confesso que me peguei até pensando o que teria acontecido na vida pessoal de Morrissey, para ele escrever uma letra dessas.

Como letrista, Morrissey está sozinho. Ninguém lhe faz sombra. E nesse estilo naturalista, de descrição de situações e personagens, só consigo pensar em dois letristas que chegam perto: Ray Davies e Neil Young. Fica a dúvida: se Morrissey tivesse nascido no fim do século 19, faria sombra a Cole Porter? Por que não?

I WILL SEE YOU IN FAR OFF PLACES (letra)
Nobody knows what human life is. Why we come, why we go. So why then do I know I will see you, I will see you in far off places?
The heart knows why I grieve And yes one day I will close my eyes forever But I will see you I will see you in far off places
It's so easy for us to sit together But it's so hard for our hearts to combine And why? And why? Why? Why? Why? Why?
Destiny for some is to save lives But destiny for some is to end lives But there is no end And I will see you in far off places
If your god bestows protection upon you And if the USA doesn't bomb you I believe I will see you somewhere safe Looking to the camera, messing around And pulling faces

Faixas:
1. I Will See You In Far Off Places
2. Dear God, Please Help Me
3. You Have Killed Me
4. The Youngest Was the Most Loved
5. In the Future When All’s Well
6. The Father Who Must Be Killed
7. Life is a Pigsty
8. I’ll Never Be Anybody’s Hero Now
9. On The Streets I Ran
10. To Me You Are a Work of Art
11. I Just Want to See the Boy Happy
12. At Last I Am Born

Veja o vídeo de: "You Have Killed Me"
Ouça o Morrissey no MySpace: www.myspace.com/morrissey
Site oficial: http://www.morrisseymusic.com/
Post anterior do Morrissey: Tour 2002