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11 Temas – Volume 1 (Janeiro/2009)

O portal Senhor F inaugura nesta semana a série de coletâneas “11 Temas”, com artistas ibero-americanos atuais. A primeira edição traz artistas do México, Portugal, Peru, Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Em sua maioria, são músicas recentes, dos últimos lançamentos em discos-cheios, eps ou singles. Com periodicidade mensal, e arte de Sara Soyaux, a coletânea terá apenas versão virtual, para download gratuito.

A banda argentina El Mato a Un Policia Motorizado, grande revelação do rock local e sul-americano, abre a coletânea com o tema “Mi Próximo Movimiento”, de seu novo EP “Dia de los Muertos”, lançado recentemente. Também da Argentina, The Tormentos comparece com “Espanto”, instro-surf que, junto com o disco “Death Drop!”, fez do quarteto definitivamente um dos melhores do mundo no gênero.

“A Morte”, do disco “Autista”, com o cantor e compositor português Azevedo Silva, acompanhado de Filipe Grácio, introduz os “cantautores” na coletânea. Ao lado dele figura o brasileiro Beto Só, com a música “Com Leite e Café”, de seu novo disco “Dias Mais Tranqüilos”, melhor disco do ano para o jornal Correio Braziliense, de Brasília. E também o chileno Gepe, destaque da moderna música do país, com tema de seu novo EP “Las Piedras”.

A banda mexicana San Pascualito Rey, outra grande surpresa da nova cena musical em língua espanhola, se faz presente com “Caemos o Volamos”, de seu último disco “Deshabitado”. A coletânea ainda destaca os peruanos Turbopotamos com “Terrorize You/Disco Flor”, single lançado na segundo semestre de 2008. E os brasileiros Volver, do Brasil, com “Não Sei Dançar”, do disco “Acima da Chuva”, outro destaque entre os melhores lançamentos do ano no Brasil.

Também do Brasil, “11 Temas” traz o grupo Macaco Bong com a música “Noise James”, do disco “Artista Igual Pedreiro”, eleito o melhor de 2008 para a Rolling Stone. Outra presença importante na coletânea é a dos chilenos Congelador, com a musica “Abrigo”, que abre o novo disco que marcou o retorno da banda à cena musical. Ainda destaque da região do Prata, o duo uruguaio Danteinferno agrega ao playlist o noise-pop “Happy Easter”.

Segundo o editor de Senhor F, Fernando Rosa, o projeto pretende contribuir para promover um maior intercâmbio da produção independente ibero-americana. “É uma idéia inspirada na ‘Parada Senhor F’, que durante muito tempo ajudou a divulgar internamente a cena independente brasileira”, diz ele. E também em outras iniciativas, como as coletâneas da revista espanhola Zona de Obras, ou os “podcasts” do Zona Girante, produzido na Argentina.

"11 Temas" – Volume 1 (Janeiro/2009)

1. El Mato a Um Policia Motorizado – Mi próximo movimiento (Argentina/Laptra)
2. Azevedo Silva – A morte (Portugal/Lastima)
3. San Pacualito Rey – Caemos o volamos (México/Independente)
4. Volver – Não sei dançar (Brasil/Senhor F Discos)
5. Turbopotamos – Terrorize you/Disco flor (Peru/Discos Gordos)
6. Congelador – Abrigo (Chile/Quemasucabeza)
7. Beto Só – Com leite e café (Brasil/Senhor F Discos)
8. Gepe – De paso (Chile/Quemasucabeza)
9. Danteinferno – Happy Easter (Uruguai/Debil+Amplitude)
10. Macaco Bong – Noise James (Brasil/Trama+Monstro+Fora do Eixo)
11. The Tormentos – Espanto (Argentina/Scatter Records)

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Azevedo Silva - Autista (2008)

Era uma vez — e é assim que começam todas as boas histórias. Autista, segundo disco de Azevedo Silva, é um exercício de tristeza, isolamento e quase solidão. É a ironia da percepção de quem vive num mundo próprio rodeado de gente, porque afinal somos todos um pouco assim: autistas. Neste universo – paralelo, pois claro! — a realidade é um acto demasiado consciente. O mundo é ensaiado numa guitarra acústica e outra amplificada, onde as faixas versam sobre personagens de amor e ódio.

É fácil assegurar que Autista se segue a Tartaruga, o primeiro, não pela vulgar maturidade, antes pela — e é diferente — perda de ingenuidade. Se Tartaruga andou à deriva por este mundo fora, Autista faz-nos parecer que conhece o caminho: é mais intenso, mais pesado e mais envolvente. Adulto, diria. Este cancioneiro não será, por isso, amor à primeira vista, nem amor que se sabe para a vida, — ou a morte —, inteira. É possível consolidar a premissa após repetidas audições, de olhos fechados, sem interlúdio.

Canta-se com a alma de outros tempos, a de sempre. A pena faz parte do seu timbre, do tom de quem é um contador de histórias, de barba feita, mas sem rugas, sentado numa esquina qualquer. Os transeuntes jamais terão a percepção exacta daquilo que é ou daquilo que canta — um pobre diabo? A atitude é claramente dicotómica, entre a auto-exclusão por opção em “sabe a pouco o que a vida nos reservou”; e a exclusão forçada que resulta num lamento desolado e descrente: “alguém que pare o mundo que eu quero sair”. Talvez em Autista, tenha criado um mundo só seu, onde é mais difícil entrar. Há que saltar o muro.

Azevedo Silva regressa. Azevedo Silva veio para ficar, percebe-se. Há que ter em conta as edições anuais que nos tem oferecido. As influências continuam em Zeca Afonso, sem preconceitos, com humildade e, sobretudo, atitude. Autista é despido e despojado. Os arranjos são, a par da beleza, subliminares. A simplicidade nada fica a dever à intensidade das canções que se fazem ouvir. Aqui a guitarra continua a ser o melhor instrumento para dar forma às vozes que dentro de si, sem rasto, querem sair. E saem mesmo.

Azevedo Silva
Autista
2008

1. Era Uma Vez
2. De Olhos Fechados
3. A Morte
4. Um Pobre Diabo
5. Interlúdio
6. Pena
7. Rugas
8. À Deriva
9. Die Mauer
10. Sem Rasto

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Azevedo Silva - Tartaruga / Clarabóia EP

Um dia um miúdo na idade da acne agarrou numa guitarra e aprendeu a tocar. Hoje já não é miúdo e toca um som maduro e melancólico, com canções que bebem das suas influências mas que vão para além delas.

Em 2006, Azevedo Silva (vocalista e guitarrista de Madcab) dá início ao seu projecto a solo. A sua viagem a Copenhaga, em Setembro, onde deu três concertos com Rhona Reid, foi decisiva para o lançamento da sua primeira demo. Clarabóia, contou com quatro temas inéditos, um dos quais passado no programa Portugália de Henrique Amaro, na Antena 3, e uma versão de um tema original de Daniel Johnston, "Devil Town".

Entre Outubro e Dezembro, deu concertos em Lisboa, Porto, Braga e Vila Real, e apresentou o seu projecto em showcases nas livrarias Bulhosa e nas lojas Fnac de Lisboa, Almada e Cascais. Durante esse tempo pôde avaliar o feedback do público ao seu projecto e fez a gravação do seu primeiro álbum.

Depois de Clarabóia, Azevedo Silva segue com Tartaruga. Ao ouvirmos o seu álbum descobrimos que as canções respiram Lisboa. Quer na simplicidade intimista com que faz uso das emoções e das palavras, quer na forma como as transporta para uma guitarra triste mas intensa. Na sua voz reconhece-se a languidez da tartaruga. O vagar e a dormência com que canta e os sentimentos que arrasta na sua voz chegam a perturbar, quase a pedido.

Tartaruga (2007)

1. Ao Mar
2. Frio e Fome
3. Vai com a Chuva [mp3]
4. Abutres [mp3]
5. Inimiga
6. Bloqueio
7. Liberdade
8. Palavras de Ninguém [mp3]
9. Dó
10. Deus Pânico [mp3]
11. Sorrir

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Clarabóia EP (2006)

1. O Início
2. Devil Town
3. Charlie
4. Cianeto de Potássio
5. Deserto

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