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Cordel do Fogo Encantado - Transfiguração (2006)

A lona do circo foi desarmada. Depois de percorrer praticamente todo o país com o espetáculo que anunciava a passagem de um palhaço sem futuro e que rendeu indicações às mais respeitadas premiações musicais, o Cordel do Fogo Encantado lança seu terceiro disco: “Transfiguração”.

O trabalho completamente autoral reflete as mudanças na trajetória do grupo, que em 1997 saiu da pequena Arcoverde, sertão pernambucano brasileiro, para ganhar os ouvidos e as praças do mundo inteiro.

Do mergulho nos registros sonoros de suas origens, explorados no primeiro disco, passando pela combustão de “O Palhaço do Circo Sem Futuro”, dá-se a evolução musical da banda que cada vez mais apresenta uma musicalidade própria, única, forte, marcante e impactante.

A base continua a mesma: três percussões, um instrumento harmônico e a força da poesia como motivo da reunião. A maturidade musical se traduz no aprofundamento de novas descobertas sonoras de instrumentos. A percussão é levada para um ambiente mais contemporâneo, trazendo o frescor de uma música inventiva e não meramente reprodutora de ritmos existentes.

Com produção musical de Carlos Eduardo Miranda (O Rappa, Mundo Livre S/A, Raimundos, e Skank), co-produção de Gustavo Lenza (Bnegão e Mamelo Sound System) e mixagem de Scotty Hard ( De La Soul, Wu Tang Clan, John Spencer Blues Explosion e Nação Zumbi), “Transfiguração” aponta o caminho de movimentação e mutação sonora da banda.

Pela primeira vez o processo de composição é invertido. Nos álbuns anteriores, o espetáculo nascia antes para depois virar registro de áudio. Agora, o disco nasce primeiro como música para posteriormente ser colocado em cena na estrada. Cada vez mais se aproxima a zona de limite pela qual transita o grupo, que passeia com a mesma força tanto pelas artes cênicas como pela musical. Isso se reflete na escolha dos produtores de “Transfiguração”.

“No primeiro disco convidamos Naná Vasconcelos por sua capacidade de teatralização da imagem em som. No segundo radicalizamos assinando a própria produção musical para assumir totalmente a autoria do trabalho. Neste terceiro a escolha de Miranda, Lenza e Scotty Hard sinaliza essa transformação, ao optarmos por trabalhar com produtores de forte expressão no meio musical”, comenta José Paes de Lira, vocalista e compositor do grupo.

“Transfiguração” é, entre os álbuns do grupo, o que apresenta maior diversidade musical. A única participação especial é de BNegão, na faixa “Pedra e Bala (ou Os Sertões)”. Repleto de referências, o disco propõe um passeio pelos universos de Graciliano Ramos, Ítalo Calvino, Nietzsche, Euclides da Cunha, Ana Cristina César, o beatnik de Jack Kerouak, além de Bertolt Brecht e José Celso Martinez Corrêa.

A produção independente, que teve o patrocínio da Petrobrás, traz 15 faixas, incluindo um bônus track com um solo de Clayton Barros e dois poemas: “TLANK!”, de Manoel Filó; e “Canto dos Emigrantes”, de Alberto da Cunha Melo, com interferências e texturas sonoras de Lira com Buguinha Dub.

1. Tlank!
2. Aqui (ou Memórias do Cárcere)
3. O Sinal Ficou Verde (ou Além do Bem e do Mal)
4. Sobre as Folhas (ou O Barão nas Árvores)
5. Preta
6. Pedra e Bala (ou Os Sertões)
7. Louco de Deus (ou Perto de Você)
8. Ela Disse Assim (ou A Teus Pés)
9. Transfiguração
10. O Lamento das Águas Sagradas
11. Joana do Arco (ou Agitprop)
12. Canto dos Emigrantes
13. Morte e Vida Stanley
14. Na Estrada (ou Quando Encontrei Dean Pela Primeira Vez)

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Site: http://www.cordeldofogoencantado.com.br/

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Cordel do Fogo Encantado - Transfiguração

Cordel passa por transformação em terceiro CD
(Adriana Ferreira Silva, 15/9/2006, Folha Online)

A voz messiânica recitando uma poesia popular logo na primeira faixa não deixa dúvidas, este é um disco do Cordel do Fogo Encantado. Mas, ainda que a abertura prenuncie a característica mais marcante do grupo pernambucano - já meio repisada em apresentações ao vivo -, eles estão diferentes.
Como anuncia o título do novo e terceiro álbum da banda, "Transfiguração", o Cordel mudou. Ou está mudando. Está menos teatral, mais musical e elaborado. Explorando outras possibilidades sonoras, marcadas por instrumentos de corda e também pela velha e boa percussão.
Nascido como grupo de teatro em Arcoverde, cidade no interior de Pernambuco, e levado ao estúdio pelas mãos do percussionista Naná Vasconcelos, produtor de seu primeiro CD, em 2000, o Cordel é um fenômeno do boca-a-boca. Sem nunca ter emplacado hit no rádio ou na televisão, consolidou uma promissora carreira graças às turnês, que rodaram todo o Brasil, conquistando milhares de fãs, especialmente jovens, atraídos pelo transe de seu vocalista, Lirinha.
A principal mudança na rota da banda ocorre exatamente aí. Se os dois primeiros CDs eram registros de espetáculos teatrais, este faz o caminho contrário. "Antes, as músicas eram compostas de acordo com a concepção cênica. Os arranjos, elaborados na experimentação ao vivo. Na composição, levávamos em conta os fatores cênicos, a reação do público e tal", explica Lirinha, 29.
"Transfiguração" nasce primeiro como álbum, diz ele. "A gente decidiu que esse terceiro disco seria um mergulho no ambiente musical, quase inédito na banda. Um aprofundamento em estúdio." Esse novo "conceito" se reflete na escolha dos produtores, o experiente Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenda, e na mixagem feita pelo americano Scotty Hard, mesmo do De La Soul.
Ao contrário da crueza melancólica do CD anterior, "O Circo do Palhaço Sem Futuro", neste, o mergulho na cena musical resultou em composições harmoniosas, como "Aqui (ou Memórias do Cárcere)", "Sobre as Folhas (ou o Barão nas Árvores)", e na singela "Preta".
A percussão continua sendo a base de todas as canções, mas, diz Lirinha, a banda tentou extrair dela uma sonoridade distinta, "que não fosse considerada arcaica e tradicionalista", como a imagem que esse instrumento carrega, segundo ele.
"É a busca por um som que pudesse fazer parte da memória musical da população, principalmente de nossa geração, sem necessariamente trazer imagens do passado, de algo tribal", afirma. As referências à poesia de cordel e à literatura, outra marca registrada, continuam intocadas. Mas também elas prenunciam sinais de transformação, como em "Canto dos Emigrantes", poema do pernambucano Alberto da Cunha Melo, que Lirinha recita sobre uma base jazzística, marcada por efeitos eletrônicos feitos por Buguinha Dub.
Se ainda não é uma obra-prima, "Transfiguração" prenuncia um Cordel mais maduro, o que é um ótimo sinal.

1. Tlank
2. Aqui (ou Memórias do Cárcere)
3. O Sinal Ficou Verde (ou Além do Bem e do Mal)
4. Sobre as Folhas (ou O Barão Nas Árvores)
5. Preta
6. Pedra e Bala (ou Os Sertões) com B-Negão
7. Louco de Deus (Perto de Você)
8. Ela Disse Assim (A Teus Pés)
9. Transfiguração
10. O Lamento das Águas Sagradas
11. Joana do Arco (Agitprop)
12. Canto dos Emigrantes
13. Morte e Vida Stanley
14. Na Estrada (Quando Encontrei Dean Pela Primeira Vez)
15. Acampamento

Site: CordeldoFogoEncantado.com.br
Info: Outras informações e os melhores preços deste e outros álbuns do Cordel do Fogo Encantado.

Cordel do Fogo Encantado - 8 Canções

Em 1997 um grupo teatral voltou a atenção para a cidade de Arcoverde. Nascia o espetáculo Cordel do Fogo Encantado. Na formação, Lira Paes, Clayton Barros e Emerson Calado. Por dois anos, o espetáculo, sucesso de público, percorreu o interior do estado.
Em Recife, o grupo ganhou mais duas adesões que iria modificar sua trajetória: os percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida. No carnaval de 99 o Cordel se apresenta no Festival Rec-Beat e o que era apenas uma peça teatral, ganha contornos de um espetáculo musical. Ao lirismo das composições somou-se a força rítmica e melódica dos tambores de culto-africano e a música passou a ficar em primeiro plano.
A estréia no carnaval pernambucano mais uma vez chamou a atenção de público e crítica e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e o status de revelação da música brasileira.
Na formação, o carisma e a poesia de Lira Paes, a força do violão regional de Clayton Barros, a referência rock de Emerson Calado e o peso da levada dos tambores de Rafa Almeida e Nego Henrique. O Cordel do Fogo Encantado passa a percorrer o país, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas.
As apresentações da banda surpreenderam a todos não somente pela força da mistura sonora ousada de instrumentos percussivos com a harmonia do violão raiz. À magia do grupo que narra a trajetória do fogo encantado, soma-se a presença cênica de seus integrante e os requintes de um projeto de iluminação e cenário.
Em 2001, com produção do mestre da percussão Nana Vasconcellos, o Cordel do Fogo Encantado se fecha em estúdio para gravar o primeiro disco, que leva o nome da banda. A evolução artística amplia ainda mais o alcance do som do grupo que, mesmo atuando independente, ganha mais público e atenção da mídia, por onde passa.
Com turnê que passou pelos mais remotos cantos do país, um ano depois, em 2002, o grupo volta para o estúdio para gravar o segundo trabalho: O Palhaço do Circo Sem Futuro, produzido por eles mesmo, de forma independente. Lançado no primeiro semestre de 2003, o trabalho foi considerado pela crítica especializada um dos mais inventivos trabalhos musicais produzidos nos últimos anos.
E o Cordel do Fogo Encantado ganha projeção internacional, com apresentações na Bélgica, Alemanha e França. Entre os prêmios conquistados pela banda estão o de banda revelação pela APCA (2001) e os de melhor grupo pelo BR-Rival (2002), Caras (2002), TIM (2003), Qualidade Brasil (2003) e o bi-campeonato do Prêmio Hangar (2002 e 2003).
No cinema, a banda participou da trilha sonora e do filme de Cacá Diegues, “Deus É Brasileiro”. Nas brechas das turnês, Lira Paes marcou presença também na trilha sonora de “Lisbela e o Prisioneiro”, de Guel Arraes, na qual interpreta a música “O Amor é Filme”.
Em outubro o Cordel do Fogo Encantado lança o DVD “MTV Apresenta”, o primeiro registro audiovisual da banda, enquanto se prepara para entrar em estúdio para a gravação do terceiro disco, com previsão de ser lançado no primeiro semestre de 2006.

MP3's (8 Canções)
1. Chover
2. Na Veia
3. A Matadeira
4. Antes dos Mouros
5. Morte e Vida Stanley
6. O Palhaço do Circo sem Futuro
7. Nossa Senhora da Paz (demo)
8. Boi Luzeiro (demo)

Vídeos (Ao Vivo no Português)
1. Chover
2. Na Veia
3. Pedrinha
4. Morte e Vida Stanley

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