Mostrando postagens com marcador • Novas Cantoras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador • Novas Cantoras. Mostrar todas as postagens

Ana Paula da Silva

BIOGRAFIA: Ana Paula da Silva nasceu em Joinville/SC, Brasil. Sua musicalidade foi tomando forma ainda criança, enquanto seu pai lhe ensinava obras de grandes compositores brasileiros.

Com formação auto-didata, há treze anos a cantora Ana Paula vem desenvolvendo sua carreira musical, evoluindo naturalmente de intérprete a violonista e compositora.

Com características fortes de uma grande intérprete e sua total identidade, Ana Paula reuniu grandes músicos, como Robertinho Silva, Arnou De Melo, Beto Lopes com novos talentos brasileiros para a gravação, entre 2004 e 2005, do seu primeiro disco solo, “Canto Negro”.

Com este projeto, apresentaram-se no Festival de Jazz de Montreux, Teatro Juarez Machado, Teatro Municipal de Itajaí, Sesc Prainha e Turnê realizada na Austria.

Desde 2004, entre Brasil e Europa, Ana Paula realizou , junto do compositor, arranjador e guitarrista Alegre Corrêa, o disco e a turnê Por Causa do Samba.

Nos seus treze anos de carreira, Ana Paula já dividiu concertos com grandes nomes como Elza Soares, Tavinho Moura, Toninho Horta, Leny Andrade, Lô Borges, entre outros.

Também já atuou com músicos reconhecidos no Brasil e na Europa, como Robertinho Silva, Karl Hodina, Jeff Gardner, Wolfgang Muthspiel e realizou em 2006 uma turnê de cinco semanas com o conceituado músico Joe Zawinul, no Joe Zawinul Syndicate.

Além de realizar shows com seus projeto Canto Negro, Pé De Crioula, atua como integrante do grupo de Martin Reiter um grande talento da nova geração, ele que é pianista, arranjador e compositor, com o seu projeto e o de Martin, realiza frequentemente Turnês pela Europa.

Em 2009 aprovado pelo Edital SIMDEC lançou o seu terceiro projeto um livro-cd Contos em Cantos com produção, composições e arranjos próprios, musicando histórias.

Para 2010, aprovado pelo Mecenato o disco Pé de Crioula de samba autoral que terá a presença brilhante do arranjador Claudio Jorge, um ícone do samba carioca.

Premiada pelo Projeto Pixinguinha 2009, o CD e a turnê * Aos de casa* , com compositores catarinenses e trabalho também autoral, que é sua marca registrada desde o primeiro CD.

Em março de 2009 foi convidada pelo Grupo Chá de Cevada a ser a nova integrante do grupo, em maio, realizou uma turnê pelo estado de Santa Catarina através do projeto Circuito de Música do SESC.

Do álbum Aos de Casa, 2009
MP3: Ana Paula da Silva - Infância
MP3: Ana Paula da Silva - O Luar

Do álbum Canto Negro, 2006
MP3: Ana Paula da Silva - Gávea
MP3: Ana Paula da Silva - Canto Negro

Do álbum Por Causa do Samba, 2006
MP3: Ana Paula da Silva - Canção do Sal
MP3: Ana Paula da Silva - Na Volta que o Mundo Dá

Do álbum Contos em Cantos, 2009
MP3: Ana Paula da Silva - Sorocopo
MP3: Ana Paula da Silva - Irae

Links: anapauladasilva.com | myspace | youtube | mdb

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Aline Muniz

O nome ALINE significa nobre, elegante e graciosa.

Eu a conheço há tanto tempo, mas só há alguns meses atrás eu a vi no palco. Bonita, feminina, cheia de swing, repertório do maior bom gosto, olhos brilhantes, voz doce e afinadíssima, aquele sorriso lindo e o prazer de estar se mostrando para tanta gente naquela noite era evidente. Como se costuma dizer, “dona do pedaço”.

Agora essa morena do tipo mignon lança seu primeiro CD, e abre esse trabalho com “Básica”, de Tatiana Cobbett, dizendo que de “blusinha branca” ela está pronta pro que der e vier. E fecha o CD com “O Negócio é Amar”, de Carlos Lyra e Dolores Duran, acompanhada apenas pelo piano do senhor Amilton Godoy. Perfeito!

Entre a primeira e a última faixa, ela também se mostra como compositora ao lado do parceiro Marco de Vita. São músicas cheias de amor. São músicas cheias de humor. São músicas de alguma dor.

Coube a Andréa Lafa compor a música título e outras tantas ótimas que recheiam este CD.

“Cidade de Isopor”, de Pedrin Gomes e Renata Arruda, provavelmente vai virar hit.

Tem gente nova no pedaço, gente boa se mostrando, têm músicos da melhor qualidade. Os arranjos de Lua Lafaiette e Marco de Vita são na medida certa para ALINE cantar e para a gente se apaixonar.

Dá para perceber que ela está muito a vontade. Ela sabe o que está fazendo.

Ela canta sorrindo.

Da pá-virada, entre outros adjetivos, quer dizer atento, inquieto, agitado, espontâneo e criativo. Falando da Aline, eu digo que também é moleque, sacana, poderoso, forte e seguro.

Falar desta menina mulher, para mim, é fácil. Ouvi-la é puro prazer!

Senhoras e senhores, ALINE MUNIZ é DA PÁ VIRADA!

Texto: Lucinha Lins (Julho/2008)

MP3: Aline Muniz - Sai Dessa

MP3: Aline Muniz - Vagalumes Gigantes

MP3: Aline Muniz - Saindo de Mim

Links: alinemuniz.com.br | myspace | orkut | uqt

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Bruna Caram

Bruna Caram tem senso de humor, escreve muito e bem para caramba. É musical e dona de uma bela voz educada, respira nas regras da arte. Tem 22 anos e toda a graça e frescor de seus 22 anos, o que pode encantar o público masculino e já fez Hebe Camargo carimbar seu indefectível “gracinha!” Também já foi dito que Bruna canta sorrindo. Um sorriso franco de quem está inteira em cada verso, preocupada em interpretar tudo na exata. Um sorriso capaz de ser franco mesmo quando não é nada sorriso. Simpática é a vovozinha; a moça se impõe.

Neta da cantora de rádio Maria Piedade, Bruna nasceu em Avaré (SP), berço do tradicional festival de MPB. Caiu cedíssimo em caldeirão de sofisticadas referências musicais e, dos saraus e rodas de choro familiares, passou sem traumas para o profissionalismo aos 9 anos. Por uma década inteira, como integrante dos Trovadores Mirins, e depois, dos Trovadores Urbanos, ganhou jogo de cintura e valiosa quilometragem em contato com os mais diversos tipos de público.

O primeiro álbum-solo, lançado em dezembro de 2006 pela Dábliu Discos, chamava-se Essa Menina. No Japão, a faixa-título chegou a emplacar em playlists de rádios importantes. Aqui, a partir do sucesso de “Palavras do Coração”, Bruna passou a ser incluída na lista de talentos emergentes da MPB. Agora, seu segundo disco foi batizado Feriado Pessoal, nome da única composição própria que ela e seu elevado senso crítico se permitiram incluir no repertório. É ouvir e comprovar que a menina cresceu: o groove de sax alto, guitarra e piano elétrico decola a partir de um afro-beat à Fela Kuti, e Bruna mistura declaração de independência com um bem-humorado pé no traseiro.

Estamos diante de uma cantora com voz própria e que sabe o que quer. Não fica perdida na roda de samba da quebrada alheia, não entra de penetra em baladas eletrônicas, não compra pronto o modelito, o business plan e o tal do “posicionamento no mercado”. Bruna está cercada por uma turma talentosa de músicos e compositores jovens de São Paulo, companheiros de geração, amigos da música, do bar, da vida real.

Na capa, ela aparece rindo, radiante, no alto do edifício Copan, 35 andares acima do chão paulistano. Parece caçoar do horizonte de prédios, do cinza, da pressa, da síndrome do pânico a cada esquina. E é por aí mesmo. “Minha idéia era: esse som vai atravessar a cidade”, confirma Bruna. Feriado Pessoal pode ser refrescante ou energético, uma pausa antes ou depois de docemente se deixar engolir pela urbe. Ou dela fugir, como está literalmente expresso no folk estradeiro “Caminho Pro Interior” (de Otávio Toledo e J. C. Costa Netto), decorado com o trombone de Bocato e ukulele. “É meio Mallu Magalhães”, comenta Bruna, brincando. “Se quiserem que eu explique tintim por tintim, posso beber uma pinga e passar o dia inteiro contando. Mas queria que as músicas comunicassem imediatamente. A intenção é alcançar não só quem gosta de MPB, mas também quem curte outros gêneros.”

Bruna estudou piano desde os 7 anos e está se formando em Educação Musical pela Unesp. Até os 18, teve pouco contato com jazz e pop estrangeiro. O Clube da Esquina foi uma de suas fronteiras com o mundo pop, ligação que a primeira música do disco, “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”, permite retraçar. A recente pérola de Lô e Márcio Borges (gravada por Milton Nascimento em Pietá, de 2003) abre espaço em primeiro plano aos comentários blueseiros da guitarra do produtor Alexandre Fontanetti. Famoso pelos trabalhos com Rita Lee (Bossa’N’Roll é a maior referência) e Zélia Duncan, ele injeta diversidade nas três únicas músicas já conhecidas do repertório. “Gatas Extraordinárias”, hit de Cássia Eller com a assinatura de Caetano Veloso, não perde o suingue, mas ganha luxuoso arranjo de cordas que remete ao melhor da black music setentista. Na faixa final, Alexandre convida Christiaan Oyeens, especialista em violões havaianos de colo, para reinventar “Cuide-se Bem”, sucesso de Guilherme Arantes de 1976.

Nas composições inéditas, o produtor consegue proezas ainda mais expressivas, apoiado pelos pianos elétricos e sintetizadores vintage de Marcelo Jeneci, o baixo de Serginho Carvalho e ocasionais programações eletrônicas de Bruno Fiacadori. Com “Fim de Tarde”, de Juca Novaes e Edu Santana, ele e Bruna concretizam o pop/soul paulistano tão perseguido – em vão – pelo pessoal das décadas de 90 e 00. Em veia semelhante, a balada “Um momento”, de Otávio Toledo, explicita o sotaque na profusão de rimas em “einto”. Jamais passou pela cabeça de Bruna amenizar seu paulistês. “Não consigo cantar de um jeito que eu não falo”, explica ela.

A escolha do repertório, está sussurrado quase secretamente entre os agradecimentos, foi um “dramalhão”. Mas o parto difícil gerou filhos bonitos. Entre os destaques das pepitas garimpadas, está a sublime “Amor Escondido”, de Janaína Pereira. Originalmente um samba-choro, a canção ganha guitarra de colo, violão requinto (afinado uma quarta acima, para atingir notas mais agudas) e uma interpretação genial de Bruna, saboreando a doçura de cada verso como se fosse a última bala vermelha do pacote.

A bucólica “Em Paz”, escrita pelo jovem Pedro Altério com seus pais, Rita e Rafael, é outra obra inspiradíssima, com potencial para ser regravada em décadas futuras. Misturando violinos, cellos e guitarra filtrada por pedal wha-wha em seu belo arranjo, a complexa “Alquimia” revela outro baita compositor, Caê Rolfsen, 27 anos, elogiado violonista e um dos líderes da Gafieira São Paulo.

E há também a melodia sinuosa de “Nascer de Novo” (de Dani Black, prodigioso filho de Tetê Espíndola), cheia de notas “enganosas”, que proporciona a Bruna um tour de force vocal ao lado do piano de Marcelo Jeneci. Ao final da gravação, sem Auto-Tune ou qualquer outra maquiagem de defeitos, Alexandre Fontanetti deixou escapar, orgulhoso: “Que outra cantora da nova geração seria capaz de cantar essa música assim?” Repasso a pergunta a você e aconselho: ouça o disco inteiro. Com charme, jeitinho e simpatia, Bruna Caram se impõe.

MP3: Bruna Caram - Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor

MP3: Bruna Caram - Cuide-se Bem


Direção: Gabriel Kalim Mucci
Produção: Chico Pedreira e Lucas Fazzio
Fotografia: Otavio Pupo
Dir. de Arte/Figurino : Fernanda Brenner
Montagem: Marcelo Caldas Junqueira
Produzido pela Geral Filmes

Release por Pedro Só

Links: brunacaram.com.br | myspace | bcfp2009/bcem2006

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Flávia Bittencourt

Flávia Bittencourt - "Todo Domingos"
Por Beto Feitosa

Em seu segundo trabalho Flávia Bittencourt viaja na obra de Dominguinhos. O CD Todo Domingos, em edição independente, mostra uma cantora forte que ousa e experimenta. Ela coloca seu toque pessoal em cada uma das 12 releituras especialíssimas escolhidas na imensa obra do compositor.

Por ser de lá, na certa por isso mesmo. Flávia Bittencourt é de São Luis, Maranhão. Dominguinhos é de Garanhuns, Pernambuco. Os dois estados no Nordeste brasileiro, região de cultura rica e de forte identidade musical. Flávia e Dominguinhos são artistas do mundo. Ela, jovem e talentosa cantora atenta aos movimentos mais delicados de sua arte. Ele sanfoneiro e compositor consagrado, autor de diversos sucessos que permeiam o inconsciente coletivo. A mistura dos dois se mostra mágica em um álbum de nobre abordagem contemporânea.

Nesse encontro Flávia deita belíssima voz, cheia de ritmo, em clássicos como "Lamento sertanejo", "Tenho sede" e "Abri a porta". Com coragem chega até a "Eu só quero um xodó", música das mais presentes no dia-a-dia do país. E – pasmem – ela consegue trazer vida nova partindo de elementos do bumba-meu-boi e da música flamenca. Os arranjos foram maturados de maneira coletiva com a banda. “Geralmente eu penso na música, começo a cantá-la sozinha e as idéias começam a surgir”, conta Flávia. No disco passam arranjos assinados por Jayme Vignoli, Leandro Saramago, Luiz Flavio Alcofra, Silvério Pontes, Alessandro Cardoso, Gérson da Conceição, Charlles da Costa, Thiago França e Rogério Fernandes.

Flávia está irresistível em "Sete meninas", dessas gravações quentes que fazem até o chão dançar contagiado pelos metais e percussão. Ao mesmo tempo se mostra especialmente lírica na releitura delicada para "Tenho sede". E esquenta com tons de reggae "Abri a porta", hit pop do grupo A Cor do Som no início dos anos 80.

E a festa soma presenças. A celebração de Dominguinhos se estende a seus parceiros. Aqui um painel variado que vai de Gilberto Gil a Guadalupe; de Djavan a Manduka; de Toinho até Anastácia, a mais presente. Passa também a presença de Jorge Benjor, celebrado na música "O Babulina", lançada por Dominguinhos em 1976.

Mais eis que o próprio compositor se faz presente, voz agreste acolhedora e sanfona aconchegada no peito, na íntima "Diz amiga". A amiga em questão não resistiu e incluiu uma composição própria e inédita, "Seu Domingos", homenagem dentro da homenagem.

A difícil seleção de repertório parte de uma carreira de mais de 40 anos do compositor. Assim que revelou ao homenageado a intenção de fazer o disco, Flávia ganhou apoio de Dominguinhos que ofereceu a ela discos raros, em que ela mergulhou em horas de pesquisa. “Foi um processo difícil porque eu tinha material pra fazer alguns discos e tinha que escolher só 12 faixas. Mas também não queria deixar de lado alguns clássicos que são tão lindos”, revela.

A relação de Flávia Bittencourt com a música de Dominguinhos vem dos discos que o pai ouvia em casa. Mais tarde, já colegas de profissão, o encontro nos bastidores de um evento em que se apresentavam. O compositor convidou a cantora para interpretar o clássico De volta pro aconchego. O caminho de amizade levou Dominguinhos a participar do primeiro CD de Flávia, Sentidos, lançado em 2005.

O novo passo entrelaça ainda mais as histórias. Ele, longa estrada percorrida e em plena atividade levando sua música onde o povo está. Ela, segundo CD e construindo uma história sincera e apaixonada por sua música. Juntos em Todo Domingos, a voz de Flávia Bittencourt e a obra de Dominguinhos foram feitos um para o outro, basta ouvir.

MP3: Flávia Bittencourt - Abri A Porta

MP3: Flávia Bittencourt - Sete Meninas

Links: flaviabittencourt.com.br | mpb.com | last.fm | td2009/s2005

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Marcela Bellas

RELEASE: Da Bahia para o mundo... essa é a trajetória que a baiana Marcela Bellas começou a percorrer quando decidiu que era hora de colocar todo seu amor pela música para fora e numa produção independente de qualidade, lançar Será Que Caetano Vai Gostar?, álbum de estréia desta nova promessa da MPB.

Fã incondicional de Secos e Molhados, Novos Baianos, Caymmi e apaixonada pelos versos das músicas de Caetano, mesmo sem conhecer a música de Marcela, já é possível imaginar que do disquinho prateado vai sair coisa boa.

Nascida em fevereiro, abençoada por Iemanjá e com uma relação espiritual com o mar para lá de forte, foi também na infância, quando ainda corria pelas areias de Aracaju, que a bela iniciou-se no coro escolar, para mais tarde ingressar nos cursos livres de Canto, da Universidade Federal da Bahia. Daí para os acordes da vida foi um pulo. Tocando percussão no grupo de samba Quarto 14, Bellas se apresentava todo sábado na Ladeira da Fonte, num encontro descompromissado, regado a bom e alto som...sob a proteção do mestre Cacau do Pandeiro.

Da Fonte para os quatro cantos da Bahia, Marcela ia conhecendo gente, explorando o cotidiano das pessoas, vivenciando a cada momento as mais diversas situações. Como um andarilho sem destino, ela ia de um lado a outro absorvendo cultura e colecionando histórias, elementos que mais tarde seriam essenciais no processo de criação, produção e finalização de Será Que Caetano Vai Gostar?.

Foram essas andanças que a fizeram conhecer os produtores Tadeu Mascarenhas (BA) e Rovilson Pascoal (SP), e os compositores até então inéditos, Helson Hart, Hebert Valois e Mário Mukeka, além de nomes do cenário musical nacional como Tenison Del Rey e tantos outros, que de conhecidos tornaram-se amigos e juntos acreditaram que Marcela Bellas havia chegado para mudar os ares da música soteropolitana, cantando “o que é que a baiana tem”!

Foi para dar um gostinho ao público e satisfazer a curiosidade sobre o que achariam de sua música, que em 2006 ela lançou o EP Leve, uma palhinha do que viria mais à frente. O resultado lhe rendeu apresentações em grandes projetos na Bahia e em São Paulo. Estava ai a prova que Marcela Bellas queria.

E chegamos a 2009, um ano que para cantora começou leve, bem humorado e trazendo uma profunda carga de musicalidade em sua vida. Com lançamento agendado para Maio, Será Que Caetano Vai Gostar? chegou até as mãos do publicitário Washington Olivetto. E não é que o papa da criação no Brasil aprovou o produto e ainda o recomendou em seu blog: “...acho que o Caetano vai gostar, respondo eu no mais puro paulistês (com o “o” no meio da frase). E acho que não só o Caetano: acho que todo mundo que ouvir vai gostar...a canção “Alto do Coqueirinho” é um daqueles achados do inconsciente coletivo que tem tudo para ser um estouro”.

Numa produção que uniu Bahia e São Paulo, o álbum de estréia de Marcela Bellas está ai, com 11 composições inéditas e uma releitura de “Bloco do Prazer”, sucesso de Moraes Moreira. “Será Que Caetano Vai Gostar?” é pop, rock, regional, sentimental...é simplicidade transformada em música, sonoridade que não acaba mais. Num menu degustação que traz “quitutes” como “Quando o Samba Quer”, “Me Leve”, “Bacana”, “Mamãe Sereia”, “Defeito”, “Esse Samba” e tantas outras iguarias de qualidade, a ordem do dia é sentar e curtir sem nenhuma moderação esse verdadeiro consomé de ótima música, maravilhosamente bem servida pela voz da mais nova promessa do mercado fonográfico nacional.

MP3: Marcela Bellas - Alto do Coqueirinho

MP3: Marcela Bellas - Esse Samba

Marcela Bellas - Será que Caetano vai gostar? (2009)

1. Quando O Samba Quer
2. Me Leve
3. Bacana
4. Mamãe Sereia
5. Defeito
6. Esse Samba
7. Alto do Coqueirinho
8. Bloco do Prazer
9. Por Outro Lado
10. Mancha
11. Crimes do Amor
12. Por Favor
13. Esse Samba [KBça Deejay Mix]

DOWNLOAD

Marcela Bellas - Leve EP (2006)

1. Quem Vem Lá?
2. Quando O Samba Quer
3. Mancha
4. Mamãe Sereia
5. Me Leve
6. Mancha [Remix]

DOWNLOAD

Links: marcelabellas.com.br | myspace | tramavirtual | oinovosom | twitter | orkut

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Greice Ive

RELEASE: O start musical da brasiliense Greice Ive deu-se com uma brincadeira de criança, aos cinco anos de idade. Seu pai, também músico, percebeu que a menina nascera com o dom que poderia torná-la uma das maiores revelações da Nova Música Popular. Na época, a pequena Greice acompanhava, fascinada, suas apresentações, fazendo participações especiais. Aos 13, a jovem cantora tornou-se atração musical em estabelecimentos na noite de Brasília, levando em seu repertório os maiores expoentes da nossa música. Este foi um momento especial em sua carreira, onde a artista amadureceu naquela confluência de talentos e estilos, que foram, aos poucos, delineando a personalidade musical que hoje a vem evidenciando no vasto universo da música brasileira.

Por volta dos 16 anos, foi convidada a participar como vocalista de uma das mais conceituadas bandas de baile do Centro-Oeste. Aceitou o desafio, expandindo seu repertório para além das fronteiras geográficas. Tal experiência foi um exercício de versatilidade, permitindo à artista adaptar-se aos mais variados estilos musicais.

Foi ouvindo o que havia de melhor na música que Greice absorveu influências diversas, de grandes mestres nacionais e estrangeiros. Dois deles se tornariam seus admiradores e impulsionadores, Ivan Lins e Márcio Montarroyos. Montarroyos, que a conheceu quando dava uma "canja" num bar no Rio de Janeiro, tornou-se declaradamente seu fã, definindo-a publicamente como "Greice Ive, voz de cristal, a mais bela do Brasil". Curiosamente, a última gravação feita pelo músico foi justamente no disco de Greice, que dedica a ele o trabalho, numa homenagem póstuma.

E foi aqui, na Cidade Maravilhosa, que Greice Ive recebeu o convite da Indie Records para gravar "Ao som de Greice Ive", com produção de Marco Brito, tecladista que acompanha Ivan Lins há 13 anos, e que reúne um time da melhor qualidade. Entre os quais, Léo Amoedo, Armando Marçal, Cláudio Infante, André Vasconcellos. Nele, há uma miscelânea que bem apresenta a cantora. Além da inédita "Seu Olhar", de Paulo Djorge, o repertório apresenta releituras de canções como "Apenas Mais Uma de Amor" (Lulu Santos), "Eu Queria Ter Uma Bomba" (Cazuza), "Desculpe o Auê" (Rita Lee) "Somos Quem Podemos Ser" (Humberto Gessinger). Grandes composições interpretadas por essa bela voz tornam esse trabalho um daqueles cd's que você canta do começo ao fim.

Bem-vindos ao som de Greice Ive!

MP3: Greice Ive - Seu Olhar
MP3: Greice Ive - Refazenda
MP3: Greice Ive - Outono
MP3: Greice Ive - Apenas Mais Uma de Amor

Links: greiceive.com.br | myspace | youtube | orkut

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Maria Gadú [RE:POST]

RELEASE: Tudo está acontecendo muito rápido na vida da paulistana de 22 anos Maria Gadú. Em menos de cinco meses chegou ao Rio, fechou contrato com a Som Livre para o lançamento do disco de estréia e atraiu à sua temporada no Cinemathèque ninguém menos que Caetano Veloso e Milton Nascimento, além de uma penca de outros artistas, críticos musicais, cineastas, atrizes, descolados e músicos.

O público em geral compartilha o mesmo sentimento. Está diante de uma cantora e compositora de verdade, presenciando o nascimento de um novo talento, não conseguem compará-la a nada. Maria é diferente de tudo o que já viram.

Quando Gadú sobe ao palco, qualquer desavisado pode achar que ela faz parte de uma nova onda rock´n´roll, meio punk, meio indie. Ousada, ela parece mesmo que vai chegar na marra, cheia de atitude; mas basta abrir a boca, para a cantora mostrar suavidade em forma de MPB, com tudo muito próprio: letra, música e voz. Este contraste surpreende e seduz. Talvez isso explique um pouco Maria Gadú. Mas ninguém quer saber de entender. Melhor prestar atenção e deixar acontecer.

Seu primeiro auto-intitulado álbum foi produzido por Rodrigo Vidal e conta com um time de músicos de primeira: Stephan SanJuan, Dadi, Cesinha, Arthur Maia, Fernando Caneca, Nicolas Krassik, Nando Duarte, Felipe Pinaud, Alexandre Prol e Marcelo Costa são alguns dos nomes que ajudam a ”colorir“ a voz e o violão de Maria Gadú. [RELEASE OFICIAL]

MP3: Maria Gadú - Shimbalaiê

MP3: Maria Gadú - Tudo Diferente

MP3: Maria Gadú - Dona Cila

Links: myspace | slap | lastfm | facebook | orkut |

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Adriana Maciel

O Essencial. É isso que Adriana Maciel busca – e consegue – passar aos seus ouvintes em seu último trabalho Dez Canções. O Essencial, porém, não se traduz em um disco simples ou ligeiro. O essencial deste trabalho é traduzido justamente pelo rigor do despojamento e pela extrema intimidade entre o canto de Adriana e as melodias e letras de cada canção escolhida. A produção das faixas, a cargo de Chico Neves e Bernardo Bosísio, nos mostra que por trás da simplicidade dos seus arranjos, cada instrumento escolhido ou nota executada, compõe em conjunto uma paisagem sonora específica para sua interpretação. Nessas paisagens, a voz segura de Adriana ilumina suas nuances e desenha seus contornos e horizontes.

Com um repertório cuidadosamente selecionado e executado, Adriana propõe ao ouvinte uma cumplicidade entre suas interpretações intimistas, concisas, diretas e uma audição atenta às sutilezas de um disco que conta com a participação de alguns dos melhores músicos brasileiros em atividade. As dez canções trazem o talento de músicos do porte de Marcos Suzano, Cristina Braga, Celso Fonseca, Alberto Continentino, Marcelo Costa, Sacha Amback, Christian Oyens, Lui Coimbra e seu parceiro de produção, Bernardo Bosísio. Essas participações estão espalhadas em uma variedade de instrumentos como violões, pianos, percussões, harpas, charangos, pratos, violas havaianas (weissenborn), melotrons e até mesmo cristais (tocados pelo brasiliense Fernando Corbal). Mas não se engane: esse aparente excesso de sonoridades é devidamente arranjado para que cada músico participe de forma precisa da intenção de Adriana: atingir em cheio com seu canto o ouvinte, o conduzindo através de uma série de caminhos sonoros sutis.

Dez Canções também deve ser visto como um disco cujo resultado é fruto de uma escolha clara por parte de Adriana: sua afinidade com os compositores de sua geração, em especial com alguns que já a acompanha ao longo de sua carreira, como Vitor Ramil (sozinho ou em parceria com Luciano Mello) e Celso Fonseca. Além deles, o repertório completo traz David Bowe, Moreno Veloso, Cris Braunn com George Israel e ela mesma (em parceira com Billy Brandão) e demonstra essa opção de dialogar com novos autores. A única exceção é “Copo vazio”, de Gilberto Gil. À primeira vista, sua presença pode destoar do corte contemporâneo na escolha do repertório. Mas quando a ouvimos ao lado das demais canções, percebemos que ela se casa perfeitamente com o caminho desenhado pelo canto de Adriana em cada faixa.

E se a canção de Gil nos lembra que o vazio está sempre cheio de ar, Adriana Maciel segue à risca esse mote, oferecendo ao público um disco em que o silêncio espreita o seu canto, em que os espaços deixados pelos arranjos são preenchidos por um certo vazio. Vazio necessário, que permite a música e aos seus intérpretes respirarem de forma pausada, porém vigorosa, cada melodia. Em Dez Canções Adriana nos conduz com delicadeza nesse processo em que menos é mais, em que cada detalhe revelado pela audição das faixas nos remete a uma reflexão sobre suas interpretações despojadas, claras, econômicas. Enfim, dez interpretações essenciais.

(por Frederico Coelho)

MP3: Adriana Maciel - Cão (Like a Dog)

MP3: Adriana Maciel - Vida em Marte (Life on Mars)


Adriana Maciel é uma cantora de hoje. Apesar de estarmos aqui falando de seu quarto disco de carreira. Eu posso explicar os motivos.

Adriana sabe das atuais agruras do mercado de musica mundial. Trabalha sem pressa por saber que a era dos grandes estouros de venda e a repercussão em grande escala já dançaram há muito tempo.

Adriana sabe também dos inúmeros formatos disponíveis de download nas redes informatizadas e não tem medo, sendo a distribuição de uma grande gravadora apenas mais um veiculo de divulgação de seu trabalho.

Adriana fez um disco planejado no melhor sentido. Você poderá colocá-lo no Ipod em shuffle sem o medo da dispersão que nos causa ao ouvirmos faixas aleatórias de um álbum. Todas indicarão o mesmo caminho escolhido por ela: o silêncio de poucos instrumentos para manter o essencial: as canções e suas letras. Um trabalho pessoal e intransferível.

Fazer concessões para quem e por quê?

Adriana é delicada e doce. Eu posso explicar os motivos de minha definição.

Quando mandei um email insistindo para ser um dos primeiros a receber este seu novo disco, fui surpreendido três dias depois com um envelope embaixo da minha porta. Sobre o conteúdo da encomenda eu já chego lá. Antes quero falar que a delicadeza que citei acima se instaura também logo na primeira faixa para só largar a nós, os ouvintes, no último acorde. Dona de um registro vocal suave e quase frágil, ela transforma a velha dor e a surrada alegria em tempos modernos.

Agora sim. Vamos ao disco em palavras que, tomara, transforme-se logo em som nos seus ouvidos.

1. "Cão (Like a Dog)"
Vitor Ramil é um compositor que traz em suas composições imagens fortes e metafóricas. Sua obra encontra em Adriana uma outra face: a da delicadeza. Essa música de Vitor Ramil me traiu. Surpresas que o encontro de suas canções com o canto de Adriana revelam. Em alguns momentos a letra lembra a ironia e o humor de outro compositor preferido dela: Zeca Baleiro. Letra gaiata e deliciosa:
“Its been a hard days night / Eu dormi como um cão / Tava vendo um filme / Apaguei no chão”

2. "Vida em Marte (Life on Mars)"
Seu Jorge é um cidadão do mundo. Aqui dentro um herdeiro do legado musical de Jorge Ben e seu samba-rock. Lá fora um ator moderno que cometeu uma ousadia aprovada por todos: verter algumas canções de David Bowie para a trilha de um filme que participou. Foi esse que me conquistou. Pelo inusitado da idéia e pelo resultado que essas versões causaram em mim. Agora sou surpreendido pela regravação definitiva de Adriana para versão dele para “Life on Mars”. Bowie morrerá de orgulho, estou certo.
“Tantas coisas o coração não consegue comprender / Porque a mente não faz questão / Nem tem forças pra obedecer”

3. "Perto do Teu Coração Selvagem"
Coração selvagem. Que imagem poética forte e linda. A primeira vez que ouvi essa expressão foi num belo e intenso livro de Clarice Lispector que eu ainda menino tentava em vão entender. Nos anos 70 o compositor Belchior trouxe a expressão de volta em uma de suas canções mais famosas. Agora Vitor Ramil retoma a idéia nesta inédita bela balada gravada aqui por Adriana:
“Perto do teu coração selvagem / Eu caio ao cair da tarde / Trazendo a alma em febre de noite alta”

4. "Ficar"
Celso Fonseca foi/é parceiro quase eterno de Ronaldo Bastos. Juntos reinventaram a bossa nova com muita personalidade. Para quem como eu conhece Celso Fonseca também por outros caminhos, sendo um dos produtores mais queridos pelas cantoras e por conseqüência disso também muito amado por mim, não é surpresa essa deliciosa balada registrada por Adriana no disco:
“Se vai ficar não faça nada / Deixa a luz levar o dia / Deixa o dia anoitecer”

5. "Cadê Você"
Desde seu segundo álbum que Adriana me surpreende ao cantar canções que eu não nomearia como sendo de Vitor, são baladas de amor de letras quase ingênuas como esta que está aqui:
“Cadê você que a vida inteira desesperou de me encontrar / Cadê você que vive dentro de algo que não sei alcançar”

6. "Tardes Vazias"
Cris Braun é uma grande compositora do amor. Suas letras e canções são sempre devoradas por mim. George Israel, para quem não conhece, é aquele braço direito que junto ao esquerdo de Paula Toller fizeram o Kid Abelha chegar onde chegou. Do encontro de Cris e George nasceu essas “Tardes Vazias”:
“Talvez sonhe outros sonhos não os meus / E pensei que não sonhavas nem os sonhos teus”

7. "Sertão"
Moreno Veloso ao contrário de seu pai Caetano não se preocupa com os excessos: mídias e composições. Avesso a tudo que seja super exposição, ainda tem uma obra pequena mas de forte impacto. Esta canção “Sertão” foi gravada por Gal Costa e pelo próprio autor anos atrás, mesmo assim ficou para poucos. Tomara Adriana seja agora a perfeita porta-voz para muitos.
“A luz / A paz da voz / A voz em mim / É o amor que conduz / E traz aqui / E diz sim / Em nós / E não tem fim”

8. "Copo Vazio"
Gil compôs essa canção em tempos difíceis de ditadura para Chico Buarque que nesse período estava praticamente impedido de exercer seu ofício de compositor e com sua obra praticamente toda mutilada pela censura. Resolve então fazer um disco homenageando e interpretando outros compositores brasileiros. Esta era uma delas. Adriana com sua nova leitura, leva a filosofia da letra para outros caminhos mais leves e poéticos.
“É sempre bom lembrar / Que um copo vazio está cheio de ar / Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho / Que o vinho busca ocupar o lugar da dor”

9. "O Mundo ao Redor"
Será esta a primeira composição feita por Adriana? Respostas na minha caixa postal, por favor. Sendo primeira ou não, é adorável . Uma valsa moderna feita em parceria com Billy Brandão:
“As ruas que correm te levam daqui / O tempo se aquieta / Parece dormir / Um beijo lento / Um susto brando / Um acalanto me deixa seguir”

10. "Fórmica Blue"
A canção mais improvável e instigante do disco. Toda a vertigem e estranheza das canções de Vitor Ramil atingem aqui o seu ápice. Luciano Mello é seu parceiro. Liberte sua imaginação e embarque nessa valsa surrealista e poética que nos remete aos poetas beatniks e o universo de Tom Waits.
“Foi / Fica um gole de mim / No café que restou / Sobre a mesa sem fim da manhã / Fórmica blue / Céu das bolinhas de pão / Onde o meu coração desandou a bater / E onde a minha ilusão se desfez / Fórmica blue / Eu nunca vou te esquecer”

(por Zé Pedro)

MP3: Adriana Maciel - Cão (Like a Dog)

MP3: Adriana Maciel - Vida em Marte (Life on Mars)

Links: adrianamaciel.com.br | myspace | lastfm | mpb | am1997/sm2000/pl2004/dc2008

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Céu lança seu 2º álbum: "Vagarosa"

A bela cantora Céu está lançando seu aguardado segundo álbum, Vagarosa saiu oficialmente dia 7 de julho de 2009. O álbum traz Céu em sua melhor forma, aperfeiçoando seu estilo único que mistura música brasileira, jamaicana e universal e o que mais vier... Vagarosa foi antecipado pelo EP Cangore, lançado em maio último, que já dava pistas da maravilha que seria Vagarosa, que supera o bom álbum de estréia da cantora, o auto-intitulado CéU, de 2005 e também o do projeto Sonantes com os comparsas Dengue, Gui Amabis, Pupillo e Rica Amabis, que teve seu auto-intitulado álbum Sonantes lançado em 2008. Em minha humilde opnião, Vagarosa é desde já, um dos melhores álbuns de 2009.

MP3: Céu - Cangote
MP3: Céu - Bubuia [ft. Anelis Assumpção e Thalma de Freitas]
MP3: Sonantes - Quilombo Te Espera
PDF: Vagarosa (Capa/Cover)

RELEASE:
CéU
Vagarosa
(Six Degrees)
Releasing: 7 July 2009 (US/UK)

01. Sobre o Amor e Seu Trabalho Silencioso
02. Cangote
03. Comadi
04. Bubuia [ft. Anelis Assumpção e Thalma de Freitas]
05. Nascente
06. Grains de Beauté
07. Vira Lata [ft. Luíz Melodia]
08. Papa
09. Ponteiro
10. Cordão da Insônia
11. Rosa Menina Rosa [ft. Los Sebozos]
12. Sonâmbulo
13. Espaçonave


Ever since Brazilian phenomenon Céu captivated the world with her self-titled debut album in 2007, her follow up release has been widely anticipated. After being chosen as the first international artist featured in Starbucks' Hear Music™ Debut series, Céu earned both Grammy and Latin Grammy nominations, countless press accolades, and chart topping numbers. So how does one of the most successful Brazilian female artists of our time respond? With her typical grace and artistry.

First came Cangote in May of 2009, a teaser four-song EP that was a harbinger of wonderful things to come, as the full-length album Vagarosa demonstrates. Vagarosa, which translates to "slow, easygoing, and leisurely," perfectly reflects the vibe that runs throughout the album. Everywhere on Vagarosa is evidence of Céu's ever-deepening musical sophistication and intelligence. Notice the album's opening track, for example: on the surface it's all gentle sweetness, nothing but Céu's flutelike voice accompanied by Rodrigo Campos on the cavaquinho, a sort of Brazilian ukelele. But the song's title hints at more serious concerns – titled "Sobre o Amor e Seu Trabalho Silencioso" ("Concerning Love and Its Silent Work"), it celebrates, in Céu's words, "the invisible chemistry of love, when it awakes," but the song also makes quiet reference to love's demands. That song leads beautifully into "Cangote," which deepens and darkens the mood and prepares you for the myriad sounds and flavors to come later in the program.

"Comadi," a song that Céu co-wrote with with Beto Villares, and that she explains is about "how much women struggle for their position in life," is dense and funky, with lots of wah-wah guitars, low reeds, and a slow and soulful groove. The musical texture opens up a bit with "Bubuia," on which the percussion skitters lightly on the surface, hinting at a sort of jungle breakbeat, but Céu's smoothly languid vocals keep the groove anchored in a relaxed medium tempo even as the intensity begins to build near the middle of the song. "Grains de Beauté" is a frankly sensual love song on which she invites the beloved to draw lines connecting the beauty marks on his lover's body.

One of the most interesting things about Vagarosa is the extent to which organic acoustic sounds and cutting-edge electronic textures are woven together into a completely natural-sounding whole. On "Nascente," a basically acoustic backing track is twisted and refracted by electronic means, while a hot horn chart and a feline rhythm give the impression of a cat stalking its prey – perhaps amorously and perhaps not. "Papa," the album's only English-language track, encourages the listener not to "take yourself so seriously" while placing Céu's voice in an echo chamber with electronically altered acoustic instruments; the combination of the wet ambience and the mysterious, minor-key melody draws you in – until the song suddenly ends after less than a minute and a half.

And yet some of the album's most transcendentally beautiful moments are also its simplest and least complex. On "Vira Lata," which deals with the problem of falling in love with "an unfaithful but lovable person," a flugelhorn and cavaquinho provide tastefully minimal backing, showcasing Céu's voice as gently as a jewel in a simple but elegant velvet box. When the layers of multi-tracked flutes come in near the song's end, the effect is like the arrival of a flock of rare and lovely birds. "Ponteiro" (which again touches on serious issues related to the passing of time) features a circus organ and a metronomically plucked electric guitar – a rather blocky arrangement that nicely complements Céu's airy voice and the delicate melody she sings. On "Cordão da Insônia" she sings of "when the city sleeps and everything becomes quiet," a moment when often "the creative energy starts to flow, making one stay awake, not able to sleep, creating." This song returns to a reggae groove, with some nifty backwards guitar and lounge-flavored mallet keyboards. "Espaçonave" layers Céu's voice on itself, multi-tracking harmony lines in a way that suggests a Brazilian version of Zap Mama, while the churning groove is more like 1960s funk with a slippery New Orleans drum part. This album's music and lyrics have been informed by a number of recent developments in Céu's life, including the birth of her daughter – an event that is celebrated here by a gentle and lovely rendition of the old Jorge Ben song "Rosa Menina Rosa." While "Sonâmbulo's" subject matter is unusually pointed: the song's image of a sleepwalker is intended as a critique of those who allow their own personalities to atrophy in deference to the preferences and expectations of others.

The production of the album started in mid-2008 at Ambulante Studios in São Paulo, Brazil. Céu teamed up with her old accomplice, producer Beto Villares to produce and record her new compositions. In the process, they also involved producer and engineer Gustavo Lenza (Céu's touring engineer for the past 4 years, who recently produced Curumin's last two records) and soundtrack producer Gui Amabis, who has collaborated with Céu on the Sonantes project. Throughout the album Céu enjoys the assistance of many top-notch musician friends: members of Los Sebozos Postizos make an appearance on "Rosa Menina Rosa"; Curumin plays drums on "Cordão da Insônia"; Luiz Melodia provides exquisite guest vocals on "Vira Lata." Pupillo and Dengue from Nação Zumbi contribute drums and bass on "Ponteiro," and Siba (a founder of the regionally famous Pernambucan band Mestre Ambrósio) co-wrote "Nascente" with her.

The ever-proliferating crowd of Brazilian musicians lining up to record with Céu, combined with her deepening penetration of the world's music markets, is more than enough to bear out the optimistic predictions of the music media. But really, all the proof of her unique talent is right here: in the beautifully simple melodies, the sophisticated complexity of the arrangements, the wide-ranging musical references, and the general warmth and attractiveness of her songwriting.

Buy via Six Degrees Records

CéU's USA tour dates:
July 14 & 15 Triple Door Seattle
July 17 Roxy Theatre Los Angeles
July 18 Herbst Theatre San Francisco
July 21 Highline Balroom New York City


Links: ceumusic.com | myspace¹ | myspace² | lastfm | sixdegreesrecords | urbanjungle | wikipedia | c2005/s2008/v2009

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Aline Calixto

A jovem Aline Calixto vem se destacando no cenário de samba nacional e chamado atenção do público e de importantes profissionais da crítica, pela qual é considerada uma das principais promessas da nova geração. Após uma bem-sucedida trajetória no cenário independente, a artista lança seu álbum de estréia, "Aline Calixto", pela gravadora Warner Music.

Carioca de nascimento, porém criada em Minas Gerais, Aline venceu diversos prêmios, entre eles o concurso "Novos Bambas do Velho Samba" edição 2008, realizado pela tradicional casa Carioca da Gema, e participou do carnaval carioca. Também marcou presença em diversas rodas de samba cantando ao lado de bambas da velha guarda como Monarco, Nelson Sargento, Walter Alfaiate, Wilson Moreira, Martinho da Vila, Luiz Carlos da Vila e de novos talentos como Edu Krieger, Renegado, Rogê, Mart..nália.

O CD de estreia chegou nas lojas dia 25 de junho, com 12 canções inéditas e uma releitura da obra do mestre Monarco e seu filho Mauro Diniz. Aqui, em primeira mão, você poderá conferir a música de trabalho "Tudo que sou", de Toninho Gerais e Toninho Nascimento.

Artistas e jornalistas de peso que tiveram a oportunidade de conferir sua performance, como Monarco e César Tartaglia, comentaram:

"A revelação e a unanimidade do concurso do Carioca da Gema, a mineira Aline Calixto, que veio com um samba diferente de levada mineira. Para mim, Aline é a melhor cantora da atualidade. Ela é minha aposta" (João Pimentel – Jornal O Globo)

"Aline é uma grande cantora. Faz o samba com cadência!" (Monarco)

"Na minha concepção Aline está pronta pra brilhar. Tem presença de palco, é afinadíssima, além de ser uma criatura que esbanja alegria. Ela está preparada para o sucesso" (Walter Alfaiate)

"Não tenho dúvidas de que ela logo estará no primeiro time da MPB" (César Tartaglia – Jornal O Globo)

"Fiquei feliz, olhando, notei o olhar determinado da Aline cantando Sereia Guiomar, um samba de roda que pede o corpo girando, a boca com notas bem abertas e os olhos adiante buscando um marinheiro que se encante à essa voz. Fiquei feliz, sim. Está nascendo uma artista que veio pra marcar seu chão. Ou seu mar, o de sereia" (Moacyr Luz)

"Aline Calixto é a revelação do samba mineiro" (Eduardo Tristão Girão – Jornal Estado de Minas)

MPB: Aline Calixto - Tudo Que Sou

MPB: Aline Calixto - Enfeitiçado

ENGLISH: Aline Calixto is a young singer and composer already known as the Popular Brazilian Music revelation of 2008. Winner of several wards, as "Carioca da Gema" revelation of 2008, the most important prize of the house of samba in Rio de Janeiro, she has performed in many festivals and shows in your works, a new Samba approach. Samba is the gender through out she transits, gathering influences of the old school of Samba with new composers. Her singular voice and her performance in the stage conquer the crescent public and criticism, emphasizing her work in Brazilian scenery. Nowadays, the artist prepares the release tour of her first album, in production phase, named "Tudo que sou" (All I am), in which Aline does references to her experiences and sound researches learned in her daily life, using the Samba and its slopes as main language. Aline’s album will gather her compositions, besides unpublished songs of already known composers, as Monarco, Nelson Sargento of Mangueira Old School and Moacyr Luz, who were enchanted by the Aline’s charm and talent.

ESPAÑOL: La joven cantante Aline Calixto surge en medio a la fervorosa escena musical minera como una de las mejores novedades del samba. Elogiada por importantes periodistas y músicos, ella viene despuntando en medio al circuito de festivales y trae nuevo aliento al estilo, mezclándole influencias contemporáneas. Vencedora de la Muestra "Nuevos Bambas del Viejo Samba", realizada por la casa Carioca da Gema, en Río de Janeiro, Aline Calixto es considerada por la crítica como una de las más prometedoras apuestas para la MPB en 2008 Además de intérprete, Aline también compone y busca raridades del samba durante las investigaciones que realiza por el interior de Minas, procurando por compositores desconocidos que todavía no tuvieron la oportunidad de ver sus trabajos grabados. Su CD de estreno está previsto para el primeiro semestre de 2009.

[RELEASE]

Links: alinecalixto.com.br | myspace | youtube | blogspot | orkut |

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Luisa Maita

Luisa Maita nasceu em São Paulo. Filha do cantor Amado Maita (1948-2005), iniciou sua carreira como vocalista e compositora no grupo Urbanda, com quem chegou a lançar um CD em 2003. Três anos depois, a cantora Virginia Rosa gravou duas composições de sua autoria no álbum Samba a Dois, "Madrugada" e "Amado Samba".

Seu primeiro álbum estava previsto para 2008 mas, ainda não foi lançado. Sabe-se que está quase pronto, esperando algumas negociações com selos e gravadoras. Aguardamos ansiosos. Enquanto isso...

Este EP, que você pode baixar abaixo, oficialmente não existe, foi compilado de canções disponíveis na página de Luisa no MySpace (as do lado 'a') e do álbum de estréia de seu parceiro Rodrigo Campos, São Mateus Não É um Lugar Assim Tão Longe, lançado este ano (as do lado 'b').

Luisa Maita - Luisa Maita EP (2009)

Lado "A":
1. Lero Lero
2. Desencabulada
3. Anunciou
4. Alento
Lado "B":
5. Os Olhos Dela
6. Amor na Vila Sônia
7. Mangue e Fogo
8. Que Santo É Esse

DOWNLOAD via RapidShare

Link: MySpace

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital

Karina Buhr - Telekphonen [Single] (2009)

Karina Buhr, principal cantora e compositora da banda Comadre Fulozinha, já vem há algum tempo mantendo uma carreira solo paralela à sua banda, com boas apresentações pelo circuito independente. Agora Karina começa a dar um passo definitivo para sua carreira, ela vem gravando desde o início do ano, nos estúdios da Trama, o álbum de sua estréia solo, previsto para agosto próximo. A primeira canção divulgada é "Telekphonen", single virtual que começa a pintar em alguns blogs. A sonoridade, como se espera, é diferente de sua banda de origem, que tem na trama de percussão e vozes com estética regionalistas de ritmos interioranos de Pernambuco e Alagoas sua fonte principal. O novo som de Karina solo é mais universal e pop, ainda assim com pegada indie e... saborosa.

MP3: Karina Buhr - Telekphonen

Ficha técnica:
Karina Buhr - Voz, direção musical, composição e percussão
Bruno Buarque - Bateria
Guizado - Trompete
Mau Pregnolatto - Baixo
Otavio Ortega - Teclado
Técnico de gravação e mixagem - Ronaldão (Trama)
Produção - Duda Viera (Karinma Buhr) e Fernanda Cardoso (Trama)



Outras gravações (temporariamente indisponíveis):
MP3: Karina Buhr - Telekphonen (trama 10hs no estudio)
MP3: Karina Buhr - Eu Menti Pra Você (ao vivo trama radiola)
MP3: Karina Buhr - O Pé (ao vivo vozes do brasil)
MP3: Karina Buhr - Sonhando (ao vivo vozes do brasil)
MP3: Karina Buhr - Nassiria e Najahf (ao vivo vozes do brasil)
MP3: Karina Buhr - Mira Ira (ao vivo vozes do brasil)
MP3: Karina Buhr - Solo de Água Fervente (ao vivo vozes do brasil)
MP3: Comadre Fulozinha - Sonhando
MP3: Comadre Fulozinha - O Pé
MP3: Comadre Fulozinha - Copo de Veneno
MP3: Comadre Fulozinha - Amaralina


Links: myspace | blogspot

CDs & MP3s:
BuscaPé
MercadoLivre
Submarino
Amazon
CD Universe
Insound
7digital