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Rock For Masses... resistindo bravamente!!!

Nosso bravo amigo Charles manda avisar: seu Rock For Masses foi deletado pela terceira vez mas, já está de volta em novo endereço: http://rocckformasses.blogspot.com/, agora com um "c" a mais em "rocck". CONFIRA!!!

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Votação da PEC adiada para o dia 28/10/2009, quarta-feira que vem *

Ontem passei um dia longo em Brasília, junto com muitos outros artistas e representantes da indústria da música, tentando fazer com que a PEC da Música tivesse sua primeira e dificílima vitória. Mas no final ficou um gostinho amargo - apesar das ótimas perspectivas. A votação, por conta dos inúmeros assuntos que deveriam ser tratados ontem, acabou ficando para tão tarde que não tinha o número de deputados suficientes que nos garantisse a vitória. Em casos de Emenda Constitucional são necessários 3/5 do total dos deputados (308). Duas vezes. Ou seja, se ganhássemos teríamos outra votação igual para vencer, se perdêssemos seria o fim do sonho. Melhor adiar e esperar uma oportunidade melhor.Ficamos agendados para o dia 28, quarta que vem.

Foi um dia bastante comprido a atarefado. Levantei às 5:00h da manhã para pegar o vôo das 7:00h. No aeroporto me encontrei com George Israel e Liebert dos Fevers. Tico Santa Cruz deveria ir conosco mas teve seu carro arrombado na noite anterior e não conseguiu pegar o vôo.

No caminho para a Câmara dos Deputados pegamos Carlos de Andrade, o Carlão, da ABMI – Associação Brasileira de Música Independente – , Fernando Vieira – responsável pela Festa Nacional da Música e grande articulador da PEC –, Fagner e Pepeu Gomes.

Foi chegar lá e começar uma procissão entre gabinetes de deputados, lideranças etc. Quando fomos visitar o líder do PT tivemos nossa primeira má notícia: não era provável que nossa iniciativa fosse votada naquela sessão porque havia muita coisa a ser resolvida no dia, sendo que duas eram prioritárias e poderiam trancar a pauta. Até então ninguém havia aventado a possibilidade de não sermos atendidos. A partir daí a campanha se tornou ainda mais intensa e fomos recebendo reforços como Frejat, Sandra de Sá, Tico Santa Cruz, Digão dos Raimundos, Rosemary, Margarete Menezes, Diego Figueiredo, Diego do NX Zero, duas duplas sertanejas, Fábio do Tchê Guri etc.

Nos dividimos em grupos e continuamos fazendo pressão. A partir do momento em que começou a sessão, só nos restava ficar no salão do tapete verde para marcar presença. Tivemos o apoio de inúmeros deputados e lideranças, todos afirmando que, se a votação acontecesse num horário razoável, nós ganharíamos, porque nossa causa era muito mais que justa.

Bem, as horas foram passando e a sessão se arrastando. Meu vôo era às 8:55 e tinha que sair para o aeroporto até às 7:15. Um pouco depois disso saímos sem ter a menor noção do que ia acontecer. Antes de embarcar liguei para o Carlão que estava animado. Pensei que quando chegasse no Rio teria uma boa notícia. Aterrissando, telefonei para Brasília mas nada tinha mudado. Chegando em casa liguei a TV Câmara e a discussão ainda era sobre Bombeiros e militares. Uma e tanto fui dormir sem notícias, mas já pressentia o que ia acontecer.

Hoje ao acordar tinha uma mensagem no meu celular dizendo que a votação tinha sido adiada por falta de quorum. A luta continua!

* Relato por Leoni

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O dia “D” para a Música Brasileira

Essa quarta-feira, dia 21 de outubro, será uma data importantíssima e definitiva numa luta da Música Brasileira que começou há alguns anos. Será votada a PEC – Projeto de Emenda Constitucional - que isentará a música nacional de impostos para a venda, o que já acontece com livros, revistas e periódicos. Em alguns casos, o peso do imposto no preço de um CD beira os 30% e para as compras pelo celular, chegamos a 40%!

Para que o Projeto se transforme em Emenda Constitucional precisamos de 3/5 do total dos deputados votando favoravelmente. Isso é algo muito difícil de conseguir. Primeiro, por conta do quorum – eles precisam estar presentes no Plenário -, depois pelo número de votos que é muito alto. Se conseguirmos vencer essa batalha, haverá outra votação igualzinha para confirmar o resultado – é, mudar a constituição não é nada fácil. Nessa ocasião teremos que nos mobilizar novamente.

O que vocês podem fazer? Mandem e-mails, liguem, incomodem os deputados dos seus estados para que eles estejam presentes à votação e ajudem a música brasileira com seu voto.

Aqui está o link com os e-mails, partidos e estados de todos os deputados. Mãos à obra. Nós precisamos de vocês. Ficamos muito gratos com o seu engajamento.

Aqui vai uma sugestão de texto, para facilitar o trabalho de vocês:

Exmo. Senhor Deputado xxxxxx

Venho pedir em nome da Música Brasileira que o senhor esteja presente à votação da PEC da Música, dia 21 de outubro, quarta-feira, e que nos ajude nessa cruzada cultural com o seu voto.

Vamos incentivar uma forma de arte que tão bem representa o talento do povo brasileiro. Nós, o povo, contamos com o senhor.

Agradecido (a)

xxxxxxxxxxxxxxx

João Sérgio disse...
Existe em http://moourl.com/fale um formulário que possibilita mandar emails aos deputados, selecionando um deputaado, os de um estado ou de um partido específico, ou mesmo todos.

[Texto de Leoni em seu site]

Veja a lista dos e-mails de todos os deputados federais, por estado:

Deputados de São Paulo:
dep.abelardocamarinha@camara.gov.br
dep.aldorebelo@camara.gov.br
dep.alinecorrea@camara.gov.br
dep.antoniobulhoes@camara.gov.br
dep.antoniocarlosmendesthame@camara.gov.br
dep.antoniocarlospannunzio@camara.gov.br
dep.antoniopalocci@camara.gov.br
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
dep.arnaldofariadesa@camara.gov.br
dep.arnaldojardim@camara.gov.br
dep.arnaldomadeira@camara.gov.br
dep.betomansur@camara.gov.br
dep.bispogetenuta@camara.gov.br
dep.candidovaccarezza@camara.gov.br
dep.carlossampaio@camara.gov.br
dep.carloszarattini@camara.gov.br
dep.celsorussomanno@camara.gov.br
dep.devanirribeiro@camara.gov.br
dep.dimasramalho@camara.gov.br
dep.dr.nechar@camara.gov.br
dep.dr.talmir@camara.gov.br
dep.dr.ubiali@camara.gov.br
dep.duartenogueira@camara.gov.br
dep.edsonaparecido@camara.gov.br
dep.eleusespaiva@camara.gov.br
dep.emanuelfernandes@camara.gov.br
dep.fernandochiarelli@camara.gov.br
dep.fernandochucre@camara.gov.br
dep.franciscorossi@camara.gov.br
dep.guilhermecampos@camara.gov.br
dep.ivanvalente@camara.gov.br
dep.janeterochapieta@camara.gov.br
dep.jeffersoncampos@camara.gov.br
dep.jilmartatto@camara.gov.br
dep.joaodado@camara.gov.br
dep.joaopaulocunha@camara.gov.br
dep.jorginhomaluly@camara.gov.br
dep.joseanibal@camara.gov.br
dep.josec.stangarlini@camara.gov.br
dep.joseeduardocardozo@camara.gov.br
dep.josegenoino@camara.gov.br
dep.josementor@camara.gov.br
dep.josepaulotoffano@camara.gov.br
dep.juliosemeghini@camara.gov.br
dep.lobbeneto@camara.gov.br
dep.lucianacosta@camara.gov.br
dep.luizaerundina@camara.gov.br
dep.marceloortiz@camara.gov.br
dep.marciofranca@camara.gov.br
dep.micheltemer@camara.gov.br
dep.miltonmonti@camara.gov.br
dep.miltonvieira@camara.gov.br
dep.nelsonmarquezelli@camara.gov.br
dep.paesdelira@camara.gov.br
dep.paulomaluf@camara.gov.br
dep.paulopereiradasilva@camara.gov.br
dep.pauloteixeira@camara.gov.br
dep.regisdeoliveira@camara.gov.br
dep.renatoamary@camara.gov.br
dep.ricardoberzoini@camara.gov.br
dep.ricardotripoli@camara.gov.br
dep.robertoalves@camara.gov.br
dep.robertosantiago@camara.gov.br
dep.silviotorres@camara.gov.br
dep.vadaogomes@camara.gov.br
dep.valdemarcostaneto@camara.gov.br
dep.vanderleimacris@camara.gov.br
dep.vicentinho@camara.gov.br
dep.walterihoshi@camara.gov.br
dep.williamwoo@camara.gov.br

Deputados do Rio de Janeiro:
dep.alexandresantos@camara.gov.br
dep.andreiazito@camara.gov.br
dep.antoniocarlosbiscaia@camara.gov.br
dep.arnaldovianna@camara.gov.br
dep.aroldedeoliveira@camara.gov.br
dep.bernardoariston@camara.gov.br
dep.brizolaneto@camara.gov.br
dep.carlossantana@camara.gov.br
dep.chicoalencar@camara.gov.br
dep.chicodangelo@camara.gov.br
dep.cidadiogo@camara.gov.br
dep.deley@camara.gov.br
dep.dr.adilsonsoares@camara.gov.br
dep.dr.paulocesar@camara.gov.br
dep.edmilsonvalentim@camara.gov.br
dep.edsonezequiel@camara.gov.br
dep.eduardocunha@camara.gov.br
dep.eduardolopes@camara.gov.br
dep.felipebornier@camara.gov.br
dep.fernandogabeira@camara.gov.br
dep.fernandolopes@camara.gov.br
dep.filipepereira@camara.gov.br
dep.geraldopudim@camara.gov.br
dep.glauberbraga@camara.gov.br
dep.hugoleal@camara.gov.br
dep.indiodacosta@camara.gov.br
dep.jairbolsonaro@camara.gov.br
dep.leandrosampaio@camara.gov.br
dep.leovivas@camara.gov.br
dep.luizsergio@camara.gov.br
dep.marceloitagiba@camara.gov.br
dep.marinamaggessi@camara.gov.br
dep.miroteixeira@camara.gov.br
dep.neiltonmulim@camara.gov.br
dep.nelsonbornier@camara.gov.br
dep.otavioleite@camara.gov.br
dep.pastormanoelferreira@camara.gov.br
dep.paulorattes@camara.gov.br
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
dep.rogeriolisboa@camara.gov.br
dep.silviolopes@camara.gov.br
dep.simaosessim@camara.gov.br
dep.solangealmeida@camara.gov.br
dep.solangeamaral@camara.gov.br
dep.suely@camara.gov.br
dep.viniciuscarvalho@camara.gov.br

Deputados de Minas Gerais:
dep.ademircamilo@camara.gov.br
dep.aeltonfreitas@camara.gov.br
dep.alexandresilveira@camara.gov.br
dep.antonioandrade@camara.gov.br
dep.antonioroberto@camara.gov.br
dep.aracelydepaula@camara.gov.br
dep.bilacpinto@camara.gov.br
dep.bonifaciodeandrada@camara.gov.br
dep.carlosmelles@camara.gov.br
dep.carloswillian@camara.gov.br
dep.ciropedrosa@camara.gov.br
dep.edmarmoreira@camara.gov.br
dep.eduardobarbosa@camara.gov.br
dep.elismarprado@camara.gov.br
dep.fabioramalho@camara.gov.br
dep.georgehilton@camara.gov.br
dep.geraldothadeu@camara.gov.br
dep.gilmarmachado@camara.gov.br
dep.humbertosouto@camara.gov.br
dep.jaimemartins@camara.gov.br
dep.jairoataide@camara.gov.br
dep.jomoraes@camara.gov.br
dep.joaobittar@camara.gov.br
dep.joaomagalhaes@camara.gov.br
dep.josefernandoaparecidodeoliveira@camara.gov.br
dep.josesantanadevasconcellos@camara.gov.br
dep.juliodelgado@camara.gov.br
dep.laelvarella@camara.gov.br
dep.leonardomonteiro@camara.gov.br
dep.leonardoquintao@camara.gov.br
dep.lincolnportela@camara.gov.br
dep.luizfernandofaria@camara.gov.br
dep.marcioreinaldomoreira@camara.gov.br
dep.marcoslima@camara.gov.br
dep.marcosmontes@camara.gov.br
dep.marialuciacardoso@camara.gov.br
dep.mariodeoliveira@camara.gov.br
dep.marioheringer@camara.gov.br
dep.maurolopes@camara.gov.br
dep.miguelcorrea@camara.gov.br
dep.miguelmartini@camara.gov.br
dep.narciorodrigues@camara.gov.br
dep.odaircunha@camara.gov.br
dep.pauloabiackel@camara.gov.br
dep.paulodelgado@camara.gov.br
dep.paulopiau@camara.gov.br
dep.rafaelguerra@camara.gov.br
dep.reginaldolopes@camara.gov.br
dep.rodrigodecastro@camara.gov.br
dep.saraivafelipe@camara.gov.br
dep.silasbrasileiro@camara.gov.br
dep.virgilioguimaraes@camara.gov.br
dep.vitorpenido@camara.gov.br

Deputados da Bahia:
dep.aliceportugal@camara.gov.br
dep.antoniocarlosmagalhaesneto@camara.gov.br
dep.claudiocajado@camara.gov.br
dep.colbertmartins@camara.gov.br
dep.danielalmeida@camara.gov.br
dep.edigarmaobranca@camara.gov.br
dep.edsonduarte@camara.gov.br
dep.emilianojose@camara.gov.br
dep.fabiosouto@camara.gov.br
dep.felixmendonca@camara.gov.br
dep.fernandodefabinho@camara.gov.br
dep.geraldosimoes@camara.gov.br
dep.jairocarneiro@camara.gov.br
dep.joaoalmeida@camara.gov.br
dep.joaocarlosbacelar@camara.gov.br
dep.jorgekhoury@camara.gov.br
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
dep.josecarlosaraujo@camara.gov.br
dep.joserocha@camara.gov.br
dep.josephbandeira@camara.gov.br
dep.jutahyjunior@camara.gov.br
dep.lidicedamata@camara.gov.br
dep.luizalberto@camara.gov.br
dep.luizbassuma@camara.gov.br
dep.luizcarreira@camara.gov.br
dep.marceloguimaraesfilho@camara.gov.br
dep.marciomarinho@camara.gov.br
dep.marcosmedrado@camara.gov.br
dep.marionegromonte@camara.gov.br
dep.mauriciotrindade@camara.gov.br
dep.miltonbarbosa@camara.gov.br
dep.paulomagalhaes@camara.gov.br
dep.robertobritto@camara.gov.br
dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br
dep.severianoalves@camara.gov.br
dep.tonhamagalhaes@camara.gov.br
dep.ulduricopinto@camara.gov.br
dep.veloso@camara.gov.br
dep.zezeuribeiro@camara.gov.br

Deputados do Rio Grande do Sul:
dep.afonsohamm@camara.gov.br
dep.betoalbuquerque@camara.gov.br
dep.claudiodiaz@camara.gov.br
dep.darcisioperondi@camara.gov.br
dep.eliseupadilha@camara.gov.br
dep.emiliafernandes@camara.gov.br
dep.eniobacci@camara.gov.br
dep.fernandomarroni@camara.gov.br
dep.geraldinho@camara.gov.br
dep.germanobonow@camara.gov.br
dep.henriquefontana@camara.gov.br
dep.ibsenpinheiro@camara.gov.br
dep.joseotaviogermano@camara.gov.br
dep.luiscarlosheinze@camara.gov.br
dep.luizcarlosbusato@camara.gov.br
dep.manueladavila@camara.gov.br
dep.marcomaia@camara.gov.br
dep.mariadorosario@camara.gov.br
dep.mendesribeirofilho@camara.gov.br
dep.nelsonproenca@camara.gov.br
dep.onyxlorenzoni@camara.gov.br
dep.osvaldobiolchi@camara.gov.br
dep.paulopimenta@camara.gov.br
dep.paulorobertopereira@camara.gov.br
dep.pepevargas@camara.gov.br
dep.pompeodemattos@camara.gov.br
dep.professorruypauletti@camara.gov.br
dep.renatomolling@camara.gov.br
dep.sergiomoraes@camara.gov.br
dep.vieiradacunha@camara.gov.br
dep.vilsoncovatti@camara.gov.br

Deputados do Tocantins:
dep.eduardogomes@camara.gov.br
dep.joaooliveira@camara.gov.br
dep.laurezmoreira@camara.gov.br
dep.lazarobotelho@camara.gov.br
dep.moisesavelino@camara.gov.br
dep.nilmarruiz@camara.gov.br
dep.osvaldoreis@camara.gov.br
dep.vicentinhoalves@camara.gov.br

Deputados do Acre:
dep.fernandomelo@camara.gov.br
dep.flavianomelo@camara.gov.br
dep.gladsoncameli@camara.gov.br
dep.henriqueafonso@camara.gov.br
dep.ilderleicordeiro@camara.gov.br
dep.nilsonmourao@camara.gov.br
dep.perpetuaalmeida@camara.gov.br
dep.sergiopetecao@camara.gov.br

Deputados de Alagoas:
dep.antoniocarloschamariz@camara.gov.br
dep.augustofarias@camara.gov.br
dep.beneditodelira@camara.gov.br
dep.carlosalbertocanuto@camara.gov.br
dep.franciscotenorio@camara.gov.br
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
dep.joaquimbeltrao@camara.gov.br
dep.mauricioquintellalessa@camara.gov.br
dep.olavocalheiros@camara.gov.br

Deputados do Amapá:
dep.antoniofeijao@camara.gov.br
dep.dalvafigueiredo@camara.gov.br
dep.evandromilhomen@camara.gov.br
dep.fatimapelaes@camara.gov.br
dep.janetecapiberibe@camara.gov.br
dep.jurandiljuarez@camara.gov.br
dep.lucenirapimentel@camara.gov.br
dep.sebastiaobalarocha@camara.gov.br

Deputados do Ceará:
dep.anibalgomes@camara.gov.br
dep.ariostoholanda@camara.gov.br
dep.arnonbezerra@camara.gov.br
dep.chicolopes@camara.gov.br
dep.cirogomes@camara.gov.br
dep.eudesxavier@camara.gov.br
dep.eugeniorabelo@camara.gov.br
dep.euniciooliveira@camara.gov.br
dep.flaviobezerra@camara.gov.br
dep.goretepereira@camara.gov.br
dep.joseairtoncirilo@camara.gov.br
dep.joseguimaraes@camara.gov.br
dep.joselinhares@camara.gov.br
dep.leoalcantara@camara.gov.br
dep.manoelsalviano@camara.gov.br
dep.marceloteixeira@camara.gov.br
dep.maurobenevides@camara.gov.br
dep.pastorpedroribeiro@camara.gov.br
dep.paulohenriquelustosa@camara.gov.br
dep.raimundogomesdematos@camara.gov.br
dep.vicentearruda@camara.gov.br
dep.zegerardo@camara.gov.br

Deputados do Distrito Federal:
dep.albertofraga@camara.gov.br
dep.jofranfrejat@camara.gov.br
dep.laertebessa@camara.gov.br
dep.magela@camara.gov.br
dep.osorioadriano@camara.gov.br
dep.rodovalho@camara.gov.br
dep.rodrigorollemberg@camara.gov.br
dep.tadeufilippelli@camara.gov.br

Deputados do Espírito Santo:
dep.camilocola@camara.gov.br
dep.capitaoassumcao@camara.gov.br
dep.irinylopes@camara.gov.br
dep.jurandyloureiro@camara.gov.br
dep.lelocoimbra@camara.gov.br
dep.luizpaulovellozolucas@camara.gov.br
dep.manato@camara.gov.br
dep.ritacamata@camara.gov.br
dep.rosedefreitas@camara.gov.br
dep.suelividigal@camara.gov.br

Deputado de Goiás:
dep.carlosalbertolereia@camara.gov.br
dep.chicoabreu@camara.gov.br
dep.irisdearaujo@camara.gov.br
dep.joaocampos@camara.gov.br
dep.jovairarantes@camara.gov.br
dep.leandrovilela@camara.gov.br
dep.leonardovilela@camara.gov.br
dep.luizbittencourt@camara.gov.br
dep.marcelomelo@camara.gov.br
dep.pedrochaves@camara.gov.br
dep.pedrowilson@camara.gov.br
dep.professoraraquelteixeira@camara.gov.br
dep.ronaldocaiado@camara.gov.br
dep.rubensotoni@camara.gov.br
dep.sandesjunior@camara.gov.br
dep.sandromabel@camara.gov.br
dep.tatico@camara.gov.br

Deputados do Maranhão:
dep.carlosbrandao@camara.gov.br
dep.cleberverde@camara.gov.br
dep.clovisfecury@camara.gov.br
dep.davialvessilvajunior@camara.gov.br
dep.domingosdutra@camara.gov.br
dep.flaviodino@camara.gov.br
dep.juliaoamin@camara.gov.br
dep.nicelobao@camara.gov.br
dep.pedrofernandes@camara.gov.br
dep.pedronovais@camara.gov.br
dep.pintoitamaraty@camara.gov.br
dep.professorsetimo@camara.gov.br
dep.ribamaralves@camara.gov.br
dep.robertorocha@camara.gov.br
dep.sarneyfilho@camara.gov.br
dep.washingtonluiz@camara.gov.br
dep.zevieira@camara.gov.br

Deputados do MS:
dep.antoniocarlosbiffi@camara.gov.br
dep.antoniocruz@camara.gov.br
dep.dagoberto@camara.gov.br
dep.geraldoresende@camara.gov.br
dep.marcalfilho@camara.gov.br
dep.nelsontrad@camara.gov.br
dep.vanderloubet@camara.gov.br
dep.waldemirmoka@camara.gov.br

Deputados do MT:
dep.carlosabicalil@camara.gov.br
dep.carlosbezerra@camara.gov.br
dep.elienelima@camara.gov.br
dep.homeropereira@camara.gov.br
dep.pedrohenry@camara.gov.br
dep.professorvictoriogalli@camara.gov.br
dep.thelmadeoliveira@camara.gov.br
dep.valtenirpereira@camara.gov.br

Deputados do PA:
dep.asdrubalbentes@camara.gov.br
dep.belmesquita@camara.gov.br
dep.betofaro@camara.gov.br
dep.elcionebarbalho@camara.gov.br
dep.gersonperes@camara.gov.br
dep.giovanniqueiroz@camara.gov.br
dep.jaderbarbalho@camara.gov.br
dep.liramaia@camara.gov.br
dep.luciovale@camara.gov.br
dep.nilsonpinto@camara.gov.br
dep.paulorocha@camara.gov.br
dep.vicpiresfranco@camara.gov.br
dep.wandenkolkgoncalves@camara.gov.br
dep.wladimircosta@camara.gov.br
dep.zegeraldo@camara.gov.br
dep.zenaldocoutinho@camara.gov.br
dep.zequinhamarinho@camara.gov.br

Deputados PB:
dep.armandoabilio@camara.gov.br
dep.damiaofeliciano@camara.gov.br
dep.efraimfilho@camara.gov.br
dep.luizcouto@camara.gov.br
dep.majorfabio@camara.gov.br
dep.manoeljunior@camara.gov.br
dep.marcondesgadelha@camara.gov.br
dep.romulogouveia@camara.gov.br
dep.vitaldoregofilho@camara.gov.br
dep.wellingtonroberto@camara.gov.br
dep.wilsonbraga@camara.gov.br
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br

Deputados PE:
dep.anaarraes@camara.gov.br
dep.andredepaula@camara.gov.br
dep.armandomonteiro@camara.gov.br
dep.brunoaraujo@camara.gov.br
dep.brunorodrigues@camara.gov.br
dep.carloseduardocadoca@camara.gov.br
dep.charleslucena@camara.gov.br
dep.edgarmoury@camara.gov.br
dep.eduardodafonte@camara.gov.br
dep.fernandocoelhofilho@camara.gov.br
dep.fernandoferro@camara.gov.br
dep.fernandonascimento@camara.gov.br
dep.gonzagapatriota@camara.gov.br
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
dep.josechaves@camara.gov.br
dep.josemendoncabezerra@camara.gov.br
dep.marcosantonio@camara.gov.br
dep.mauriciorands@camara.gov.br
dep.paulorubemsantiago@camara.gov.br
dep.pedroeugenio@camara.gov.br
dep.raulhenry@camara.gov.br
dep.rauljungmann@camara.gov.br
dep.robertomagalhaes@camara.gov.br
dep.silviocosta@camara.gov.br
dep.wolneyqueiroz@camara.gov.br

Deputados PI:
dep.atilalira@camara.gov.br
dep.cironogueira@camara.gov.br
dep.elizeuaguiar@camara.gov.br
dep.josemaiafilho@camara.gov.br
dep.juliocesar@camara.gov.br
dep.marcelocastro@camara.gov.br
dep.nazarenofonteles@camara.gov.br
dep.osmarjunior@camara.gov.br
dep.paeslandim@camara.gov.br
dep.themistoclessampaio@camara.gov.br

Deputados PR:
dep.abelardolupion@camara.gov.br
dep.affonsocamargo@camara.gov.br
dep.airtonroveda@camara.gov.br
dep.alceniguerra@camara.gov.br
dep.alexcanziani@camara.gov.br
dep.alfredokaefer@camara.gov.br
dep.andrevargas@camara.gov.br
dep.andrezacharow@camara.gov.br
dep.angelovanhoni@camara.gov.br
dep.assisdocouto@camara.gov.br
dep.cezarsilvestri@camara.gov.br
dep.chicodaprincesa@camara.gov.br
dep.dilceusperafico@camara.gov.br
dep.dr.rosinha@camara.gov.br
dep.eduardosciarra@camara.gov.br
dep.giacobo@camara.gov.br
dep.gustavofruet@camara.gov.br
dep.hermesparcianello@camara.gov.br
dep.luizcarloshauly@camara.gov.br
dep.luizcarlossetim@camara.gov.br
dep.marceloalmeida@camara.gov.br
dep.moacirmicheletto@camara.gov.br
dep.nelsonmeurer@camara.gov.br
dep.odiliobalbinotti@camara.gov.br
dep.osmarserraglio@camara.gov.br
dep.ratinhojunior@camara.gov.br
dep.ricardobarros@camara.gov.br
dep.rodrigorochaloures@camara.gov.br
dep.takayama@camara.gov.br
dep.wilsonpicler@camara.gov.br

Deputados RN:
dep.betinhorosado@camara.gov.br
dep.fabiofaria@camara.gov.br
dep.fatimabezerra@camara.gov.br
dep.felipemaia@camara.gov.br
dep.henriqueeduardoalves@camara.gov.br
dep.joaomaia@camara.gov.br
dep.rogeriomarinho@camara.gov.br
dep.sandrarosado@camara.gov.br

Deputados RO:
dep.anselmodejesus@camara.gov.br
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O blog Um Que Tenha está de volta!

Como todos já devem saber, o blog Um Que Tenha, um dos maiores acervos de MPB da internet foi deletado pelo blogspot, uma grande pena mas... duas semanas depois, exatamente hoje, 10 de setembro, na semana da independência, está de volta em novo endereço: umquetenha.org.

Se você já era fã ou ainda não conhece, não perca tempo, vá lá.

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Prêmio Multishow de Música Brasileira elege os melhores do ano em 18 de agosto

Com direção geral de Joana Mazzucchelli e direção musical de Liminha, o 16º Prêmio Multishow de Música Brasileira vai eleger os melhores da música em dez categorias no próximo dia 18 de agosto, no Citibank Hall, Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo canal a partir das 21h45. A apresentação ficará a cargo da atriz Fernanda Torres. Entre as atrações musicais já confirmados está o incensado Little Joy, do ex-Hermano Rodrigo Amarante, que apresentará a fofa “The next time around”. Durante a cerimônia também será conhecido o grande homenageado do ano – em 2008, as honras couberam a Lulu Santos.

Única premiação brasileira totalmente escolhida por voto popular, o Prêmio Multishow já tem os seus favoritos do ano. Samuel Rosa e os companheiros do Skank saíram na frente e receberam seis indicações. Logo atrás estão o grupo mineiro Jota Quest e o carioca Marcelo D2, ambos indicados em cinco categorias. O público também escolherá o vencedor da nova categoria TVZÉ, que premiará o melhor vídeo, paródia ou versão própria, inspirado no clipe de uma música nacional lançada após março de 2008. Além disso, o prêmio vai eleger a mais relevante iniciativa de distribuição de música em novas mídias. O vencedor será escolhido pelo Multishow.

Abaixo, os indicados:

MELHOR CANTOR
Seu Jorge
Samuel Rosa
Marcelo D2
Rogério Flausino
Lenine

MELHOR CANTORA
Marisa Monte
Ivete Sangalo
Vanessa da Mata
Roberta Sá
Ana Carolina

MELHOR CD
Agora - NXZero (jul/08)
La Plata - Jota Quest (out/08)
Estandarte - Skank (out/08)
A Arte do Barulho - Marcelo D2 (nov/08)
Claudia Leitte - Ao Vivo em Copacabana (jun/08)

MELHOR CLIPE
La Plata - Jota Quest
Ainda Gosta Dela - Skank
Desabafo - Marcelo D2
Monstro Invisível - O Rappa
Uma Música - Fresno

MELHOR DVD DE MÚSICA
62 Mil Horas Até Aqui - NXZero (mar/08)
Multishow ao Vivo - Ana Carolina Dois Quartos (abr/08)
Paralamas e Titãs: Juntos e ao Vivo (jun/08)
Infinito ao Meu Redor - Marisa Monte (out/08)
Multishow ao Vivo - Capital Inicial (jul/08)

MELHOR GRUPO
NXZero
Jota Quest
Skank
Fresno
EVA

MELHOR INSTRUMENTISTA
Gee Rocha - NXZero
Gigi - Ivete Sangalo
Christiaan Oyens - El Niño
Martin Mendonça - Pitty
Débora Teicher - Scracho

MELHOR MÚSICA
Beijar na Boca - Claudia Leitte
Amado - Vanessa da Mata
Ainda Gosto Dela - Skank
Desabafo - Marcelo D2
Não é Proibido – Marisa Monte

MELHOR SHOW
La Plata - Jota Quest
Estandarte - Skank
Multishow ao Vivo - Capital Incial
A Arte do Barulho - D2
Uma prova de Amor - Zeca Pagodinho

REVELAÇÃO
Glória
Primadonna
Tulio Dek
Banda Cine
Mallu Magalhães

TVZÉ
Claudia Leitte - Beijar na Boca (Renato Iezzi - RJ)
Skank - Ainda Gosto Dela (Tiago Cardoso - Guarujá / SP)
NX Zero - Cedo ou Tarde (Cezar Correa – Rio de Janeiro / RJ)
Ivete Sangalo - Dalila (Kadu Gauer - Jundiaí - SP)
Seu Jorge - Burguesinha (Lívia Nicoliello - RJ)

Vote no Prêmio Multishow

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Blogosfera: Qual o Futuro da Música

Qual o Futuro da Música

O grupo Radiohead, que vem neste mês ao Brasil, abriu a temporada de previsões sobre as mudanças na arte de compor e veicular canções. Das ideias levantadas, saiba o que faz sentido e o que é só especulação

[Por Arthur Dapieve, para a Bravo!, em 10/03/2009]

O já clássico CD In Rainbows não prometia apenas um pote de ouro ao fim da jornada. Lançado em outubro de 2007, o sétimo e mais recente álbum de estúdio do grupo britânico Radiohead, que vem neste mês ao Brasil, acenava para o mundo da música com toda uma nova província repleta de minas de ouro. Primeiro, o grupo disponibilizou o disco inteiro para download na sua página na internet. O fã poderia pagar o que quisesse, a partir de nada. Se, no entanto, pagasse 40 libras (cerca de R$ 130 hoje), recebia em casa uma edição especial com In Rainbows em CD e em dois LPs de 45 rpm, mais um CD de faixas-bônus e dois encartes. Multicoloridos, naturalmente.

Foi uma jogada criativa, ousada e, não fosse o Radiohead oriundo da universitária Oxford, intelectualizada: ao mesmo tempo em que na prática propunha um novo estilo de comercialização, o esquema desafiava o internauta: "Quanto você acha que vale o nosso trabalho?". A partir dessa antevisão de um possível futuro, os profetas do ramo se lançaram a inúmeras predições de curto ou curtíssimo prazo. Portanto, um ano e meio depois do lançamento de In Rainbows, e às vésperas dos longa e ansiosamente aguardados shows do grupo no Rio de Janeiro e em São Paulo (leia mais sobre a banda a partir da página 34), faz sentido checar a realidade de dez delas.

1- O método de vender música sem que ela tenha um preço definido vai se popularizar, estabelecendo uma relação direta de mercado?

TALVEZ. Popularizar talvez não seja bem a palavra. Multiplicar, sim. Porque, sejam elas grandes ou pequenas, somente bandas com um público fiel (cada vez mais raras) podem se arriscar numa empreitada como In Rainbows. Nela, do mesmo modo que o artista tem de confiar no fã a fim de não receber uma banana em troca, o fã tem de confiar no artista para gastar o seu ganha-pão. Por ter cultivado a audiência em 20 anos de carreira, o Radiohead foi extremamente bem-sucedido. Botou o disco na internet, captou dinheiro sem a custosa intermediação de sua antiga gravadora (a EMI), despachou os kits especiais pagos pelos fãs mais abonados e ainda botou o CD nas lojas. Então, para surpresa quase geral, In Rainbows de cara atingiu o topo das paradas inglesa e americana em janeiro de 2008. Nos EUA, isso correspondeu a 122 mil cópias vendidas "normalmente", isto é, no balcão. Menos da metade que Hail to the Thief, de 2003, vendeu na sua primeira semana. Mais do que o Radiohead teria vendido se não tivesse posto In Rainbows para download, como declarou na ocasião um dos empresários da banda, Bryce Edge, ao New York Times. Naturalmente, outros tipos de comércio direto entre artistas e fãs já existem e são viáveis (vendas em sites próprios ou na porta de concertos, consórcio de ouvintes etc.), mas em todos eles a lacuna "preço" já vem preenchida. Quem mais se arrisca a dar a cara a tapa?

2- O CD vai mesmo acabar em cinco anos? Qual será o impacto cultural disso?

NÃO. Apesar de gigantes do ramo, como a Warner, trabalharem com a perspectiva de o CD sumir da face da Terra nesse prazo, tal cenário apocalíptico é cada vez menos provável. O que (não) aconteceu com o vinil agora serve de paradigma para o que (não) vai acontecer com o CD. Em meados dos anos 80, dizia-se que este varreria aquele do mercado. Embora, no primeiro momento, isso quase tenha se concretizado, o LP foi voltando, e voltando com força cada vez maior, a ponto de alguns dos principais lançamentos de 2007 (como Favourite Worst Nightmare, dos Arctic Monkeys, um fenômeno da internet) terem vendido mais em vinil do que em CD na Grã-Bretanha. Logo, o CD deve-se tornar outro importante nicho, abastecido por selos como o americano Light in the Attic e suas caprichadíssimas reedições, de Karen Dalton ou Betty Davis. Uma das razões para isso é que o CD ainda tem uma qualidade sonora muito maior do que a música disponível na internet para download — o que faz com que ele proporcione uma experiência musical muito mais rica (veja item 10). De qualquer forma, a quebra do virtual monopólio do CD no mercado já gerou importantes mudanças culturais.

3- Os artistas deixarão de pensar sua obra em álbuns e pensarão música a música?

SIM. E essa é uma das mais importantes mudanças culturais. De certa forma, porém, essa também é uma volta às raízes. Até os anos 40, a música era comercializada uma a uma (normalmente com um lado B de contrapeso). Os artistas as lançavam em compactos, ou singles, de 45 rpm. A partir do advento dos espaçosos LPs de 33 rpm é que os mais bem-sucedidos passaram a reunir seus compactos já testados e aprovados pelo público nesse "álbum". Alguns elevaram essa maneira de pensar ao status de arte, concebendo álbuns em que todas as músicas se interligavam, criando um conceito — como os Beatles em Sgt. Peppers. Com o tempo, o próprio álbum tornou-se moeda corrente: qualquer zé-mané estreante gravava logo um LP inteiro sem ter feito por merecê-lo. Muita música ruim foi produzida dessa forma... Mesmo artistas competentes nem sempre conseguiram estar lá muito inspirados por dez ou 12 faixas seguidas. E tome encheção de linguiça... Nos anos 70, a crítica musical dizia com frequência que duas ou três faixas já justificavam, por si sós, a aquisição de determinado LP; hoje, ela seria apedrejada se sugerisse algo parecido. Álbuns continuarão existindo, claro, mas cada vez mais restritos a quem tem algo a dizer.

4- E os ouvintes mais jovens, da geração iPod? Eles já têm esse tipo de relação com a música? Faixa a faixa, e não por álbum?

SIM. A garotada já nasceu num mundo em que o compacto voltou a imperar. Assim, cada música precisa ganhar a sua disputadíssima atenção... Antes de logo ser trocada por outra, como no shuffle do iPod. Se, por exemplo, o guri ouve Beirut pela primeira vez na minissérie Dom Casmurro, não vê por que comprar o EP Lon Gisland importado. (EP é o meio-termo entre o compacto e o álbum.) Elephant Gun, a música usada na TV, é baixada sozinha. Entretanto, ela é bonita o bastante para atiçar a sua curiosidade por mais músicas compostas por Zach Condon... Esse guri nada hipotético pode baixar o EP e os dois álbuns do Beirut inteiros... E, se virar fã de carteirinha e quiser melhor qualidade de som, ainda pode, quem sabe, comprar os CDs... Mais uma vez, o talento separa o joio do trigo. Pirataria? Pirataria é copiar discos em série para vender.

5- Em vez de CDs, os artistas lançarão seus trabalhos em sites?

SIM. Isso tem acontecido cada vez mais. Não só como possibilidade de venda direta, mas, sobretudo, como teste/aperitivo de uma música. Se bem recebida pelos fãs, tal música pode, ou não, vir a fazer parte de um álbum "à moda antiga". No Brasil, por exemplo, Leoni tem feito isso regularmente em seu site, à base de uma nova música por mês. Até agora, ele já apresentou sete novas canções (como a bela É Proibido Sofrer, parceria com a sua mulher, a atriz Luciana Fregolente) e vai disponibilizar para download gratuito mais cinco. As12 devem formar o seu próximo álbum, um álbum já testado e aprovado na internet.

6- Com esses lançamentos em sites, haverá interatividade como nos CDs do Beck?

TALVEZ. No já longínquo final de 2004, Beck vazou Guero na internet, num mix provisório. Em março do ano seguinte, o álbum foi lançado física e oficialmente. Seguiram-se uma edição especial, com sete faixas extras, som 5.1 e arte interativa, e um disco de remixes, Guerolito. Sem falar nas incontáveis versões feitas por fãs. Foi um auê. De lá para cá, o americano tornou-se um dos artistas que melhor pensam a passagem de uma cultura digital ainda baseada em suportes concretos para uma cultura inteiramente digital, quase abstrata. "São formatos diferentes e inspiram abordagens distintas", disse à revista Wired em 2005. "É hora de o álbum abraçar a tecnologia." CDs que "abrem" conteúdo exclusivo (e passivo) na internet não eram novidade quando ele lançou Guero. Contudo, Beck vislumbrou um futuro mais complexo. Tão complexo, aliás, que por enquanto bem poucos conseguiram chegar a ele. Um dos que chegaram foi o cantor Trent Reznor, do grupo Nine Inch Nails. Entre outras coisas, ele ofereceu jogos de realidade virtual e fez os fãs remixarem suas músicas.

7- Vão acabar os popstars, os artistas que marcam uma geração, como os Beatles nos anos 60 ou Madonna nos 90? Iniciaremos uma era de cauda longa em que cada vez mais artistas venderão cada vez menos de seus discos, como escreveu o jornalista americano Chris Anderson?

NÃO. O rabo cresceu, ampliou-se e vai continuar espichando, certamente: dia a dia, há cada vez mais candidatos a ídolos em oferta enquanto a procura dos fãs é cada vez mais dispersa. Nos tempos pré-digitais já vinha sendo mais e mais difícil "chegar lá" porque os termos de comparação são sempre cumulativos: cada garoto que pega numa Fender Stratocaster pela primeira vez hoje tem de se medir por todos os outros garotos que pegaram numa Fender Stratocaster antes dele, não só com Eric Clapton — ao menos se quiser viver disso. Com a cultura digital, a competição se tornou mais dramática, mas ainda há vagas para ídolos. Os Arctic Monkeys, por exemplo, que se popularizaram a partir do boca-a-boca gerado na internet, bem podem ser os grandes astros desta geração. E a web alarga o espaço para fenômenos localizados, para estrelinhas como Mallu Magalhães.

8- A facilidade dos arquivos digitais acelera o processo de banalização da música?

SIM. Desde que a música passou a ser gravada, em fins do século 19, esse processo está em andamento. Antes do advento das gravações, ouvir música implicava sair de casa, reunir-se aos concidadãos, apreciar uma execução única de uma obra de Brahms. Havia uma dimensão meio sagrada nisso. Com os discos físicos, a música passou a ser consumida a qualquer momento, em casa, solitariamente, em família ou entre amigos, em torno do último LP dos Beatles. Ainda havia algo de mágico e misterioso nesse tour. Hoje, os aparelhos portáteis com fones de ouvido carregam Britney Spears o tempo todo, por todos os lugares, num vício solitário. Escuta-se tanta música que já não se ouve quase música alguma. Nossa sociedade tem horror ao silêncio, talvez por nele pressentir a morte. "O resto é silêncio", diz Hamlet. Porém, é o silêncio que dá sentido à música.

9- O artista viverá dos shows e não das gravações?

SIM. Essa já é uma realidade há bastante tempo para os nomes bem-sucedidos, como Caetano Veloso ou Paralamas do Sucesso. Tanto que, diante da crise em suas outrora infinitas terras, algumas gravadoras pressionaram para se tornar sócias de seus contratados também nas turnês. Todavia, o caso mais criativo e notório é o da Banda Calypso, que pirateia os próprios discos. Os vendedores que correm ruas e praias do Norte-Nordeste com sistemas de som armados sobre carrinhos estimulam o público a ir aos seus shows, que são onde de fato Joelma e Chimbinha ganham a vida.

10- Os novos formatos desprezam frequências da música, levando à perda da riqueza e da profundidade do som?

SIM. O arquivo mais comum, o de 256 kbps, comprime a música de tal forma que joga fora as frequências nas "beiradas" do espectro, as mais agudas e as mais graves — que, no entanto, são preservadas no CD e, em menor grau, até no velho LP. No MP3, fica uma maçaroca monótona, chapada, que tende a cansar o ouvido e fazer toda música soar como a mesma. O Radiohead, na hora de dar In Rainbows de presente, comprimiu-o mais, em 160 kbps. Não dava para amplificar e tocar na festinha. Por outro lado, em 2008, quando o Nine Inch Nails ofereceu o álbum Slip para download gratuito ("como agradecimento pelo apoio constante" dos fãs), já o fez em cinco formatos: do MP3 de alta qualidade ao Wave 24/96, som melhor do que o de um CD — desde, é óbvio, que se tenha um bom som acoplado ao computador, não umas caixinhas de papel. Arquivos pesados afugentam o ouvinte casual, certo, mas quem ama a música de paixão precisa deles: ouvir, de verdade, o que o artista tem a dizer e reagir a isso emocionalmente ainda é a experiência interativa por excelência.

* Artur Dapieve é jornalista e escritor, autor de BRock - O rock brasileiro dos anos 80, De Cada Amor Tu Herdarás só o Cinismo, Black Music, entre outros.

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Blogosfera: Compartilhar é preciso?

Compartilhar é preciso?

Quem propaga informações pela internet vê seus arquivos, disponíveis para aquisição comercialmente ou não, desaparacerem. Tirar do ar os conteúdos resolverá a situação das gravadoras?

[Por Laila Abou Mahmoud, da Bravo!]

Os últimos capítulos da cruzada empreendida por gravadoras, estúdios e entidades anti-pirataria contra o compartilhamento de produtos culturais pela Internet mostram que a disputa no mundo virtual está mais forte do que nunca. Nessa segunda-feira, 16 de março, quase 756 mil membros da comunidade do orkut Discografias ficaram sem seu passaporte para baixar obras inteiras de artistas para download. Uma nota publicada no Orkut explica que o Google tomou essa decisão devido à pressão de órgãos de defesa de direitos autorais como a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música).

Não é a primeira vez que sites que compartilham áudios e vídeos - muitos deles não acessíveis comercialmente - são tirados do ar. Canais do YouTube como o Aberturas de Novelas e o blog Som Barato foram fechados em condições aparentemente semelhantes. Ambos foram notificados e, de acordo com seus donos, respeitaram os avisos, tirando imediatamente do ar os conteúdos considerados ilegais. Mesmo assim, foram eliminados da rede.

O analista de sistemas Bruno Rodrigues foi um dos que viu seu site sumir de repente. Ele comandou o blog Som Barato até seu conteúdo ser excluído, em setembro de 2008. O endereço contabilizava um total de 6 milhões de visitas, com uma média diária de 10 mil pageviews. Era um ponto de encontro de amantes de música brasileira com pouco mais de 2 mil álbuns disponíveis para download. "O site disponibilizava um acervo de frevo e música psicodélica setentista recifense, por exemplo, que não existia em outro lugar na internet, muito menos no mercado", conta Rodrigues.

A notificação que causou o encerramento da conta estava relacionada a discos comercializados pela Biscoito Fino. Rodrigues explica que o site continha 25 discos do catálogo da gravadora e, por isso, foi notificado pelo departamento jurídico do Google. "Eu prontamente tirei, porque a ideia nunca foi peitar gravadora", diz, lembrando ainda que o site era uma forma de divulgação dos artistas. "Nos sentimos na liberdade de postar uma nota de repúdio ao pedido da gravadora, que na nossa opinião, só tem a perder mercado se continuar se mostrando alheia à internet e sua evidente troca de mídias", argumenta.

Hoje, o Som Barato ainda existe, capitaneado por outras pessoas. E a questão da legalidade foi contornada por meio da tecnologia BitTorrent. "O novo site é apenas um apontador para arquivos torrents que são postados pelos leitores em servidores do Pirate Bay, que não tem nada a ver com o Som Barato", conta. Essa tecnologia tem sido cada vez mais adotada pelos deletados virtuais. Isso porque, como se trata de uma rede completamente descentralizada, em que vários usuários ao mesmo tempo enviam e recebem pedaços de arquivos de várias pessoas, há uma grande dificuldade de culpabilizar uma única pessoa pelo download. Ou de tirar os conteúdos do ar.

Fabio Sexugi, o criador do Canal Aberturas de Novelas, também afirmou ter se disposto a obedecer à notificação da Sony que reportava conteúdo supostamente ilegal - um vídeo de 15 segundos que mostrava a Turma do Balão Mágico cantando com Fábio Jr. "Era um trechinho que nem chegava ao refrão", diz o aficcionado por aberturas de novelas que as gravava em fitas VHS desde a década de 90. Mesmo assim, em 29 de janeiro desse ano o canal, então com 1244 vídeos, foi tirado do ar. Pouco depois de outro semelhante, o Mofo TV, ter sido apagado e, dias mais tarde, migrar para o MySpace. O canal nasceu de uma comunidade que conta até hoje com mais de 10 mil membros no Orkut.

O responsável por 90% do material do Aberturas de Novela condena o prejuízo do lucro de gravadoras, estúdios e redes de TV. Por isso mesmo, deixava um recado no site explicando que não era para usuários copiarem os trechos, apenas para assisti-los. E afirma não entender o porquê da proibição do conteúdo pelo qual foi notificado. "Não acredito que a Sony tenha interesse em relançar esse vídeo", diz. Hoje ele estuda a possibilidade de colocar novamente os conteúdos no ar, mas ainda não decidiu onde e em qual formato. Ironicamente, os arquivos gravados por Sexugi estão disponíveis ainda hoje na rede graças à desobediência dos usuários, que os disponibilizam agora em outros canais e sites.

Sexugi é professor de latim, morador de Peabiru (PR). Ele postava seus vídeos na hora do almoço e em outras folgas. Assim como ele, a grande maioria dos que disponibilizam esses materiais não são remunerados para isso. "A motivação é compartilhar, ter contatos com outras pessoas que gostam dos mesmos conteúdos", explica o criador do Aberturas de Novelas que ficou conhecido por, ao final de cada vídeo, colocar imagens de pessoas desaparecidas.

Outro site que teve seu fechamento solicitado pela APCM foi o Legendas.tv, ferramenta fundamental para os fãs de séries que não falam inglês. No início de fevereiro ele foi notificado, mas não chegou a fechar definitivamente. Os organizadores preferiram migrar de datacenter e, hoje, a hospedagem depende do julgamento do Pirate Bay, na Suécia.

Procurado pela reportagem, o Youtube afirmou apenas que não comenta casos específicos, mas que o procedimento padrão é excluir os conteúdos somente após três violações dos termos de uso - o que não se encaixaria em muitos dos casos relatados.

Para o doutor em direito das relações sociais e especialista em direito de comunicação Cláudio José Langroiva Pereira, "a sociedade é muito mais rápida que a legislação". Segundo ele, uma das primeiras atitudes possíveis para as gravadoras retomarem suas vendas é baixar os preços. E repensar seus modelos de negócios. O especialista afirma que a legislação ainda não dá conta das potencialidades das ferramentas de troca e que não há jurisprudência sobre essas questões. O que significa na prática que, assim como o Google pode decidir tirar conteúdos do ar ao ser pressionado por gravadoras e associações anti-pirataria, um conteúdo disponibilizado de forma pública, desde que não seja usado para obter lucro, pode ser copiado para uso doméstico sem que isso seja considerado crime.

E são baixados. E alguns músicos já mostram ser a favor disso. A contragosto das gravadoras, artistas como Ed O'Brien, do Radiohead, Annie Lennox e Billie Bragg defendem os internautas que compartilham músicas pela Internet. Na semana passada, a The Featured Artists Coalition, que reúne mais de 140 bandas e cantores, se manifestou contra o projeto de lei que criminaliza fãs por baixar músicas.

Mesmo com os fechamentos consecutivos de canais, blogs e outros sites, grandes gravadoras como Warner Music, Sony BMG e EMI registram prejuízos consecutivos em alguns de seus últimos balanços. O que aponta que gastar menos energias censurando conteúdos e, em vez disso, pensar em novos modelos de negócios que aproveitem a internet para a promoção e venda de seus artistas pode gerar melhores resultados. Até para sua imagem.

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Blogosfera: "Caiu na rede é peixe"

Caiu na rede é peixe
[Por Pedro Alexandre Sanches, da Carta Capital]

Na noite do domingo 15, a equipe coordenadora da comunidade Discografias, do site de relacionamentos Orkut, jogou a toalha, decretou o fechamento de suas portas virtuais e apagou por conta própria todo o conteúdo acumulado em quase quatro anos por 920 mil integrantes.

O conteúdo era música, toneladas virtuais de música compartilhadas pelos participantes de modo gratuito. Ou era pirataria, ilegalidade, crime, de acordo com o argumento usado por corporações musicais que pressionavam a população da Discografias a parar de infringir direitos autorais de compositores, músicos, produtores, editoras e gravadoras.

Um aviso ficou no lugar do maior fórum brasileiro de troca de música: “Informamos a todos os membros da comunidade Discografias e relacionadas que encerramos as atividades, devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros órgãos de defesa dos direitos autorais”. APCM é a sigla para Associação Antipirataria Cinema e Música, criada há um ano pelas indústrias fonográfica e cinematográfica, e dirigida por um ex-delegado.

Em comunicado oficial, a APCM confirmou que havia meses acompanhava e solicitava a retirada de links. “Já estava claro que a comunidade se dedicava a disponibilizar músicas de forma ilegal, ignorando todos os canais legais de divulgação e uma cadeia produtiva de compositores, autores, cantores, produtores fonográficos, etc.” E acrescentou considerar um “avanço positivo” a exclusão da Discografias.

O episódio é apenas a ponta visível de um fenômeno mundial de enormes proporções, que transformou a internet num admirável mundo novo para usuários, tanto quanto um inferno para os produtores da cultura antes vendida no formato de CDs e DVDs. Por baixo da pequena multidão reunida numa comunidade do Orkut, há proliferação vertiginosa de blogs e outros recursos de internet dedicados majoritariamente a ofertar download instantâneo e gratuito de discos, filmes e livros.

Tudo está disponível ali para ser compartilhado em qualquer lugar do planeta, do recente filme Gomorra a Louco por Você, um disco cuja reedição é vetada há 48 anos por Roberto Carlos. No campo editorial, o Portal Detonando desenvolve o chamado Projeto Democratização da Leitura – Biblioteca Virtual Gratuita, de downloads de livros. “Compartilhar, nesses casos, é o equivalente a disponibilizar, que por sua vez é uma forma de distribuição. Conteúdo protegido por direito autoral só pode ser disponibilizado por seus titulares”, reage o diretor-executivo da APCM, Antonio Borges Filho.

Mas, à diferença do que aconteceu na fase da pirataria física, hoje não é uma máfia ou o crime organizado que desrespeitam os cânones do direito autoral. Os blogueiros, a maioria deles anônima, são em geral colecionadores de discos, DVDs e livros que descobriram nos blogs a chave para participar do processo cultural, compartilhando seus acervos privados com o resto do mundo.

Em grande medida, são cidadãos comuns (médicos, fotógrafos, técnicos de informática, estudantes), desacostumados aos holofotes da mídia e distantes, inclusive geograficamente, dos bastidores do mercado cultural. De cinco blogueiros ouvidos por CartaCapital, todos garantiram não ganhar nenhum centavo (ao contrário, dizem investir dinheiro na atividade). Portanto, não aceitam o termo “pirata” nem se consideram como tal.

Cada blogueiro demonstra construir uma ética própria, e às vezes critica o que considera “errado” no comportamento do vizinho, mas não em seu próprio. “Acho estranho jogar na rede o trabalho de alguém que ficou dez anos sem gravar e agora fez um disco. É sacanagem”, afirma Mauro Caldas, de 44 anos, integrante de banda punk no Rio de Janeiro dos anos 80, que hoje trabalha em informática e é o único dos blogueiros entrevistados a abrir publicamente sua identidade.

Ele usa o codinome Zeca Louro no Loronix, um dos mais atuantes e abrangentes blogs musicais do Brasil. Escrito em inglês, recebe em média 3,2 mil visitas por dia e já foi acessado em 191 países, segundo Caldas. “Loronix só publica o que é antigo, sem nenhuma possibilidade comercial. Essa distinção a indústria sabe fazer muito bem”, diz, para justificar o fato de nunca ter sido incomodado ou ameaçado. Ao contrário: “Gente da indústria vem até mim, pergunta se tenho determinado disco, pede a capa se vai relançar. Eu colaboro”.

Outro blogueiro, autoapelidado Eterno Contestador e especializado em compartilhar CDs que ainda não chegaram às lojas, defende sua atitude. Diz que não distribui nada de maneira ilegal ou pirata, apenas copia links existentes na rede. E insinua que esses são vazados por integrantes da própria indústria, como jogada de marketing.

O produtor musical Pena Schmidt, ex-executivo de gravadoras e atual diretor do Auditório Ibirapuera, tem argumento semelhante: “A indústria sempre deitou e rolou com o vazamento do novo disco do Roberto Carlos ou do Michael Jackson, sempre deu para poder vender. Na época do piano de rolo, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu eram demonstradores de lojas, tocavam para chamar a atenção das pessoas. Gravadora tocava música de graça no rádio por quê? Para vender música”. A diferença é que antes os vazamentos podiam ser controlados e se dirigiam a uns poucos “formadores de opinião”. Hoje, basta uma cópia cair na rede e pronto, a obra é de todo mundo e não é mais de ninguém.

O produtor Marco Mazzola, dono da gravadora MZA, defende a estratégia punitiva: “Medidas radicais devem ser tomadas, punindo, prendendo os que praticam. Você fica três meses dentro de um estúdio criando com o artista um CD, gasta em músicos, estúdios, capa, marketing, e antes de o produto estar no mercado já está na rede”. Schmidt discorda: “A lei não se encontra com a realidade digital. Por causa de 22 pessoas, 50 milhões se transformaram em criminosos? Não é mais fácil refazer a legislação?”

Se as gravadoras se desesperam com a perda de valor do material plástico que as sustentava, nebulosa é a posição dos artistas e criadores. “A indústria alega a defesa do direito dos autores, mas não é verdade, é só discurso. É a defesa de um modelo de negócio. Não sabem fazer de outra maneira e querem que o resto do mundo todo pare”, diz Schmidt. “Autor não fala sobre o assunto, a não ser que seja diretor de sociedade arrecadadora, como Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Walter Franco.”

CartaCapital procurou ouvir os três citados, entre outros, mas não obteve respostas. Uma possível razão para o silêncio é dada indiretamente pelos blogueiros. Diz um deles, identificado como Fulano Sicrano: “Meu blog adquiriu notoriedade entre artistas e produtores e, atualmente, uma parte do que é publicado é fornecida por eles próprios, à busca de divulgação”. Fulano é mantenedor do Um Que Tenha, que põe na rede novidades musicais, e, segundo ele, recebe 14 mil visitas diárias. “Embora deseje que seu trabalho tenha o máximo de divulgação possível, o artista teme a indisposição com a gravadora, por isso o sigilo”, afirma.

O blogueiro diz receber também e-mails de gravadoras, produtores e artistas que solicitam a retirada de conteúdo. Afirma atendê-los prontamente. Seja repressor ou legitimador, o contato direto com músicos e outros fãs parece ser uma das recompensas pelas dez ou doze horas semanais dedicadas a blogar discos. “Pelo seu ângulo, pode até ser generosidade. Pelo meu, não. Eu me sinto tão bem publicando o UQT que isso passou a ser um ato de puro egoísmo.”

Zeca Louro também cita a notoriedade adquirida no meio musical: “O máximo que me aconteceu foi um ou dois casos de alguém comercialmente ligado a um artista dizer ‘poxa, seria legal você não ter mais o disco aí’. Imediatamente tirei, mas num dos casos o próprio artista reclamou, pediu para contornar. Tem artista que reclama de não ter nada no blog, pergunta se tenho alguma coisa contra ele. Muitos são avessos à tecnologia, eu ajudo”.

Nos bastidores, poucos admitem praticar pirataria virtual, mas há quem o propague aos quatro ventos, caso de Carlos Eduardo Miranda, produtor de grupos de rock e jurado dos programas de tevê Ídolos e Astros. “Sou fã dos blogs de música, muito mesmo. Sou usuário.” Em guerra retórica com a indústria, devolve aos acusadores as acusações de pirataria, roubo, crime: “Deveriam tomar vergonha na cara, porque estão vendendo a mesma música várias vezes, em vinil, depois em CD, depois em MP3. Já paguei, preciso pagar quantas vezes? Quando vão parar de me roubar? Se o artista se acha importante para a cultura, não pode fazer nada que impeça a circulação, senão ele é criminoso também”.

E desafia: “Compro 40 CDs por mês, poucos compram tanto como eu. Sou um criminoso? Os caras estão brigando com quem os sustentou a vida inteira. Deviam contratar os blogueiros para serem executivos deles”. Miranda antevê soluções futuras para o conflito: “Ninguém mais vai precisar guardar nada, e você vai ter acesso a todas as músicas do mundo. Vai ligar o botão como se fosse rádio e escolher. Que se pague uma mensalidade, como paga água e luz, e o problema vai acabar”.

A APCM confirma a pressão sobre os piratas, mas nega fazer “ameaças”. “Não estamos no campo da repressão, muito menos na área policial”, diz Borges Filho. “Fazemos a solicitação ao provedor, no caso o Google, para a retirada de conteúdo ou links.”

“Não aceitamos pressão da indústria fonográfica”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação local do Google, dono do Orkut e do gerador de blogs Blogger. “Nosso compromisso é com o usuário, com quem buscamos compartilhar responsabilidades.” O Google baseia-se na política de receber denúncias, verificar e tirar do ar se for o caso. “Antes, só tínhamos apagado links que levavam a produtos de copyright. O fechamento da Discografias foi um ato do próprio coordenador, que a desarticulou sob protesto, pelas ameaças da APCM. O Orkut é mais visível, eles preferem ir onde há volume.”

“Nunca recebi nenhum e-mail de censura, ameaças ou coisa parecida”, atesta Augusto TM, do Toque Musical, outro dos blogs recheados de raridades. “Isso se deve, acredito, à minha postura de não levar para o blog coisas que se encontram em catálogo nem fazer negócio, comércio ou propaganda.” No início do ano, o Toque Musical protagonizou comoção ao publicar a gravação caseira de uma sessão feita por João Gilberto em 1958, imediatamente antes da fama.

A fita fora vendida para japoneses e já não era propriedade brasileira, como acontece com todo o relicário musical pertencente às multinacionais do disco. Caiu na rede mundial, e o Toque Musical, com média diária de mil visitantes, foi fechado por algumas semanas. Mas isso ocorreu, segundo o blogueiro, devido a seu próprio temor de alguma reação negativa do cantor. Até hoje João Gilberto não reclamou.

CDs & MP3s:
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musicasocial.net

Caros amigos e amigas, vez ou outra o Blogger retirava (deletava sumariamente) um ou outro post de nosso Música Social a pedido da tal DMCA. Só somos avisados por e-mail depois do post ser apagado. Mas agora as tais 'Blogger DMCA takedown notification' estão sendo muito contantes em nosso blog, só esta semana, já foram quatro.

Pelo que já vimos acontecer com outros blogs, como o Som Barato e o Rock For Masses, que foram simplesmente deletados sem qualquer aviso, felizmente já reativados em outros endereços, presumo que qualquer hora dessas pode acontecer a mesma coisa com o Música Social, mesmo tendo um perfil diferente destes.

Para se ter uma idéia, até os inofensivos "Top 8 da Semana" entraram na mira de tiro, e também estão sendo deletados, ao menos dois já foram pro espaço.

Por essas e outras, registrei o endereço musicasocial.net e o deixei no esquema de rediricionamento. Pois assim, se acontecer de nosso blog ser deletado, começarei a postar em outro endereço. Então, por garantia, coloquem o novo em endereço em seus 'favoritos', se for o caso, e os parceiros, peço que troquem o link para este novo endereço.

Uma boa opção para quem quer garantir para si os arquivos do blog é tornar-se um seguidor.

Clique aqui para seguir o Música Social.

Não esqueça o novo endereço oficial: musicasocial.net






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O Rock For Masses não pode parar!

Infelizmente o Wordpress, a exemplo do Blogger, provavelmente acatando aos pedidos da DMCA, tirou do ar hoje (09/mar/2009) o blog Rock For Masses do nosso amigo Charles. Mas este, como bravo guerreiro que é, já avisa que não vai parar.

Por enquanto, fiquem com este endereço:
http://rockformasses2.blogspot.com/
Aqui e/ou lá, daremos notícias do retorno.

CDs & MP3s: BuscaPéMercadoLivreSubmarinoAmazonCD UniverseInsound7digital

Blog "Rock For Masses" never dies!!!

Infelizmente o Blogger, provavelmente acatando aos pedidos da DMCA, tirou do ar hoje (13/jan/2008) o blog Rock For Masses do nosso amigo Charles. Mas este, como bravo guerreiro que é, já avisa que vai voltar logo logo.

Estas questões sobre direitos autorais ainda estão longe de acabar, mas é necessário que se compreenda que, de forma alguma, será do jeito como a conhecemos há anos atrás. As gravadoras continuam dando murro em ponta de faca, tomando atitudes nada simpáticas, o que afasta cada vez mais os consumidores de música delas, mas...

A boa notícia é que o Rock For Masses tem novos endereços:

http://rockformasses2.blogspot.com/

http://rockformasses.wordpress.com/

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Meu intuito é ajudar a socializar, democratizar a boa música. Postarei links onde se possa baixar boa música com boa qualidade em MP3 e/ou outros arquivos de áudio. O foco é em músicas, álbuns ou shows não lançados comercialmente, oficialmente. Espero que gostem e que dêem suas opniões, nos comentários ou por e-mail, e se possí­vel, contribuam com outros links.

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