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6.9.17

Memorabilia - Bilhetes (30) - Exposição "Músicos Invisíveis" - Instrumentos de Música Mecânica e Autómatos Musicais


Exposição
"Músicos Invisíveis"
Instrumentos de Música Mecânica e Autómatos Musicais
Pavilhão de Portugal - Parque das Nações
2000










21.7.16

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #56: Luís Cangueiro - "Fonógrafos E Gramofones"


Autor: Luís Cangueiro
título: Fonógrafos E Gramofones
editora: Quinta do Rei - Lazer e Cultura, Lda
nº de páginas: 224
isbn: 978-989-20-1244-5
data: 2008 - Outubro (1ª Edição)
Apresentação: Marcelo Rebelo de Sousa - Celorico de Basto, 17 de Julho de 2008


sinopse: 

Nota de Abertura
Com o segundo volume 'Fonógrafos e Gramofones', completamos o projecto editorial a que nos tínhamos proposto, dando finalmente a conhecer todo o acervo por que é constituída esta colecção de instrumentos de música mecânica.
Depois de um olhar atento sobre as peças que se vão descobrindo ao longo das páginas desta edição, com mais facilidade poderemos acompanhar o seu desenvolvimento, desde o primitivo 'Tin-Foil' de Edison que deu origem ao fonógrafo, com passagem pelo gramofone apresentado por Berliner alguns anos mais tarde, até atingirmos finalmente os aparelhos já mais evoluídos e que se situam na década de 30.
Podemos considerá-los documentos históricos, porque estamos na presença de peças cuja origem remonta a 1877, ano em que pela primeira vez foi possível gravar e reproduzir no momento seguinte, a voz humana. Elementos vivos, pois têm a capacidade de nos transmitir a sua sonoridade por intermédio de cilindros e de discos, imortalizando a voz e as canções de artistas que desapareceram, e que de outro modo não teria ido possível conhecer. Objectos estéticos, pela beleza formal dos inúmeros modelos construídos com os mais diversos materiais, e que ao longo de décadas foram trabalhados por mãos muito experimentadas de engenhosos artífices.
Se a descoberta do fonógrafo levou as pessoas a desinteressarem-se dos primeiros instrumentos de música mecânica, foi o gramofone que se impôs por sua vez, e com muita facilidade perante o fonógrafo, pelas inúmeras vantagens que apresentava. Todos estes meios tão importantes para a divulgação da música durante várias décadas, foram no entanto perdendo a sua influência com o aparecimento da telefonia.
Uma colecção com estas características não poderia ser obra de um coleccionador solitário. Para reunir todas estas peças, pude contar com a colaboração de muitas pessoas, que me apoiaram incondicionalmente ao longo dos anos.
A história, sendo a depositária da memória da humanidade, é com grande orgulho e satisfação que deixo nesta obra um pedaço dessa memória, dirigidas às gerações vindouras, acreditando que vá ajudá-las a recriar e a reviver uma época já longínqua.
Embora os finais do Séc. XIX e princípios do Séc. XX estejam particularmente presentes, neste livro pulsa o sonho que sempre foi dos homens de todas as épocas - permanecer no futuro.











13.12.14

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #51: Luís Cangueiro - "Instrumetos de Música Mecânica"


Autor: Luís Cangueiro
título: Instrumentos de Música Mecânica
editora: Quinta do Rei - Lazer e Cultura, Lda
nº de páginas: 131
isbn: 978-989-20-0751-9
data: 2009 - Novembro (2ª Edição)

sinopse: 

Breve História da Música Mecânica
Reza a lenda que cerca de 2000 a.C. um imperador chinês recebera uma pequena caixa, oferta de um súbdito seu. Quando o imperador abriu a caixa, conta-se que do seu interior saiu uma mensagem sonora.
No Séc. I da nossa era, Heron de Alexandria descrevia no seu "Tratado Pneumática", autómatos e fontes musicais realizados por gregos, romanos e árabes. Mas é na Idade Média que nascem os verdadeiros instrumentos de música mecânica com a invenção dos relógios de pesos, aos quais se junta por vezes, um carrilhão mecânico, accionado pela rotação de um grande cilindro provido de cunhas, e dispostas de forma a reproduzirem uma ou mais melodias através dos diversos sons dos respectivos sinos. Ainda existem exemplares destes em Bruges, Salzburgo e outras cidades do norte da Europa.
É no Séc. XVII que o escritor francês, conhecido por Cyrano de Bergerac descreve numa das suas obras uma complicada caixa que permitia "ler com as orelhas". É ainda neste século que o fabrico de instrumentos de música mecânica sofre um considerável incremento, graças ao impulso de Atanásio Kircher, autor da obra "Musurgia Universalis", impressa em Roma no ano de 1650: as rodas de pás animam os autómatos e fazem mover cilindros ponteados, tocando melodias em órgãos hidráulicos. Infelizmente, a maioria destes instrumentos perdeu-se ou não se encontram em funcionamento.
Instrumentos mecânicos de grande dimensão eram instalados ao ar livre, nos parques dos castelos ou de residências nobres, reservados às elites, e movidos pela força hidráulica da água caindo sobre rodas. Foi todavia a substituição dos pesos por molas que permitiu a miniaturização e o aperfeiçoamento dos carrilhões e dos órgão automáticos.
Augsburg, depois Paris, Londres e o Jura na Suiça, transformaram-se em importantes centros de produção.
Na segunda metade do Séc. XVIII, a burguesia apaixona-se por este tipo de música: instalam-se jogos de capainhas nos relógios de parede das casas, produzem-se órgãos, harpas mecânicas, constroem-se "pássaros cantores" e espectaculares autómatos musicais, tais como, a "tocadora de tímpanos" de Kintzing e Roentgen, executada em 1784 para Maria Antonieta. Relojoeiros prestigiados desta época, também fabricantes de verdadeiras obras de arte, exportam inclusivamente para a Índia e China.
Duas obras teórico-práticas "A tonotecnia ou arte de gravar os cilindros" publicada em 1775, pelo P.e Engramelle e a monumental "Arte do fabricante de órgãos" da autoria de D. François Bedos de Celles, representam a súmula dos conhecimentos da época sobre esta matéria, permitindo ainda realizar grandes progressos no fabrico de instrumentos de música mecânica.
No Séc. XVIII, inicia-se também a produção de órgão de "barbarie" e de serinetas, instrumentos destinados a um público mais modesto, para serem sobretudo ouvidos na rua.
O barão Kempelen constrói nesta época o "turco falante", um boneco que se movimentava e "falava".
Quando o mestre relojoeiro genebrino Antoine Favre (1734-1820) inventa, em 1796, um mecanismo de música utilizando lâminas vibrantes de metal, produzem-se principalmente na Suiça e em França, sobretudo a partir de meados do século XIX, dezenas de milhar de caixas de música com cilindro, de todos os tamanhos, e que são exportadas para todo o mundo. Instalam-se estes mecanismos musicais nos mais divresos objectos: autómatos, quadros-relógios, garrafas, caixas rectangulares e redondas, peanhas, cadeiras, isqueiros, álbuns de fotografias e muitos outros objectos.
Será necessário esperar que Paul Lochmann invente em 1886 o disco metálico, que vai permitir um maior volume sonoro do que o cilindro tradicional. Começam então a surgir estes novos instrumentos mecânicos de pequenas e grandes dimensões, produzidos por marcas conceituadas como Polyphon, Regina ou Symphonion entre outras. Rapidamente vão sendo adquiridos para tocar em casas particulares ou para animar os cafés, os salões de dança, os cabarets, etc.
O piano, graças à sua robusta mecânica e à sua potência sonora, está divulgadíssimo, do "bastringue" com o seu enorme cilindro em madeira, aos "orchestrions_", ornados de tambores, címablos, castanholas, xilofones, etc. Será justo reservar um lugar de relevo para os pianos pneumáticos, de pedais ou eléctricos, e também para as pianolas, produzidos a partir de finais do Séc. XIX, cujas melodias eram registadas em rolos de papel perfurado.
Neste período, surgem ainda os grandes órgãos de carrocel, de feira ou de baile, tendo ficado célebres alguns dos fabricantes, tais como Limonaire ou Gavioli.
Pelo que acabamos de expor, podemos considerar o Séc. XIX, o "século de oiro" dos instrumentos de música mecânica. Foram as invenções do cartão e do rolo de papel perfurado, que vieram permitir o seu fabrico em maior escala. Uma nova clientela, que na sua maioria não sabe tocar qualquer instrumento, começa a ter acesso fácil à música.
Entre a segunda metade do séc. XIX e os primeiros anos do séc. XX, a produção de instrumentos de música mecânica conheceu o seu auge, não só pela diversidade dos modelos fabricados, como também pela sua grande divulgação na Europa e na América. Espalharam-se rapidamente aos milhares por casas particulares, lugares públicos, ruas, cafés, salões de dança, cabarets, gares, restaurantes e outros locais.
Este extraordinário florescimento de invenções e de produção de instrumentos de música mecânica, foi sendo lentamente asfixiada pelo aparecimento do fonógrafo e do gramofone, sobretudo depois de 1900, e mais tarde pela telefonia, únicos meios capazes de reproduzir a voz humana.





3.3.14

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #45: Vários - "Músicos Invisíveis - Instrumentos de Música Mecânica e Autómatos Musicais - Catálogo / Exposição"


autor: Vários
título: Músicos Invisíveis - Instrumentos de Música Mecânica e Autómatos Musicais - Catálogo / Exposição
editora: Portugal 2001 - Parque das Nações / IHCT (Instituto da História da Ciência e da Técnica / 4D (Imagem e Promoção de Eventos
nº de páginas:80
isbn: NA
data: 2001




sinopse: 

Colecção - Fondation Automatia Musica - Bruxelles
A presença em Portugal desta rara e prestigiada colecção, de instrumentos de música mecânica, doo "Instrumental Baschet" e de um conjunto de instrumentos de música virtual, gerida pela Fondation Automatia Musica - Bruxelles, não teria sido possível sem o imediato interesse e o imprescindível concurso do Patrocinador Principal "Parque das Nações".
- História dos instrumentos de música mecânica
- A caixa de música de lâminas vibrantes
- Como se grava um cartão ou um cilindro?
- A música viaja...
- O aparecimento do fonógrafo
- Um fenómeno do séc. XIX: a música na rua - "L`orgue de barbarie"
- Os anos loucos...
- Os salões de música
- A festa campestre
- A música e a natureza
- A mecânica dos tempos modernos
- Sinfonias de "Orchestrions"
- Juke-box e a fúria de viver
- Quais foram os êxitos da música mecânica?
- A música virtual
- As "Estruturas Sonoras Baschet"
- O restauro e o fabrico modernos
- Bibliografia









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