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Programas
e Nomes da Rádio Portuguesa – Uma história pessoal de ouvinte, ao
sabor da memória (1976-2002)
70’s
– O DESPERTAR DO ENCANTO
Sobre as Marcas da Revolução, a Música Continua a Progressão
Humberto Boto - “Dois Pontos” – Rádio Comercial
ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página, bem como os comentários e informações de um outro visitante.
Os ecos mais distantes que ainda permanecem na minha memória relativamente à paixão da rádio remontam a finais da década de 70 e ao programa “Dois Pontos”. Relembro perfeitamente a parte (variável) falada do indicativo que, sobre um fundo musical, emergia, provocando uma expectativa enorme, a maioria das vezes recompensada. Era qualquer coisa como isto: “Dois Pontos hoje vamos ficar, nesta primeira parte, com a audição integral do álbum dos Hawkwind – ...” , ou dos Wire, ou de Jacques Higelin, ou de tantos outros, de que já não recordo, mas sempre na linha da qualidade, pertinência e actualidade sugerida pelos nomes mencionados. A voz (excelente, por sinal) que me lembro era de Humberto Boto, de quem perdi completamente o rasto desde essa altura. Lembro-me que outros realizaram o programa, mas a névoa do tempo passado não me deixa focalizar os seus nomes. Apenas a impressão que um deles era Jorge Lopes, hoje na RTP, departamento de desporto, secção de Atletismo. Para além do prazer imenso que era sempre ouvir o programa, completamente alheado do resto do mundo durante 2 horas (11h00-13h00), cultivando um gosto e uma exigência musical que me marcaram indelevelmente para resto da vida; era-nos propiciada a possibilidade de gravação integral dos trabalhos (LPs), naquela altura em K7. Confesso que poucas coisas gravei e que nenhuma delas sobreviveu aos tempos, mas a marca permanece cá dentro. O motivo de tão parcas gravações prendiam-se apenas com a prosaica razão de falta de verba na altura, o que me levava a comprar (poucas) K7s, de ferro (porque mais baratas) e, depois, na falta de disponibilidade de fitas virgens, proceder à gravação sobre gravação, o que conduzia, passado algum tempo, à destruição da fita que ficava completamente enleada dentro do aparelho rasca da altura, um Silvano, de mala, 3 em 1 (gira-discos, rádio e leitor/gravador de cassetes). Outros tempos. Com a fúria e voragem dos tempos, os sound bytes e a publicidade tudo tomaram e deixou rapidamente de ser possível ouvir programas destes na rádio portuguesa; programas de 2 horas com interrupção apenas a meio, para sinal horário e serviço noticioso, e em que o locutor/realizador do programa apenas intervinha, sintética e objectivamente, no início e no fim de cada hora, ora para informar sobre o que iríamos ouvir ora para dizer o que tínhamos escutado, para os retardatários. Se bem me lembro, o programa passava na Rádio Comercial (antigo Rádio Clube Português), na altura estatal, entre as 11 e as 13 horas dos dias úteis. ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página, bem como os comentários e informações de um outro visitante. Quando a RDP Antena 1 era Serviço Público do Melhor
Jorge Lopes –Aníbal Cabrita – Maria José Mauperrin - José Manuel Nunes - “Fórum” – “Café Concerto” – RDP Antena 1
ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página, bem como os comentários e informações de um outro visitante.
Da mesma altura, ou talvez um pouco mais tarde, recordo, na Antena 1 da RDP, o programa “Fórum”, este sim, com toda a certeza, com realização de Jorge Lopes, com apoio de uma equipa. Ainda relembro o indicativo: sobre um pano de fundo musical, “Fórum”, um trabalho de equipa com a realização de Jorge Lopes”. Tratava-se de um tipo de programa diferente do “Dois Pontos”. Decorria, se não estou em erro, diariamente entre as 21 e as 24 horas, de 2ª a 6ª, e embora o seu ponto forte fossem os debates que levava a cabo, sobre os mais diversos temas candentes da actualidade, a música que passava primava também pela qualidade iniludível. Será daqui que lembro pela 1ª vez a presença do excelente animador de rádio Aníbal Cabrita? Tenho uma ténue ideia que sim, mas não posso assegurar. Aníbal Cabrita que me voltou insistentemente a acompanhar ao longo dos tempos. Trata-se de um animador radiofónico da “velha guarda”, com um bom gosto extremo a nível musical e sempre a par das novidades mais importantes desse mesmo circuito musical. Não recordo um programa da sua autoria (mea culpa?), antes o preenchimento por si de inúmeros espaços radiofónicos, na RDP, na Rádio Comercial, na XFM, na TSF, sempre aprazíveis para os apreciadores da música de qualidade e actual. Depois do “Fórum”, lembro-me do substituto “Café Concerto” realizado por Maria José Mauperrin, mais ligado às artes e com formato semelhante ao “Fórum”. Se calhar o Aníbal Cabrita “vem daqui”... Também deste período de ouro da RDP, salta à minha memória o nome de José Manuel Nunes, um dos homens que mais sabe do média rádio, Presidente da RDP até há pouco tempo (2002), cargo que ocupou durante cerca de 6 anos. O nome dele paira sobre os programas que referi antes, embora não possa assegurar se foi responsável por algum deles ou apenas participante, ou ainda se realizou outro programa da altura. Sei apenas que ouvi, com agrado, programas que o mesmo realizou ou participou activamente. ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página, bem como os comentários e informações de um outro visitante. 80’s
– O AUGE DA MAGIA
Águas Paradas Não Movem
Moinhos
António Sérgio – “Som Da Frente” – Rádio Comercial
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Se tudo o que foi referido antes se passou na adolescência, com a chegada da idade adulta, coincidente com a entrada na Universidade e consequente abertura de horizontes a todos os níveis, um nome e um programa tornaram-se todo um mundo de novas descobertas musicais: O “Som da Frente” e o seu mentor António Sérgio. Coincidiu tudo com a transformação do punk (que nunca me disse nada e que aliás via como o principal responsável pelo ensombramento dos meus anteriores heróis progressivos) em new wave. Dessa
época relembro as tardes passadas fechadas no quarto, sem quaisquer
obrigações, estudando e aguardando pelas 16 horas para escutar o
programa religiosamente em silêncio absorvendo todos os sons emitidos
pelo rádio. A
voz rouca e mágica do apresentador, as músicas de nomes como Joy Division,
Cure, Feelies, Sisters of Mercy, REM,
U2, Comsat Angels, Altered Images, Dead
Kenedys, Bow Wow Wow, Pig Bag, Yello Magic
Orchestra, Gang Of Four, Echo &
The Bunnymen, New Order, The The, Teardrop
Explodes, Simple Minds (de então), Smiths, John
Cale, entre muitos outros. Todos nós, nas fases da vida em que estamos mais susceptíveis à absorção de influências marcantes para o resto da nossos dias, apanhamos com alguma coisa. Eu apanhei com o “Som da Frente” pela frente. Ainda bem. É sobretudo devido a ele que ainda hoje adquiro carradas de música, sempre à procura, qual graal, da batida, da melodia, do efeito, do ruído, enfim... do som perfeito. O sistema de armazenamento continuava artesanal, como anteriormente, em que as K7s de ferro desempenhavam o papel principal, não tendo sobrevivido nenhuma para contar como foi. Para quem quiser apreciar os sons dessa época, a compilação, no formato de CD Duplo, “António Sérgio apresenta Som da Frente 1982-1986”, editada em 2002 é um bom ponto de partida, valendo também como recordação nostálgica para aqueles que, como eu, ouviram as músicas na altura da sua edição.
Era a altura dos “vanguardistas”, figuras vestidas preferencialmente de negro, com a imprescindível gabardina preta ou cinzenta sempre presente, deslizando subrepticiamente pelas ruas da cidade, num mimetismo importado da enevoada Londres. Segundo me lembro, o programa manteve o formato 16h-18h na Rádio Comercial por vários anos. O António Sérgio esse não era um novato nestas andanças da rádio. Antes tinha realizado o famoso “Rotações” na Rádio Renascença, onde a inovação foi já nessa altura a palavra chave, passando música que mais nenhum programa da rádio portuguesa passava, designadamente o emergente punk. Seguiu-se o “Rolls Rock” já na Rádio Comercial, entre as 0H e as 2H da madrugada. Depois do “Som da Frente”, o John Peel português seguiu o seu caminho e ainda hoje possui o seu programa “A Hora do Lobo” dedicado ao rock que se vai fazendo por estes dias. Este seu humilde admirador alterou significativamente os seus gostos musicais, a sua vida pessoal também foi sempre mudando, como é natural, e o acompanhamento da carreira do mestre deixou de ser efectuada. ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página. Nem
Praxe, Nem Fitas, a Universidade Pode Ser Uma Coisa Diferente Paulo Somsen, Fred Somsen, Eugénio Teófilo – “ O Crepúsculo dos Deuses” – “DDD60M” – R.U.T. + Manuela Paraíso
ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página.
A ligação forte seguinte aconteceu com o advento das rádios piratas, na década de 80, sobretudo da RUT – Rádio Universidade Tejo. Sediada no edifício da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico e herdeira do pioneirismo da secção Sonora que emitia internamente aquando da minha passagem por aquele estabelecimento de ensino, foi, do ponto de vista de influência pessoal, a estação mais importante de todos os tempos, tendo contribuído duma forma incomensurável para o gosto e formação musical que nunca mais esmoreceram. Nessa altura, a maior parte do tempo que passava em casa, estava a ouvir música (sobretudo, mas não só) na RUT. E digo ouvir mesmo, não apenas como música de fundo mas com uma atenção e concentração totais e prazer imenso. Os programas excelentes sucediam-se em catadupa. A todas as horas passava música excelente, nova, original, que não conseguíamos ouvir em mais lado nenhum, a não ser, um pouco, no “Som da Frente”. Mas este ocupava apenas 2 horas diárias, enquanto na RUT havia uma continuidade difícil de acreditar. E não se pense que os programas eram todos iguais. Realmente nunca mais (a única comparação será a futura XFM, de que falarei adiante) houve uma tal concentração de programas tão originais, pessoais, diversos. Ainda por cima, feitos exclusivamente por amadores, ou quase. Bom, querem nomes. Tenho imensa pena de não ter escrito este artigo há mais tempo. Os nomes que me lembro, obviamente porque me marcaram mais, são o “Crepúsculo dos Deuses” dos irmãos Paulo e Fred Somsen e ainda do hoje, segundo julgo saber, médico Eugénio Teófilo. A par do “Dois Pontos”, do “Som da Frente” este foi um dos 3 programas estruturantes da forma como hoje aprecio a arte musical, a nível ideológico, formal e de conteúdo. Foi com este programa que descobri a cena industrial e os seus nomes mais importantes como Nurse With Wound, Coil, Death In June, Esplendor Geométrico, Cabaret Voltaire, In The Nursery, Whitehouse e tantos outros, que passaram a fazer parte do meu dia a dia. Lembro-me que o programa passava todas as noites, no horário nobre, e que nessa altura, obviamente não via muita televisão. A minha memória relembra vários programas a abrir com o 3xLP dos Nurse With Wound – “Soliloquy For Lilith”, um disco composto por Steve Stapleton para a sua filha e que é formado por 6 partes completamente minimalistas com um “drone” lento e leve, mas obscuro, sobre o qual sobrevinham ao longo do tempo alguns esparsos efeitos eléctrónicos e pequenas variações, num estilo completamente contemplativo e hipnótico . Aquilo que muitos pode considerar “uma grande seca”, mas que, na altura, fazia as minhas delícias e que ainda hoje revisito amiúde. Recordo ainda os programas especiais dedicados a editoras como “Cramned Discs”, “Some Bizarre”, “Play It Again Sam”, etc. Infelizmente o movimento das rádios piratas foi abafado e a RUT desapareceu ao fim de uns poucos anos. Alguns dos seus elementos, como por exemplo os citados responsáveis pelo “Crepúsculo dos Deuses”, ainda realizaram outros programas noutras pequenas estações, como o saudoso “DDD60M”, na Rádio Mais ou na Rádio Nova (só me lembro que ficava ali antes do Príncipe Real, do lado esquerdo de quem sobe) mas, neste momento, não tenho conhecimento que algum deles esteja no activo. Foram eles que criaram depois, a partir de casa, a Ananana, loja de discos e editora hoje no Bairro Alto, herdeira do Monitor, iniciado aquando da actividade da RUT. Também penso que já não estão ligados a esta loja especializada em importações e edições musicais menos comerciais. Mas a RUT não era só o “Crepúsculo...”. Aliás a grelha era completamente louca mas duma qualidade, energia e criatividade como nunca se alcançou em Portugal (lá perto apenas chegaria a XFM). A aposta forte era na música, em que se ouvia tudo o que era inovador no campo da música popular e onde não passava nada do que as outras 1358 estações passavam. A inteligência, espontaneidade e diversidade grassavam naquela estação universitária. Durante este período de relevo da RUT nos meus hábitos radiofónicos, num jornal musical de relativamente curta duração (comparado com o Blitz), o LP, deliciava-me com as palylists de um programa conduzido por uma senhora (raro neste meio, ainda hoje) de seu nome Manuela Paraíso. O seu programa, de que não recordo o nome, ia para o ar na setubalense Rádio Azul que, infelizmente não conseguia captar. As Playlists semanais eram compostas por nomes como 93 Current 93, Coil, Nurse With Wound, Danielle Dax, Wiseblood, Foetus, o que me deixava sempre a salivar e com imensa pena de não poder ouvir o programa. Entretanto ela saiu da estação e foi trabalhar para a Rádio Marginal, que eu conseguia apanhar. Embora nessa altura, por força da vida de estudante já ter terminado e assim as responsabilidades serem outras, não pudesse acompanhar a programação radiofónica como pretendia, lembro-me de ouvir algumas vezes o seu programa, sempre com música excelente. Ainda cheguei a gravar alguns programas em K7, que preservo. A propósito, vou agora ouvir algumas delas para rememorar alguns dos nomes e músicas aí presentes. Desde essa altura, já lá vão mais de 10 anos, nunca mais ouvi falar da Manuela Paraíso. Alguém sabe se ainda continua ligada aos meandros radiofónicos? (novo) 12-04-2006 Através de um reparo feito por um visitante desta página fui chamado à atenção para o imperdoável esquecimento da referência a um dos programas mais importantes e inovadores da rádio portuguesa, no ar na Rádio Comercial FM, se não estou em erro, entre meados da década de 80 e inícios da década de 90. Trata-se do programa "Musonautas" da autoria do músico das vanguardas da música electrónica improvisada e experimental, musicólogo e professor universitário, crítico e escritor, professor universitário, entre outras actividades. Falo, obviamente, de Jorge Lima Barreto. E o que lembro agora sobre a audição assídua e sempre ansiosamente esperada do seu programa. Bom, recordo os longos (no bom sentido do termo) e completos intróitos à música que nos iria apresentar na sequência, verdadeiros enquadramentos históricos e teóricos sobre a música e os autores da música que emergiria no éter logo de seguida. mas estas introduções ainda tinham mais sal e pimenta pois o autor conseguia ainda encaixar, em pleno discurso erudito, diversos comentários políticos e sociais irónicos, ácidos e certeiros, para além de frequentes outras diatribes sobre a música comercial em geral e sobre a música e os músicos que vogavam pelo Portugal desse tempo. Consigo lembrar-me, por exemplo, de uma crítica em que "desancava" completamente os GNR, particularmente o músico daquela banda pop, Jorge Romão, ou antes uma crítica em que o músico era classificado de músico hiperactivo e hiperenergético, ou algo do género, em que Jorge Lima Barreto questionava "o que é isso de um músico hiparactivo" eh, eh; isto a propósito, se bem me lembro, do lançamento de um álbum de Vitor Rua, como PSP, na altura das polémicas guerrilhas sobre a legitimidade do uso do nome GNR entre aquele músico e a banda de Rui Reininho. Polémicas, bastas, à parte, recordo, quando o programa passou a ser transmitido em horário para guardas-nocturnos (madrugada), de, com enorme sacrifício (pois trabalhava e levantava-me muito cedo), esperar ansiosamente pelo programa. Muitas vezes acabava por perdê-lo porque entretanto me deixava dormir; outras vezes conseguia estar acordado na hora do seu início, o suficiente para colocar o gravador de K7s no REC e ouvir o programa, ou parte dele, no dia seguinte. Era um programa de divulgação das músicas mais experimentais, avantgarde, e em que a música pop comercial não tinha qualquer hipótese de ser adimitida. Foi lá que consegui tomar conhecimento da existência e da beleza de movimentos como o minimalismo (música minimal repetitiva), a música improvisada, as franjas mais avançadas do jazz e ouvi, pela primeira vez músicos como Philip Glass, Wim Mertens (o "Maximizing The Audience", a sua obra-prima, em minha opinião, foi lá que contactei em priomeira mão), Glenn Branca, etc. Lembro-me ainda, penso que após a partida dos Musonautas para outro planeta, de ouvir mais ou menos regularmente um outro programa similar, da autoria do Rui Neves. Aqui a memória trai-me completamente e não consigo sequer recordar o noma do programa. Segundo informação de um visitante desta página, poderá tratar-se do "mesmo" Musonautas herdado de Jorge Lima Barreto ou realizado em regime de "conluio". Ou terá sido isso e depois terá havido também um outro programa? Bem, não consigo precisar, apelando à vossa prestimosa ajuda para esclarecer estes pontos nebulosos. Muito agradeço se alguém conseguir completar esta informação, fornecendo mais elementos sobre esse programa (nome, horário, estação, anos em que foi transmitido, etc.) ou outros dados sobre o que (não) digo no parágrafo anterior. ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página. 90’s
– O CONTACTO MAIS SUPERFICIAL
XFM
– Para Uma Imensa Minoria
XFM – José Carlos Tinoco – “Auto-Retrato Sobre Transístor Molhado” – Aníbal Cabrita – Ricardo Saló
ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página,
Seguidamente há um hiato da minha relação com a rádio portuguesa derivado e ter estado a trabalhar 2 anos e meio fora do país. Quando regressei, embora a vida já não permitisse um acompanhamento intensivo, entusiasmei-me ainda com o projecto da XFM, onde pontuavam nomes enormes da nossa rádio, como Aníbal Cabrita, António Sérgio e Ricardo Saló, entre outros. Se a escuta foi esporádica e errante no que toca à maioria dos programas, pela sua regularidade semanal, a horas em que podia ouvir, e porque a música era muito do meu agrado, acompanhei sistematicamente o programa “Auto Retrato Sobre Transístor Molhado” da autoria de José Carlos Tinoco. A programação consistia na evolução natural de programas como o “Crepúsculo dos Deuses”, acompanhando as novas edições dos músicos que cultivavam a música electrónica de cariz mais ambiental industrial e sombrio. O programa tinha o patrocínio da discoteca portuense “A Orelha de van Gogh”, especializada nessa área. Passado pouco tempo, a XFM fechava as suas portas. ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página, VOXX
– ESPECIALISTAS EM KARATE COLOMBIANO VOXX – Carlos Cardoso – Rui Vargas – Ricardo Saló – “Radar” – “Gerente Comercial” – “Casa, Bateria & Baixo” - “Galinhas no Horizonte”
ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página.
Bom, nesta fase da minha vida ( e a curva, por enquanto, tem tido sempre o mesmo sentido) ouvia cada vez menos rádio. O único projecto que, apesar de todos os altos e baixos que vem revelando já há alguns anos, depois do fecho da XFM, vale a pena manter debaixo de olho, é a Voxx. Nos seus tempos áureos, há cerca de 2 anos, chegou a contar no seu seio com a participação de Ricardo Saló, Rui Vargas, Carlos Cardoso, Miguel Quintão, Silvia Alves e outros, que asseguravam uma programação moderna e de grande qualidade. Hoje a coisa está um bocado em piloto automático e, apesar de ainda por lá se ouvir música que não se ouve nas outras estações, é tudo um bocado anódino, sem, praticamente, programas de autor, limitando-se a passar música a metro (ainda que acima da média) durante a esmagadora parte do dia. Parece-me que o único programa que ainda vale a pena é o “Galinhas no Horizonte” do Ricardo Saló, uma sumidade em tudo o que diz respeito a música soul/dance/electrónica. Da fase áurea da Voxx e porque o horário coincidia com o final da tarde, início da noite, altura para um pequeno período de relaxe após a chegada de um dia de trabalho, acompanhei com assiduidade e prazer enorme o programa “Radar” (18h-21h) , sobretudo quando a responsabilidade do mesmo esteve a cargo de Carlos Cardoso, um DJ que caracterizo como tendo um extremo bom gosto. Se para alguns a música de dança soa toda ao mesmo, a prova de como as coisas não são bem assim podia ser tirada ouvindo diariamente o programa Radar. É que embora eu próprio reconheça que, hoje em dia, com a avalancha de produtos musicais (“dançáveis”) que sai cá para fora, a maioria deles de duvidosa qualidade, se corre o risco de nos perdermos nesse labirinto de edições e de as músicas poderem começar a parecer todas idênticas, anódinas, sintéticas e inócuas, o “Radar” era um programa que nos orientava nesta selva editorial, com uma selecção extremamente criteriosa e deliciosa. O Carlos Cardoso, fez também, por essa altura, durante um período considerável, o programa “Gerente Comercial” e a sua influência era por demais notória, perdendo o programa todo o seu fulgor sempre que era substituído, fruto da indecisão editorial, motivada pela falta de meios que sempre caracterizou a estação. É ainda de salientar o programa “Casa, Bateria & Baixo” que veio ocupar o espaço do “Radar” e que, embora menos do meu gosto, especialmente devido à maior variedade de estilos apresentados, isto é, dentro do panorama das edições de música de dança, a selecção nunca foi tão criteriosa como a do programa seu precedente; manteve sempre uma bitola acima da média, contando com a responsabilidade, principalmente, de Rui Vargas. ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página, Planando
Sobre o Rio Judeu
Rádio Baía – Desidério Murcho – “Opus Nigrum” – “Refúgio”ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página.
Para terminar não queria deixar de falar numa rádio local aqui da zona do Seixal, ou antes de um ou dois programas (sobretudo um) que o seu proprietário sempre permitiu, apesar do notório deslocamento que manifestavam face à restante programação. Falo da Rádio Baía, onde recordo, há algum tempo já, a audição do programa “Refúgio” da autoria de Zé Moura (José António Moura), nome ligado à cena da RUT que descrevi acima (é bem possível que também tenha realizado algum ou alguns programas naquela estação – a memória atraiçoa-me). O programa, musical, passava essencialmente música dita electrónica, tipo mais industrial, entre outras vanguardas da música popular. Nomes como Front 242, Front Line Assembly, Cabaret Voltaire, Klinik, Memorandum, Mental Destruction, e outros menos conhecidos, eram presença assídua nas antenas daquela estação, por via do "Refúgio". O programa, ao que julgo saber teve uma passagem relativamente curta pela programação da estação. Pelo contrário o “Opus Nigrum”, da autoria de Desidério Murcho manteve-se no ar durante cerca de 7 anos, numa regularidade metronómica, todos as noites de sábado para domingo, das 0 às 2 horas da madrugada. Embora num registo mais especializado, o programa repetiu em certa medida o espírito do saudoso “Dois Pontos” no que toca à passagem frequente de discos completos, sem interrupções para publicidade ou de qualquer outra espécie. Conheço quem tenha aproveitado para fazer umas boas gravações. A
temática do programa era a música electrónica de pendor mais relaxante
e ambientalista, mas sem nunca cair na xaroposa new age. Nomes
como Kraftwerk, Klaus Schulze, Pete Namlook,
STOA, Radio Massacre International, Red
Shift, Dweller of the Treshold, entre outros,
marcavam regularmente presença. O programa terminou a sua actividade há cerca de 2 anos, por força da ida do seu mentor para fora do país, para aí seguir uma carreira académica. ver ainda, sobre este ponto, as preciosas informações complementares prestadas por um visitante desta página. (a continuar e a completar, num processo iterativo e incremental) Estes apontamentos devem ser entendidas como um “work in progress”. Regurgitações de memória serão acrescentadas ao sabor da disponibilidade. Apela-se ainda à colaboração externa no sentido de corrigir imprecisões, clarificar ideias, acrescentar dados/informações, contraditar opiniões, e tudo o mais que vos ocorrer. Obrigado.
FEEDBACK__________________________________________________________________ 1. Pedro Miguel Pereira - Almada - 02.04.2006 Caro Luís, 2. Domingos - Guimarães 05-03-2004 Viva
Luis! Caro Luís
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| 12 Abr 2006 | © Luis Jerónimo - mig.pand@netc.pt |
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14.6.24
Já Agora...
The Wayback Machine - https://web.archive.org/web/20160311113755/http://radio2.no.sapo.pt/Homenagem.htm
17.7.15
Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (104) - Monitor #41
Monitor
Nº41
Ano IV
Janeiro de 98
III série
28 páginas - p/b - A5 landscape, papel fino tipo jornal
Assinaturas - 12 números - 2000$00
Tiragem 500 exemplares
Editores
Rui Eduardo Paes
Paulo Somsen
Colaboradores neste número
Victor Afonso
Pedro Ivo Arriegas
Martin Davidson
Vasco Durão
Gonçalo Falcão
Jorge Mantas
José António Moura
Pedro Santos
Jorge Saraiva
Os Melhores de 1997
Paulo Somsen
Poderá parecer absurdo, mas à medida que mais seriamente me envolvo com a música mais dificuldade tenho na elaboração das listas anuais (quanto mais envelheço mais noção tenho que nada sei). Este ano, aind
apor cima a gestão de tempo não me proporcionou bons momentos auditivos. Recorri inúmeras vezes ao método (que critico) de «picar» os discos na procura de momentos altos, e acreditem, só dois ou três
trabalhos me mereceram maior atenção. Penso que, independentemente do álbum que se ouve, há sempre a necessidade de as condições e os ambientes que nos circunscrevem serem favoráveis. A existência de
crianças viciadas nos cartoons da TV (ou no biberão) proporciona sossego mas cria um ruído de fundo irritante. Sugeriram-me, para contornar esta situação, o uso de uma carapuça almofadada nas orelhas, por onde debitava o som. Não surtiu efeito. Para além de, passado um tempo, começar a incomodar, a ausência completa de realidade também não me seduziu. Resolvi ainda apetrechar o meu local de trabalho com
CD-player incorporado. Em vão. O trimmmmmm do telefone e os permanetes «posso»? dominaram o panorama 9 to 5.
Bom, vamos ao que interessa: é a música que me traz aqui e não uma divagação pelo meu diário de bordo.
Vários - «Burt Bacharach» [Tzadik]
Orchester 33 1/3 - «s/t» [Rhiz!/PDN]
Robert Wyatt - «Shleep» [Hannibal]
Jim O'Rourke - «Bad Timing» [Drag City]
Shabotinski - «Stenimals» [Plag Dich Nicht]
Thievery Corporation - «Sound From...» [18th Street Loung Music]
Isotope 217 - «The Unstable Molecule» [Thrill Jockey]
Stock, Hausen & Walkman - «Organ Transplants» [Hot Air]
Ground Zero - «Consume Red» [ReR]
To Rococo Rot - «Veiculo» [City Slang]
Victor Afonso
Squarepusher - «Hard Normal Daddy» e «Burningn' Tree» [Warp]
Jim O'Rourke - «Bad Timing» [Drag City]
Amon Tobin - «Bricolage» [Ninja Tune]
Art Zoyd - «Haxan» [Atonal]
Fuschimuschi Math-Ice - «Short Stories» [Maniffatture Criminali]
Kreidler - «Weekend» [Kiff]
Autechre - «Chiastic Slide» [Warp]
Meira Asher - «Dissected» [Crammed]
Photek - «Modus Operandi» [Science]
David Holmes - «Let's Get Killed»
Pedro Ivo Arriegas
Rome - «Rome» [Thrill Jockey]
Stock, Hausen & Walkman - «Organ Transplants Vol. I» [Hot Air]
Ben Neill - «Triptycal» [Antilles]
Gerd - «This Touch Is Greater Than Moods» [Universal Language]
Berger, Hodge, Moufang & Ruit - «Conjoint» [KM20]
Bob Marley - «Dreams Of Freedom» [Sony]
Sofa Surfers - «Transit» [Klein]
The Rootsman Vs Muslimgauze - «City Of Djinn» [Third Eye]
Tipsy - «Trip Tease» [Asphodel]
Karma - «Pad Sounds» [Groove Attack]
Air - «Premiers Symptomes» [Source]
Fresh Moods - «Fresh Moods» [Electrolux]
Tuatara - «Breaking The Ethers» [Epic]
We - «As Is» [Asphode]
Vários - «Double Articulation» [Sub Rosa]
Tosca - «Opera» [G-Tone]
Reflection - The Errornormous World» [Clear]
David Shea - ««Satyricon» [Sub Rosa]
Beanfield «Beanfields» [Compost]
Hendrik Lorenzen - «Bastard Memory» [Maniffatture Criminali]
A Small Good Thing - «Block» [Leaf]
Vasco Durão
Pós-Rock
Jim O'Rourke - «Bad Timing» [Drag City]
David Grubbs - «Banana Cabbage, Potato Lettuce, Onion Orange» [Table of Elements]
Boxhead Ensemble - «Dutch Harbor: Where The Sea Breaks Its Back» [Atavistic]
Sea And The Cake - «The Fawn» [Thrill Jockey]
Trans Am - «Surrender To The Night» [Thrill Jockey / City Slang]
Salaryman - «s/t» [City Slang]
Him - «Interpretive Belief System» [WordSound Recordings]
John Fahey & Cul de Sac - «The Epiphany Of Glenn Jones» [Thristy Ear Records]
Kante - «Zwischen Den Orten» [Kitty-Yo Int.]
Pop-Rock
Coctails - «Live At Louge Ax» [Carrot Top Records]
Pavement - «Brighten The Corners» [Domino]
Yo La Tengo - «I Can Hear The Heart Beating As One» [Matador]
Will Oldham - «Joya» [Drag City]
Dinosaur Jr. - «Hand It Over / Take A Ride At The Sun» [Warner Music]
Folk Implosion - «Dare To Be Surprised»
One-man band
Fuschimuschi - «Short Stories» [Maniffatture Criminali]
The Lonesome Organist - «Collector Of Cactus Echo Bags» [Thrill Jockey]
Jazz
Wayne Horwitz - «Cold Spell» [Knitting Factory
Isotope 217
Tzadik
Burt Bacharach - «Burt Bacharach - Great Jewish Music» [Tzadik]
Serge Gainsbourg - «Serge Gainsbourg - Great Jewish Music» [Tzadik]
Naftule's Dream - «Search For The Golden Dreydl» [Tzadik]
John Zorn - «Filmworks VII» [Tzadik]
Electrónica
Stock, Hausen & Walkman / Die Veteranen - «Venetian Deer» [Systhema]
Gonçalo Falcão
György Ligeti - «Gyöorgy Ligeti edition 1-6» [Sony Classical]
Harry Partch - «The Harry Partch Collection vol 1-4» [CRI]
Christian Marclay - «More Encores» [ReR]
Frank Zappa - «Lather» [Ryko]
Christian Marclay - «Records» [Atavistic]
Derek Bailey, Pat Metheny, Gregg Bendian & Paul Wertico - «The Sign Of 4 [Knitting Factory Works]
Han Bennink & Dave Douglas - «Serpentine» [Songlines]
Loren Mazzacane Connors - «In Pittsburgh» [Dexter's Cigar]
Louis Andriessen - «Zilver» [New Albion]
Matthew Shipp "String" Trio - «By The Law Of Music» [Hat Art]
Orchester 33 1/3 - «s/t» [Rhiz!]
John Fahey - «Womblife» [Table Of The Elements]
Stock, Hausen & Walkman - «Buy Me Sue Me» [7" Hot Hair]
The Jon Spencer Blues Explosion - «Now I Got Worry» [Mute]
Jorge Mantas
Fushitsusha - «The Caution Appears» [Disques Du Soleil et L'Acier]
Fushitsusha - «Pathetique» [PSF]
Fushitsusha «Double Live» [PSF]
Vários - «A Way Out - New Music From Portugal Vol. I» [AnAnAnA]
Swans - «Soundtracks For The Blind» [Atavistic]
Gerry Miles, Alan Licht & Haino Keiji - «s/t» [Atavistic]
Elliott Shap (V/A) - «State Of The Union» [Atavistic]
Arcado String Trio - «Live In Europe» [Avant]
Cro Magno - «Bull?» [Lowlands]
Dave Douglas - «Sanctuary» [Avant]
Andy Haas - «Amhem Land» [Avant]
Deutsch Nepal - «!Compreendido... Time Stop!» [Release / Cold Meat Industry]
Dissecting Table - «Human Breeding» [Release]
Flux [James Plotkin] - «Protoplasmic» [Release]
Caspar Brötzmann & Page Hamilton - «Zulutime - Subsonic» [Sub Rosa / Blast First]
Rui Neves
1. Muhal Richard Abrams - «Song For All» [Soul Note]
2. Derek Bailey, Pat Metheny, Gregg Bendian & Paul Wertico - «The Sign Of 4 [Knitting Factory Works]
3. Paul Bley & Gary Peacock - «Mindset» [Soul Note]
4. Anthony Braxton - «Composition nº 193» [Braxton House]
5. Uri Caine - «Primal Light-Gustav Mahler» [Winter & Winter]
6. Clusone Trio - «Love Henry» [Gramavision]
7. Ornette Coleman & Joachim Kuhn - «Colors» [Harmolodic Verve]
8. Scott Colley - «Portable Universe [Freelance]
9. Marilyn Crispel, Gary Peacock & Paul Motian - «Nothing Ever Was, anyway» [ECM]
10. Dave Douglas - «Sanctuary» [Avant]
11. James Emery - «Standing On A Whale» [Enja]
12. Ellery Eskellin - «One Great Day» [Hat Hut]
13. Jim Hall - «Textures» [Telarc]
14. Keith Jarrett - «La Scala» [ECM]
15. Daunik Lazro - «Dourou» [Bleu Regard]
16. Jeanne Lee, Mal Waldron & Toru Tenda - «Travellin' In Soul time» [BVhaast]
17. Joe Maneri - «In Full Cry» [ECM]
18. Masada / John Zorn - ««Het» [DIW]
19. Misha Mengelberg - «No Idea» [DIW]
20. Nils Petter Molvaer - «Khmer-Remixes» [ECM]
21. Joe Morris - «You Be Me» [Soul Note]
22. Matthew Shipp - «Duo With Joe Morris: Thesis» [Hat Hut]
23. Sonny Simons - «Transcendence» [CIMP]
24. Chris Speed - « «Yeah No» [Songlines]
25. Thomas Stanko - «Litania» [ECM]
26. Bill Stewart - «Telephaty» [Blue Note]
27. Steve Swallow - «Descronstructed» [x-TRAWatt]
28. Henry Threadgill & Make a Move - «Where's Your Cup?» [Columbia]
29. Tom Warner - «Martian Heartache» [Soul Note]
30. Kenny Wheeler - « Angel Song» [ECM]
Rui Eduardo Paes
1. Helmut Lachenmann, Salvatore Sciarriono e Iancu Dimitrescu - qualquer disco disponível no mercado português, independentemente da data de edição
2. Terry Riley com stefan Scodanibbio - «Lazy Afternoon Among The Crocodiles» [Al - reedição]
3. Evan Parker Electro-Acoustic Ensemble - «Toward The Margins» [ECM]
4. Christian Marclay - «Records» [Atavistic]
5. Vienna Art Orchestra - «20th Anniversary» [Verve]
6. John Zorn - «New Traditions In East Asian Bar Bands» [Tzadik]
7. Robert Wyatt - «Schleep» [Hannibal]
8. Nick Cave And The Bad Seeds - «The Boatman's Call» [Mute]
9. John Fahey - «Womblife» [Table of the Elements]
10. Derek Bailey, Pat Metheny, Gregg Bendian & Paul Wertico - «The Sign Of 4 [Knitting Factory Works]
Extra: Carlos Zíngaro - «Release From Tension» [AudEo]
Pedro Santos
1. Orchester 33 1/3 [Plag Dich Nicht]
2. The Boxhead Ensemble - «Dutch Harbor» [Atavistic]
3. We - «As Is» [Asphodel]
A Small Good Thing - «Block» [Leaf]
Autechre - «Chiastic Slide» [Warp]
Boymerang - «Balance of Force» [Regal]
Curd Duca - «Easy Listening Vol 5» [Plag Dich Nicht]
David Grubbs - «Banana Cabbage» [Table of the Elements]
Elliott Sharp - «Tectonics» [Atonal]
Fuschimuschi - «Short Stories» [Maniffatture Criminali]
Genf - «Import/Export» [Compost]
Isotope 217 - «The Unstable Molecule» [Thrill Jockey]
Jim O'Rourke - «Bad Timing» [Drag City]
John Fahey - «Womblife» [Table of the Elements]
John Zorn - «Duras:Duchamp» [Tzadik]
Karl Berger, Jamie Hodge, Gunter 'Ruit' Kraus & David Moufang - «Conjoint» [KM20]
Kreidler - «Weekend» [Kiff]
Lydia Lunch - «Matrikamantra» [Atavistic]
Luke Vibert - «Big Soup» [Mo'Wax]
Mamoru Fujieda - «Paterns of Plants» [Tzadik]
Maurizio - «M» [M]
Roni Size & Reprazent - «New Forms» [Talkin'Loud]
Shabotinski - «Stenimals» [Plag Dich Nicht]
Sofa Surfers - «Transit» [Klein]
Stock, Hausen & Walkman - «Organ Transplants Vol 1» [Hot Air]
Thievery Corporation - «Sound From The Thievery Hi-Fi» [8th Street Lounge Music]
Tied + Tickled Trio - «s/t» [Payola]
Tipsy - «Trip Tease» [Asphodel]
Tom Rechion - «Chaotica» [Tiny Organ]
Uri Caine - «Primal Light - Gustav Mahler» [Winter & Winter]
Jorge Saraiva
1. Mamoru Fujieda - «Patterns of Plants» [Tzadik]
2. Orchester 33 1/3 - «s/t» [Rhiz!/PDN]
3. Autechre - «Chistaic Slide» [Warp]
4. Marc Ribot - «Shoe String Symphonettes» [Tzadik]
5. Robert Wyatt - «Shleep» [Hannibal]
6. Vários - «Great Jewish Music - Burt Bacharach» [Tzadik]
7. Louis Andriessen - «Zilver» [New Albion]
8. Musci, Venosta & Marianni - «Loosing The Ortodox Path» [Victo]
9. John Scott - «In These Great Times» [Tzadik]
10. Squarepusher - «Hard Normal Daddy» [Warp]
11. Compostela - «Wadachi» [Tzadik]
12. Paul D. Miller - «The Viral Sonata» [Asphodel]
24.1.15
Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (17) - Op - Nº 12 - 2003
Revista op (visões da matéria)
#12: Come rain or come shine: ano 3, 2003: 2€
60 páginas
Ver o enquadramento desta revista neste post
sec XX: 100 anos / 100 discos
O programador, divulgador e teórico Rui Neves e o nosso colaborador Adolfo Luxúria Canibal, são mais dois nomes fundamentais da música em Portugal que compõem, em exclusivo para estas páginas, a lista dos seus 100 discos do séc. XX
Rui Neves
Air - "Air Time"
Albert Ayler - "Spiritual Unity"
Alexander Von Schlippenbach - "Smoke"
Anthony Braxton - "For Alto"
Archie Shepp - "New York Contemporary Five"
Art Ensemble Of Chicago - "Urban Bushmen"
Arthur Blythe - "Lenox Avenue Breakdown"
The Beatles - "Revolver"
Bill Dixon Orchestra - "Intents And Purposes"
Bobby Previte - "Empty Suites"
Carla Bley - "Dinner Music"
Captain Beefheart & His Magic Band - "Trout Mask Replica"
Cecil Taylor - "Winged Serpent (Sliding Quadrants)"
Charles Mingus - "Mingus Ah Um"
Charles Mingus - "The Black Saint And The Sinner Lady"
Chick Corea - "The Song Of Singing"
The Cream - "Disraeli Gears"
Count Basie - "The Original American Decca Recordings"
Dave Holland - "Conference Of The Birds"
David S. Ware - "Godspellized"
Derek Bailey - "Domestic & Public Pieces"
Derek Bailey / Pat Metheny / Greg Bendian / Paul Wertico - "The Sign Of Four"
Don Cherry Quintet - "Togetherness"
Don Cherry / Nana Vasconcelos / Colin Walcott - "Codona"
Don Ellis - "Electric Bath"
Dollar Brand - "African Piano"
Duke Ellington - "Black, Brown And Beige"
Earl Hines - "Earl Hines Collection: Piano Solos 1928-1940"
Edward Vesala - "Ode To The Death Of Jazz"
Eric Dolphy - "Outo To Lunch"
Evan Parker - "Monoceros"
Evan Parker Electro.Acoustic Ensemble - "Toward The Margins"
Frank Zappa - "Hot Rats"
George Russell - "Ezz-thetics"
Giorgio Gaslini - "Nuovi Sentimenti"
Gil Evans - "Out Of The Cool"
Globe Unity Orchestra - "20th Anniversary"
Grateful Dead - "Aoxomoxoa"
Hal Russell - "The Finnish / Swiss Tour"
Herbie Hanckock - "Maiden Voyage"
Horace Tapscott - "The Dark Tree"
Jan Garbarek - "Afric Pepperbird"
James Blood ulmer - "Odissey"
Jerry Granelli - "A Song I Thought I Heard Buddy Sing"
Jethro Tull - "This Was"
Jim Hall - "Textures"
Jimi Hendrix Experience - "Electric Ladyland"
Jimmy Giuffre - "1961"
Jimmy Giuffre - "Free Fall"
John Carter - "Castles of Ghana"
John Coltrane - "Ascension"
John Coltrane - "Interstellar Space"
John MacLaughling - "Extrapolation"
John Surman - Where Fortune Smiles"
John Surman / Barre Phillips / Stu Martin - "The Trio"
John Zorn - "Naked City"
John Zorn - "The Big Gundown"
Julius Hemphill - "Dogon AD"
Karlheinz Stockhausen - "Hymnen"
Karlheinz Stockhausen - "Stimmung"
Keith Jarrettt - "Facing You"
Led Zeppelin - "Led Zeppelin"
Lenny Tristano - "The Complete Lenny Tristano"
London Jazz Composers Orchestra - "Ode"
Louis Armstrong - "Hot Fives & Sevens"
Luciano Berio - "Sequenzas"
Luigi Nono - "Prometeu"
Marion Brown - "Sweet Earth Flying"
Max Rocah - "We Insist! Freedom Now Suite"
Mike Westbrook- "Metropolis"
Michel Portal - "Dejarme Solo!"
Michael Waisvisz - "Stradivarius"
Miles Davis - "Bitches Brew"
Miles Davis - "Jack Johnson"
Muhal Richard Abrams - "One Line, Two Views"
The Nice - "The Thoughts Of Emerlist Davjack"
Ornette Coleman - "Crisis"
Ornette Coleman Double Quartet - "Free Jazz"
Pat Metheny / Ornette Coleman - "Song X"
Paul Bley - "Open To Love"
Pete Brown And His Battered Ornaments - "A Meal You Can Shake Hands With In The Dark"
Peter Brötzmann - "Machine Gun"
Philip Glass - "Einstein On The Beach"
Pierre Boulez - "Réponds"
Pink Floyd - "A Saucerful Of Secrets"
Ralph Towner - "Solstice"
The Rolling Stones - "Aftermath"
Sonny Sharrock - "Guitar"
Soft Machine - "Third"
Steve Reich - "Drumming"
Sun Ra - "The Magic City"
Terry Riley - "In C"
Thelonius Monk - "Brilliant Corners"
Tomasz Stanko - "Litania"
Tony Oxley - "The Baptized Traveller"
Wayne Shorter - "Speak No Evil"
Weather Report - "I Sing The Body Electric"
World Saxophone Quartet - "Dances And Ballads"
Young Marble Giants - "Colossal Youth"
Adolfo Luxúria Canibal
100 discos para os primeiros 25 anos de pop/rock
Elvis Presley - "Elvis Presley" (1956)
The Animals - "The Animals" (1964)
Bob Dylan - "Highway 61 Revisited" (1965)
The Byrds - "Mr. Tambourine Man" (1965)
The Pretty Things - "The Pretty Things" (1965)
The 13th Floor Elevators - "The 13th Floor Elevators" (1966)
The Beach Boys - "Pet Sounds" (1966)
The Beatles - "Revolver" (1966)
Bob Dylan - "Blonde On Blonde" (1966)
The Rolling Stones - "Aftermath" (1966)
The Who - "My Generation" (1966)
The Beatles - "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967)
The Doors - "The Doors" (1967)
The Jimi Hendrix Experience - "Are You Experienced?" (1967)
The Jimi Hendrix Experience - "Axis: Bold As Love" (1967)
Jefferson Airplane - "After Bathing At Baxters" (1967)
Love - "Forever Changes" (1967)
Nico - "Chelsea Girl" (1967)
Pink Floyd - "The Piper At The Gates Of Dawn" (1967)
Tim Buckley - "Goodbye And Hello" (1967)
The Velvet Underground - "The Velvet Underground & Nico" (1967)
The Beatles - "The Beatles" (1968)
Big Brother & The Holding Company - "Cheap Thrills" (1968)
The Jimi Hendrix Experience - "Electric Ladyland" (1968)
The Kinks - "Are The Village Green Preservation Society" (1968)
Leonard Cohen - "The Songs Of Leonard Cohen" (1968)
The Mothers Of Invention - "We're Only In It For The Money" (1968)
The Rolling Stones - "Beggar's Banquet" (1968)
Van Morrison - "Astral Weeks" (1968)
The Velvet Underground - "White Light / White Heat" (1968)
Captain Beefheart & His Magic Band - "Trout Mask Replica" (1969)
The Grateful Dead - "Live Dead" (1969)
King Crimson - "In The Court Of The Crimson King" (1969)
Led Zeppelin - "II" (1969)
The Mothers Of Invention - "Uncle Meat" (1969)
Nico - "The Marble Index" (1969)
Quicksilver Messenger Service - "Happy Trails" (1969)
The Stooges - "The Stooges" (1969)
Jimi Hendrix - "Band Of Gypsys" (1970)
MC5 - "Back In The USA" (1970)
Neil Young - "After The Goldrush" (1970)
Nick Drake - "Five Leaves Left" (1970)
Spirit - "Twelve Dreams Of Dr Sardonicus" (1970)
The Stooges - "Fun House" (1970)
Syd Barrett - "The Madcap Laughs" (1970)
The Velvet Underground - "Loaded" (1970)
Can - "Tago Mago" (1971)
The Doors - "LA Woman" (1971)
Led Zeppelin - "IV" (1971)
Leonard Cohen - "Songs Of Love & Hate" (1971)
Marvin Gaye - "What's Going On" (1971)
The Rolling Stones - "Sticky Fingers" (1971)
T Rex - "Electric Warrior" (1971)
The Who - "Who's Next" (1971)
Big Star - "#1 Record" (1972)
Captain Beefheart & His Magic Band - "The Spotlight Kid" (1972)
David Bowie - "The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars" (1972)
Kevin Coyne - "Marjory Razor Blade" (1972)
Lou Reed - "Transformer" (1972)
Neil Young - "Harvest" (1972)
The Rolling Stones - "Exile On Main Street" (1972)
Roxy Music - "Roxy Music" (1972)
Iggy & The Stooges - "Raw Power" (1973)
John Cale - "Paris 1919" (1973)
Lou Reed - "Berlin" (1973)
The New York Dolls - "The New York Dolls" (1973)
John Cale - "Fear" (1974)
King Crimson - "Red" (1974)
Robert Wyatt - "Rock Bottom" (1974)
Patti Smith - "Horses" (1975)
The Residents - "The Third Reich 'n' Roll" (1975)
The Modern Lovers - "The Modern Lovers" (1976)
The Ramones - "The Ramones" (1976)
Brian Eno - "Before And After Science" (1977)
The Clash - "The Clash" (1977)
David Bowie - "Heroes" (1977)
Iggy Pop - "The Idiot" (1977)
Kraftwerk - "Trans Europe Express" (1977)
The Saints - "(I'm) Stranded" (1977)
The Sex Pistols - "Never Mind The Bollocks" (1977)
David Bowie - "Low" (1977)
Television - "Marquee Moon" (1977)
Wire - "Pink Flag" (1977)
Blondie - "Parallel Lines" (1978)
The Buzzcocks - "Another Music I A Different Kitchen" (1978)
Elvis Costello - "This Year's Model" (1978)
Kraftwerk - "The Man Machine" (1978)
Magazine - "Real Life" (1978)
Pere Ubu - "The Modern Dance" (1978)
Siouxsie & The Banshees - "The Scream" (1978)
The Stranglers - "Black & White" (1978)
Suicide - "Suicide" (1978)
Tom Waits - "Blue Valentine" (1978)
The Clash - "London Calling" (1979)
Joy Division - " Unknown Pleasures" (1979)
Marianne Faithfull - "Broken English" (1979)
Neil Young & Crazy Horse - "Rust Never Sleeps" (1979)
Public Image Ltd - "Second Edition" (1979)
Joy Division - "Closer" (1980)
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