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30.6.22

Mata-Ratos - "Mata-Ratos" (1988, Cassette)


 

Mata-Ratos

"Mata-Ratos"


Mata-Ratos – Mata-Ratos

Label: Not On Label – none

Format:

Cassette

Country: Portugal

Released: 1988

Genre: Rock

Style: Punk, Oi







Mataratink




3.10.19

Cadáver Esquisito - (fanzine) - Abril / Maio / Junho / 1986



Cadáver Esquisito 

(fanzine - Portugal)

Abril / Maio / Junho de 1986































18.4.17

DN - Série: Discos Pe(r)didos (15)



DN - Diário de Notícias
08 Junho 2002

Discos Pe(r)didos



Da revolução de 1980/81, quando na sequência dos êxitos de Rui Veloso, dos UHF, GNR, Trabalhadores do Comércio e Salada de Frutas se instituiu uma espécie de nova ordem de gostos e prioridades, colocando o novo pop/rock cantado em português na primeira linha dos objectivos, nasceu um verdadeiro cenário de explosão demográfica no panorama musical lusitano.
Grande parte das carreiras emergentes usavam o single como veículo de exposição ideal para as suas canções, raros sendo os casos de grupos e artistas que apostaram em primeiro lugar no formato de álbum. Rui Veloso, Táxi e Opinião Pública são raros casos de apostas no LP, dele nascendo, depois, os inevitáveis singles.
O clima de euforia colectiva que o meio pop/rock então vivia levou a que muitas pequenas editoras se aventurassem na edição de rock português. Afinal, nada mais que a aplicação (à nossa escala) de princípios que a revolução punk e a continuidade via new wave tinham impresso recentemente À bem nutrida indústria discográfica inglesa. Entre as pequenas editoras que então entram em cena destaca-se a Rotação, na qual o homem do leme era António Sérgio (já então um conhecido divulgador na rádio e com provas já prestadas na edição discográfica, nomeadamente como co-produtor, em 1979, de «Música Moderna», o álbum dos Corpo Diplomático, isto sem esquecer a «famosa» compilação «Punk Rock 77»).
A «bandeira» da Rotação era, naturalmente, a estreia discográfica dos Xutos & Pontapés, que ali editaram os dois primeiros singles «Sémen» (1981) e «Toca e Foge» (1982), bem como o álbum de estreia «78/81» (também em 1982). Perante o cenário de investimento que caracterizava todos os pólos de edição na altura, a Rotação avança pelo ano de 1982 com uma série de novos nomes: Mau Mau, com o single «Xangai», Tânger, com o single «Zé, Zé Ninguém», Manifesto com o single «Nuclear (À Beira Mar)». A estes juntam-se ainda os Malaposta e os Sub-Verso... Todavia, nenhum dos grupos da Rotação, à excepção dos Xutos & Pontapés, conhecem tamanha expectativa interna e alguns resultados concretos como os Opinião Pública, uma banda, de certa forma, «apadrinhada» pelos UHF.
No quarteto, constituído por Carlos Estreia (voz, guitarra), Pedro Lima (guitarra), Luís Fialho (baixo, teclas) e Carlos Baltasar (bateria), António Sérgio identificara um caso de possível complementaridade pop aos Xutos & Pontapés. A estreia faz-se com «Puto da Rua», canção que imediatamente chega à rádio e tira os Opinião Pública do anonimato e apresenta o álbum «No Sul da Europa», com o qual o grupo faz a sua estreia (encetando uma discografia que receberia depois, apenas, o single «Puto da Rua»).
Se nos Xutos & Pontapés António Sérgio «ousara» um lugar na produção, com os Opinião Pública cede a cadeira a António Manuel Ribeiro (dos UHF) e à própria banda. De som seguro e muito característico. Das estéticas da altura, «No Sul Da Europa» é um interessante (e quase esquecido) documento do rock português de inícios de 80, dividindo as canções entre momentos de puro prazer de uma pop lúdica (como «Ritmo de Vida» ou «Walkman», e alguns retratos de cenas do quotidiano urbano de então (de que são bons exemplos «Puto da Rua» e «Subúrbio»).
Apesar de coerente e significativamente mais interessante que grande parte dos demais estreantes seus contemporâneos, os Opinião Pública, tal como todo o restante catálogo da Rotação (à excepção dos Xutos & Pontapés), desapareceram entre as primeiras vítimas da crise de 1982/84, uma das mais «mortais» da história pop/rock cantada em português.
N.G.

OPINIÃO PÚBLICA
«No Sul da Europa»
LP Rotação
Lado A: «Ritmo de Vida», «Sem Destino», «Sul da Europa», «Puto da Rua», «Na Terra»;
Lado B: ««Walkman», «Cumprindo As Regras», «Duplo Controle», «Subúrbio»
Produção: António Manuel Ribeiro e Opinião Pública






7.4.17

DN - Série: Discos Pe(r)didos (8)


DN - Diário de Notícias

Discos Pe(r)didos


Lisboa, 1978. Os Tantra enchiam o Coliseu, José Cid apostava em «10 Mil Anos Depois Entre Vénus e Marte», os Petrus Castrus regressavam aos álbuns com «Ascensão e Queda»... O rock de alma sinfónica tentava borbulhar à superfície num tempo ainda dado a protagonismos nas esferas da intervenção política, suas sequelas e primeiras reacções opostas em domínios ligeiros...
Em espaços de ebulição no restrito circuito underground da capital, dois projectos encabeçaram então uma vaga de reacção ao sistema, assimilando a essência da revolução punk que varrera Londres em 76. São eles os Faíscas (de quem nasceriam os Corpo Diplomático), que acabam por não editar, e os Aqui d'El Rock.
Os Aqui d’EL Rock são uma banda nascida em filhos do proletariado urbano de 70, com uma crueza punk primordial no seu discurso, diferente dos Faíscas, filhos da classe média. A violência verbal é a arma primordial, e a seu favor pende ainda uma rodagem maior dos quatro elementos, em tempos conhecidos como Osíris, numa encarnação formal bem diferente. Com uma linguagem muito próxima das manifestações de raiz do punk londrino, os Aqui d’El Rock são o primeiro e, na absoluta verdade, o único grupo punk português a editar discos, já que os restantes praças do movimento que também chegaram ao registo discográfico o fizeram já em momentos das suas carreiras em que o punk havia já evoluído uma linguagem própria, ou no sentido da new wave (Corpo Diplomático) ou para um novo, e menos espartano, rock urbano, mais temperado (Xutos & Pontapés).
A estreia dos Aqui d’El Rock faz-se com o single «Há Que Violentar O Sistema», single que incluía «Quero Tudo» no lado B, duas canções que traduzem hoje a essência possível do punk português, fenómeno que viveu mais de boas intenções e desejos de mudança que de factos realmente consumados. A sua importância seria, sobretudo marcante ao nível da abertura de frestas na consciência de alguns divulgadores e editores, preparando, inconscientemente, o caminho para a revolução que assolaria o país musical em 1980.
Sem papas na língua e «speedados» (como se anunciam), desferem golpes no sistema, que violentam por uma música não sofisticada, directa. Todavia, estávamos em tempos de poucas atenções mediáticas por fenómenos corrosivos a um sistema que ensaiava uma ideia de democracia de facto, que só seria devidamente estabilizada (social e economicamente) depois. E excluindo timoneiros da divulgação como António Sérgio, a revolução punk ficou sem amplificação para o país real.
N.G.


AQUI D’EL ROCK 
«Há Que Violentar O Sistema» 
Metro-Som, single, 1978 
Lado A: «Há Que Violentar O Sistema»; 
Lado B: «Quero Tudo»








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