Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Ferraz Martins. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Ferraz Martins. Mostrar todas as mensagens

25.10.16

Recordações (29) - Concertos - Pop Dell'Arte + Muad Dib Off Distortion


Pop Dell'Arte
+
Muad Dib Off Distortion (1ª parte) - grupo liderado por Jorge Ferraz dos antigos Santa Maria Gasolina em Teu Ventre

Concerto

17 de Abril de 1999
Forum Lisboa - Avenida de Roma - Antigo Cinema Roma

2 concertos dos Pop Dell'Arte em 2 dias seguidos no mesmo local, com primeiras partes diferentes.
Fui ver o de 17 de Abril de 1999.
Lá vi/estava o saudoso António Sérgio mais a sua mulher, Ana Cristina Ferrão.






Jorge Ferraz é um músico que, desde 1983, tem vindo a trilhar um caminho muito interessante na música portuguesa de cariz urbano. Lisboeta, é guitarrista por devoção e vocalista, teclista, experimentador e programador por opção. Foi fundador e líder de inúmeros projectos cujos nomes sempre se distinguiram pelo arrojo e imaginação: Ezra Pound e A Loucura (1983-1985), Bye-Bye Lolita Girl (1985-1986), Santa Maria, Gasolina Em Teu Ventre! (1987-1991), God Speed My Aeroplane (1991-1993), God Spirou (1993-1995), Spirou, A Terra e as Serpentes (1995-1997), Muad'Dib Off Distortion (1997-1999), Muad'Dib & The Jinin Orchestra (1999-2002) ou Fatimah X (2003-2005). Foi também um dos fundadores dos João Peste & o AcidoxiBordel (1990-1991) e produtor de temas dos Pop dell'Arte e The Great Lesbian Show. Actualmente mantém-se activo em nome próprio e toca ao vivo sob a designação Jorge Ferraz Trio.




12.3.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (45) - ...Da Frente - Nº 4 - Abril/Maio de 1985


... Da Frente
34 páginas A5 p/b
Nº 4 - Abril / Maio 85
40$00 (quarenta escudos)




Editorial
Confessamos a ausência dizendo-vos que ela nos foi quase mortal.
Para muitos, terá sido o neófito da tranquilidade. Não pelo pressuposto sentido de que a nossa escrita incomoda, ou faz tremer alguns alicerces ideológicos sobre a música popular, mas porque temos um lugar definido, ou uma terra própria, se assim lhe quiserem chamar.
Gloriosamente para nós, a tenebrosa Vontade e o Amor que temos pela matéria e sentimento defendidos (uma mística, às vezes necessariamente dogmática) dá-nos um fôlego de raiva e de novas provas a criar. É a loucura (fé) de querer jogar um corpo frágil, perante cegos e filisteus.
Que fique pela eternidade escrito e entendido que nunca houve cultos de superioridade. Não andamos a vender crenças por uns míseros votos de diferença (economicamente rentáveis). O que possuímos é definitivamente pessoal. Podem alguns ter náuseas pela nossa arrogante disputa, mas temos seguramente a honestidade do nosso lado. Somos imperadores do nosso desejo. De qualquer forma, é aos outros que apixonadamente nos dirigimos, aos amantes que sempre perseguiram este encontro.
Vamos tomar formas mais reais e dar solitude à separação que trazemos guardada, aos barcos ancorados que pela memória de todos os dias aguardam a ordem e o canto final. Fica a promessa, e o nevoeiro, que cabe a nós dissipar.

Responsabilidade de edição: Musiconovistas de Portugal
Grafismo e orientação estética: João Carlos I. Reis
Algumas imagens (pinturas) originais: Paulo Veríssimo
Fotografia e imagenm - colaboração: Fernando Santos Marques, Luís A. L. Freixo e Maria Augusta Nunes.
Impressão: offset Repro 2000, Campo Grande - Lisboa
Tiragem total do número anterior: 600 exemplares
Preço de cada exemplar via CTT: 40$00 + selo de 16$00
Informações: tel. 9811166 (de segunda a sábado entre as 14h e as 15h - rede de Lisboa)
Correspondência e colaboração: Apartado 235 - 2675 Odivelas
Rua Doutor Sousa lote 1, 2º dto. - 2300 Tomar
Apartado 420 - 40007 Porto Codex

Nota: a edição de '...DA FRENTE' é aperiódica
. sem intuitos comerciais

Pontos de venda:
Odivelas: Livraria Semântica, Rua D. Dinis
Lisboa: Tabacaria Mázi no C. Comercial Imaviz; Tabacaria do C. Comercial Apolo 70; Livraria Castil no C. Comercial de Alvalade
Porto: Livraria Bertrand e Discoteca Parágrafop no Shopping Center Brasília; MC/Discoteca, Rua Passos Manuel; Discoteca Tubitek, Praça D. João I; Papelaria O Cachimbo, Parque Residencial do Luso/lima 5; Musitek no Centro Comercial de Ermesinde
Tomar: Os Nossos Amores - Fotocópias, C. Comercial Templários.

Conteúdo (entrevistas, artigos, textos, poemas e reportagens)
GNR
Cocteau Twins
This Mortal Coil
Dalis Car
The Smiths
Novo Rock Ao Vivo - II Ciclo no Porto
Leonard Cohen
Tones On Tail
Lista da Frente - nº 0
Bauhaus
Ezra Pound e a Loucura
Han-Hau e Deus da Guerra: nomes para uma outra realidade encarnada
Dos Crepúsculos
. «cilada»
Tom Waits
Soltas
. The Cult; Once in a Blue Moon; Green on Red; Julian Cope; Cocteau Twins
1984: música nova, em balanço
O Corpo Bauhaus
Rita Mitsouko
Jad Wio
Echo & The Bunnymen
O Lirismo
. violação orgástica
Os Afluentes Belgas
Art Of Noise

This Mortal Coil
Vale A Pena Amar

Quando em Portugal foi editado o primeiro máxi dos This Mortal Coil, o coração de muitos apaixonados foi finalmente acalmado, contudo hoje está de novo exaltadio, e mais do que nunca por causa de "It'll End In Tears" (LP), já para não falar da outra pérola "Kangaroo" (EP. Funcionando sem base fixa, senão aquela que vem de Ivo (mestre da 4AD), os TMC são a natureza de um luar ilimitado pela paixão. Os símbolos celestes são nossos, face à quebra daquele muro sombrio que os amantes do heavy montam na beleza crepuscular dos raios finos da fé. Amar os TMC, é amar o nada e amar o tudo. É viver como ospoetas, num enigma que os enaltece. À simplicidade predisposta assume-se linguagem sonhadora e melancolia própria da alma.
O princípio dos sons é o fim das nossas ansiedades. Um momento apenas transporta-nos ao silêncio da noite, uma curta audição acrescenta ao momento vivido, minutos vários de beleza e de sonho, como um sussurro.
Amar as folhas que nascem na primavera é amar o eco dos jardins dos sons, amar as janelas entreabertas por onde saem os sons sem fronteiras da nossa escolha.
Fernando Marques

Lista da Frente
Ainda a título experimental, esta é a primeira LISTA DA FRENTE nº 0, resultado das primeiras indicações preferenciais que recebemos. Sem se enquadrar no carácter repetitivo e vicioso dos tops, a LF é no entanto, e necessariamente, um esquema ordenado de temas/canções.
Continuem a enviar cupões, distinguindo os '10' da vossa preferência entre o ano de 1980/85...
. Perfomance / Tones on Tail
. Faith (live / The Cure
. Head Hang Low / Julian Cope
. The Killing Moon / Echo & The Bunnymen
. Song to The Siren / This Mortal Coil
. Atmosphere / Joy Division
. Ivo / Cocteau Twins
. Slice Of Life / Bauhaus
. Red Army Blues / Waterboys
. Real Around The Fountain / The Smiths
. Thieve Like Us / New Order
. Stars Are Stars / Echo & The Bunnymen
. It Ain't Necessarily So / Bronski Beat
. Sixteen Days - Gathering Dust / This Mortal Coil
. Passion Of Lovers / Bauhaus
. Walk Away / Sisters of Mercy
. Love My Way / Psychedelic Furs
. Bad / U2
. Instincts / Romeo Void
. Real Life / Tones On Tail
. Lorelei / Cocteau Twins
. Spiritwalker / The Cult
. The Power Of Love / Frankie Goes To Hollywood
. 2000 Light Years From Home / Danse Society
. I Know Is True But I'm Sorry To Say / Violent Femmes
. New England / Billy Bragg
. Ceremony / New Order
. Love Cats / The Cure
. Porta do Sol / Sétima Legião
. Love Song / Simple Minds
. The Eternal / Joy Division
. Each And Everyone / Everything But The Girl
. O Slow Que Veio Do Frio / Grupo Nove De Rock (GNR)
. Take My Hand / In Tua Nua
. Close To The Edit / Art Of Noise


1984: música nova, em balanço
Esta lista não é a prova definitiva dos grandes nomes de 84.
Será antes a imagem das paixões que nutrimos, com a ingratidão de não podermos ter amado e julgado todas as obras que de facto o mereceram.
LÁ FORA

                                                                  Morrisey, The Smiths

. grupo - The Smiths
. revelação - The Smiths - alternativa: Everything But The Girl
. esperança - Very Things
. decepção - David Bowie
. canção/tema: Venceremos / Working Week
    alternativa: 1. Take My Hand / In Tua Nua
           2. Free Nelson Mandela / Special A.K.A.
. disco - Treasure / Cocteau Twins
    alternativa: 1. From The Gardens Where We Feel Secure / Virginia Astley
           2. Who's Affraid Of... / Art Of Noise
. vídeo - Pictures On My Wall / Echo & The Bunnymen
    alternativa: 1. A Factory Vídeo / Vários

PORTUGAL

                                                              R. Reininho, GNR

. grupo - GNR
. revelação - Ocaso Épico
    alternativa: 1. Neo-Mono-Var
. esperança
. decepção - Heróis do Mar
. espectáculo - Echo & The Bunnymen
. canção/tema - Porta do Sol / Sétima Legião
    alternativa: 1. Muçulmania / GNR
           2. Pois Que Deus Assim O Quis / Sétima Legião
. disco - A Um Deus Desconhecido / Sétima Legião

O Lirismo
violação orgástica

Vamos ter piedade dos doentes e dar-lhes a ordem!
Morte aos piedosos!
Deixem-me! Deixem-me espalhar o terror!

As mães belas ainda desejadas
e o pai belo possuir o seu corpo

Patricidas e matricidas; incondenáveis
imperadores do crime; matá-los quem queira

Amar um pai nunca é tão importante
como dormir em cemitérios incendiados

Há quem deseje para si o nevoeiro e a violação
A beleza é tão grande que não caberá no céu

Porque a atmosfera se ufana de flores e gatos
nas bolhas de sal há duendes longínquos

Longe a Britânica e deus merece piedade
um filho amava os seios e vagina da mãe

um filho acidental
é o único que sabe dormir em luas e pianos
HUITZILOTPOCHIL
Jorge Ferraz Martins




28.2.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (33) - Enfim SOS - Nº 2 - Maio de 1986


Enfim Sos
Mensal
Ano 1
Número 2
Maio 86
50 Escudos
20 páginas policopiadas e agrafadas




Contactos: Rua Coelho da Rocha, Nº46, 1ºDto. 1200 Lisboa
Coordenadores: Luz Fernandes, Maria João Guerreiro e Rui Vargas
Neste número colaboraram: Carlos Manso, Fernando Oliveira, Essa Entente, Filipe Guilherme, Jaime Guedes Lebre, João Luís, Jorge Ferraz Martins, Leba Edneser, Luís Pina Amaro, Maria João Serra, Mler Ife Dada, Paulo Duarte, Tiago Lopes, Isabel Brás.

O Charme Indiscreto, Inexistente e Bostoso da Crítica Musical em Portugal; (A Moderna, Que Eu Conheço...).
Jorge Ferraz Martins
Prefácio
Minha Grelha Teórica (?) (?) (?)..., etc,...: Irresponsabilidade nem a assumindo nem obrigação no proposto inantingivelmente inteiro único Absoluto e Absolutamente Na Surpresa Será Ponto de Interogação Sei Lá.
Texto
Esta crítica tem pavor de chocolate à música, a dita coisa sonora e os seus fazedores. Se tanto os fazedores como a sua coisa sonora não forem certas representações em seus papéis, se não preencherem as pré-requisitadas estruturas, haverá que tentar escapar rapidamente, cobardemente, da ira ciclópica da crítica. É evidente que esta adquiriu suas pré-requisitadas estruturas na loja do bairro (a preços mais baixos) ou na universidade (entre cabeças pensantes e a peso de ouro, porque aqui aquelas são difíceis de conseguir, e têm imensa procura).
A crítica: suas cabeças fedorentemente sérias e afectadas na importância (dos críticos, claro), como intelectuais que possuem a consciência do vital e transcendente momento histórico, a coisa sonora e tudo. Dizia eu que suas cabeças fedorentas são uma manta de retalhos que lhes garante SOBREVIVÊNCIA. Manta de retalhos que nem é Kitsch porque não é uso abusivo, nem dinâmica esporádica ou incongruentemente excessiva.
O nosso mundo produz sem desejo uma admirável e idiota inconsciência, partindo de interrelações entre estúpidas consciências; profunda dinâmica; inconstante diletância, incertamente séria.
O crítico: come porcinamente os restos jazentes do nosso e úncio mundo.
Numa lógica malabarista posso e quero afirmar que o crítico está sempre a digerir consciências datadas e jazentes, num esforço hercúleo para não perder o comboio da dita inteligência, pois é no ingerir de pouca coisa de cada tipo de restos que a sua estupidez sobrevive.
Isto tem duas funções: comer pouco para o estômago sobreviver sempre à mudança; comer pouco porque não compreende nada e as ideias podiam-lhe provocar uma cósmica indigestão. Finalmente: explicam-se mal e isso atrasa-os irremediavelmente; cagam facilmente e de olhos fechados.
Chamam sempre originais e significativas em valor às últimas e atrasadas modas, seja o revivalismo ou a originalidade. Ah,... Gostam da pertinência (?) e têm horror ao gosto das massas somente porque aí eles são pura e simplesmente dispensados.
Valorização do seu trabalho: perspectivar as possibilidades de desenvolvimento da coisa. Primeiro: não o conseguem fazer. Segundo: mesmo que o conseguissem isso seria uma classificação, algo relativo pois aquele e este são jogo de relações mais ou menos identificáveis ou definidos com unidades constituintes, numa escolha padronizada!
Que lindo! O crítico a fazer meninos por interposta pessoa. Impotentes! Freud, patriarca mentiroso, tanto a responder por estes horrorosos e voyeurs que apelidam os outros de "Produto de condições identificáveis", numa raivinha invejosa!
Depois: desancam os que fazem coisas sonoras por copiarem ideias importadas, ou de certo tempo, ou por possuírem uma originalidade diferente daquela que estupidamente, paradoxalmente, querem impor. Um dos problemas dos críticos é que a originalidade para eles se mede em espaço e tempo, para poderem recitar os seus ideais (?), de preferência divinos (porque Deus ou outra coisa qualquer manda...), e inclusivé de coisas extrasonoras para a complicação ser maior, como por exemplo a originalidade definida, como ela é feita (porque é considerada como o importante) nos livros dos esteticistas alemães (não; é filosófos e estetas), no caso clássico e de outros, modernos, que eu na minha ignorância desconheço.
Atenção ao charme!
Olhem que o valor se esvai rapidamente.
Oh seus maricas! que usam pilinhas de borracha e louça e se amedrontam todos em presença dum real caralho! mesmo quando metem no cú essas pilinhas fecham os olhos e dizem: "não quero ver"!
E vive a crítica feliz para sempre!
Falta-lhe irremediavelmente a beleza do charme, mesmo o de estarem na Moda, em Moda... E saberem-se...
Os reis vão nús... e o povo ri-se...
Ah, Esqueci-me de definir charme!...
Jorge Ferraz Martins (O Terror da crítica. Porque diz nada sobre nada)



Entrevista SOS
Carlos Manso
Os LINHA GERAL têm um papel político, assumido e não escondido que tem a ver com a posição de cada um, em particular, e que conseguimos sintetizar, no grupo, por uma atitude de fundo em relação à sociedade. Temos uma ideia também comum de uma certa esperança numa outra sociedade muito difícil de concretizar. De qualquer modo, lutamos e sonhamos com ela, seja ou não difícil de alcançar.
Hoje, é preciso, no mundo, haver de novo tertúlias, pessoas que se encontrem no café e discutam ideias.
Há necessidade de uma nova militância política que não esteja dentro dos partidos políticos tradicionais, de esquerda e de centro-esquerda.
O Rock é muito mais uma forma de contenção do que de subversão. Claro que há excepções.
O Rock, tal como foi criado, não liberta. Foi feito essencialmente para converter os que queriam pôr-se de fora, é uma forma acessível de colocar na dança as energias que podem muito bem ser dispendidas noutras coisas mais interessantes como, por exemplo, em manifestações violentas ou a fazer sexo.
O Rock pode ser uma forma de confraternizar debaixo de bandeiras que não são as deste sistema ou desta forma de viver.
Se a Red Wedge luta contra Thattcher do ponto de vista económico e político, os portugueses podiam fazer o mesmo. Há bandas que fazem isso de uma forma não aberta, porque ainda não criaram um espaço e uma sigla para se juntarem. No entanto, não lhes fazia mal nenhum e não seria copiar os ingleses.
Em Portugal já existem bandas que têm atitudes políticas contra o Governo. Não o dizem muito abertamente, porque há um certo pudor contra isso.
Há pudor em dizer que se é de esquerda ou de direita. Há pudor em dizer que se é fascista ou democrata. Há pudor contra tudo. Acho que se tem de tomar posições.
Não acredito no espírito europeísta. É uma treta que quando nasceu era bela.
Hoje a bandeira europeia é a da subjugação dos países da Europa às garndes potências europeias.
Acho que é necessário a nível do governo, se houvesse uma réstea de patriotismo, começar desde já uma luta enorme para apoiar e defender a nossa língua e a nossa cultura.
Depende de nós, dos artistas e das pessoas que se preocupam com a cultura, tentar lutar, pelo menos, pela tradição da nossa cultura.
No Casal Ventoso ou no Bairro da Serafina existe uma forma de cultura que não se integra neste sistema.
Existe uma militância alternativa aos partidos políticos. Aliás, é o factor mais imporatante de determinante do movimento social, na Europa, no final dos anos 70 e 80.
O que é certo é que existe, à margem da política estabelecida em toda a Europa e em todo o mundo, um movimento radical e violento que não está definido. É tão importante que está a abanar e a pôr em causa este sistema.
O ódio é disperso, ainda é disperso. Antes que ele se organize, o sistema luta contra ele.
Não existe uma democaracia europeia. Aliás, há uma tendência para o aumento da repressão, com a justificação de acabar com o terorismo e os excessos juvenis. Há uma tendência para radicalizar, para cortar ou limitar a democracia.
É inconcebível haver democarcia com fome, salários em atraso e jovens no desemprego. A palavra democaracia, para mim, é mais profunda e muito mais complexa do que aquela que utilizam os políticos europeus.
O ataque à Líbia foi uma atitude de fraqueza, porque o que está na ordem do dia é o terrorismo.
Um país que apoia e receb os palestinianos, é um país sensível. O que iria acontecer, neste momento, aos palestinianos se ninguém os apoiasse? Eles têm de estar lá e ser treinados para poderem lutar pela sua causa que é justíssima.





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...