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6.2.25

Livros sobre música que vale a pena ler - Cromo #115: Jean-François Micard - "Industrial"


 

autor: Jean-François Micard (Sélection / Labels)
título: Industrial
editora: Signal Zero Éditions
nº de páginas: 72
isbn: 978-2-9589242-1-8
data: 2023 - Novembro
1ª Edição



Índice - Editoras
de música industrial catalogadas no livro.
Por cada editora tem um resumo histórico, a lista das bandas e edições mais importantes.

Industrial Records;

Mute;

Extreme;

Cthulhu Records;

Broken Flag;

Steinklang Industries;

Staalplaat;

Old Europa Café;

Tesco Organisation;

Cold Meat Industry;

Cold Spring;

Nuit Et Brouillard;

Daft Records; 

Loki Foundation; 

Ant-Zen; 

Hands Productions; 

Drone Records; 

Spectre; 

Divine Comedy Records; 

Hospital Productions; 

Audiotrauma; Frozen Empire Media; 

Vinyl-On-Demand; 

Ad Noiseam; 

Chrondritic Sound; 

War Office Propaganda / Rage In Eden; 

Tympanik Audio; 

Poshh Isolation; 

Jartecknet; 

X-Img.

 

Sous Le Radar #001 – Industrial est publié par Signal Zero Editions

(Association Loi 1901).

Création graphique: Signal Zero & Michael Kawiecki – www.mkcreation.fr

Relecture et correction: Maelle Cadoret

Imprimé en France

Priz TTC: 9€ ( na contracapa, no canto inferior esquerdo)

978-2-9589242-1-8

Dépôt legal: Novermbre 2023




29.6.15

Descoberta bandcamp da semana - 28.06.2015 a 03.07.2015 - nnord


Acho que não têm nada físico editado, mas a sua música é admirável.
Nesta página podem ter acesso aos 6 trabalhos em nome próprio:
https://nnord.bandcamp.com/
Nesta outra estão ainda mais algumas colaborações:
https://winteralternativerecords.bandcamp.com/
Vou comprar todos!!!






Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (92) - Elegy - Nº 32


Elegy
Nº 32
Fevereiro / Março de 2004
Magazine + CD: 7€
100 páginas
um pouco maior que A4 ( a cores - papel de luxo brilhante, peso normal, capa mais pesado)


Einstürzende Neubauten,
Ar Líquido

Os Einstürzende Neubauten reentraram no circuito da Mute depois de terem ensaiado a autoprodução graças ao método de subscrição lançado através da Internet no ano passado. Não se trata verdadeiramente de um regresso ao ponto de partida, pois para este "Perpetuum Mobile", o novo álbum do quinteto, os subscritores terão também a oportunidade de reservar a sua parcela!





Perpetuum Mobile, novo álbum dos berlinenses, é baseado em dois princípios, o movimento, quer espacial quer temporal, daí a forte utilização de instrumentos de sopro. Se antes nos habituámos ao som dos compressores, aqui os prazeres são tornados mais fluidos.
- Vocês voltaram a assinar novamente pela Mute para a saída deste álbum em larga escala. Porquê?
Blixa Bargeld - Simplesmente porque todo o dinheiro da subscrição se gastou na gravação. Não nos restava nada, tínhamos de procurar uma editora, para espanto nosso e mau-grado os nossos anos de experiência nós tivemos que fazê-lo.
- Mas não foram procurar muito longe. Negociaram com Daniel Miller?
. É um facto. Mas, hoje em dia as editoras não têm tanto dinheiro como tinham há alguns anos.
Perpetuum Mobile é uma espécie de diário de bordo; utilizaste as tuas notas de viagem para escrever os textos?
. Sim, utilizei, em parte, as notas recolhidas ao longo das minhas viagens um pouco por todo o álbum.
- Duma certa forma Perpetuum Mobile parece estar na veia do teu Recycled Soundtrack, adicionando-lhe o modo "canção"...
. Não há uma única faixa cantada em Recycled Soundtrack!
- Sim, ams falava da ambiência. Ele está mais próximo, em todo o caso, sem a inércia, de "Ende Neu" do que de "Silence Is Sexy"...
. Não, eu não percebo bem que tu não sejas o primeiro a dizer-me isso, eu não vejo sentido nenhum nessa afirmação. É muito pessoal como abordfagem. Este álbum é muito diferente.
- Que é feito do álbum de Alexander Hacke que devia consistir em gravações de som feitas à volta do mundo, como as gravações de um lago gelado ou de cantos xamãnicos?
. Penso que é melhor perguntar-lhe a ele.
- Sobre o trabalho "Perpetuum Mobile", dizes que levas contigo a tua máquina de vreme gelado invisível, o quer isso dizer?
. De facto, há um erro, é a minha máquina de gelo. Faz parte das coisas com que nós ficamos para sempre, como as ideias. Eu tinha um frigorífico com um distribuidor de cubos de gelo, o que não era corrente na época. Isso fazia-me ficar, então, muito orgulhoso.




- Dizes também ter contigo o teu Zeppelin privado invisível...
. Eu gostaria mesmo de ter o meu próprio Zeppelin. Creio que é um meio de transporte aéreo verdadeiramente muito confortável, e deve ser também muito agradável estar dentro de um Zeppelin, de passar algum tempo dentro dos vapores de álcool no interior de um Zeppelin.
- E isso não será perigoso?
. Perigoso?
- Podes pegar fogo...
. Não, isso não é verdade. O Hindenburg pegou fogo não por causa do gás mas da pintura utilizada no revestimento exterior. Em seguida eles utilizaram - não me perguntes o nome - gás inflamável. Foi o embargo americano contra a Alemanha que os obrigou a usar o hidrogénio. Ah, foi o hélio que utilizaram à frente! A causa verdadeira foi uma tempestade, a nave ficou carregada electricamente, uma vez que tinham virado a âncora contra o sol, o que fez aquecer a camada de laca externa do dirigível. Nos nossos dias, nenhuma espécie de Zeppelin é feito com materiais inflamáveis, pelo menos na sua fase de concepção. (NDR: um estudo da Nasa sobre os detritos confirma o facto que é o invólucro que se inflamou a seguir à tempestade, por causa de uma descarga eléctrostática muito forte da carcaça. A utilização de hélio, ainda que seja menos inflamável que o hidrogénio, não altera nada). Adoraria ter o meu Zeppelin pessoal!
- Com um palco lá montado, não?
. Sim, isso seria muito bom também. E sabes que mais, tu poderias fazer uma actuação lá dentro também. Acho que poderíamos fazer bom material com este cenário.
- Encontramos de novo os metais e as cordas neste álbum...
. Sim, os metais e as cordas têm qualidades particulares que são difíceis de encontrar por um grupo como o nosso, muito baseado nos elementos percussivos. Nós não temos, dessa forma, instrumentos que produzam notas longas, pode ser que isso aconteça neste álbum, onde há muitos instrumentos de sopro (NDR: Blixa reproduz o som da respiração através de um tubo). Em geral tudo é curto. Se tu tocas notas mais longas, tens de fazê-lo com teclados, cordas ou metais.
- Por vezes com a guitarra?
. O quê? O "iiiiiiii"? Sim, é algo que eu faço por vezes.
- Um dos pontos chave da subscrição era que os apoiantes poderiam dar a sua opinião e sugestões sobre as composições em curso. Como correu essa interacção?
. Eu não falaria de interacção. Em todo o caso, eu diria que eles sacrificaram uma grande parte do seu tempo a ser testemunhas do que se passava, eles davam-nos muita atenção. Também faziam muitos comentários àquilo que fazíamos, o que foi de um grande valor, excepcional, mesmo. Mas não chegaria ao ponto de dizer que houve uma interacção, é um mau termo. Eu creio que correspondeu mais ao facto de dar a escutar uma mistura ainda em bruto a amigos, ou de lhes mostrar extractos de textos. E, assim, receber os seus comentários e ideias em troca. Eu tento evitar ao máximo essa palavra "interactivo".
- Porque é um termo da moda, nesta altura?
. Porque soa oco. Ninguém sabe na verdade o que quer dizer.
- Sem esses fãs, vocês teriam editado na mesma a faixa "Ein Seltener Vogel"?
. Sim, a uma certa altura ele seria abandonado.
- Quantas faixas passam o crivo habitualmente?
. Muitos mais, habitualmente. Ficam sempre alguns temas que não chegamos a acabar, mas no caso de "Ein Seltener Vogel", há o facto de conter uma improvisão ao vivo. Ensaiámos depois reproduzir e tentar melhorar o que se passou naquela noite. Acabámos por ir parar a um beco sem saída, aquilo não avançava. Não fazia sentido, não era bom. Estive quase a abandonar esse tema, e disse: "OK, avancemos, ideia seguinte". Mas os subscritores insistiram de tal forma, eles não pararam de nos colocar questões, até que o grupo foi obrigado a reexaminá-lo. "Que há de mau na vossa forma de o tocar actualmente?". "Porque é que isso não avança?". Uma vez analisado o que estava errado, nós fomos capazes então de o continuara tocar, já de uma maneira melhor. Subitamente, houve um clique, e tudo começou a avançar. Agora, estamos contens.
- Tens uma relação particular com os vulcões? Já houve "Armenia" em Zeichnungen des Patienten O.T. e agora "Ein Seltener Vogel", onde é tratado o monte Ararat, que não é muito longe geograficamente...
. Vulcão? Não estou a ver... Em "Armenia" é mesmo uma questão de vulcão. A referência a o monte Ararat saiu assim, de improviso. É o lugar em que possivelmente foi construída a arca de Noé.
- É também um vulcão adormecido...
. Como isso é interessante... Não o sabia.
- Contém também essa noção de desaparecimento, nada é imutável, os dinossauros podem desaparecer... EN não correm um risco de se tornar num no seu percurso?
. Não, nós não nos transformaremos num, felizmente, com a partida de Mufti (NDR: F.M.Einheit), essa ideia desapareceu. Nós não estávamos de acordo sobre o modo como deveríamos considerar as coisas, ele via qualquer coisa de grandioso. Eu não penso que um dia sejamos uns dinossauros como os U2.
- Tu foste sempre um apaixonado pela Astronomia, ou aqui as referências às estrelas têm mais a ver com o Marte Ataca do que com Copérnico...
. Não é tanto assim. O "A vida noutros planetas deve ser difícil" vem de facto de uma conferência de imprensa que demos na América do Suil. Alguém perguntou: "Que pensa da vida noutros planetas?" E eu respondi que ela deve ser difícil, mas eu pensava na vida ela mesma, como ela se apresenta no nosso planeta.
- Onde é que vão tocar aqui em França? Para GrünStuck", a segunda fase da subscrição (que é também o nome do do título final do álbum), vocês deixam entender que irão tocar em locais inabituais)
. Iremos tocar no Bataclan de novo. A respeito de GrüdStuck, é preciso que nos dêm tempo para trabalhar antes de tenatr saber onde terá lugar.

Entrevista de François Marlier





Discografia Seleccionada:
2004 - Perpetuum Mobile
2004 - Supporter's Album 1
2002 - 9-15-2000 Brussles
2000 - Silence Is Sexy
1996 - Ende Neu
1993 - Tabula Rasa
1989 - Haus Der Lüge
1987 - Fünf Auf Der Nach Oben Offenen Richterskala
1985 - 1/2 Mensch
1983 - Ziechnugen Des Patienten O.T.
1981 - Kollaps







9.4.14

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #46: Pierre Schaeffer (tradução para inglês de Christine North e John Dack) - "In Search Of A Concrete Music"


autor: Pierre Schaeffer (tradução para inglês de Christine North e John Dack)
título: In Search Of A Concrete Music
editora: University of California Press
nº de páginas: 225
isbn:978-0-520-26574-5
data: 2012 - original, em francês, de 1952




sinopse: 

"In Search of a Concrete Music", de Pierre Schaeffer's é há muito considerado um texto clássico sobre música electroacústica e gravação de sons. Agora, o trabalho pioneiro de Schaeffer - ao mesmo tempo um diário das suas experiências na composição de som e um tratado sobre a razão de ser da "música concreta", está disponível pela primeira vez em inglês. As teorias de Scheffer tiveram uma profunda influência em compositores que trabalham com meios tecnológicos. Contudo, elas estendem-se para além dos confins do estúdio e são aplicáveis a muitas áreas do pensamento sobre a musica contemporânea, tal como a definição de "instrumento" e clasificação de sons. Schaeffer também começou a tornar-se cada vez mais relevante para os DJs e produtores de Hip-Hop assim como para os artistas multimédia baseados no som.

"Poucos livros descrevem com tamanha precisão a evolução dos pensamentos e conceitos por detrás da invenção de uma nova música como "In Search of a Concrete Music". Neste livro Scheffer desvenda os maiores problemas filosóficos da música da segunda metade do século XX."
Daniel Teruggi, Presidente do Institut National de L'Audiovisuel, Groupe de Recherches Musicales, Paris.

"Um olhar fascinante sobre a mente de Pierre Schaeffer, o criador do primeiro tipo de música electroacústica - a música concreta - aqui numa tradução cinco estrelas"
Marc Battier, Université Paris-Sorbonne

"Os escritos de Pierre Schaeffer são fundamentais para a nossa compreensão da música do século XX em geral e toda a arte sonora que utiliza a tecnologia."
Simon Emmerson, DE Montfort University

O compositor Pierre Schaeffer (1910-1995) foi o inventor da música concreta - música criada pela combinação e manipulação de sons gravados, em vez de tocados em instrumentos musicais convencionais. Christine North está reformada como Professora Senior da French Middlesex University. John Dack é um antigo Investigador Senior e Director do Departamento de Artes Sonoras, na Middlesex University.






4.12.08

Laurent Pernice - Details




LINK
Laurent Pernice foi um francês que chegou a obter serta notoriedade na ressaca do punk, naquela época que se cnvencionou chamar de post-punk, à falta de melhor denominação para um movimento cuja raiz /o punk) rapidamente degenerou numa infinidade de ramificações. O industrial foi uma dela e é aqui que Laurent Pernice assentou arraiais, de parceria com grupos como Zero Kama, O Yuki Conjugate e toda uma série de grupos sediados em editoras como a LAYLAH, Touch, Sub Rosa e a "sua" Permis de Cosntruire, entre outras.
A sua música situa-se mais no chamdo industrial ambiental, por oposição ao industrail noise ou "drone" de grupos como os Nurse With Wound, Throbbing Gristle, etc. É uma música que, baseada em bora nos artefactos electrónicso, bebe da música ambiental, da dark-folk-ritual e com algumas tonalidades arabizantes, á laia de uns Muslimgauze.
Estes grupos tiveram a sua época e de então para cá nunca mais se ouviu falar de Laurent Pernice. Eu pelo menos não ouvi, embora tenha de dar a mão à palmatória: ainda não o googlei.
Todavia esta é uma música que ainda hoje se ouve com agrado, até como pano de fundo ambiental, embora não seja essa a asua função esencial.
Dados:
Autor: Laurent Pernice
Título: Details
Ano: 1987-1988
Editora: Permis de Cosntruire
País: França
Nº Catálogo: PER 010
Faixas:
Lado 1 do LP
1. Plan de Coupe - 4.30
2. Vue Axonometrique - 5.37
3. Chanson D'Amour - 5.03
4. Detail - 1.02
Lado 2 do LP
1. Bout Portant - 5.21
2. Des Agregats - 6.50
3. Situation -5.42
4. Sur La Terre... - 4.25




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