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8.1.18

Crepusculi Aurora - fanzine - free download


Crepusculi Aurora foi um excelente fanzine de que, infelizmente, apenas saiu um único número - Novembro de 1998.
Embora prevista a sua continuidade, o principal impulsionador (Luís Couto - The Joy Of Nature, Teatro Grotesco, The Joy Of Nature And Discipline) dedicou-se a outros afazeres (produzir música) e o número seguinte nunca chegou a sair.
Já aqui o recenseámos, em post anterior, e agora aqui fica a sua digitalização em pdf, pronta para quem pretender fazer o seu download.
Entre muitos outros motivos de interesse e muitas recensões críticas a discos, sobressaem as excelentes e longas entrevistas / artigos (raridades) sobre a editora Forgotten Blood e os The Moon Lay Hidden.
Uma revista a ler com muita atenção.


Crepusculi Aurora (bem paginado) by luisje on Scribd



link MEGA






9.4.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (202) - Crepusculi Aurora - #1


Crepusculi Aurora
#1 - Fevereiro 1998
Fanzine de produção cuidada.
40 páginas encadernadas, A5
Papel branco "grosso" , tudo a p/b, excepto capa e página 2.


Editorial
Inicialmente previsto para sair no Solstício de Inverno do ano transacto, só agora, e devido a atrasos de diversa ordem, sai o primeiro número de Crepusculi Aurora.
A intenção foi, e continua a ser, apresentar uma publicação que represente uma alternativa à cultura de massas e à aridez criativa e espiritual da nossa sociedade, através da divulgação das raízes culturais europeias e de formas artísticas (nomeadamente música, poesia e fotografia) que se enquadrem no rferido espírito da publicação.
Talvez as minhas intenções não tenham ganho forma da maneira que eu próprio mais apreciaria. Mas, mais do que a mim, cabe a vós uma análise crítica sobre esta publicação.
Finalmente, os meus agradecimentos a todos aqueles que tornaram possível a sua edição. Um agradecimento especial ao Rui Resendes, Ricardo Machado, Rui C. e B. Ardo.
Bom apetite!
Luís Couto
Ponta Delgada
Açores


Allerseelen


 Foi em 1989 que Kadmon, depois de uma breve passagem pelos Zero Kama e de ter sido D.J. em Viena, virou-se para a criação pessoal, tendo fundado o projecto musical Allerseeelen. Influenciado pela corrente das músicas industriais - de DAF a Throbbing Gristle - a música de Allerseelen transcende as limitações da música industrial, acrescentando-lhe novas sonoridades (numa entrevista à publicação "Nursery", Kadmon revelou que, para além do seu interesse na música industrial, também ouve muita música do Tibete, de Marrocos e da Idade Média) e um pulsar orgânico, aventurando-se por caminhos rituais pós-industriais.
Allerseelen significa "festa dos mortos" em austríaco. A festa dos mortos é uma festividade celta, celebrada na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, que marca o início do ano celta. Nesta noite, o tempo não pertence nem ao ano que passou nem ao que se inicia, repetindo-se esta indistinção na ausência de fronteiras entre o reino dos mortos e o dos vivos.
As primeiras obras de Allerseelen foram apresentadas em cassete que, na altura, era um dos principais, para não dizer o principal, meio de difusão de novas sonoridades.
Desta fase ficaram quatro registos: "Autdaruta", dedicado ao xamã com o mesmo nome que perdeu todos os seus poderes mágicos após a sua conversão às crenças cristãs, e que consiste em rituais sonoros criados com instrumentos como flauta, ossos, baixo, sintetizador, lobos e corvos; "Schwartzer Rab", que é o acompanhamento musical de um drama teatral representado em Viena em 1989; "Requiem", baseado na "festa dos mortos" celta; e "Auslese", uma antologia de material apagado (principalmente) gravado em 1989.
"Cruor", editado em Julho de 1994, marca a estreia de Allerseelen em formato digital e é uma antologia que contém o melhor das cassetes anteriormente gravadas, e algumas faixas inéditas. A capa de "Cruor" mostra um santuário subterrâneo de Mithras em Roma e o próprio CD contém uma imagem da divindade Mithras sacrificando um touro.
Fevereiro de 1995 trouxe um novo CD "Gotos = Kalanda". As letras deste álbum foram retiradas de "Gotos = Kalanda", um ciclo de doze poemas espirituais dedicados aos doze meses do ano escritos pelo poeta e ocultista austríaco Karl Maria Wiligut (1866-1946). Estes poemas foram originalmente publicados no Solstício de Inverno de 1937 num pequeno folheto e testemunham um sereno vínculo pagão à terra e à natureza e uma grande confiança no curso da vida. A capa do CD mostra o salão de mármore do castelo de Wewelsburg: um quarto sagrado dodecagonal que se ergue sobre uma cripta também dodecagonal. No centro do quarto encontra-se o símbolo do "Sol Escuro" (Black Sun) com doze raios e doze runas. Este emblema simboliza a realidade invisível que se encontra por detrás das cenas do mundo visível e tornou-se no sinal distintivo de Allerseelen desde 1991.


No passado ano foi editado o terceiro CD - "Sturmlieder" (que também é o título de um dos volumes da fascinante publicação - Aorta - que Kadmon produz, e que trata de bruxas inglesas que conjuraram uma tempestade para prevenir um ataque aéreo alemão durante a 2ª Guerra Mundial) do qual poderão encontrar uma crítica neste número.
Para além dos trabalhos atrás referidos, vários temas de Allerseelen poderão ser encontrados em diversas compilações. Uma lista das participações de Allerseelen em compilações poderá ser encontrada na discografia fornecida no final.


Fora a sua actividade musical, Kadmon produz duas publicações cuja leitura recomendo vivamente - "Aorta" e "Ahnstern" (que não é mais do que uma continuação da referida "Aorta"). Ambas as publicações são bilingues (em alemão e inglês) e reflectem os seus interesses pessoais, misturando geralmente factos com reflexão pessoal. Cada volume de "Aorta" e "Ahnstern" é dedicado apenas a um assunto, apresentando, entre outros, trabalhos sobre o pintor alemão Fidus, as obras de Ernst Jünger sobre a 1ª Guerra Mundial, a artista surrealista Leonora Carrington, cerimónias católicas com origem em celebrações pagãs, o Mitraísmo, a escatologia na medicina e na alquimia, e entrevistas a figuras como o percussionista Z'ev, o realizador americano Kenneth Anger ou a Varg Vikernes (Burzum).
Influenciado pelos escritos e pelas ideias de Antonin Artaud, Friedrich Nietzsche, Aleister Crowley e Julius Evola (para só referir alguns), pelo surrealismo e por realizadores como Kenneth Anger, Jean Cocteau ou Alejandro Jodorowsky (que realizou o filme "Santa Sangre", que inspirou a faixa com o mesmo título, incluída na compilação Im Blutfeuer), Kadmon vê a sua arte como magia, considerando esta como o triunfo do espírito sobre a matéria e, consequentemente, sobre a estagnação.
Kadmon considera-se um trovador "tecnosófico", um trovador que faz uso das possibilidades tecnológicas do mundo moderno, de forma a reatar as cosmologias da antiguidade e da Idade Média. Para ele, uma atitude marcial, totalitária é essencial em todas as áreas da vida: é uma ética essencial para os artistas, para os Homens que buscam a espiritualidade, para todos aqueles que pesquisam debaixo da superfície, sobreviverem no nosso mundo decadente.
No mundo musical e cosmológico de Allerseelen há o encontro do mito com o mundo moderno, da tradição com o "avantgarde", do arcaísmo com a idade nuclear. Tanto o trabalho musical, como o desenvolvido nas suas publicações (que são duas expressões que se completam e enriquecem) fazem parte de um "avantgarde conservador" que projecta uma vitória sobre o materialismo plutocrático por uma nova religiosidade panteísta como existia na antiguidade pagã. Para Kadmon, a arte do futuro, a arte da sobrevivência, consiste em unir de novo os mundos da matéria e do espírito, da natureza e da cultura, do materialismo e da espiritualidade, mundos estes que estão separados há diversos séculos.



Discografia:
1994 "Cruor" CD
1995 "Gotos = Kalanda" CD
1997 "Sturmlieder" CD

Participações em compilações:
"Death Odors 1" com Santa Muerte
"Taste This 3" com Cruor
"Taste This 5" com Konnersreuth
"In Stahlgewittern" com Eiserne Avantgarde
"Im Blutfeuer" com Santa Sangre
"Onore Alle Arti" com Wintersonnenwende
"Knights Of Abyss" com Gibhard In Stahlgewittern
"Mysteria Mithrae" com Bluttaufe
"L'Ordre Et Le Chaos" com Brachmond

Nota: Recentemente, encontrei num catálogo uma compilação de nome "Rieffenstahl" com a participação de Allerseelen, só que não consegui descortinar com que tema participa. Há ainda a acrescentar as quatro cassetes referidas (que, com certeza, já estão todas esgotadas), um split 7" com Blood Axis (que se já não está esgotado, está a caminho de se esgotar) no qual participa com a faixa "Ernting" e a faixa "Sturmlieder" no CD de Mental Measuretech - "Songs From Neuropa".









8.3.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (179) - Darkwave (newsletter/catálogo/fanzine)


Darkwave
newsletter / catálogo / fanzine das editoras
Projekt + Hyperium + Relic + Cold Meat Indutry / Hypnobeat
36 páginas A5 a p/b, capa a laranja, tudo com muito boa apresentação.
1994 / 1995 (?)








21.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (168) - General Purpose Cassettes (catálogo)


General Purpose Cassettes

USA
catálogo
12 folhas A4, dobradas em A5, impressas só de um lado. Papel pesado e folhas em cores sortidas.













29.6.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (92) - Elegy - Nº 32


Elegy
Nº 32
Fevereiro / Março de 2004
Magazine + CD: 7€
100 páginas
um pouco maior que A4 ( a cores - papel de luxo brilhante, peso normal, capa mais pesado)


Einstürzende Neubauten,
Ar Líquido

Os Einstürzende Neubauten reentraram no circuito da Mute depois de terem ensaiado a autoprodução graças ao método de subscrição lançado através da Internet no ano passado. Não se trata verdadeiramente de um regresso ao ponto de partida, pois para este "Perpetuum Mobile", o novo álbum do quinteto, os subscritores terão também a oportunidade de reservar a sua parcela!





Perpetuum Mobile, novo álbum dos berlinenses, é baseado em dois princípios, o movimento, quer espacial quer temporal, daí a forte utilização de instrumentos de sopro. Se antes nos habituámos ao som dos compressores, aqui os prazeres são tornados mais fluidos.
- Vocês voltaram a assinar novamente pela Mute para a saída deste álbum em larga escala. Porquê?
Blixa Bargeld - Simplesmente porque todo o dinheiro da subscrição se gastou na gravação. Não nos restava nada, tínhamos de procurar uma editora, para espanto nosso e mau-grado os nossos anos de experiência nós tivemos que fazê-lo.
- Mas não foram procurar muito longe. Negociaram com Daniel Miller?
. É um facto. Mas, hoje em dia as editoras não têm tanto dinheiro como tinham há alguns anos.
Perpetuum Mobile é uma espécie de diário de bordo; utilizaste as tuas notas de viagem para escrever os textos?
. Sim, utilizei, em parte, as notas recolhidas ao longo das minhas viagens um pouco por todo o álbum.
- Duma certa forma Perpetuum Mobile parece estar na veia do teu Recycled Soundtrack, adicionando-lhe o modo "canção"...
. Não há uma única faixa cantada em Recycled Soundtrack!
- Sim, ams falava da ambiência. Ele está mais próximo, em todo o caso, sem a inércia, de "Ende Neu" do que de "Silence Is Sexy"...
. Não, eu não percebo bem que tu não sejas o primeiro a dizer-me isso, eu não vejo sentido nenhum nessa afirmação. É muito pessoal como abordfagem. Este álbum é muito diferente.
- Que é feito do álbum de Alexander Hacke que devia consistir em gravações de som feitas à volta do mundo, como as gravações de um lago gelado ou de cantos xamãnicos?
. Penso que é melhor perguntar-lhe a ele.
- Sobre o trabalho "Perpetuum Mobile", dizes que levas contigo a tua máquina de vreme gelado invisível, o quer isso dizer?
. De facto, há um erro, é a minha máquina de gelo. Faz parte das coisas com que nós ficamos para sempre, como as ideias. Eu tinha um frigorífico com um distribuidor de cubos de gelo, o que não era corrente na época. Isso fazia-me ficar, então, muito orgulhoso.




- Dizes também ter contigo o teu Zeppelin privado invisível...
. Eu gostaria mesmo de ter o meu próprio Zeppelin. Creio que é um meio de transporte aéreo verdadeiramente muito confortável, e deve ser também muito agradável estar dentro de um Zeppelin, de passar algum tempo dentro dos vapores de álcool no interior de um Zeppelin.
- E isso não será perigoso?
. Perigoso?
- Podes pegar fogo...
. Não, isso não é verdade. O Hindenburg pegou fogo não por causa do gás mas da pintura utilizada no revestimento exterior. Em seguida eles utilizaram - não me perguntes o nome - gás inflamável. Foi o embargo americano contra a Alemanha que os obrigou a usar o hidrogénio. Ah, foi o hélio que utilizaram à frente! A causa verdadeira foi uma tempestade, a nave ficou carregada electricamente, uma vez que tinham virado a âncora contra o sol, o que fez aquecer a camada de laca externa do dirigível. Nos nossos dias, nenhuma espécie de Zeppelin é feito com materiais inflamáveis, pelo menos na sua fase de concepção. (NDR: um estudo da Nasa sobre os detritos confirma o facto que é o invólucro que se inflamou a seguir à tempestade, por causa de uma descarga eléctrostática muito forte da carcaça. A utilização de hélio, ainda que seja menos inflamável que o hidrogénio, não altera nada). Adoraria ter o meu Zeppelin pessoal!
- Com um palco lá montado, não?
. Sim, isso seria muito bom também. E sabes que mais, tu poderias fazer uma actuação lá dentro também. Acho que poderíamos fazer bom material com este cenário.
- Encontramos de novo os metais e as cordas neste álbum...
. Sim, os metais e as cordas têm qualidades particulares que são difíceis de encontrar por um grupo como o nosso, muito baseado nos elementos percussivos. Nós não temos, dessa forma, instrumentos que produzam notas longas, pode ser que isso aconteça neste álbum, onde há muitos instrumentos de sopro (NDR: Blixa reproduz o som da respiração através de um tubo). Em geral tudo é curto. Se tu tocas notas mais longas, tens de fazê-lo com teclados, cordas ou metais.
- Por vezes com a guitarra?
. O quê? O "iiiiiiii"? Sim, é algo que eu faço por vezes.
- Um dos pontos chave da subscrição era que os apoiantes poderiam dar a sua opinião e sugestões sobre as composições em curso. Como correu essa interacção?
. Eu não falaria de interacção. Em todo o caso, eu diria que eles sacrificaram uma grande parte do seu tempo a ser testemunhas do que se passava, eles davam-nos muita atenção. Também faziam muitos comentários àquilo que fazíamos, o que foi de um grande valor, excepcional, mesmo. Mas não chegaria ao ponto de dizer que houve uma interacção, é um mau termo. Eu creio que correspondeu mais ao facto de dar a escutar uma mistura ainda em bruto a amigos, ou de lhes mostrar extractos de textos. E, assim, receber os seus comentários e ideias em troca. Eu tento evitar ao máximo essa palavra "interactivo".
- Porque é um termo da moda, nesta altura?
. Porque soa oco. Ninguém sabe na verdade o que quer dizer.
- Sem esses fãs, vocês teriam editado na mesma a faixa "Ein Seltener Vogel"?
. Sim, a uma certa altura ele seria abandonado.
- Quantas faixas passam o crivo habitualmente?
. Muitos mais, habitualmente. Ficam sempre alguns temas que não chegamos a acabar, mas no caso de "Ein Seltener Vogel", há o facto de conter uma improvisão ao vivo. Ensaiámos depois reproduzir e tentar melhorar o que se passou naquela noite. Acabámos por ir parar a um beco sem saída, aquilo não avançava. Não fazia sentido, não era bom. Estive quase a abandonar esse tema, e disse: "OK, avancemos, ideia seguinte". Mas os subscritores insistiram de tal forma, eles não pararam de nos colocar questões, até que o grupo foi obrigado a reexaminá-lo. "Que há de mau na vossa forma de o tocar actualmente?". "Porque é que isso não avança?". Uma vez analisado o que estava errado, nós fomos capazes então de o continuara tocar, já de uma maneira melhor. Subitamente, houve um clique, e tudo começou a avançar. Agora, estamos contens.
- Tens uma relação particular com os vulcões? Já houve "Armenia" em Zeichnungen des Patienten O.T. e agora "Ein Seltener Vogel", onde é tratado o monte Ararat, que não é muito longe geograficamente...
. Vulcão? Não estou a ver... Em "Armenia" é mesmo uma questão de vulcão. A referência a o monte Ararat saiu assim, de improviso. É o lugar em que possivelmente foi construída a arca de Noé.
- É também um vulcão adormecido...
. Como isso é interessante... Não o sabia.
- Contém também essa noção de desaparecimento, nada é imutável, os dinossauros podem desaparecer... EN não correm um risco de se tornar num no seu percurso?
. Não, nós não nos transformaremos num, felizmente, com a partida de Mufti (NDR: F.M.Einheit), essa ideia desapareceu. Nós não estávamos de acordo sobre o modo como deveríamos considerar as coisas, ele via qualquer coisa de grandioso. Eu não penso que um dia sejamos uns dinossauros como os U2.
- Tu foste sempre um apaixonado pela Astronomia, ou aqui as referências às estrelas têm mais a ver com o Marte Ataca do que com Copérnico...
. Não é tanto assim. O "A vida noutros planetas deve ser difícil" vem de facto de uma conferência de imprensa que demos na América do Suil. Alguém perguntou: "Que pensa da vida noutros planetas?" E eu respondi que ela deve ser difícil, mas eu pensava na vida ela mesma, como ela se apresenta no nosso planeta.
- Onde é que vão tocar aqui em França? Para GrünStuck", a segunda fase da subscrição (que é também o nome do do título final do álbum), vocês deixam entender que irão tocar em locais inabituais)
. Iremos tocar no Bataclan de novo. A respeito de GrüdStuck, é preciso que nos dêm tempo para trabalhar antes de tenatr saber onde terá lugar.

Entrevista de François Marlier





Discografia Seleccionada:
2004 - Perpetuum Mobile
2004 - Supporter's Album 1
2002 - 9-15-2000 Brussles
2000 - Silence Is Sexy
1996 - Ende Neu
1993 - Tabula Rasa
1989 - Haus Der Lüge
1987 - Fünf Auf Der Nach Oben Offenen Richterskala
1985 - 1/2 Mensch
1983 - Ziechnugen Des Patienten O.T.
1981 - Kollaps







12.6.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (88) - Elegy (Ibérica)


Elegy Iberica - 2007
84 páginas - papel de luxo, brilhante e pesado, daquele que até apetece cheirar :-)
42 páginas num sentido e as outras 42 noutro sentido (do avesso), isto é, a "começar na contracapa"
Revista de Música, Arte e Culturas Alternativas & Underground
Edição Portuguesa #6 / Bimestral / PT Continental - 7€







Editor: Ahmad Rahgoshay
Director Geral: David Cruz
Chefe de Redacção: Pedro Novo
Redacção: André Henriques (fot.), Augusta Araújo, Constança Araújo A, David P., Gonçalo Vasco, Gonzalo Muniz, José de Almeida, Luís Salvedas (Milkman Studios), Luiz Soncini, João Carlos (Milkman Studios), Miguel Silva, Mónica Bastos, Paulo Perdiz (Rádio Terranova), Pedro Novo, Tarântula.
Colaboradores: Álvaro Fernandez, António Carreira (Street Dog Studio), Bruno Jesus, Carlos Castro (Rock Heavy LOUD), Carlos Matos, Catalina Isis Millán (Sonido Obscuro), Catarina Medina, Cephas Solis, Cristian Rubio Villaró, Dora Carvalhas, Fábio Franco, Francisco Carvalho, João Ventura, Korngan (Batcult), Maria Augusta araújo, Mário Nabais, Mauri Ibanez Sangés, Miguel Silva, Miguel de Souza, Nelson Coelho, Paulo Moreira, Pedro Penãs Robles, Raquel Almeida, Rene Kojtani, Reynaldo Gonzales A, Sónia Gomes, Yorgos Goumas.

Reportagem Concertos
Of The Wand And The Moon
Sociedade União Sintrense - 15.12.2006
Sintra - Dagaz Music


"O raiar de uma lua dinamarquesa"
Depois de uma reentrada em cheio com os concertos dos Spiritual Front e do violinista Owen Pallett dos Arcade Fire, sob o nome de Final Fantasy, em Outubro passado, a organização Dagaz Music apostou, com
excelente pontaria, num concerto duplo, a uma semana do solstício de Inverno, e o qual reuniu duas almas quase gémeas do novo folk europeu, a saber o projecto maioritariamente alemão Sonne Hagal (SH), e os dinamarqueses Of The Wand And The Moon (OTWATM), de Kim Larsen. Assim, uma espécie de audiência "reciclável" ("somos sempre os mesmos", costuma ouvir-se neste reencontros) esteve de volta a Sintra para mais uma noite em família com esta música que teima em resistir, este híbrido da tradição folk, que nos últimos 20 anos se entrecruzou (com surpreendente eficácia!) com as matrizes industrial, ambiental e marcial, sem que daí resultasse qualquer forma musical "crioula", o que talvez se traduza na chave-mestra do mistério "dark-folk"... Para começar, são óbvias as várias asserções que não escamotearemos: sim, é óbvio que as duas bandas desta noite são praticamente o mesmo grupo, apenas mudam de instrumentos em palco; é também óbvio que devem muita inspiração aos "pais" britânicos do "movimento", como os Death In June,
os Sol Invictus, os Fire and Ice, etc.; será ainda mais óbvio que, a julgar pelos nomes dos colectivos, os seus membros são pessoas dadas ao conhecimento desse ancestral oráculo europeu - as Runas; por fim,
eventualmente por serem nórdicos, são donos de uma frieza gentil e receptiva, que se escuda atrás de uma distância atenciosa, sem nos fazer grandes concessões pessoais, a nós, pobres latinos, sempre à caça de
emoções exteriorizáveis e mortinhos por debitar homéricas torrentes de conversa... Em palco, tanto os OTWATM, como os SH, que abriram a noite, quase balbuciam as informações estritamente necessárias para ilustrar à audi~encia o tema que se segue; a apresentação dos SH é curta (apenas 6 temas), mas dá para entrever uma crescente coesão neo-folk que já se adivinhava no belíssimo mini-lp "Nidar". E mesmo com o já distante álbum "Helfahrt" como principal referência, não foi difícil ás 70 pessoas na sala da Sociedade União Sintrense, sentir que as próximas materializações sonoras dos SH lhes farão ainda maior justiça. Com a mudança de posições em palco e a focagem na peculiar figura de Kim Larsen / OTWATM, qual "karl" viking, calvo e de longa barba ruiva eriçada, dá-se o fenómeno da transmutação. Com a serenidade que o caracteriza, guitarra acústica em punho, repõe temas do mais recente álbum "Sonnenheim", assim como dos anteriores "Nighttime Nightrhymes", "Lucifer" e "Emptiness, emptiness, emptiness...", apenas pontuados pelo ritmo marcado nos "kettle-drums" por Oliver dos SH, e com o "back-up" da guitarra eléctrica e das teclas dos outros dois músicos convidados para esta encarnação de OTWATM. Num concerto com semelhante enquadramento, os dois encores finais são um sinal de dupla leitura - um público indefectível e uma agradável surpresa para o próprio Larsen. No "aftermath" Rui Carvalheira da Dagaz Music, irónico, anunciava-nos que não tinha vontade de organizar mais nenhum concerto - já que este tinha elevado a fasquia o mais alto que alguma vez pudera sonhar...

Conversa com um Viking
Apenas umas horas antes, e após ambas as bandas terem completado o respectivo "sound check", havíamos trocado breves impressões com Kim Larsen dos OTWATM. Assim, esta foi a primeira data de uma
pequena apresentação ibérica, aliceçada sobretudo ainda no mais recente álbum de originais Sonnenheim, com cerca de um ano de existência. Larsen não adianta para já outras saídas embora preveja o seu regresso para breve à Alemanha, onde como sabemos os festivais Dark Folk são quase tantos como os cogumelos.
"Sonnenheim" foi um disco que levou algum tempo a preparar, tendo em conta que este é o modo como Kim Larsen gosta de trabalhar - espaçadamente, com rigor e minúcia na produção dos temas, não havendo por isso grande pressa em avançar para o seu sucessor. De acordo com as expectativas, o último álbum dos OTWATM teve o impacto desejado, com uma boa distribuição assegurada na Europa pela Tesco
Organisation. Na proverbial modéstia que o caracteriza, Larsen é frontal mesmo quando confessa a sua grande dificuldade em julgar os seus próprios trabalhos, não fazendo distinções de qualidade entre o último e os seus anteriores - apenas diz que foi um álbum que lhe deu um pouco mais que fazer do que o habitual.
Kim Larsen aceita a observação que aponta o 1º álbum de 1999, "Nighttime Nightrhymes", como o seu disco mais abrangente e aberto a um leque estilístico mais variado, mas aos seguintes "Emptiness emptiness
emptiness" e "Lucifer" considera-os mais como duas partes do mesmo conto. Mantendo a parcimónia, Larsen concede pontos à apreciação de que são dois álbuns intensos, introspectivos e nada inferiores aos
primeiro e último. À nossa questão de como pôde ser "Lucifer" um disco tão eficaz, baseando-se à partida em temas que já estavam previstos e gravados para "Emptiness...", Kim Larsen encolhe vagamente os
ombros afirmando que nada mais fez que reavivar o que ainda estava em brasa, isto é, tratava-se de canções com uma força natural que facilmente puderam ser trabalhadas com mais afinco, resultando muito bem na pós-produção.

Num outro momento da conversa, o dinamarquês confessou-nos o seu quase total desconhecimento da cena portuguesa em matéria de dark-neo-folk, ou mesmo este "novo folk", e quando lhe demos como
referências os nomes de Sangre Cavallum, Karnnos, Wolfskin, Beltane ou The Joy of Nature, foi-nos respondendo com vagas interjeiçoes de quem já tinha ouvido falar ou mesmo conhecido um ou outro tema. De resto, nas suas palavras, persiste ainda alguma falta de consistência neste movimento europeu, que recupera uma tradicional genealogia musical, cuja origem se perde na noite dos tempos. A título de exemplo
apontou-nos o recente disco de solidariedade com o alemão Andreas Ritter, dos Forseti, apropriadamente intitulado "Forseti Lebt". Andreas sofreu no ano passado uma paragem cárdio-respiratória que o arredou
definitivamente da actividade musical, e "Forseti Lebt" reúne as participações de nomes amigos como Death In June, Waldteufel, Fire and Ice, Sonne Hagal e B'eirth dos In Gowan Ring, entre outros, revertendo a
venda para a recuperação de Andreas.

Foi esta a nossa breve conversa com este viking bem pacato, e citando a canção ".. um pouco tímido até", não obstante um certeiro sentido de humor, a julgar pela sua mensagem final para os admiradores Portugueses - "Keep on rockin in the free world...".
João Carlos Silva / 4Luas Aveiro FM, 96.5Mhz





1.3.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (34) - Propaganda - Nº 20 - Verão de 1993


Propaganda
Issue No. 20 - Summer 1993 - U.S.A.
$4.50
£3.29 na Tower Records, Londres, onde comprei.
56 páginas





Black Tape For A Blue Girl
Maria Blount
Sam R. explora as águas sombrias da vida com Black Tape For a Blue Girl
Venham - deixe-mse ir numa viagem encantada nas correntes etéreas que propulsionam a emoção humana. Podemos navegar as ondas que compôem os nossos oceanos de tristeza, alegria, solidão e amor. Os sons melancólicos e assustadores dos Black Tape For A Blue Girl são o nosso veículo para tal jornada, Principal compositor e membro da banda, Sam Rosenthal, é o nosso guia turístico através deste labirinto de sentimentos e sensações. Apesar de a filosofia por detrás da sua escrita ser multidimensional, a sua essência básica é muito simples.
"Se escavarmos a uma profundidade suficiente nos poços das nossas emoções individuais," diz Sam, "descobriremos que em vez de ficarmos isolados, conseguiremos atingir as águas universais que alimentam todos os poços. Recebo muitas cartas de pesoas que ouviram a nossa música dizendo que se conseguem relacionar muito com o que está a ser transmitido. A minha música é a minha maneira de me investigar a mim próprio e lutar contra as minhas emoções. É algo com que todos devíamos ser capazes de nos confrontar e ligar."




Os Black Tape For A Blue Girl têm estado ligados aos poços emocionais da sua audiência há cerca de sete anos. Cada álbum tem tido uma marca pópria, fruto do estado emocional de Sam na altura da sua composição e produção. Desde The Rope ('86), a Mesmerized By The Sirens ('87), passando por Ashes In The Brittle Air ('89), Chaos of Desire ('91) e ao último, recentemente editado, This Lush Garden Within, Sam tem-nos levado na sua montanha russa emocional. Com um som que Sam descreve como "gótico etéreo", os Black Tape For A Blue Girl envia o ouvinte às cambalhotas para o abismo dos sentimentos. No último álbum, This Lush Garden Within, Sam - juntamente com os vocalistas Lucian e Oscar - continua a sua auto-exploração, que se tornou na marca registada da banda.
"No último disco, destapei o carácter feminino que se situa dentro do espírito masculino," revela Sam. "É a parte de mim que sente compaixão e compreensão. Não é fácil deixar esse lado aparecer devido aos dois mil anos de tradição misógina na história da humanidade. O espírito feminino foi terrivelmente negligenciado."
A aventura de Sam na auto-exploração nasceu primordialmente por necessidade. Ele cresceu perto do oceano, na Florida, onde o poder do mar e tempestades e chuva frequentes teve uma influência profunda nos seus sentidos e na sua estética. Tendo-se mudado para a California mais tarde, deixou-o com sentimentos profundos de isolamento e vazio, o que o forçou a procurar a introspecção e contemplação do luxuriante jardim interior. Tendo feito isso, descobriu aquelas águas universais que correm bem no fundo de todos nós.




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