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28.7.22

SYNTORAMA - nº 16 / 1989 - "ELECTRÓNICOS LUSITANOS" (parte 4/4) - FACADAS NA NOITE -


 


FACADAS NA NOITE

FACADAS NA NOITE é o nome de uma nova editora independente, nascida em Agosto de 88 e estabelecida na cidade de Braga. Fruto de vários projectos anteriores (programas de rádio VIOLET BLOOD e FACADAS, além do fanzine “DIE NEUE SONNE”).

Os dois responsáveis do referido projecto são JORGE PEREIRA (BRAGA) e JOSÉ MOURA, como colaborador em Lisboa.

JORGE PEREIRA começou a realizar programas de rádio, um dos quais ainda em actividade, e que dá o título à editora. Aparte disso é um dos responsáveis do fanzine “DIE NEUE SONNE” (o novo sol). Editaram até agora quatro números, e neles se reflecte o movimento alternativo existente em Portugal e do que vem de fora. Como editora de cassetes viram a luz até ao momento duas edições: FNN 001 – HIST – “THE GREATEST HIST” K7. C-60 Agosto de 88 (Histeria de Imagens Sonoras com 15 temas desta banda de Setúbal (Lisboa), formada por ABEL RAPOSO e EURICO COELHO.

“Música áspera, palavras cínicas. A intensidade dos seus sons une-se a um cariz opressivo e visceral que não permitirá caracterizar a música dos HIST como simple sonhos. Difíceis de definir, por isso recomendamos que os escutem e depois de uma atenta audição, que cada um tire as suas conclusões. A cassete vem acompanhada por um libreto onde podemos encontrar notas acerca deste projecto, que hoje se encontra numa fase onde predomina o sampler” (Comentário de JORGE PEREIRA)

 

FNN 002 “13 INCISÕES / THIRTEEN INCISIONS” K7 C-45. Março de 89. Edição Limitada 50 + 50 exemplares.

Compilação internacional com temas inéditos e enviados exclusivamente para a editora.

VOMITO NEGRO (Bélgica), 3!TRUNCHEON (Bélgica), THE ICONS OF NOISE (Inglaterra), SUICIDE COMMANDO (Bélgica), HIST (Portugal), LOS HUMILLADOS (Espanha), LIQUID G. (Bélgica), DOMINION (USA), WHITE HOUSE WHITE (Bélgica), A LAS VOLLGAS (Canadá).

(Ambas as cassetes são embaladas numa caixa de vídeo VHS com libretos informativos no interior).

 

CONTEÚDO DOS FANZINES “DIE NEUE SONNE”

Nº 1 – Com BOURBONESE QUALK (Entrevista + artigo), MÃO MORTA, COGOL LER ET LA HORDE, THE SISTERS OF MERCY, METAL ON METAL (Crónica industrial), ARTE TOTAL (editoras independentes), EYELESS IN GAZA (entrevista), NICK CAVE.

Nº 2 – Com EINSTURZENDE NEUBAUTEN, THE BONAPARTES, RATOS DE PORÃO, THE JESUS AND MARY CHAIN, ARTE TOTAL (editoras independentes), PARALISIS PERMANENTE, ROCK NO CORAÇÃO DAS TREVAS, GURU PARAPLÉGICO, ICONOCLASTA (entrevista)

Nº 3 – BIG BLACK, JOHNSON ENGINEERING, FRON LINE (entrevista), CURRENT 93, DOSSIER JOY DIVISION, CLUB MORAL, THE GODFATHERS, SIGLO XX, HENRY ROLLINS, MÃO MORTA (entrevista), HIST, THE KLINIK.

Nº 4 – HIST (entrevista) THE BUTTHOLE SURFERS, FACADAS NA NOITE, POESIE NOIRE, ACHWGA NEY WODEI, WISEBLOOD, LA FURA DEL BAUS, SWANS, SKINNY PUPPY, LES FLEURS DU MAL.

 

Os próximos projectos da FACADAS são uma cassete do grupo de Barcelona LOS HUMILLADOS, uma compilação portuguesa (INSÓNIA), os franceses TUATHA DE DANNAN (Ecletique) e outras surpresas…

A FACADAS NA NOITE será distribuída em França pela “Front de L’Est” e em Espanha pela “Músicas de Regimen”.


Para conhecer mais detalhes sobre a FACADAS NA NOITE fiz a um dos seus responsáveis, JORGE PEREIRA, a entrevista seguinte, por correio, em Abril de 89.

 

ROGELIO PEREIRA – A FACADAS NA NOITE nasceu como um programa de rádio que realizas. Desde quando? Que tipo de música passas nesse programa?

JORGE PEREIRA – Comecei a fazer um programa de rádio em 1986, chamado “VIOLET BLOOD” (Sangue Violeta) com um amigo, até que, posteriormente, em 87, iniciei a “FACADAS NA NOITE”, programa ainda mais selectivo e radical. O tipo de música que passava no programa era basicamente temático, acompanhado por múltiplos apontamentos informativos e críticas de grupos, editoras, etc. Assim, “VIOLET BLOOD”, que era um programa com um horizonte mais amplo e menos limitado preocupava-me em passar grupos que faziam desde música electrónica até projectos mais ácidos e “noise”. NURSE WITH WOUND, DEATH IN JUNE, CHROME, CURRENT 93, SWANS, BUTTHOLE SURFERS, SCRATCH ACID, SONIC YOUTH, BIRTHDAY PARTY. (Era um programa de rádio muito aberto). Com o nascimento de FACADAS NA NOITE, passei a pôr mais música electrónica e experimental e nomes como: BOURBONESE QUALK, MUSLINGAUZE, COIL, PSYCHIC TV, FRONT LINE ASSEMBLY, AVANT DERNIÉRES PENSÉES, ORFEON GAGARIN, THE KLINIK, VZYADOG MOE, etc. … (desde grupos mais acessíveis a nomes menos conhecidos)

ROGELIO PEREIRA – A que se dedica o fanzine “DIE NEUE SONNE”?

JORGE PEREIRA - O fanzine “DIE NEUE SONNE” como é feito por pessoas com gostos muito diferentes, reflectia esses mesmos gostos e divulga tanto grupos electrónicos como industriais e outros estilos.

De qualquer forma, planeio lançar o 5º número só com material muito radical, e já estou a trabalhar nele.

ROGELIO PEREIRA – Têm projectado editar por vossa conta cassetes do que se faz em Portugal no terreno experimental-electrónico?

JORGE PEREIRA – As nossas edições, até agora, estão bastante ligadas à música electrónica-industrial e estamos a planear editar grupos como ERU EU WAU WAU, HAZDAM (linha THROBBING GRISTLE), IK MUX, FRONT LINE PRODIG, todos grupos electrónicos portugueses. Além disso o grupo L’Ego (membros dos HIST) com material muito interessante, outros nomes como os HOSPITAL PSIQUIÁTRICO (influências de E. NEUBAUTEN), RUA DO GIN (FOETUS), ELECTRODOMESTICOS (CABARET VOLTAIRE dos seus primeiros anos), TELECTU, OCASO ´PICO, PROYECTO G, e outros… São alguns dos projectos que começaremos a editar num futuro próximo, ainda que de momento estejamos em contactos com a maioria deles.

As edições de FACADAS NA NOITE serão sempre feitas em cassetes áudio com boa apresentação, numeradas e de edição limitada, acompanhadas por livretes com informação sobre as bandas, em edição bilíngue (Português-Inglês) e dentro de caixas de vídeo VHS.

A primeira edição foi a cassete “THE GREATEST HIST” dos HIST e contém material antigo, gravado ao vivo com poucos meios e gravada entre 1983/85.

Os HIST estão agora a trabalhar com mais e melhores meios e vão ser incluídos numa compilação em vinilo para a editora belga “CLIMAX PRDUCTIONS”. Têm composto novo material já preparado para ser editado pela FACADAS proximamente.

A segunda das cassetes é a compilação “13 INCISÕES”, que contém material diverso, quase todo gravado em exclusivo para a nossa editora.

Planeamos também o lançamento de um catálogo de distribuição e fazer algo similar ao que faz a SYNTORAMA, e queríamos contar com material distribuído pela SYNTORAMA, FUSION DE PRODUCCIONES, ESPLENDOR GEOMETRICO e outras etiquetas alternativas espanholas.

ROGELIO PEREIRA – Como têm respondido os portugueses a esta série de alternativas?

JORGE PEREIRA – Os interessados em música electronic em Portugal não são muitos, ainda que tenham vindo a aumentar. Trata-se de uma elite, que começaram a ouvir bandas como os CURRENT 93, COIL, IN THE NURSERY, etc. e depois procuram aprofundar conhecimentos e acabam por entrar em contacto com outro tipo de projectos, normalmente mais radicais e mais electrónicos.

 

JORGE PEREIRA responsável da FACADAS NA NOITE está interessado no intercâmbio de discos, cassetes, fanzines e outros produtos alternativos.

O seu contacto é:

 

FACADAS NA NOITE

C/o JORGE PEREIRA

APARTADO 1058

4700 BRAGA (PORTUGAL)

 

!! ÚLTIMA HORA !!

FNN 003 – JARDIM DO ENFORCADO – “ONDE OS CAIXÕES BROTAM COMO FLORES…”

FNN 004 – HOSPITAL PSIQUIÁTRICO – “1º ELECTROCHOQUE”

FNN 005 – COMPILAÇÃO NACIONAL “INSONIA"

Com: h.i.s.t., JARDIM DO ENFORCADO, HOSPITAL PSIQUIÁTRICO, RU 486, URU EU WAU WAU, DE PROFUNDIS, LÉGO, ETC.

FNN 006 – L’EGO HIST – “BIOLOGIA”




SLYNKTORAMA16

Para K7s da "Facadas na Noite", contactem por email, sff.






5.7.22

HIST - "Best Off" | Tragic Figures Series: TFT021


 

HIST

"Best Off"


HIST – "Best Off"

Label: Tragic Figures – TFT021

Format:

Cassette, Album, C46

Country: Portugal

Released: 1990

Genre: Electronic

Style: Experimental, Avantgarde


Capa:


Completa:


Exterior tras:


Exterior:








BestOffHlinst




26.9.19

Die Neue Sonne - Número 4 (fanzine)


Die Neue Sonne 
Nº 4

Preço: 100$00 (Via CTT acrescentar 30$00)
Para pedidos de K7s ou fanzines, enviar o respectivo dinheiro para Rua Dr. Alberto Cruz, 50 4700 Braga Portugal
Colaboram neste número: Jorge Pereira, José Moura, Abel Raposo, Faísca.








































20.3.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (49) - Die Neue Sonne - Nº 4 - Agosto(?) de 1988(?)


Die Neu Sonne
Nº 4 - Agosto(?) de 1988(?)

36 páginas A5 a p/b
Colaboraram neste número: Jorge Pereira; José Moura; Abel Raposo; Faísca.







HIST - ENTREVISTA 1988 / JULHO





1
DNS - HIST: um nome curto; um projecto que assenta basicamente em 2 pessoas; Abel Raposo e Eurico Coelho; mas que contou, por certo, com vários outros convidados, digamos eventuais. Dêem-me um panorama mais ou menos fiel do que foram todos estes anos de trabalho subterrâneo.
AR - Para começar, já fiz uma série de entrevistas, mas nunca dei nenhuma. Nós já fomos, de facto, contactados para dar uma entrevista, mas não acedemos na altura porque não nos convinha.
Começando a falar do passado, podemos citar um grupo de pessoas que ouviam música com assiduidade e que, mais tarde, começou a fazer uns certos ruídos. Desse mesmo grupo, pela dedicação e assiduidade, acabaram por se destacar duas pessoas que são a formação bas edos HIST. Havia também a participação de outras pessoas mas, devido ao facto de ser um projecto muito amplo, a formação variava muito, chegando a ter até oito elementos. Éramos um pouco mal compreendidos mas isso não nos fez desistir, se bem que às vezes tenha travado o processo criativo. Aquilo a que chamávamos seesões Hist não eram concertos ou espectáculos. Tratavam-se de reuniões em que produzíamos sons/temas e a intenção era, de facto, fazermos uma espécie de ensaios que se encaminhavam sempre para a gravação.

2
DNS - Vocês ao optarem, agora, pela edição da K7-álbum pela editora Facadas na Noite, acham que isso pode ser um passo, senão importante, pelo menos interessante e útil na vossa actividade?
E não acham inconvenientes, pelo facto dos temas incluídos na K7 serem representativos de uma época passada dos Hist, em que talvez se trabalhasse com outros instrumentos e meios, com outros objectivos?
Qual a vossa atitude/projectos ao editar agora esse material e o que pensam fazer futuramente?
EC - Bom... uma edição feita agora com temas antigos de um grupo de pessoas de uma terra de província que se entretem aos Domingos a tocar numas latas, pode ter um interesse retrospectivo para se tentar ver um pouco do folclore da música contemporânea em Portugal!...
Depois passaram uns anos; eu segui um percurso individual, enquanto que o Abel seguiu um outro. Cada um experimentou sons diferentes, envolvendo-nos numa experiência muito mais individualizada. De certa maneira, a edição desta K7 vem-nos colocar novamente em contacto. Experimetámos tocar juntos, depois de tanto tempo e isso resultou. Quem sabe se isto não poderá resultar mais vezes...

3
DNS - Porquê a opção dos HIST se exprimirem em inglês, aliás como actualmente a maioria das novas bandas independentes europeias? O inglês é um idioma mais sério, mais duro? Procuram fugir um pouco ao desiqulíbrio da voz portuguesa; a dificuldade de se exprimir com aquela intensidade com que se poderá fazer com o inglês?
AR - O inglês é uma língua universal. O português também poderia ser, mas não é. Acho que são coisas que nada têm a ver... Simplesmente, quando juntamos aos ruídos que fazemos, uma componente verbal, se ela for feita em código, possui uma outra magia. Funciona, mais ou menos, como se se tratasse de uma missa em latim. Utilizamos assim a língua com uma responsabilidade bastante menor; usamos os sons que esse idioma nos proporciona! Podíamos fazê-lo em chin~es ou grego, só que é muito mais difícil...
EC - Quanto a mim, cada texto que escrevo, faço-o já a pensar na música e vou à procura da língua que mais se aproxime dessa sonoridade. Pode sair em francês, inglês, alemão (por vezes misturo-as)... Se o inglês predomina será um pouco, também, por influência, pelo hábito, pela facilidade existente em aplicar esses sons verbais à música. Não há uma localização específica, até em termos culturais. Evita-se assim também uma limitação nesse aspecto. Se falasse em português estaria a localizar demasiadamente o que fazemos e isso não nos interessa. Penso que é também um problema de nacionalidade; acho uma atitude perfeitamente portuguesa o querer não estar cá!...

4
DNS - A edição da K7 numa caixa de vídeo parece bastante original. Logicamente os Hist propõem novas e diferentes apresentações exteriores face ao público, tanto na edição como nas futuras apresentações ao vivo. Estão a estudar alguma perfomance ou alguma visualização complementar à música? E para quando novos concertos, isto no caso de já terem dado, no passado, alguns?
EC - Em 1º lugar, é natural que a apresentação visual de qualquer produto sonoro HISTY, "sofra" um cuidado especial da nossa parte, até porque eu, pessoalmente, sou profissional do ramo. Como designer, tenho participado activamente em cenários, exposições, etc. O Abel tem também mostrado grande interesse, tendo aliás mantido uma actividade de construtor minimalista orgâncio que, quem sabe, se tivesse continuação poderia dar resultados interessantes.
AR - Uma das coisas que procurámos desde sempre foi conjugar as várias vertentes, desde o som a imagem e muito se poderia dizer sobre espectáculos multimedia que idealizámos e alguns mesmo que chegámos a realizar, não como espectáculos para audiências, mas para nós próprios.
EC - Tudo se ficou muito como um jogo entre amigos e foram muito poucos os trabalhos que foram tornados públicos, propriamente ditos. À excepção de umas exposições em que nos integrámos como elementos dissidentes das Belas Artes. Sem ser isso, todos os nossos percursos foram sempre muito individualizados e muito fechados.

5
DNS - Noto que muitos dos vossos temas são, no mínimo, embriagantes e envolventes. Como os fizeram ou, enfim, em poucas achegas, qual o vosso método de trabalho?
AR - Chegámos à conclusão que o nosso método de trabalho seria uma improvisação sistematizada. Normalmente costumamos começar um tema com um de nós a dar uma base. Os outros procuram acompanhar essa base e delineamos o tema progressivamente.
EC - A atitude pode parecer meio freak, mas temos muito a ver com colagens e montagem de várias peças num puzzle. É claro que cada um tem as suas próprias refer~encias, hoje muito amplas e acho que é uma atitude possível a de tentar juntar esses pequenos pedaços de sons que nos rodeiam e montá-los numa música total. Isto não é verdade nenhuma... é uma grande mentira e por isso é que talvez valha a pena!
AR - Depois da tal colagem e de termos as coisas assentes, registamos o resultado e, normalmente à 2ª ou 3ª vez procedemos à gravação definitiva. As condições sempre foram muito deficientes, não só no aspecto de instrumentos, mas também no de gravação. Agora há sobretudo melhores condições e as deficiências técnicas que antes nos frustravam podem ser agora, em parte, superadas.
EC - É claro que as responsabilidades e sentido crítico também aumentaram ao longo destes anos e é natural que se torne um trabalho muito mais árduo e difícil. Mas vamos continuar!

6
DNS - Nota-se nos vossos temas um conteúdo opressivo, duro, onde se desenrola uma espécie de observação de um outro mundo, à parte, onde diversos interesses são jogados. Vocês vêem-se como espectadores pessimistas?
AR - Não considero a nossa atitude pessimista, mas de uma lucidez irónica!
EC - Aliás, acho que é uma atitude que também faz falta... Tem que haver uma contrapartida aos Domingos Disney e creio que a possível tensão que possa transparecer na nossa sonoridade tem muito a ver connosco e também com toda a gente. Penso que é apenas o resultado de uma canalização da violência que se encontra contida dentro de nós. A maneira como nós levamos tudo isto tem a ver com uma atitude introspectiva: é quase um exorcismo!...
AR - A transposição dessa mesma tensão para a música, considero-a que é um equilíbrio fornecido pela forma mais intelectual com que o Eurico a faz e pela forma visceral com que eu procuro criar. É algo de que nos apercebemos há já muito tempo.

HIST : Eurico Coelho - Abel Raposo        Entrevista: Jorge Pereira





Refúgio
Domingos
21.30 - 23.30 (R.U.T.)
Explorando Novos Sons
Como tínhamos dito num dos números iniciais, íríamos proceder a alterações no fanzine, nomeadamente criar novos espaços e secções. Esta é uma meia página que, por número, vamos "dar" aos bons programas que se vão por aí elaborando. Começamos com o
REFÚGIO - Domingos das 21:30 às 23:30 na R.U.T / Lisboa - Locução e Realização de José Moura.




Playlist / Julho 1988
1. Esplendor Geométrico - Kosmos Kino - LP 1988 E.G. Rec.
2. Front Line Assembly - State of Mind - LP 1987 Dossier
3. Front Line Assembly - Disorder - mLP 1988 Third Mind
4. Front Line Assembly - The Initial Command - LP 1987 KK
5. De Fabriek - Made In Spain - LP 1986 E.G. discos
6. Men 2nd - The Antibody Song - EP 1988 Antler
7. Poesie Noire - Tales of Doom - LP 1987 Antler
8. Snony Red - Treat Me - 7" 1988 Antler
9. The Klinik - Plague - LP 1987 Antler
0. Attrition - At The Fiftieth... - LP 1988 Antler
9. Digital Sex - Essence & Charm - CD 1986 S. Sentim.
8. Liquid G. - The Execution - K7 1988 Liquid Pro.
7. The Incarnate - Looking Out Of... - K7 1987 Temper F.T.
6. Pankow - Feiheit Fur Die... - LP 1987 Contempo
5. Compilação - Music From The Dead... - K7 1987 Dead M.C.
4. Compilação - Insane Music From... - K7 1987 Insane M.
3. Compilação - Climax 1 - LP 1987 Climax P.
2. Recoil - Hidrology - LP 1988 Mute
1. Greater Than One - All The Masters - LP 1987 Side Eff.
0. Compilação - Out Of Tune - 7" EP 1988 Body Records
1. Johnson Engineering - Demo-Tape - K7 87/88
2. Het Zweet - Het Zweet - LP 1987 Dossier







22.2.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (31) - Portal da Gafaria - Nº 1 - 1992?


Portal Da Gafaria
Nº 1 - (1992?)
32 páginas + 12 páginas (suplemento sobre a cassete/bandas que acompanhava o fanzine9
preço ?


Não sei quantos números foram editados deste fanzine com origem em Setúbal.
Fica aqui o testemunho relativo ao número 1.
Um dia destes coloco o áudio da cassete que o acompanhava no youtube e no mixcloud.



Editorial
Fanzinomaníacos!
Nasceu mais uma publicação irregular destinada às áreas mais "marginalizadas" - Portal da Gafaria.
Como objectivos primordiais realçamos: A veiculação de informação e divulgação dos mais variados assuntos assim como algum entretenimento.
Para além do fanzine também lançámos, conjuntamente, uma cassete com bandas portuguesas. Assim como o seu respectivo suplemento, que esperamos se mantenha nos próximos números.
Destaco dois nomes sem os quais esta publicação não teria visto a luz do dia: Lino Pedrosa e Abel Raposo.
Pensamos que será importante receber as vossas críticas e possíveis futuros colaboradores, com vista a melhorar a p´roxima edição.
Aqui fica o nosso contacto:
"Portal da Gafaria"
Rua Eça de Queiroz, N. 22
2900 Setúbal   Tel. 065/702230
See You!
Pedro Navalho
Responsável
Pedro Navalho
Grafismo e Montagem
Abel Raposo
Computer Gafix
Lino Pedrosa
Fotografia
Marco Dias
Publicidade
Jorge Silva
Colaboradores
António Caeiro
João Correia
Luís Pacheco
Luís Navalho


SPH
Editora Com Objectivos Prometedores E Inovadores

Formada no final do Verão do ano passado (Setembro '91) a SPH tem vindo a implantar-se, quer no plano nacional quer internacionalmente. Logicamente, todo o destaque vai para o mentor, desta (para já) editora de cassetes. Fernando Cerqueira. Nesta entrevista, para além de se abordar a editora também se acabou por falar de alguns problemas vigentes em Portugal.

P.G. - Queria que descrevesses a "história" da SPH, como é que tudo começou?
Fernando Cerqueira - Foi a partir da edição de um fanzine e uma cassete, dos quais fiz cem exemplares. Postriormente comecei a ter contacto com uma série de grupos e fiz algumas compilações. Depois passei a contactar cada vez mais grupos, acabando por ir mais longe do que inicalmente previsto.
P.G. - A tuas edições, até ao momento, são só em cassete?
Fernando Cerqueira - Sim. Houve a possibilidade de um disco, só que me meteram um bocado de "medo" em relação a isso. Actualmente existem algumas possibilidades de uma compilação em CD com a colaboração dos Vitriol e Vcorux AEIA e talvez com o Vítor Rua pelo meio, uma grande produção. Só que é necessário muito dinheiro e as estruturas quase não existem e sem divulgação ninguém sabe o que se passa.
P.G. - O que é que pretendes atingir com a editora, ou seja quais são os teus objectivos principais?
Fernando Cerqueira - Pode ser uma trivialidade, mas fazer com que Portugal pelo circuito internacional da música. Possibilitar que outros grupos apresentem os seus trabalhos, para já em cassete, e divulgá-los lá fora, já que em Portugal é muito difícil. Os objectivos são muitos, existe a possibilidade de fazer um espectáculo de uns tipos norte-americanos só que não encontro espaço, e por outro lado como o grupo é desconhecido não sei se alguém vai ver. É tudo muito arriscado. No fundo o grande objectivo é lançar novos grupos, principalmente, portugueses.
P.G. - Como é que efectuaste os contactos para a edição do material com os diversos projectos envolvidos na tua editora?
Fernando Cerqueira - Contactei directamente com os grupos. Ou no caso do grupo estar à frente de alguma editora, o que acontece muitas vezes, e que eles oferecem-se para editar uma cassete e acaba por haver trocas de material. Por outro lado, tenho montes de cassetes e emprestam-me também cassetes antigas, que ainda cont~em contactos válidos.
P.G. - É muito difícil dirigir uma editora?
Fernando Cerqueira - Dificílimo. Dirigir todo este material, mandar para os estrangeiro para promoção, para fanzines, etc. Outro problema é relativo às distribuidoras, eu mando-lhes trabalhos e só tempos depois é que me pagam. Além disso como trabalho de dia, só tenho a noite e o fim de semana livres para me dedicar a isto. Agora já estou a atrasar mais as coisas para ver se me "dão" mais algum dinheiro para poder investir. Entretanto vão aparecendo uns anúncios no "Blitz"... o que me tem safado mais são as distribuidoras alemãs, já que em Portugal a Ananana lá vai dando uma ajudinha mas que acaba por não chegar a nada. Pronto, é muito difícil e dispendioso mas eu sempre pensei que houvesse pessoal curioso.
P.G. - Mas segundo o que me parece, tu vês mais os problemas das infraestruturas e não dos músicos?
Fernando Cerqueira - É lógico que os músicos também são um bocado culpados. Não a este nível, mas a outros: Eles tentam-se sempre suplantar uns aos outros. No que diz respeito às infraestruturas pode ser que aqui a algum tempo se comecem não a ajuntar mas a não ter problemas com este ou aquele e se comecem a organizar espectáculos para ter acesso às coisas.
P.G. - Há pouco falaste da Alemanha, onde existem associações de músicos alemães. Que pensas desta ideia em Portugal?
Fernando Cerqueira - Isso seria no mínimo excelente. As pessoas uniam-se e arranjavam forma de criar um pequeno circuito e as coisas naturalemnte aconteciam. No meu caso pessoal estou a trabalhar sozinho e necessitava de mais pessoas e mais dinheiro. Eu já participei em algumas cooperativas e nunca deu nada, porque houve interesses. No meio disto tudo ninguém é nada e há que querer ser o maior.
P.G. - Qual o critério que usas para editar cassetes?
Fernando Cerqueira - Inicialmente foi mais por amizade, estar em contacto com os grupos. O critério era de editar música "tecno" com músicos experimentalistas, mas depois as coisas começaram a avançar para campos mais conhecidos. Actualmente as edições baseiam-se em ambientes obscuros, experimentais e alguma coisa tecno.
P.G. - E a nível de vendas, elas naturalmente são maiores no estrangeiro?
Fernando Cerqueira - Sim, eles têm outras estruturas. Vou-te citar um exemplo. Os franceses BRUME. Eles cá em Portugal, quer pela Ananana quer pela minha editora, não "pegaram" e são realmente bons. No estrangeiro tenho um pedido de quinze exemplares de uma editora alemã.
Pedro Navalho / Lino Pedrosa
Contacto:
SPH, Apartado 223
2780 Oeiras






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