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3.8.17
Recordações (2)
Um post com algumas recordações de uma era/período. Transcritos tal e qual como escritos em papel na altura. São evidentes, entre outros erros, a dificuldade de transcrição dos nomes de bandas/títulos desconhecidos na altura, ditos pela locução via rádio, mas que foram parte importante na descoberta e posterior desenvolvimento da paixão pela música menos convencional. Decidi manter a transcrição exacta por uma questão de genuinidade, agradecendo/homenageando todos os que decisivamente contribuíram para essas descobertas.
Também de assinalar algumas classificações, feitas a título de crítico frustrado :-), hoje risíveis mas que mantenho por uma questão também de documentação e genuinidade.
16.11.1986
1 - Rebecca - A. Hitchcock - TV - 19/10/86 ***
2 - Sabotagem - A. Hitchcock - TV - 26/10/86 ***
3 - Mentira - A. Hitchcock - TV - 02/11/86 ****
4 - A Casa Encantada - A. Hitchcock - TV - 09/11/86 ***
5 - Difamação - A. Hitchcock - TV - 16/11/86 *****
6 - F/X, Efeitos Especiais - Robert Mandel - Lord 10/86 ****
7 - As Forças do Universo - Tobe Hooper - Lord - 15/11/86 **
8 - O Tigre de Eschnapur - Fritz Lang - TV - 01/11/86 ****
9 - O Túmulo Índio - Fritz Lang - TV - 08/11/86 ****
10 - A História de Piera - Marco Ferreri - Quarteto - 7/86 ****
11 - O Caso Paradine - A. Hitchcock - TV - 23/11/86 ****
12 - Sob O Signo Do Capricórnio - A. Hitchcock - TV - 30/11/86 *****
13 - Nova York, Fora de Horas - Martin Scorsese - Cine Estúdio Almada - 2/12/86 *****
14 - O Desconhecido do Norte Expresso - A. Hitchcock - TV - 7/12/86 *****
15 - Corações Na Penumbra - Richard Brooks - TV - 6/12/86 ****
16 - Fim de Semana em Bierman - Sam Peckimpah - TV - 13/12/86 ****
17 - Confesso - A. Hitchcock - TV - 14/12/86 *****
18 - Intimidade - Woody Allen - TV - 20/12/86 **
19 - Ferro em Brasa - Don Siegel - TV - 27/12/86 **
20 - O Falso Culpado - A. Hitchcock - TV - 28/12/86 *****
21 - A Charada - Stanley Donen - TV - 31/12/86 **
22 - Howard e o Destino do Mundo - Willard Huyck - Lord - 3/1/87 ***
23 - Relíquia Macabra - John Huston - TV - 3/1/87 *****
24 - Passagem para Marselha - Michael Curtiz - TV - 10/1/87 ***
25 - O Telefone - Don Siegel - TV - 14/1/87 **
26 - Maldita Mulher - John Cromwell - TV - 24/1/87 *****
27 - Vêm Aí Os Russos - Norman Jewison - Video Jojo - 26/1/87 **** (Média: 3,704)
18.11.1986
Twilight Zone
1 - A Máquina De Jogo - 17/11/86 - Robert Florey - *****
2 - Pedidos / Magia- 18/11/86 - Ronald Winston - ****
3 - Stress Citadino (falsos amigos) / Calma Campestre (boxeur) - 19/11/86 - Robert Parrish - *****
4 - A Máquina do Tempo ou A Justiça Pode Demorar Mas Chega - 20/11/86 - David Orrick McDearson - *****
5 - Alegria de Viver / Coisas Simples (anjos da guarda) - 21/11/86 - William Asher - ****
6 - Dualidade Paraíso/Inferno / Valentine - O Ladrão - 24/11/86 - John Brahm - *****
7 - Ver O Que Nos Rodeia / Felicidade Com Coisas Simples / Joe Grey, Trompetista de Jazz - 25/11/86 - Don Medford - *****
8 - Trauma de Infância / Recuperação de Memória - Markie - 27/11/86 - Alvin Ganzer - ***
9 - Poção de Amor / Amor Pegajoso / Lelia Odeia e Ama - 28/11/86 - Douglas Heyes - ****
10 - Se os Manequins Virassem Pessoas - 1/12/86 - Douglas Heyes - ****
11 - Viagem Imaginária / Sentimento de Culpa - Piloto 2ª Guerra Mundial - 3/12/86 - Douglas Heyes - ***
12 - As Pessoas Necessitam de Algo Onde Descarregar o Ódio / Dust - "Pó Mágico" - 4/12/86 - Buzz Kulik - ****
13 - Falar com a Consciência; Lado Bom vs Mau - "The Nervous Man In A Four Dollar Room" - 5/12/86 - Douglas Heyes - ****
14 - Viagens No Tempo = Loringan / Lincoln - "Back There" - 8/12/86 - David Orrick McDearmon - ****
15 - Vendedores de Carros / Vigaristas / Honicutt - "The Whole Truth" - 9/12/86 - James Sheldon - ****
16 - Pequenos "Extra-Terrestres" Atacam Mulher Erma - "The Invaders" - 10/12/86 - Douglas Heyes - *****
17 - Ouvir os Pensamentos - Poole - "A Penny For Your Thoughts" - 11/12/86 - James Sheldon - ****
18 - Antiguidade Real / Sonho - Premonições de Morte / Mrs Powell Dançarina - "Twenty Two" - 12/12/86 - Jack Smight - ****
19 - Um Avião Que Viaja No Tempo / "Odissey Of Flight 38" - 15/12/86 - Justus Adiss - *****
20 - ETs Dão Força e Inteligência ao Cobarde e Fraco Mr. Dingle / "Mr. Dingle The Strong" - 16/12/86 - John Brahm - ****
21 - Viagem no Tempo Por Christian Um Cow-Boy a Caminho da Califórnia / A Hundred Yards Over The Rim" - 22/12/86 - Buzz Kulik - ****
22 - Sono de 100 Anos Para Poder Gastar o Ouro Roubado / "The Rip Van Winkle Capter" - 23/12/86 - Justus Adiss - *****
23 - Aposta de Um Ano em Silêncio -> com cordas vocais cortadas / "The Silence" - 24/12/86 - Boris Sagal - *****
24 - Magia de Natal, Corwin Pai-Natal Bêbeda / "The Night Of The Meek" - 25/12/86 - Jack Smith - ****
25 - Qual a Diferença Sonho/Realidade Adam Grant Condenada a Sonhar / "Shadow Play" - 26/12/86 - John Brahm - *****
26 - Xenofobia, Apesar Deste Mundo E Pessoas -Serem Maus Há Algo a Esperar Deles / "The Mind And The Matter" - 29/12/86 - Buzz Kulik - *****
27 - ETs Vénus/Marte Colonizadores / "Will The Real Marsian Please Stand Up" - 30/12/86 - Montgomery Pitmann - *****
(MÉDIA = 4,370 *)
C1 - MMP
Luso Clube
L1
1 - Heróis Do Mar - 1ª do Lado A do Álbum "Macau"
2 - GNR - Bellevue
3 - GNR - Ao Soldado Desconfiado
4 - Mler Ife Dada - L'Amour Va Bien Ici
5 - Croix-Sainte - We Build Cities
6 - Mler Ife Dada - Ele e Ela e Eu
7 - La Valise - Tirem-me Daqui
8 - GNR - Efectivamente
9 - GNR - Pós Modernos
L2
1 - Doutores e Engenheiros - Noites
2 - Doutores e Engenheiros - Homem Mental
3 - THC - Leve Impulso
4 - Ban - Santa
5 - Sétima Legião
6 - Xutos & Pontapés - Papá Deixa Lá
7 - Xutos & Pontapés - A Casinha
3/1/87
C2 - MMP
L1
1 - Ena Pá 2000 - Mulheres Boas -4
2 - Ena Pá 2000 - Sexo Na Banheira - 3
3 - Ban - Ultramar - 4
4 - Heróis Do Mar - Revolução - 5
5 - Pipermint Twist - Coração Portátil - 3
6 - Xutos & Pontapés - Casinha - 5
7 - Delfins - A Baía De Cascais - 2
8 - Linha Geral - Em Céu Aberto - 3
9 - Croix-Sainte - The Life Of He (inc.) - 4
L2
1 - Magazine - Circuit - 3
2 - Essa Entente - Festa Final - 5
3 - PIL - Rise - 5
4 - Fall - ? - 5
5 - Smiths - Bigmouth Strikes Again - 5
6 - Julian Cope - World, Shut Your Mouth - 5
7 - Why - Rainy Day ---- G ----
8 - Croix Sainte - We Build Cities ---- G -----
Twilight Zone | 1961
28 - Estado / Ditadura - Direitos do Homem (Velho Bibliotecário) - "The Obsolete Man" - 31/12/86 - Elliot Silverstein - ***
29 - Depois da Guerra Total. Um Homem e Uma Mulher. Amor É o Que Resta (Sep. Silêncios) - "Two" - 1/1/87 - Montgomery Pitmann - *****
30 - Trauma Duma Falha No Trabalho Por Um Investigador De Tráfego Aéreo Que Dá Em Ilusão --> Loucura - "The Arrival" - 2/1/87 - Boris Sagal - ***
31. Dualidade Racional / Selvagem No Momento De Ameaça Atómica - "The Shelter" - 5/1/87 - Lamon Johnson - ****
32 - Será a Morte A Continuação Da Vida? Guerra Civil Americana. - "The Passerby" - 6/1/87 -Elliot Silverstein - **
33 - A Vitória Sobre Um Fantasma Através Dum Jogo de Snooker Com Altos Custos. - "A Game Of Pool" - 8/1/87 - Buzz Kulik - ***
34 - Vale Silencioso Por Obra Do Diabo / Guerra Civil Americana - "Still Valley" - 12/1/87 - James Sheldon - ****
35 - Superstições / Selva de N.Y. Ideia Afterhoures - "The Jungle" - 13/1/87 - William Claxton - ****
36 - Um Monstro / Criança Aterroriza O Mundo. Fazer Todas As vontades À Criança? - "It´s A Good Life" - 14/1/87 - James Sheldon - ****+++++
37 - Nazi Volta a Dachau e Enlouquece. Marcas do Passado. "Deaths-Head Revisited" - 15/1/87 - Don Medford - ***
38 - Pessoas Sempre Embirrantes / Cada Um No Seu Tempo/ Viagens No Tempo - "Once Upon A Time" - 16/1/87 - Norman McLeod - ***
39 - O Que É O Inferno? Seremos Bonecos Nas Mãos De Seres Superiores? - "Five Characters In Search Of An Exit" - 19/1/87 - Lamont Johnson - ***
40 - A Clemência É De Quem Dá e De Quem Tira / Um Grupo Na Guerra EUA/Japão - "A Quality Of..." - 20/1/87 - Buzz Kulik - ***
41 - Medo Da Morte (Velhota) Morte = Início De Vida? - "Nothing In The Dark" - 21/1/87 - Lamont Johnson - ****
42 - Guerra Total - Truque Para Humilhar Quem Humilhou - "One More Palibearer" - 22/1/87 - Lamont Johnson - ****
43 - Heróis Mal Tratados Que Se Rebelam 'Jesse James' - "Showdown With Range Mc Grew" - 26/1/87 - C. Nyby - ***
44 - Elixir Da Juventude É A Maneira De Olhar A Vida (No Asilo) - "Kick The Can" - 27/1/87 - Lamont Johnson - ****
45 - Personalidade Passada Por Um Par De Sapatos Para Vingar... / Dead Man's Shoes" - 23/1/87 - Montgomery Pitman - ****
46 - Piano Que Quando Toca Provoca a Mutação De Personalidade Escondida / "A Piano In The House" - 28/1/87 - David Greene - ****
47 - Kanamitas Querem Servir O Homem Para O Comer / "To Serve The Man" - 29/1/87 - Richard L. Bare - *****
48 - Espíritos Tomam O Corpo De Um Defunto Que Ressuscita? / "The Last Rites Of Jeff Myrtlebanut - 30/1/87 - Montgomery Pitman - *****
49 - Perda de identidade. Ninguém nos conhecer / "Person Or Persons Unknown" - 2/2/87 - John Brahm - *****
50 - Extra-Terrestre Com boas intenções é mal recebido pelos terrenos, que o matam / "The Gift" - 3/2/87 - Allen H. Miner - ****
51 - A sede do poder de um frustrado que encontra uma cidade de homens miniatura / "The Little People" - 4/2/87 - William Claxton - ***
52 - Um paranóico que quer acabar com o mal no mundo reduzindo as pessoas a 2 fés / "Four O'Clock" - 5/2/87 - Lamont Johnson - ***
53 - 2 velhos querem trocar de corpo para + jovem e chegam à conclusão que não vale a pena / The Trade-Ins" - 6/2/87 - Elliot Silverstein - ***
54 - Parábola do menino e do lobo com velho mentiroso e extra-terrestre / Hocus Pocus & Frisby"
- 9/2/87 - Lamont Johnson - ****
28 - Knock On Any Door / EUA-1949 - "O Crime Não Compensa" - Nicholas Ray - TV - 31/1/87 - *****
29 - "Choose Me" / EUA - O Passageiro da Noite - Alan Rudolph - Incrível - 17/2/87 - **
30 - "Point Blank - EUA/67 - À Queima-Roupa - John Boorman - TV - 21/2/87 - ***
31 - Play It Again, Sam - EUA/72 - "O Grande Conquistador" - Herbert Ross - TV - 25/2/87 - ****
32 - Chinatown - EUA/74 - Roman Polanski - TV - *****
33 - Aliens - O Recontro Final - James Cameron - Lord - 1/3/87 - **
34 - "The Hitcher" - EUA-1986 - Terror Na Auto-Estrada - Robert Harmond - Lord - 8/3/87 - *****
35 - Poltergeist II - O Outro Lado / The Other Side - Brian Gibson - Lord - 21/3/87 - 0
36 - LIZA - Itália/França-72 - Marco Ferreri - TV - 17/3/87 - ***
37 - A Mosca / The Fly - David Cronenberg - Lord - 18/4/87 - *****
38 - O Homem Da Cabeça Rapada - Bélgica-1986 - André Delvaux - TV - 21/4/87 - ****
39 - Jagua - Filipnas-78? - Lino Brocka - TV - 16/6/87 - ****
40 - A Lei de Murphy / "Murphy's Law" - ? - Lord - 18/7/87 - **
41 - O Anjo Da Violência - John Frankenheimer - TV - 22/8/87 - ****
42 - Salvador - Oliver Stone - Lord - 16/8/87 - ***
43 - Selvagem e Perigosa - Jonathan Demme - Lord - 28/9/87 - ***
44 - Arma Mortífera - Richard Donner - Lord - 3/10/87 - *
45 - Comboio Em Fuga - Andrei Konchalovsky - Lord - 10/10/87 - ***
46 - Roma - Frederico Fellini - TV - 17/10/87 - ****
47 - A Costa Do Mosquito - Peter Weir - Lord - 18/10/87 - ****
48 - Os Intocáveis - Brian De Palma - Lord - 7/11/87 - **
49 - As Bruxas De Eastwick - George Miller - C.C.Almada - 8/11/87 - ***
50 - Dillinger - John Millius - TV - 7/11/87 - ***
51 - O Outro Sorriso - Robert Van Ackeren - TV - 3/11/87 - ***
52 - Encontro Inesquecível - Blake Edwards - Lord - 14/11/87 - *
53 - Al Capone - ??? - TV - 14/11/87 - ***
54 - A Mais Louca Odisseia Do Espaço - Mel Brooks - C.C.Almada - 22/11/87 - **
Média 3,074
55 - Um Boneco De Ventríluquo Que Ganha Vida / "The Dummy" - 10/2/87 - Abnder Bibberman - ***
56 - Um Velho Professor Que Se vê Recompensado Pela Vida - "The Changing In The Guard" - 11/2/87 - Robert Ellis Miller - ***
57 - "The Lateness Of The Hour" - 12/2/87 - Jack Smight -
58 - Actor Velho Que Ganha Nova Vida Com Uma Visita à Sua Memória - "The Trouble With Templeton" - 13/2/87 - Buzz Kulik - ***
59 - Um Anjo Da Guarda Desastrado A Proteger Uma Desastrada - "Cavender Is Coming - 16/2/87 - Allen H. Miner - ***
60 - Um pai que reza para um filho não morrer e consegue-o com a sua vida - amor - / "In Praise Of Pip" - 17/2/87 - Joseph M. Newman - ***
61 - Pessoas que ficam agarradas ao passado e não aceitam o progresso. 80Kg com Robots quase humanos / "Steel" - 18/2/87 - Don Weis - ****
62 - Boneca que ganha vida e protege uma criança do ódio do padrasto e o mata / "Living Doll" - 19/2/87 - Richard C. Sarafian - *****
63 - Um chato que fala muito e que tem um relógio que pára ao mundo e fica com pessoas para chatear / "A Kind Of A Stopwatch" - 20/2/87 - John Rich - *****
64 - Um Jockey que queria ser grande e conseguiu / "The Last Night Of A Jockey" - 23/2/87 - Joseph Newman - **
65 - Um paranóico vê criaturas na asa do avião em que viaja - "A Nightmare On The Plane" - 25/2/87 - ??? - *****
66 - A necessidade da fé; depois do holocausto uma comunidade vive 10 anos devido a um deus-máquina - "The Old Man In The Cave" - 26/2/87 - Alan Crosland - ***
67 - Um velho avarento só herda a sua sobrinha se esta cuidar de um robot feito à sua semelhança - 27/2/87 - Don Siegel - ***
D'Age - Concerto - 27/3/87 - Paio Pires - 3
GNR - Concerto - 27/3/87 - Paio Pires - 4+
Projecto G - Concerto - 28/3/87 - Almada - 3
Corpo E Alma - Concerto - 28/3/87 - Almada - 3
Barbarella - Concerto - 28/3/87 - 2
Mler Ife Dada - Concerto - 28/3/87 - Almada - 5-
GNR - Concerto - 24/4/87 - Coliseu (Lisboa) - 5
Margem Sul - Concerto - 16/2/88 - Seixal - 2+ (Carnaval - Rock Rock Na Tenda de Circo)
D'Age - Concerto - 16/2/88 - Seixal - 3 (Carnaval - Rock Rock Na Tenda de Circo)
Tranz It - Concerto - 16/2/88 - Seixal - 2 (Carnaval - Rock Rock Na Tenda de Circo)
UHF - Concerto - 16/2/88 - Seixal - 0 (Carnaval - Rock Rock Na Tenda de Circo)
Pop Dell'Arte - 3/3/88 - Aula Magna - Lisboa - 4
Felt - Concerto - 3/3/88 - Aula Magna - Lisboa - 4-
PSP (Marlon BrincoSobre Música E vídeo DE Vítor Rua (Pipocas) - Perfomance - 15/4/88 - Rock Rendez-Vous - 1
Objectos Perdidos - Concerto - 15/4/88 - Rock Rendez-Vous - 3+
Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre - Concerto - 1/5/88 - Rock Rendez-Vous - 3+ (mas eu sei que vão fazer mais e melhor)
Ex-Orient Lux - Concerto - 1/5/88 - Rock Rendez-Vous - 3 (porque eu sei que já não conseguem melhor)
* Luís Desirat + Nuno (?) Amado - Improviso/Concerto - 2/6/88 - Rock Rendez-Vous - 3
* Croix-Sainte - Concerto - 2/6/88 - Rock Rendez-Vous - 3+
. * Jovem Guarda - Concerto - 2/6/88 - Rock Rendez-Vous - 1
** Miso Ensemble - Concerto - 4/6/88 - Rock Rendez-Vous - 2
** Telectu - Concerto - 4/6/88 - Rock Rendez-Vous - 4
** Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre - Concerto - 4/6/88 - Rock Rendez-Vous - 3
** Mão Morta - Concerto - 4/6/88 - Rock Rendez-Vous - 4+
*** Lex Injusta (Fafe) - Concerto - 3/89 - Rock Rendez-Vous - 1
*** Clandestinos (Lx) - Concerto 3/89 - Rock Rendez-Vous - 2+
*** Primus Inter Pares (Coimbra) - Concerto - 3/89 - Rock Rendez-Vous - 2
*** Alma Dorida (Carvalhos) - Concerto - 3/89 - Rock Rendez-Vous - 3+
* e ** - Festa do 2º Aniversário da Ama Romanta.
* -> Não vi Essa Entente nem Membranes e só vi parcialmente Jovem Guarda --> Motivo: Transportes.
** -> Não vi Pop Dell'Arte -> Motivo: Transportes.
. Parcialmente
*** 6º Concurso de Música Moderna - RRV - 1ª Fase, 1ª Apresentação.
22 de Agosto de 1987
C1
8/87
L1
Crepúsculo Dos Deuses - RUT - 100.7MHz 2ª a 6ª 22.30-23.30
Cocteau Twins - Crusht - LP 'Lonely Is An Eyesore'
Skin - 1000 Years
Skin - Come Out
Low Life
Wolfgang Press - Ecstasy
Oloman - Loverbox
Throwing Muses - Fish*
Dead Can Dance - Frontier *
Cocteau Twins - Crush*
Clan Of Xymox*
Oloman - Starfish*
* LP 'Lonely Is An Eyesore' em "Expresso Avalanvhe"
L2
-
Fields Of Nephilim
Legendary Pink Dots
Skin - Blood Or Noys
Death In June
Colorbox
Einstürzende Neubauten
YMO*
Plastics*
* programa "Passeios No Telhado"
C2
8/87
Crepúsculo Dos Deuses - RUT - 100.7 MHz - 2ª a 6ª - 22.30-23.30
L1
Legendary Pink Dots
Savage Republic
Skiny Pupy - Burn In Water
New Judgment
Alien Sex Fiend - Ginato Plaza
---
---
--- - Sisters In The Rain
---
L2
Weather Man - Take It Off
Weather Man - The Lift
Joy Division - Auto-Sugestion
And Also The Trees
Cassandra Complex
C3
Crepúsculo Dos Deuses
L1
Sonic Youth - ... In My Heart
Zolar Garble
--- - Old Fashion
Blizpower - Good-Bye General
Sisterhood - Giving Ground
Bolonis Walk - Skin Deep
Daniel Dax - De Big Oloman (Instrumental)
Breathless
A Primary Industryu - Silazia (Instrumental)
Butthole Surfers
Paronial Devoid
Agron
Essa Entente (Bateria)
---
L2
Wiseblood - Someone ...
Palukas - Virginia*
Philip Boa & The Voodooclub - Clean Eyes Or Dirty Face*
Weding Present - Wants More*
Coil - De Panic (Album Scatology 84)
Einsturzende Neubauten
Bruce Gilbert - do LP "The Schriving Man"
A Primary Industry
And Also The Trees - The Evening Of 24TH
Einsturzende Neubauten - Nordy You
Godfathers
* da colectânea "Ten Years After The Goldrush"
C4
Crepúsculo Dos Deuses
L1
And Also The Trees
Coil - Raveness
Blitzoids - No Time
Swans
Big Black
Big Black
Big Black - Stinking Drum
Big Black - Bazooka Joe
Membranes*
Membranes*
Membranes*
Psichy TV - de Live In Tokyo
Sisterhood - Rain From Heaven
* álbum "Songs Of Love And Fury"
L2
Sixcome - de Content With Love - 87
Breathless - Bad Blood (inc.)
Fuzzbox*
Shop Assistants*
Pastels*
Mighty Lemon Drops*
Pop Will Eat Itself*
1.000 Failures*
Bodines*
Weather Prophets*
That Petrol Emotion*
Age Of Chance*
Be Loved*
Generators*
Creepers*
* da C-86 - cassette do NME com novas bandas (22)
SET/87 3 de Outubro de 1987
C5
Crepúsculo Dos Deuses
L1
Coil - Tainted Love (85)
Paulp - Being Following Home
Sound - Kinetic (87) S.UP
Chills
Minimal Compact - Is It So
Dead Can Dance - Anywhere Out Of The World - LP/87
Weather Men - 10 Deadly Kisses
Cassandra Complex - Present (Live)
Skinny Puppy
L2
Cassandra Complex - Clouds
Adoo - New Fashion
Cabaret Voltaire - Don't Argue
Buthole Surfers
Death In June - The Fal Of The World
Death In June - We Are The Lust
Frank Saigotan - Paródia Aos "Queen"
Tentix - No More Rockin
Philip Boa & t.V.C. - I Dedicate My Soul To You
7 Lovers Giants
Dead Can Dance - Cut Out - 87 -
Dead Can Dance - In The Wake Of Adversity
Minimal Compact - Piece Of Green
Set/87
C6
Crepúsculo Dos Deuses
Emissão Especial Dedicada À 4AD
L1
Com: Colorbox - Dif Juz - Clan Of Xymox - Wolfgang Press - Throwing Muses - Cocteau Twins - Dead Can Dance
L2
Membranes - Funny TV
Cassandra Complex - 3 Sings Blue
Cassandra Complex - Prayary Beach
Skinny Puppy - 1ST Head
Minimal Compact - Nuclear Twist
Negative Land - Perfect Stramble Eggs
Chumbawamba
Chesterfields
Beef Gang Power - Then When I Scream
1000 Mexicans - Dance Like A Mission
Skiny Puppy
Out 87
C7
Crepúsculo Dos Deuses
L1
Slam - Mars On Eyes
Current 93 - Imperial (LP)
Tuxedo Moon - Fanfar
Cram Of The City Solution - The Brother Song
Residents - It's A Men's, Men's World
Acid Maries - Just Talk
ClickClick - Of Harpy
Current 93 - Imperial (LP)
In The Nursery
Renaldo And The Love
L2
In The Nursery - Tempest
Into A Circle - Reward
Robert Haig - Music For
Behound - Sun City
LPD - Jewel In The Crown
Minimal Compact
Mass - Why
Last Seven Days
Five Or Six
1 de Abril de 1988
55 - O Massacre De Chicago - Roger Corman - TV - ****
56 - A Capital Do Crime - Budd Boetticher - TV - ****
57 - À Procura De Um Homem - Richard Brooks - TV - ****
58 - Os Dias Da Rádio - Woody Allen - C.C.Almada - *****
59 - Portas Do Inferno - Alan Parker - C.C.Almada - ****
60 - Full Metal Jacket - Nascido Para Matar - Stanley Kubrick - Lord - ***
61 - Nadine - Um Amor À Prova De Bala - Robert Benton - Lord - *
62 - O Inquilino - Roman Polanski - TV - ****
63 - O Fantasma Do Paraíso - Brian De Palma - TV - ***
64 - O Amor De Rastos - Jacques Rivette - TV - ***
65 - Quem Tem Medo De Virginia Wolf - Mike Nichols - TV - ***
66 - Feios, Porcos E Maus - Ettore Scola - TV - *****
67 - O Harém - Marco Ferreri - TV - *
68 - Verão 42 - Robert Mulligan - TV - **
69 - O Siciliano - Michael Cimino - Lord - ***
70 - Mundo Maluco - Stanley Cramer - TV 0
71 - Arizona Junior - Joe & Ethel Cohen - C.C.Almada - *****
72 - Reporter X - José Nascimento - Academia Almadense - **
73 - Desordre (França 1986) - Olivier Assayas - TV - *****
74 - O Último Imperador - Bernardo Bertolucci - Academia Almadense - ***
75 - Matador - Pedro Almodovar - Academia Almadense - ****
76 - Quarto Com Vista Sobre A Cidade - James Ivory - Academia Almadense - *
77 - A Fúria Da Razão - Dirty Harry - Don Siegel - TV - ***
78 - O Diabo No Corpo - Mario Bellochio - Quarteto - *****
79 - A Invasão Dos Violadores - Philip Kaufman - TV - *
80 - Milho Vermelho - ? - Quarteto - *****
81 - Vestida Para Matar - Brian De Palma - TV - ****
82 - Paris, Texas - Wim Wenders - TV - ****
83 - Assalto Ao Arranha-Céus - c/ Bruce Willis - Lord - *
84 - Os Fugitivos De Alcatraz - Don Siegel c/ Clint Eastwood - TV - ****
85 - Onde Está A Polícia - Abrham Zucker + ... + ... - Lord - **
86 - Rain Man - Barry Levinson - Lord - ****
87 - Ligações Perigosas - Stephen Frears - Lord - ***
88 - Um Z E Dois 0s - Peter Greenway - TV - ****
89 - Fim De Semana No Elevador - Claude Chabrol - TV - ***
90 - Madigan - Don Siegel - TV - **
91 - Chucky, Um Boneco Diabólico - Tom Holland - Lord - *****
92 - Curto Circuito 2 - Keneth Johson - Lord - **
93 - Taxi Driver - Martin Scorsese - TV - *****
94 - Mulheres À Beira De Um Ataque De Nervos - Pedro Almodovar - Cine Estúdio - **
95 - Sortilégio - Steve Minek / 89 - 3-12-89 - Lord - 2,8
96 - Abismo - James Cameron / 89 - 9-12-89 - Lord - 1,8
97 - A Cor Do Dinheiro - Martin Scorsese - 12-12-89 - Vídeo - 3
98 - Laranja Mecânica - Stanley Kubrick - 20-12-89 - Vídeo - 5,0
99 - O Império Do Sol - Steven Spielberg - 24-12-89 - Vídeo - 2,6
100 - Amadeus - Milos Forman - 27-12-89 - Vídeo - 4,8
101 - O Sentido Da Vida - Monthy Pytons - 28-12-89 - Vídeo - 4
102 - A Mais Louca Aventura De Beaugeste - Marty Feldman - 29-12-89 - Vídeo - 2
103 - Halloween - John Carpenter - 30-12-89 - Vídeo - 4,7
104 - A Vida De Brian - Monthy Pythons - 31-12-89 - Vídeo - 5
105 - A Corda - Alfred Hitchcock - -1-1-90 - Vídeo - 4,8
106 - Eles Vivem - John Carpenter - 6-1-90 - Vídeo - 4,8
107 - O Grande Engarrafamento - Luigi Comencini - 7-1-90 - Vídeo - 3,0
108 - O Mundo Segundo Garp - George Roy Hill - 13-1-90 - Vídeo - 0,5
Maria João Pires + Burhan Oçal - Concerto - 31/3/89 - Coliseu dos Recreios - 4+
Farinha + Ocaso Épico - Espectáculo Mini-Media - 1/4/89 - Rock Rendez-Vous - 3
Objectos Perdidos - Perfomance e Multi-Media - 1/4/89 - Rock Rendez-Vous - 3 --> só vi 1/2 hora - motivo: transportes
* Anómeos (Guim) - Concerto - 3/4/89 - Rock Rendez-Vous - 0
* Flávio Com F De Folha - Concerto - 3/4/89 - Rock Rendez-Vous - 2-
* Alma Dorida (Carvalhos) - Concerto - 3/4/89 - Rock Rendez-Vous - 3
* M'As Foice (Coimbra) - Concerto - 3/4/89 - Rock Rendez-Vous - 4-
Wim Mertens - Concerto - 21/7/89 - Teatro Municipal S. Luiz - 4+
Waterboys - Concerto - 22/7/89 - Campo Pequeno - 1
Rócócó - Perfomance - 7/10/89 - Rock Rendez-Vous - 1+
João Peste E O Acidoxlbordel - Concero - 7/10/89 - Rock Rendez-Vous - 4-
Ocaso Épico - Concerto - 31/10/89 - Rock Rendez-Vous - 3,5
Click Click - Concerto - 31/10/89 - Rock Rendez-Vous - 4,7
Blain Reininger + Steven Brown - Concerto - 21/11/89 - Teatro Municipal S. Luiz - 3,6
Telectu + Nuno Rebelo - Concerto - 19/1/90 - Rock Rendez-Vous - 4,2
More República Masónica - Concerto - 3/2/90 - Rock Rendez-Vous - 2,3
Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre - Concerto - 3/2/90 - Rock Rendez-Vous - 5
Noir Desir - Concerto - 19/6/93 - Cais Rocha Conde D'Óbidos - 3 - integrados nas Festas Lisboa/93 - Festival do Sudoeste
Rádio Macau - Concerto - 19/6/93 - Cais Rocha Conde D'Óbidos (inc.) - 4 - integrados nas Festas Lisboa/93 - Festival do Sudoeste
Painkiller - Concerto - --/93 - Armazém 22 - 4,7
Comme Restus - Concerto - --/93 - Miratejo - 2,8**
Tropa De Choque - Concerto - --/93 - Miratejo - 2,5**
A Nova Casa - --/93 - Miratejo - 1**
* 6º C.M.M. - 1ª Fase / 2ª Apresentação
** - entrega de prémios da C.M.M. do Seixal
2 de Outubro de 1989
Fred Somsen - Críticas 372320 - R.M
o primeiro nº são os pontos atribuídos ao disco.
|||- Jornal 257 - Khataclimici China Doll - Edward Ka-Spel - LP - DOM Product - 1988 - Disco - Junho/89 - 1600$00
9 - Jornal 257 - The Knife - Autopsia - 12" - Staalplaat - 1989 - Pedir para gravar *
9 - Jornal 257 - We Will Fight Back - Blackhouse - LP - Staalplaat - 1989 - Pedir para gravar *
6 - Jornal 257 - World Of Electronic Body Music - Vários - LP/CD - Antler - 1989
5 - Jornal 257 - Here Today Tomorrow Next Week - Sugarcubes - LP - One Little Indian - 1989
4 - Jornal 248 - Live In Japan - Death In June - LP - Supernatural Org. - 1989 - K7-87 Setembro/89
||| - Jornal 249 - A Waltz In Plan C - Robert Haigh - CD - Le Rey - 1989 - K7-88 Setembro 89
7 - Jornal 249 - Yesterday, Today, Tomorrow, Forever - 400 Blows - CD/LP - Concrete Pr. - 1989 - K7-88 excertos 4 temas
6 - Jornal 249 - Pity For The Self - Poesie Noire - mLP - Antler - 1989
4 - Jornal 249 - Hooked On You - Miss Nicky Trax - 12" - Complete Kaos (subsidiária da Antler) - 1989
4 - Jornal 249 - Gashed Senses And Crossfire - F.L.A. - LP - Third Mind - 1989
7 - Jornal 249 - Digital Tension Dementia - F.L.A. - 12" - Thrid Mind - 1989 - vou comprar à Madalena
5 - Jornal 249 - No Limit - F.L.A. - 12" - Third Mind - 1989
9 - Jornal 252 - Faces, Forms And Illusions - Delerium - CD/LP Dossier Rec. - 1989 - vou comprar Contraverso (tema extra 20' => Fred)
1 - Jornal 253 - The Real Rip-Off - Pearls For Swains - mLP - KK Records - 1989
9 - Jornal 253 - Understanding - Sleeping Dogs Wake - LP - One Little Indian - 1989 - pedir para gravar
8 - Jornal 253 - Aither - Vox Populi! - LP - VISA - 1989 - pedir para gravar
8 - Jornal 253 - Dieser Bart - H.N.A.S. - LP - KK Records - 1989 - pedir para gravar
7 - Jornal 251 - The Sisters Of Pataphysics - Nurse With Wound - LP - Idle Hole Rec. - 1989 - comprei na Contraverso
8 - Jornal 251 - Cooloorta Moon - Nurse With Wound - 12" - United Dairies - 1989 - mandar gravar - sobras
8 - Jornal 251 - Automating Vol. 2 - Nurse With Wound - LP - United Dairies - 1989 - comprar Contraverso
|||- Jornal 256 - Im Schatten Der Möhre - H.N.A.S. - LP - DOM Prod. - 1987 - Disco - Junho/87 - 1600$00
* depois de escrever para Staalplaat - 4/10/89
109 - O Navio Farol - Jerry Skolomowski - vídeo - 3,2
110 - Scanners - David Cronenberg - vídeo - 4,6
111 - Um Peixe Chamado Wanda - ? - vídeo - 0,7
112 - Irmãos Inseparáveis - David Cronenberg - vídeo - 5,0
113 - Balbúrdia No Oeste - Mel Brooks - 27/1/90 - vídeo - 0,8
114 - Os Modernos - Alan Rudolph - 27/01/90 - vídeo - 3,8
115 - Chuva Negra - Ridley Scott - 28/01/90 - Lord - 1,8
116 - As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim - John Carpenter - 3/2/90 - vídeo - 2,8
117 - Kalidor A Lenda Do Talismã - Richard Fleisher - 4/2/90 - vídeo
118 - O Local Do Crime - André Techiné - 10/2/90 - TV - 4,8
119 - O Elevador - Dick Maas - 9/2/90 - vídeo - 3,8
120 - O Melhor De Benny Hill - ---- - 18/2/90 - vídeo - 3,5
121 - Janela Indiscreta - Alfred Hitchcock - 14/2/90 - TV - 5
122 - Subterrâneo - Luc-Besson - 21/2/90 - TV - 4,1
123 - Brazil, O Ooutro Lado Do Sonho - Terry Gillian - 24/2/90 - vídeo - 4,2
124 - Melo - Alan Resnais - 24/2/90 - vídeo - 2,6
125 - O Quinteto Era De Cordas - --- - 15/4/90 - TV - 4,5
126 - Cidade Nas Trevas - Fritz Lang - 7/4/90 - TV - 4,5
16 de Novembro de 1989
89/90
DDD60M (92.4)
Discos Da Semana - 20-22 - Rádio Minuto - (2ª @ 6ª) F.S + P.S.
Semana 40 - A.C. Marias - One Of Our Girls - Mute - CD/89 - LP->K7/94 F I
Semana 41 - Dellerium - Faces, Forms And Illusions - Dossier - CD/88 LP->K7/94 F I
Semana 42 - Click Click - Bent Massive - P.I.A.S. - LP/89
Semana 43 - Young Gods - L'Eau Rouge - P.I.A.S. - CD/89 --> K7/110 FF
Semana 44 - Test Department - Gododdin - Ministry Of Power - CD/89 --> K7/112 FF
Semana 45 - Invaders Of The Heart - Without Judgment - KK Records - LP/89
Semana 46 - And Also The Trees - Farewell To The Shade - Reflex - LP/89
Semana 47 - Bourbonese Qualk - My Government Is My Soul - N.I.R. - CD/89 - CD1
Semana 48 - Eyeless In Gaza - Transience Blues - Integrity/Antler - CD/89
Semana 49 - Vários (compilação) - Funky Alternatives Four - Concrete Actions Inc. - CD/89
Semana 50 - The Residents - The King And Eye - Torso - LP/89
Semana 51 - The Grief - Kittystra Quatre - Danceteria - LP/89
Semana 52 - In The Nursery - Counterpoint - Sweatbox - CD/89 - LP107
Semana 01 - Vários (compilação) - Pay It All Back (Vol. 2) - On U Sound - CD/89
Semana 02 - Blurt - The Kenny Rogers Greatest Hits - V.I.S.A. - LP/89
Semana 03 - Fini Tribe - Grossing 10 K - One Little Indian - CD/89
Semana 04 - Tsunematsu Matsui - One Thing - Crammed - CD/89
Semana 05 - Negativeland - Helter Stupid - Rec Rec Music - CD/89 - CD2
Semana 06 - Area - Between Purple And Pink - C'Est La Mort Rec. - CD/89
Semana 07 - Legendary Pink Dots - Then Crushed Velvet Apocalipse - P.I.A.S. - LP/90
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Rádio Minuto,
Rock Rendez-Vous,
RRV,
Twilight Zone
25.4.17
BANDAS SONORAS (As Dez Melhores Bandas Sonoras De Sempre) - Listas -
BANDAS SONORAS
(As Dez Melhores Bandas Sonoras De Sempre)
Escolher dez bandas sonoras representativas do género não
foi fácil. A opção centrou-se no assumir dos discos como peça autónoma e não
apenas da música enquanto parte do filme em questão (o que afasta «2002» e
outros tantos), ficando ainda o importantíssimo espaço do musical reduzido a um
representante de referência. Prometemos, regressar, um dia, a estes domínios...
1951. GEORGE GERSWINN
«An American In Paris»
EMI
«Serenata à Chuva» (1952) pode servir de emblema popular
do musical clássico «made in Hollywood. Mas é em «An American In Paris», filme
dirigido um ano antes por Vicente Minnelli, que o conceito (musical) do próprio
género encontra uma das suas concretizações mais puras. O retorno aos temas de
George Gershwin (1898-1937) faz-se através de uma lógica em que as canções se
vão inscrevendo num fascinante aparato sinfónico, ao mesmo tempo que suscitam a
expressão dos corpos que dançam.
1958. BERNARD HERRMANN
«Vertigo»
Varese
Se Alfred Hitchcock inventou a linguagem do «suspense»,
então Bernard Herrmann conferiu-lhe uma sonoridade própria. Teia de melodias
dramáticas, orquestrações exuberantes e cordas sempre angustiadas, a música de
«Vertigo» é a apoteose de uma relação de trabalho de oito filmes, entre 1955
(«O Terceiro Tiro») e 1964 («Marnie»). O todo existe como peça sinfónica
autónoma e fascinante, mesmo se foi concebido para servir os desígnios
fantásticos do filme e do seu retrato da mulher «que viveu duas vezes».
1966. HERBIE HANCOCK
«Blow-Up»
EMI
Ao convidar Hancock, Antonioni marcava um capítulo decisivo
da música moderna. Em 1966, Hancock tinha uma pequena, mas brilhante,
discografia que desembocava em «Maiden Voyage” (1965). Nela se exprimia uma
relação mais «free» com a história do jazz, disponível, por exemplo, para as
experimentações electrónicas. Na sua riqueza rítmica, fundindo sonoridades
rock, jogos funky e deambulações jazzísticas, «Blow-Up» é o momento zero de um
fascinante processo de reconversão da música nos filmes.
1971. WALTER CARLOS
«A Laranja Mecânica»
Warner Bros
Depois do determinante «2001: Odisseia No Espaço»,
Kubrick voltou a encarar a música como elemento fulcral do filme seguinte.
Baseado num livro de Anthony Burgess, o filme contou com brilhante banda sonora
na qual se cruza Beethoven e Rossini com uma ousada aventura de pioneirismo
electrónico conduzida por Walter Carlos. Num espaço de travo futurista (que
sublinha a identidade estética do filme), um plano novo nasce do encontro entre
a tradição clássica e o desenho de um futuro electrónico.
1977. VÁRIOS
«Saturday Night Fever»
Polydor
Editada em Dezembro de 1977, «Saturday Night Fever» é a
banda sonora mais vendida de sempre, o que é por si pomposo muito embora esse
não tenha sido o seu feito maior. O «pequeno filme» revelou-se um fenómeno
cultural ímpar definindo uma geração, testemunhando todo o movimento, a forma
de ser, de estar, de vestir, de dançar do disco sound. A par de clássicos dos
Bee Gees surgem outros hinos e nomes como Yvonne Elliman e K. C. & The
Sunshine Band num documento histórico.
1977.
JOHN WILLIAMS
«Star Wars»
RCA
Victor
John Williams era já um veterano (inclusivamente premiado
com dois Óscares) quando aceitou o desafio de George Lucas para cenografar com
música um épico intergaláctico que acabou por marcar a história do cinema.
Herdeiro da tradição sinfonista (uma das mais ricas e recheadas escolas de
música ao serviço do cinema), John Williams condensou na banda sonora de «A
Guerra Das Estrelas» uma amálgama de referências funcionais, dela nascendo uma
sólida e inesquecível sinfonia universal.
1982. VANGELIS
«Blade Runner»
Wea
De certa forma, encontramos na música que Vangelis compôs
para «Blade Runner» uma actualização (revista e aumentada) das potencialidades
das electrónicas ao serviço da mais clássica escrita de música para cinema,
escola com primeiro mestre em Walter Carlos. Ridley Scott adapta aqui um conto
de Philip K. Dick e, para conceber os ambientes de uma Los Angeles opressiva e
sobrepovoada no século XXI, recorre a uma dialética entre o épico e o negro que
a música de Vangelis aqui tão bem sugere.
1990.
ANGELO BADALAMENTI
«Twin
Peaks»
Warner
Bros
Numa chamada de atenção aos universos da música composta
para televisão, a presença de «Twin Peaks» serve nesta lista para exemplificar
como pode ser importante o entendimento estético entre um realizador (Lynch) e
um compositor (Badalamenti) na criação da alma de uma obra total. A música de
«Twin Peaks», que contamina depois a própria adaptação ao cinema em «Fire Walk
With Me» (em 1992), decorre de um trabalho que realizador e músico vinham a
desenvolver, na companhia da cantora Julee Cruise.
1995. GORAN BREGOVIC
«Underground»
PolyGram
A obra-prima de um dos mais invulgares autores europeus
de música para cinema é um exercício de composição que parte de referências de
tradições populares da música balcânica para um espaço de contemporaneidade,
naquele que é também o mais recomendável dos trabalhos de escrita musical na
filmografia de Emir Kusturica. Depois de interessantes ensaios em «Arizona
Dream», «O Tempo dos Ciganos» (ambos de Kusturica) e «A Rainha Margot» (de
Chéreau), Bregovic atinge aqui a plenitude da sua escrita.
1996. VÁRIOS
«Natural Born Killers»
Interscope
Momento alto de uma tradição que conheceu o primeiro
momento histórico na banda sonora de «Os Amigos de Alex», a de «Assassinos
Natos» é uma das mais poderosas compilações de canções ao serviço da sétima
arte. A música que serve este filme de Oliver Stone reúne figuras tão díspares
quanto as de Leonard Cohen, Patti Smith, Patsy Cline, Nine Inch Nails ou Barry
Adamson. Na concepção e coordenação da banda sonora encontramos Trent Reznor,
que depois trabalhou com David Lynch em «Estrada Perdida».
15.2.17
DN:música - Série: Os Melhores Álbuns De Sempre (1)
DN:música
Os melhores álbuns de sempre
02 de Setembro de 2005
02 de Setembro de 2005
[52] WALTER CARLOS
Na banda sonora de A Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick
desvendou-se uma das primeiras obras-primas da música electrónica ‘popular’.
Música visionária, pioneira, herdeira das descobertas de Moog, em diálogos
entre a tradição clássica e a invenção de novas linguagens
TÍTULO A
Clockwork Orange (Original Soundtrack
ALINHAMENTO
Title Music From A Clockwork Orange (W. Carlos / R. Elkind) / The Thieving
Magpie (Rossini / Theme From A Clockwork Orange (W. Carlos / R. Elkind) / Ninth
Symphony – second movement (Beethoven) / March From A Clockwork Orange
(Beethoven, arr. W. Carlos) / William Tell Overture (Rossini) / Pomp And Circumstance
March No 1 (Elgar) / Pomp And Circumstance March No 4 (Elgar) / Timesteps (W.
Carlos) / Overture To The Sun (Terry Tucker) / I Want To Marry A Lighthouse
Keeper / Suicide Scherzo (Beethoven, arr. W. Carlos) / Ninth Symphony – fourth
movement (Beethoven, arr. W. Carlos) / Singin’ In The Rain
ANO 1972
EDITORA
Warner Records
Em 1971 Stanley Kubrick apresentou A Laranja Mecânica, um
dos mais marcantes dos seus filmes, adaptação de um romance de Antony Burgess
no qual se revela a história de Alex, um jovem cujos interesses são apenas
sexo, ultra-violência e Beethoven. O filme, um dos mais citados entre
fundamentais por sucessivas gerações de músicos, juntou a uma realização de
mestre e a um argumento notável uma interpretação arrebatadora de Michael
MacDowell, um aprumo visual iconográfico e uma banda sonora que fez história,
revelando-se uma das primeiras obras-primas da música electrónica “popular”.
Colaborador de Robert Moog no desenvolvimento do seu
sintetizador, o norte-americano Walter Carlos (hoje Wendy, depois de uma
operação de mudança de sexo em 1972) levou as potencialidades das novas
tecnologias ao serviço da música a bom porto com dois discos nos quais ousou
cruzar referências da música clássica com as emergentes máquinas electrónicas
de fazer som. Em Switch On Bach (1968) e The Well Tempered Clavier (1969),
reinterpretou leituras de obras seculares à luz do que se sonhava ser o som do
futuro.
Kubrick desafiou Walter Carlos a criar as músicas e
paisagens sonoras de A Laranja Mecânica, procurando em algumas diálogos
visionários entre passado e futuro, entre a música clássica e os novos
instrumentos, em tudo seguindo pistas fulcrais na definição dos jogos éticos do
próprio filme. Walter Carlos partiu precisamente da lógica de adaptação livre
que praticara nos anos recentes e reinventou, para Kubrick, a abertura de
Guilherme Tell de Rossini e, claro, elementos diversos da Nona de Beethoven,
peças que quase adquirem uma lógica narrativa. Numa das variações em torno de
Beethoven, à qual chamou March From A Clockwork Orange (definida sobre excertos
do quarto andamento da nona sinfonia), Walter Carlos estreou um instrumento que
depois se tornaria acessório em muita produção musical posterior: o vocoder.
A estas peças interpretativas, Walter Carlos juntou composições
suas, uma delas o gatilho primeiro para o interesse de Kubrick, o expressivo e
texturalmente deslumbrante Timesteps, o hoje célebre tema de abertura do filme
e alguns elementos incidentais. O resto da banda sonora é constituído por
gravações “clássicas” de obras de Rossini, Elgar, Tucker e Beethoven e as
canções Singing In The Rain de Gene Kelly e I Want To Marry A Lighthouse Keeper
de Erik Eigen.
Três meses depois da banda sonora, Walter Carlos editou
um disco complementar com a versão integral de Timesteps e porções de música
adicional que acabaram fora da montagem final do filme.
Nuno Galopim
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Walter Carlos
8.4.15
Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (55) - Sonora #2 - 1991
Sonora
#2 - 1991
98 páginas
Bilingue: Italiano + Inglês
com CD de oferta
Nº 2 da revista Sonora, editada pela Materiali Sonori de Itália. Já aqui apresentámos o Nº1, de 1990.
Este número é mais dedicado ao cinema e às ligações deste com a música.
Daí ao texto ilustrativo abaixo, sobre David Lynch.
Lynchmania (c)
"Sobre técnicas de filmagem há muitos manuais, sobre a crítica temos muitas opiniões, mas quanto a iluminações existem apenas alguns lampejos espasmódicos"
James Broughton, Seeing The Light, 1977
Graças à Palma de Ouro com que foi galardoado no Festival de Cinema de Cannes por Wild At Heart, e acima de tudo, pelo êxito retumbante a nível mundial da série televisiva Twin Peaks, David Lynch foi rapidamente transformado de um director de culto num realizador de primeira classe e celebridade mundial. Agora já um realizador conhecido, como poderíamos esperar em tais casos, para a imprensa, especializada e não especializada, que se diverte a si própria encontrando toda a espécie de significados e referências nos seus, indubitavelmente, estranhos filmes.
A Lynchmania contagiosa dos últimos meses tem contudo trazido na sua trouxa novos elementos nos média que deveríamos ter assumido como sendo incompatíveis com largas audiências televisivas: Temas de uma morbidez maníaca, níveis de violência física e psicológica sem precedentes, megadoses de ironia surreal e puro nonsense.
Significativamente mais importantes são as inovações de Lynch a nível da sintaxe fílmica, ou de preferência a devoção a especificidades visuais poéticas do cinema do realizador, construídas através la lente da câmara em vez de nas páginas do script (tal como Greenway, Jarman e outros poucos realizadores contemporâneos). A linguagem que Lynch usa de modo tão sábio e com tal auto-confiança, é essencialmente sensorial e institiva, e precisamente por esta razão a banda sonora (frequentemente uma colagem de peças evocativas e efeitos sonoros desconcertantes, de que o realizador se ocupa pessoalmente) não tem menos importância do que os ângulos da cãmara e a prova das imagens, em que a história recua no fundo, algumas vezes apenas um pretexto para orgias de citações visuais e estilização. Como um maestro de sinfonias bizarras, Lynch parece uma espécie de voyeur naif, genuinamente interessado em tornar o espectador seu cúmplice, enquanto explora as ocorrências do filme e o comportamento patológico que parece sempre ser estar sempre à espreita sob a superfície da, assim chamada, normalidade. As suas poesias são quase minimalistas, desenhadas com uma clareza ao estilo da banda desenhada, com personagens bem definidas, expressões e características físicas levadas ao extremo, e uma tal manáiaca subdivisão entre o Bem e o Mal, pureza e malvadez, melodia e ruído, que nos fazem pensar se não estamos a ser levados ainda mais longe. Entre os símbolos recorrentes, um dos mais explícitos tem a ver precisamente com a precariedade da visão cinemática, da maneira como ela é condicionada pelos raios de luz que saem do projector num continuum, alternando entre Luz e Escuridão. É o tremeluzir de lâmpadas quase a avariar, que encontramos no quarto da personagem principal de Eraserhead, tal como nas cenas finais de Blue Velvet e em vários momentos de Twin Peaks, são as chamas vacilantes de uma vela, novamente em Blue Velvet, os fósforos que são repetidamente postos, parados, defronte da lente da câmara em Wild At Heart e as luzes stobe em Industrial Symphony N.1. Um salto nos cantos mais recônditos e escuros do desconhecido podem surpreender-nos a qualquer momento, transpotando-nos para universos misteriosos, mas também de repente e inesperadamente, podemos ter as mais belas e felizes revelações a iluminar-nos.
RENAISSANCEHEAD
David Lynch nasceu em 20 de Janeiro de 1946, em Missoula, Montana. Passou a sua infância em vários estados dos EUA, mudando-se com o seu pai, um investigador científico nso US Forest Service. Bom a desenhar desde cedo, completou, de forma algo desorganizada, os seus estudos em artes nos anos sessenta, tendo também viajado pela Europa e acabando num estúdio de uma expressionista abstracto com o nome programático de Michael Angelo. Enquanto trabalhava nos mais inclassificáveis empregos, frequentou a Philadelphia Academy of Fine Arts, começando a produzir trabalhos extravagantes de arte gráfica, tal como um poster mostrando uma galinha estripada. Tendo casado com uma colega de curso e depois tornado-se pai pela primeira vez em 1967, Lynch, talvez estimulado pela experimentação criativa de realizadores independentes como Harry Smith e Stan Brakhage, fez alguns projectos multimédia: ganhou o primeiro prémio numa competição artística com uma espécie de filme-escultura, um ecrã com três unidades tridimensionais na qual se projectava um filme de animação. Também Alphabet é uma curta metragem que junta animação e acção ao vivo, e que lhe granjeou a possibilidade de estudar no prestigiado American Film Institute. A curta seguinte, The Grandmother, a história de um rapaz solitário que faz crescer uma generosa avó a partir de uma semente (!), foi bem recebida em várias competições. Depois de uma mudança para Los Angeles, de 1971 a 1976 Lynch dedica-se a si próprio, sendo confrontado com problemas financeiros e pessoais, para conseguir acabar a longa metragem Eraserhead, um projecto muito pessoal e radical (depois de se ter divorciado da sua mulher, acabou por ficar literalmente a viver no estúdio de realização, dormindo no quarto onde grande parte da acção do filme tinha lugar). Uma surpresa desagradável aguardava o autor quando o seu pesadelo a preto e branco ficou finalmente acabado. - foi-lhe recusada a entrada nos mais prestigiados festivais cinematográficos, até o distribuidor Ben Barenholtz lhe dar a oportunidade de se tornar num filme de culto de sessões da meia-noite. Depois de um período de inactividade forçada, Lynch arranja maneira de começar The Elephant Man que recebeu nada menos do que oito nomeações para os óscares, em 1980, estabelecendo a reputação do realizador de uma vez por todas. Dune veio a seguir, uma adaptação ambiciosa da saga de ficção científica de Frank Herbert que foi recebido de forma morna pelos críticos e pelo público, e depois o bizarro mas feliz Blue Velvet, uma filme controverso devido à sua rudeza na manipulação de géneros cinematográficos, moldando-os aos caprichos de uma ardente imaginação visual. O sucesso de bilheteira, apesar das reservas postas por alguns críticos, permitiu a Lynch usar a mesma fórmula em Wild At Heart, que venceu em Cannes e, acima de tudo, agradou muito às novas gerações, e com a série televisiva Twin Peaks, que, inesperadamente, atraíu uma vasta audiência, encorajando a feitura de novos episódios, após o conjunto inicial de oito. Tendo atingido o pico da fama com apenas cinco filmes, Lynvh, do seu período com estudante de artes reteve uma evidente abordagem multimédia na sua criação cinematográfica. Os seus filmes tendem a recuperar e recapitular uma multiplicidade de estímulos culturais (desde a pintura à banda desenhada, desde o rock aos vídeoclips) e o realizador, ele próprio, gosta devariar nas suas actividades evidenciando um ecletismo ao bom estilo Renascentista: escreveu letras de canções (assim, ele é mais do que um simples criador de ruídos abstractos), escreveu e desenhou tiras de banda desenhada (a sua tira semanal para o L.A. Reader, The Angriest Dog in the World, tinha sempre os seus desenhos e textos derivados das mais banais conversas), ele exibiu ainda de forma regular as suas pinturas perturbadoras, tirou fotografias (um livro vai ser publicado com os temas improváveis de arqueologia industrial e higiene oral - pensamos que não ficaria mal nas edições da Re/Search!), é actor (aparecendo de forma breve na segunda série de Twin Peaks como um detective quase surdo, e em Zelly & Me, de Tina Rathbone) e ainda terá, provavelmente, mais uma série de cartas para jogar. O Diário Secreto de Laura Palmer, que se tornou num best-seller internacional, não é o habitual livro sobre uma série televisiva, mas na verdade o diário privado da personagem principal e vítima de Twin Peaks, da forma como é representada na TV: ela contém muitos elementos novos, é uma peça incompleta de um mosaico multimédia no qual há também lugar para "Diane...", as fitas magnéticas que o detective Cooper dita a uma secretária invisível, editado em cassete pela Simon & Schuster com a voz de Kyle MacLachlan. Emprestando-se a si próprio a inevitáveis aventuras de marketing, Lynch geriu-as de tal forma a obter novas teias da sua própria mitologia da psicose, criando ligações complexas entre a realidade e a ficção (não é por acaso que os seus familiares, amigos e elementos autobiográficos são frequentmente misturados nos seus filmes, o diário foi escrito pela sua filha Jennifer que tinha a mesma idade de Laura Palmer...). É precisamente aqui que a estranha força do autor se baseia, em ter de gerir para construir, como William S. Burroughs nas suas novelas, um universo de símbolos composto por camadas e meta-narração que intermutam de forma explicita entre um trabalho e outro, fazendo explodir as convenções de uma história linear, prescindindo das vantagens de uma forma mais tradicional de comunicar mas ganhando acesso a dimensões inexploradas do inconsciente, para todos aqueles espectadores preparados para aceitar uma participação diferente e mais dinâmica na visualização das suas obras ("Penso que a vida é como eu a mostro, que a podes reduzir cada vez mais e que mesmo assim continuará sempre a fazer um sentido fantástico").
TWIN SOUNDTRACKS
Como já referimos, para Lynch a banda sonora é de capital importância na feitura do filme, o cuidado com que ele escolhe as peças de reportório a usar e os colaboradores musicais, tal como a atenção dada à gravação e produção sonora das várias bandas sonoras, não tem quaisquer rivais na história recente do cinema (traz-nos à memória o célebre e inteligente comentário de Kubrick para 2001: A Space Odissey e A Clockwork Orange). Assim, não é particularmente surpreendente, especialmente ultimamente, que os produtos sonoros de Lynch têm tido um sucesso que vai muito para além dos coleccionadores de bandas sonoras, tendo até conseguido alguns lugares honrosos nas tabelas de vendas (além disso, Simon Frith, num ensaio incluído no volume recente Facing The Music, analisa de forma perspicaz o incremento que se tem verificado nas colaborações entre as indústrias cinematográfica e musical).
Eraserhead é um conto mórbido sobre Henry Spencer (John Nance) que sofre de alucinações, do seu casamento com a retardada Mary X e o nascimento de uma criança monstruosa, que é morta pelo seu pai no final visonário. A extraordinária atmosfera de pesadelo é tão devida à fotografia expressionista e sinistra como o desconcertante continuum sonoro de rssoar industrial, baforadas de vapor e vento assobiador, que quase sempre se sobrpõem os magros diálogos das personagens, criando um efeito paradoxal de filme mudo. Lynch, juntamente com Alan R. Splet, é o responsável pela banda sonora chocante e cacofónica, onde do magma sonoro ele permite a emergência apenas breve e distorcida de extractos de velhas gravações de jazz (que Henry ouve no seu gramofone), e uma pequena canção minimal com música de Peter Ivers, In Heaven, cantada por uma cantora deficiente e deformada que Henry vê, ou sonha que vê, no radiador do seu esquálido pequeno quarto. Deprimente e fascinante ao mesmo tempo, Eraserhead é feito com aquele sentido sombrio de dificuldade existencial que pertencia à geração punk de 1977, e é, assim, muito propriado que a estranha banda sonora tenha sido publicada pela editora Alternative Tentacles, a editora independente dos Dead Kennedys (uma foto da incrível criança é disponibilizada juntamente com o disco).
Uma das pequenas piadas sobre a natureza é também o centro da sua empreitada cinematográfica seguinte, The Elephant Man, que em linguagem tradicional narra a história verídica de John Merrick, uma pessoa sensível, prisioneira num corpo monstruoso, sujeito aos tormentos mórbidos e à curiosidade doentia das pessoas normais. A época vitoriana na qual a história se passa foi recoonstruída com acuidade exemplar, mais uma vez numa fotografia inspirada a preto e branco. A música, composta e conduzida por John Morris, orquestrada por Jack Hayes para a National Philharmonic Orchestra, recria a atmosfera do tempo duma forma convencional, mas digna de nota, com soluções orquestrais dramáticas, tocantes ou grotescas (as árias do circo que acompanham as cenas nas apresntações públicas). O único parêntesis musical ocorre quando o Elephant Man está a ver um conto de fadas, em pantomima, no teatro ao som do Adagio For Strings pelo compositor americano Samuel Barber (1910 - 1981). Lynch não resiste à oportunidade de se dispersar pelas áreas sombrias de Londres no pico da Revolução Industrial com os seus efeitos sonoros particulares, que também em trabalhos futuros aparecem para representar algo que é a sua marca.
Dune, um filme que Lynch fez de forma feliz depois de tanto Jodorowski e Ridley Scott terem sido obrigados a desistir do projecto, é ainda um teste de uma natureza diferente para o realizador, muito influenciado pela procura de uma mega-produção. A música foi atribuída aos pomposos Toto, um grupo formado por músicos de estúdio americanos bem conhecidos, de alguma forma em declínio depois dos estrondosos êxitos de vendas dos seus dois primeiros álbuns. A banda dos irmãos Porcaro utilizaram a Vienna Symphony Orchestra para os arranjos e o resultado é algo maneirista, sendo as únicas excepções o evocativo tema principal Main Title e o etéreo Prophecy Theme, que foi contudo composto e executado por Brain Eno, Daniel Lanois e Roger Eno, músicos mais apropriados para a interpretação esotérica-introspectiva de Lynch da famosa saga de ficção científica. Para os Toto, o disco foi um completo flop, enquanto no filme, apesar de muitos altos e baixos, podemos apreciar as imagens barrocas e o cuidados retrato das personagens. Um processo diferente, e mais de acordo com o estilo de Lynch e com a sua sensibilidade musical, foi então utilizado nos dois filmes seguintes. Blue Velvet e Wild At Heart. O primeiro é um thriller com uma história amorosa que acompanha um jovem, Jeffrey, numa espécie de viagem inicática (um dos temas favoritos da literatura americana), através dos negros mistérios que estão escondidos sob a aprentemente vida calma de uma pacata cidade, Lumberton. O segundo é um road movie suis generis que reconta a fuga da bela Lula da sua despótica e cruel mãe, na companhia do seu namorado, Sailor, um autêntico rocker rebelde, ambos parecidos em espírito e aparência. Em ambos os casos Lynch utilizou música original de Angelo Badalamenti, escrito tendo em mente os sons típicos da música pop dos anos 50 e 60, o período em que se passam as histórias, misturados com temas bem escolhidos do reportório standard, que servem frequentemente para elevar ou baixar o nível da acção, sublinhando sistematicamente os momentos chave dos filmes. A canção lânguida The Blue Velvet, cantada por Dorothy Vallens / Isabella Rossellini é o hit romântico tirado das tabelas de venda de 1963 por Bobby Vinton (em 1990 entrou novamente para os tops na Grã-Bretanha, por influência directa do filme de Lynch), e também outro hit de 1963, In Dreams, de Roy Orbinson, cantado em palyback por um gangster homosexual (utilizando uma lanterna como microfone: que melhor metáfora para o modo como o som e a imagem podem ser absolutamente complementares um do outro?) para agradar a Frank Booth, o criminoso psicopata, competentemente interpretado por Dennis Hopper, um verdadeiro fetish rock 'n' roll que se expressa quase em exclusivo por citações de letras de canções famosas. Lynch gosta de fazer os seus actores cantar, e assim a perfomance de Sailor / Nicholas Cage ao estilo Presley (que já tinha sido colocado em teste, musicalmente falando, no contexto dos anos 60, no filme de Coppola, Peggy Sue Got Married) não são meramente decorativos, mas constituem um código secreto entre os amantes em fuga, sendo Love Me Tender a fórmula mágica que propícia o final feliz. Se para a exploração macro-fotográfica de uma orelha humana ou para dentro de uma colónia de insectos novamente correspondem ruídos que parecem amplificar os micromecanismos naturais e as suas vozes para além dos níveis normais de percepção, a orquestração suave de Badalamenti (Mysteries Of Love, Dark Spanish Symphony) serve para segurar a audiência, antes de repentinas explosões de violência e irracionalidade virando a narrativa de pernas para o ar. Os clássicos de rock 'n' rolle as lânguidas baladas adolescentes (Be-Bop A Lula, Love Letters), juntamente com anacronismos deliberados (do hardcore de Powermad ao recente sucesso Wicked Game, de Chris Isaak, Lynch queria que ele resultasse também em Wild At Heart, competindo de forma avessa para criar interconexões intricadas de citações entre os dois filmes, em que ambos apontam para a importância do papel da música rock e da cultura rock no desenvolvimento cultural do realizador (Wild At Heart, com a sua sucessão selvagem de sequências memoráveis, tem o estilo de um longo vídeoclip).
A série Twin Peaks, pelo menos nos primeiros episódios que foram mais directamente supervisionados por Lynch (a terceira série perdeu virtualmente toda a sua força original), é ainda mais uma fenomenal concentração de citações da cultura musical e cinematográfica-televisiva Americana (A mais obstinada reconstrução da multiplicidade de referências escondidas pode ser encontrada no segundo episódio do magazine Americano Vídeo Watchdog), todos levados ao ponto da exasperação, partindo-os e virando-os do avesso, os cânones da telenovela e mistério (é suficiente dizer que a personagem principal, Laura Palmer, é já um corpo morto desde o início!). Também aqui encontramos pessoas ligadas à música de uma forma maníaca, como Leland Palmer, que, quando não está a rir ou a chorar de forma desalmada, está a dançar e a cantar de uma forma obsessiva. Pode haver uma repentina pausa na acção quando a Girl Singer é cantada na Roadhouse, ou quando uma canção da época é seleccionada na jukebox, ou ainda quando James Hurley decide tocar guitarra acústica e cantar uma melancólica canção de amor. Mais que tudo a música de Badalamenti, logo directamente a partir do inesquecível tema de abertura, com teclados místicos e notas de baixo profundas que expressam a paragem/cristalização de uma angústia, contribui de uma forma decisiva para definir o código estilístico da série, com as guitarras vibrantes, o número do coro cheio de carícias, o fumarento fascínio do cool jazz, as melodias aparentemente inocentes que nos enviam directamente para os inícios da década de sessenta, quando a sofisticação minimalista dos arranjos fez os críticos citar a escola da etérea música New Age mais do que uma vez. E se as composições rarefeitas de Badalamenti vão bem para além do espritualismo ecológico dos produtos ambientais soft de Windham Hill, Twin Peaks é à sua maneira o programa perfeito para ageração New Age, que tem por hábito descobrir e consumir acontecimentos paranormais e teorias metafísicas todos os dias. Talvez seja precisamente agradecer às novas audiências que diferiam em muito, no que toca aos seus gostos, do homem normal, de 30 a 40 anos de idade, velho ex-punks, que uma série de leitura tão difícil tenha sido um estrondoso êxito. De outra forma, termos de pensar que as audiências televisivas como um todo estão mais emancipadas do que habitualmente somos levados a crer, e pedir nada menos que uma mudança na dieta monótona que nos servem de talk shows e quiz games.
O DIÁRIO SECRETO DE ANGELO BADALAMENTI
O sucesso da banda sonora de Twin Peaks, que trepou pelas tabelas de vendas por todo o mundo deram lugar a espúrias versões dançáveis, o que forçou o seu criador a sair do escuro e dar alguns magros detalhes biográficos. Ele é de origem italiana, não muito novo, com um diploma em piano e composição da Manhattan Music School, um professor de música e ainda um compositor/arranjador de jingles publicitários, musicais e bandas sonoras (num inespecificado número de estilos, e dos mais diversos, desde o espalhafatoso Cousins aos filmes de terror, A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors), Angelo Badalamenti conheceu Lynch na rodagem do filme Blue Velvet, para onde tinha sido enviado para dar lições de canto a Isabella Rossellini. Deram-se tão bem que o músico se viu envolvido na totalidade da banda sonora, e desde aí não parou de colaborar com Davod. O modo de trabalhar da equipa é muito simples: o realizador escreve poemas minimais que servem de letras para as canções (com frases românticas tão banais que até parecem metafísicas), depois descreve detalhadamente ao músico a atmosfera que a peça tem de evocar, e Badalamenti, com sofisticada sensibilidade e uma boa dose sentido latino de paixão, deita cá para fora aquelas melodias subtilmente perturbadoras e aqueles efeitos de atmosferas elusivas, que tanto têm contibuído para a popularidade de Twin Peaks (na realidade um segundo volume de temas musicais da série está já em preparação). Badalamenti, que também possui um estúdio de gravação e co-produziu as últimas edições dos Pet Shop Boys, considera-se um músico completo e não apenas um compositor de bandas sonoras. Enquanto muito lhe colocaram a coroa do novo Morricone dos anos noventa, Angelo está já a trabalhar na música para o próximo filme de Lynch e para o segundo álbum de Julee Cruise, a voz escolhida para interpretar as canções vaporosas do duo.
JULEE CRUISE - A DAMA FLUTUANTE
Uma cantora de anúncios comerciais e uma cantora de coro na Broadway num grande número de espectáculos (Cabaret, Little Shop Of Horrors, etc.), com um diploma em trompa, Julle Cruise é do Ohio. Badalamenti, que já tinha tido a oportunidade de trabalhar com ela no campo publicitário, propôs a sua voz etéra a Lynch, para cantar Mysteries of Love que acompanha os créditos finais de Blue Velvet. O talento natural da cantora e a sua cara peculiar, uma espécie de versão doentia e existencialista de Annie Lennox, causou uma tal impressão ao realizador que foi planeado um álbum inteiro de canções só para ela, Floating Into The Night, que teve uma boa recepção por parte da crítica. O segundo álbum contém dez faixas escritas por Lynch e Badalamenti, três das quais foram também incluídas em Twin Peaks, onde Cruise faz de Girl Singer. Badalamenti tocou os teclados e, com a ajuda de alguns músicos de sessão, criou arranjos delicados e desfocados, muito à imagem das fotos sobrepostas de Lynch que aparecem na capa, enquanto Julee canta numa voz aguda e doce, que não lhe vem de forma natural dela, ou então sussurra as letras. Contudo, muito disso foi planeado conscientmente, esta operação musical atinge um resultado muito fresco e persuasivo. Não contente com o facto de ter dado uma nova vida às suas canções separada do filme, David levantou a fasquia apresentando uma ambiciosa perfomance multimedia, na Brooklyn Academy of Music, em 10 de Novembro de 1989, Symphony N.1 - The Dream of The Broken Heart, que era uma colagem de composições escritas com Badalamenti, intercaladas com ruídos, cantada por Cruise no mei de actuações industriais e aparições surreais que eram de forma flagrante óbvias (um anão que recita enquanto serra uma árvore ao meio, um enorme veado sobre palafitas, bonecas a flutuar no ar, etc.). A presença unificadora no trabalho, que está disponível em forma de vídeocassete, com um prólogo de Nicholas Cage e Laura Dern (a peça pode ser considerada um apêndice onírico à história de amor de Sailor e Lula), é precisamente a figura diáfana da cantora, com a sua face pálida e o seu vestido de seda branca como a neve, que palpita em palco quase na totalidade do espectáculo, com a ajuda de fios invísiveis, uma encarnação enigmática do mais sedutor dos pesadelos do realizador.
PARA VICIADOS APENAS: DAVID ROCKER
Apesar da sua aparência séria e contrita e das suas roupas impecáveis, Lynch mostrou de forma inequívoca nos seus filmes que estava a esconder um coração apaixonadamente rocker. Tanto quanto a isso diz respeito, o mundo musical imediatamente percebeu isso, fazendo de Eraserhead um primeiro manifesto, do tumulto interno e do desgosto niilista das tribos punk/new wave. Os Tuxedomoon, uma influente banda do underground de San Francisco, prestou homenagem ao realizador gravando uma versão tecnológica de In Heaven, a pequena canção bizarra de The Lady In The Radiator, para a compilação Can You Hear Me? Live At The Deaf Club (Walking Dead Records, 1980) - a mesma faixa aparece de novo na colectânea retrospectiva Pinheads On The Move (Cramboy/Maso, 1987). Mas não é caso único. In Heaven é de facto gravada pelos Danse Society também, no seu EP Seduction (Society, 1982), pelos Pixies no Lado-B do seu single Gigantic (4AD, 1988), pelos italianos Pankow no seu primeiro LP Freiheit Fuer Die Sklaven (Contempo, 1987 - também uma versão em concerto, em Omne Animal Triste Post Coitum, Contempo, 1990), e também por um certo Adamski no álbum Musical Pharmacy. Além disso, no início da década de 80, um grupo punk londrino, que deixou marcas apenas em edições em cassete, decidiram chamar-se a si próprios de Eraserhead. Nem o segundo filme de Lynch escapou à atenção carinhosa da cena musical. Em Itália foi oportunamente editado um single de música melancólica para uma banda sonora de isolamento, atribuída aos The Elephant Men (Italian Records, 1981 - entre os cinco misteriosos Irmãos Merrick a voz de Freak Antoni dos Skiantos pode ser distintamente reconhecida). O The Elephant Man aparece na capa do single Freak, do ex-Jam Bruce Foxton e, ainda na Grã-Bretanha, no final dos anos oitenta houve um grupo com o desconcertante nome (I Had Sex With) John Merrick's Remains (um nome certamente estimulado pelo famoso anúncio de Michael Jackson sobre a sua intenção de comprar os ossos verdadeiros do Elephant Man!). A banda nova-iorquina de trash metal, Anthrax, dedicou as letras de Now It's Dark (de State of Euphoria, Megaforce, 1988) ao arquicriminoso de Blue Velvet, desempenhado por Dennis Hopper, um actor/realizador fortemente ligado à cultura e ideologia pop. O carinho de Lynch pelas emoções do rock e celebridades do rock foi rapidamente amplamente devolvida, e não nos esqueçamos de um projecto que anda a cirandar pela mente de Lynch durante muitos anos, Ronnie Rocket, cuja personagem principal é um anão louco provido de poderes estranhos: tudo isso leva-nos a esperar por uma banda sonora explosiva...
Fazendo parte de duma rica tradição de realizadores/músicos que remonta a Chaplin, Lynch caracteriza o seu próprio radicalismo tornando-se ele próprio o manipulador de largas quantidades de sons concreetos e electrónicos, mais ao menos que os Throbbing Gristle lançavam o seu primeiro trabalho e que, conjuntamente com outas bandas, iria criar o estilo chamado então de industrial: provas repetidas de um ouvido atento e sintonizado no mesmo comprimento de onda dos músicos mais inovadores da altura. Mesmo tendo em conta que ele não chegou a fazer um filme do chamado estilo musical ou uma biografia rock (como o visonário Ken Russell em Tommy ou Oliver Stone em The Doors), Lynch foi secundado apenas por Jim Jarmusch em Stranger Than Paradise e Mystry Train na sua habilidade para capturar o espírito das verdadeiras vibrações da cultura musical dos mais novos. Se foi um pouco mais do que acaso a escolha de Sting para uma parte em Dune ou a presença de John Lurie numa parte de Wild At Heart, foi sobretudo na cobertura estilizada de temas trash e sua estética, comum a muitos dos mais sanguinolentos e transgressivos grupos rock, que Lynch mostrou a sua idealização de membro da grande tribo de rebeldes do Apocalipse: o seu interesse mórbido por tudo oq ue fuigisse à norma ou que fosse bizarro, o culto da obsessão maniáca, a ausência de julgamento moral ou crítica política, o empurrar as barreiras da demência e visionarismo para além de qualquer limite. Sex Love Murder são as escarrapachadas gigantescas letras da campanha publicitária para os seus últimos filmes em cassete, numa paródia aos velhos filmes exploitation B-movies (horror, agitação, ficção científica, road movies, etc.). É precisamente aludidno aos crus pesadelos artificiais do cinema que pôs cá fora, devotado a ultrapassar os limites do bom gosto e senso comum, aos quais as franjas mais radicais da cultura jovem se voltavam cada vez mais como último refúgio de uma atitude anti-establishment, que Lynch fez uma tentaiva extrema de tocar nervos nus da sua audiência, para a forçar a abandonar hábitos enraizados e entrar numa dimensão extraterrestre. Por causa do seu inesperado sucesso, o realizador correu o risco de tornar aceitável e previsível a sua própria verve transgressiva, devido a fechar a porta ao estranho que ele abriu às audiências de massas e para outros realizadores suficientemente originais e corajosos ultrapassar os seus limites. Como o cinema, como qualquer outro Media, tem o poder vampiresco de sugar o conteúdo da expressão artística, para evitar tornar-se uma paródia de si próprio, Lynch foi talvez obrigado a encontrar um novo equilíbrio estilístico. Neste momento, contudo, a indústria de entretenimento está, respitosamente carregando as excentricidades desestabilizadoras de Lynch com a sua colossal máquina promocional, é um pouco como o (mecâncio) robin de peito vermelho que possui uma barata negra no seu nariz das sequências finais de Blue Velvet. "É um mundo estranho, não é?"
TRABALHOS
DAVID LYNCH
FILMES
The Alphabet - curta-metragem (4') 1968 USA
The Grandmother - curta-metragem (34') 1970 USA
Eraserhead - Libra Films (90') 1970 USA
The Elephant Man - Brooksfilm (125') 1980 USA
Dune - De Laurentis / Universal (137') 1984 USA
Blue Velvet - De Laurentis Entertainment (120') 1986 USA
Wild At Heart - Samuel Goldwyn Company (120') 1990 USA
PROJECTOS
Ronnie Rocket
Goddess
One Saliva Bubble
TELEVISÃO
The Cowboy & The Frenchman 1988 FRA
Opium 1989 USA
Clean Up - We Care About NY 1989 USA
Chris Isaak - Wicked Game 1989 USA
Twin Peaks 1990 USA
American Chronicles 1991 USA
VÍDEO
Industrial Symphony N.1 - The Dream Of The Broken Hearted 1990 USA
BANDAS SONORAS
John Morris - The Elephant Man LP 1980
D. Lynch & Alan R. Splet - Eraserhead LP Alternative Tentacles (Virus 30) 1982 GB
Toto - Dune LP Polydor (823770-1) 1984 USA
A. Badalamenti / Autores Vários - Blue Velvet LP/CD Varese Sarabanda (VSD-47227) 1986 USA
Autores Vários - Wild At Heart LP/CD Polydor (845 098-2) 1990 USA
A. Badalamenti - Music From Twin Peaks LP/CD Warner Bros (7599-26316-1) 1990 USA
PRODUÇÕES
Julee Cruise - Floating Into The Night (com A. Badalamenti) LP/CD Warner Bros (925 859-1) 1989 USA
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