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domingo, 4 de janeiro de 2015
Rotina
Psiquiatra na primeira semana de cada mês e psicoterapia uma vez por semana.
20mg de Verotina no café da manhã e outro comprimido no almoço.
Gotas de rivotril líquido ao longo do dia, pra ver se paro de trincar os dentes. Mantenho uma cartela do sublingual ao meu alcance, para caso de emergência. É o tal do SOS.
Pra dormir, Stilnox.
Ah, claro, 200mg Tegretol CR ao dia, pra não ter crises de epilepsia, mas este é pra vida toda.
Tô de saco cheio.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Vivo
Que vontade de desaparecer, desintegrar, esvanecer. Se eu quero morrer? Não necessariamente, apenas não aguento mais, não quero viver amanhã.
Caralho, que vontade de chorar.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Eu minto, às vezes
Disse que ia e não fui no chá de panela da Kalline, na Urca, nem no churrasco da Carrie, em Volta Redonda, ou mesmo na festa das filhas da Alice, em Nova Iguaçu. Dia 5 tenho um brunch em Santa Teresa e um churrasco no Méier. Confirmei presença em ambos, é capaz de não ir a nenhum.
Quer dizer, na verdade, não era mentira. Quando falo que vou estou pretendendo ir. Só que depois não cumpro minha palavra, daí vira mentira. Sabe que que é, é que estou recolhida. Em outros tempos eu era 'me chama que eu vou'. Agora eu fico é em casa olhando o teto. Daí as pessoas me chamam pra aniversário, batizado, formatura, chá de panela, open house... eu digo que vou porque realmente quero ir, mas na hora... pois é.
Já foi-se o tempo que eu ia a qualquer lugar, topava festa em Petrópolis, Complexo da Maré, São João de Meriti ou Leblon e ainda ia animada. Pegava ônibus, van, trem, táxi ou carona, nem aí.
Hoje em dia não saio da Lapa. E, mesmo na Lapa, saio e fico pensando que devia ter ficado em casa. Daí, a partir de agora nem vou ter pudores de dizer que não sei se vou. Encham o saco não, tá?
Quer dizer, na verdade, não era mentira. Quando falo que vou estou pretendendo ir. Só que depois não cumpro minha palavra, daí vira mentira. Sabe que que é, é que estou recolhida. Em outros tempos eu era 'me chama que eu vou'. Agora eu fico é em casa olhando o teto. Daí as pessoas me chamam pra aniversário, batizado, formatura, chá de panela, open house... eu digo que vou porque realmente quero ir, mas na hora... pois é.
Já foi-se o tempo que eu ia a qualquer lugar, topava festa em Petrópolis, Complexo da Maré, São João de Meriti ou Leblon e ainda ia animada. Pegava ônibus, van, trem, táxi ou carona, nem aí.
Hoje em dia não saio da Lapa. E, mesmo na Lapa, saio e fico pensando que devia ter ficado em casa. Daí, a partir de agora nem vou ter pudores de dizer que não sei se vou. Encham o saco não, tá?
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Mimada
O lado bom de estar com depressão é ser mimada e cuidada pelos meus amigos. O Orientador está todo cuidados comigo, me telefona, quer que eu fique uns dias na casa dele. Acho que nunca me senti tão "cuidada" e protegida, nem quando era criança. Outro dia Pedro telefonou todo meigo e perguntou como eu estava.
- Você falou com O Orientador, né?
- Como você sabe?
O lado bom de estar com depressão é ser mimada e cuidada pelos meus amigos. O Orientador está todo cuidados comigo, me telefona, quer que eu fique uns dias na casa dele. Acho que nunca me senti tão "cuidada" e protegida, nem quando era criança. Outro dia Pedro telefonou todo meigo e perguntou como eu estava.
- Você falou com O Orientador, né?
- Como você sabe?
Reflexões pré-aniversário
Por esses dias andei pensando na vida, sabe como é, essa mania feia e inútil que a gente tem de ficar matutando. Em vez de ir lixar a unha do pé, no lugar de ir ler uma revista Nova, fica pensando na vida... Enfim, pra mim, o ano sempre começa mesmo depois do meu aniversário, então meio que fiz uma retropectiva. Não era intencional, não pensei "vou avaliar minha vida", tava só pensando em tudo e caiu a ficha de como amadureci no ano que passou. Gente, como sou quase outra Roberta, como cada vez mais tudo me parece tão pouco importante.
Não sei o que motivou essa reflexão toda, talvez tenha sido porquê estou passando por um momento difícil. Desde janeiro assumi para mim mesma que estou com depressão. Na verdade, um processo que vem se agravando desde o ano passado, mas só agora caiu a ficha. Quando percebi isso, muita coisa fez sentido, entendi o porquê de não estar conseguindo tocar meus projetos, de não conseguir dar conta das minhas tarefas, de não terminar as coisas que começo, de ter ficado uma semana olhando para o computador e não ter conseguido fazer meu projeto de doutorado, de não estar sabendo lidar com coisas que, em outras épocas, tiraria de letra... enfim, tantos porquês ficaram claros.
Podeixá, não precisam se preocupar, o primeiro passo foi reconhecer, agora estou me cuidando. Não nasci pra ser deprimida, a vida é bela e passa rápido demais pra eu desperdiçar tempo chorando. E, como diria O Orientador, a alternativa não é pra gente.
Por esses dias andei pensando na vida, sabe como é, essa mania feia e inútil que a gente tem de ficar matutando. Em vez de ir lixar a unha do pé, no lugar de ir ler uma revista Nova, fica pensando na vida... Enfim, pra mim, o ano sempre começa mesmo depois do meu aniversário, então meio que fiz uma retropectiva. Não era intencional, não pensei "vou avaliar minha vida", tava só pensando em tudo e caiu a ficha de como amadureci no ano que passou. Gente, como sou quase outra Roberta, como cada vez mais tudo me parece tão pouco importante.
Não sei o que motivou essa reflexão toda, talvez tenha sido porquê estou passando por um momento difícil. Desde janeiro assumi para mim mesma que estou com depressão. Na verdade, um processo que vem se agravando desde o ano passado, mas só agora caiu a ficha. Quando percebi isso, muita coisa fez sentido, entendi o porquê de não estar conseguindo tocar meus projetos, de não conseguir dar conta das minhas tarefas, de não terminar as coisas que começo, de ter ficado uma semana olhando para o computador e não ter conseguido fazer meu projeto de doutorado, de não estar sabendo lidar com coisas que, em outras épocas, tiraria de letra... enfim, tantos porquês ficaram claros.
Podeixá, não precisam se preocupar, o primeiro passo foi reconhecer, agora estou me cuidando. Não nasci pra ser deprimida, a vida é bela e passa rápido demais pra eu desperdiçar tempo chorando. E, como diria O Orientador, a alternativa não é pra gente.
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