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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Posso contar uma coisa?
Bom, vou contar de qq jeito mesmo. Tô muito mal humorada e quero que todo mundo morra, inclusive eu.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A vida é bela
Esta é uma aprazível sexta-feira de sol e estou com um delicioso mau humor, daqueles ótimos péssimos.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Outro bom motivo para odiar
Tava esvaziando minha caixa postal e odiei mais um pouco. Odeio pessoas que mandam e-mail pra um monte de gente com os endereços aparentes, mas odeio mais ainda quem responde para todos. Daí há negócio de uma semana recebi um e-mail de uma pessoa meio sem noção contando uma novidade para os amigos. Tá, tudo bem, vá lá. Só que até hoje pipocam de mensagens de "parabéns, deus te abençoe". E eu com isso? Não sabe responder apenas para o emissor da mensagem original? Claro que não sabe, é um idiota que leva uma semana pra responder "parabéns, deus te abençoe", que bom senso eu poderia esperar de alguém que profere uma frase tão banal, para não dizer idiota?
Tem uma outra modalidade. Na repartição onde trabalho é comum receber e-mail de algum assessor pedindo pra divulgar alguma bosta. Tudo bem também, é o trabalho dele. Envia o e-mail para todos os jornalistas da repartição pedindo que cada um divulgue no seu muquifo. Eu não divulgo merda nenhuma, mas entendo. É justo. O que não é justo e me dá ódio são os 58 imbecis que ficam uma semana respondendo para todos "divulgado na casa do caralho", "divulgado no cu da minha mãe", "divulgado na puta que me pariu". Foda-se, não tô interessada. Só o emissor da mensagem e divulgador da bosta tem interesse nesta informação.
Odeio pessoas que me enviam e-mails desnecessários.
PS. Odiaremos as pessoas que enviam piadas em post posterior.
Tem uma outra modalidade. Na repartição onde trabalho é comum receber e-mail de algum assessor pedindo pra divulgar alguma bosta. Tudo bem também, é o trabalho dele. Envia o e-mail para todos os jornalistas da repartição pedindo que cada um divulgue no seu muquifo. Eu não divulgo merda nenhuma, mas entendo. É justo. O que não é justo e me dá ódio são os 58 imbecis que ficam uma semana respondendo para todos "divulgado na casa do caralho", "divulgado no cu da minha mãe", "divulgado na puta que me pariu". Foda-se, não tô interessada. Só o emissor da mensagem e divulgador da bosta tem interesse nesta informação.
Odeio pessoas que me enviam e-mails desnecessários.
PS. Odiaremos as pessoas que enviam piadas em post posterior.
Hoje é um bom dia para odiar
É uma segunda-feira de sol, um dia bonito, mas é uma segunda-feira, né? Acordei cedo e tomei toco do médico. Tô com dor de cabeça e saco cheio. Tô com sono, muito sono. Tô cansada e com sono.
Então vamos odiar? Sempre dá um gás na vida destilar ódio pelo que nos cerca. Pois é, eu odeio que me digam "você não tem motivo para se sentir assim". Odeio. Quem sabe dos meus sentimentos e motivos sou eu. Ontem eu me destraí e caí na idiotice de falar a verdade para a minha mãe. Ela tava me atormentando sobre "por que vc tá com essa cara triste? tô te achando tão triste". Eu ouvi "Ah, minha filha, vc não tem motivo para se sentir assim, vc é uma moça tão bláblablá....". Se ela não me dá direito de sentir o que eu sinto, pra que me pergunta como em sinto? Ok, ela é mãe, não tá interessada em quem eu sou ou como me sinto, só espera de mim que eu corresponda à fantasia dela de filha feliz e perfeita, pra ela se sentir uma ótima mãe.
Então vamos odiar? Sempre dá um gás na vida destilar ódio pelo que nos cerca. Pois é, eu odeio que me digam "você não tem motivo para se sentir assim". Odeio. Quem sabe dos meus sentimentos e motivos sou eu. Ontem eu me destraí e caí na idiotice de falar a verdade para a minha mãe. Ela tava me atormentando sobre "por que vc tá com essa cara triste? tô te achando tão triste". Eu ouvi "Ah, minha filha, vc não tem motivo para se sentir assim, vc é uma moça tão bláblablá....". Se ela não me dá direito de sentir o que eu sinto, pra que me pergunta como em sinto? Ok, ela é mãe, não tá interessada em quem eu sou ou como me sinto, só espera de mim que eu corresponda à fantasia dela de filha feliz e perfeita, pra ela se sentir uma ótima mãe.
Pra começar bem a semana
Eu tinha uma consulta médica às 8h30. Pelo menos era perto de casa. Às 8h23 tocou meu celular: era a recepcionista avisando que o médico tinha tido um imprevisto e não ia trabalhar hoje. Encheu o pote no domingo, né dotô?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Péssimo humor
Ontem passei mal da repartição. De repente percebi que não conseguia ler as matérias que precisava editar. Na verdade, não entendia. Tava com 'confusão mental'. Avisei Palhares, O Chefinho, que eu tinha dado defeito e ia pra casa.
Dor de cabeça, dor no corpo. Fiquei com receio de desmaiar. Mal entrei no studiô, tirei a roupa e me joguei na cama. Dormi por umas 3 horas. Acordei, tomei banho, comi e dormi de novo pouco depois.
***
Acordei hoje atrasada, nem ouvi o despertador. Tava nublado.
O ônibus demorou meia hora e uma senhorinha que tb esperava quis fazer amizade. Eu não queria amizade com ninguém, mas só sei odiar mentalmente. Socialmente sempre fiz questão de ser educada. Sei lá, nem faço questão não, mas não sei fazer diferente.
Não lembro como cheguei na minha sala, mas cheguei. Dos 11 da equipe, só estamos 3. Já fomos 13, mas 2 fugiram. Liguei o computador, peguei café. Voltei para colocar a senha e meu celular apitou mensagem. Coloquei a senha e fui olhar o telemóvel. O computador deu um estouro, começou a sair fumaça e cheiro de queimado. A mensagem era uma promoção da operadora em parceira com uma academia. Foda-se.
Achamos que era o monitor, mas foi a fonte mesmo. A "moça da informática" vai levar.
Palhares disse que podia ter sido pior, pois o ônibus que ele veio pra repartição pegou fogo no Aterro. É, ele se fodeu mais que eu.
Adevinha? é isso mermo. Tô de mau humor
Dor de cabeça, dor no corpo. Fiquei com receio de desmaiar. Mal entrei no studiô, tirei a roupa e me joguei na cama. Dormi por umas 3 horas. Acordei, tomei banho, comi e dormi de novo pouco depois.
***
Acordei hoje atrasada, nem ouvi o despertador. Tava nublado.
O ônibus demorou meia hora e uma senhorinha que tb esperava quis fazer amizade. Eu não queria amizade com ninguém, mas só sei odiar mentalmente. Socialmente sempre fiz questão de ser educada. Sei lá, nem faço questão não, mas não sei fazer diferente.
Não lembro como cheguei na minha sala, mas cheguei. Dos 11 da equipe, só estamos 3. Já fomos 13, mas 2 fugiram. Liguei o computador, peguei café. Voltei para colocar a senha e meu celular apitou mensagem. Coloquei a senha e fui olhar o telemóvel. O computador deu um estouro, começou a sair fumaça e cheiro de queimado. A mensagem era uma promoção da operadora em parceira com uma academia. Foda-se.
Achamos que era o monitor, mas foi a fonte mesmo. A "moça da informática" vai levar.
Palhares disse que podia ter sido pior, pois o ônibus que ele veio pra repartição pegou fogo no Aterro. É, ele se fodeu mais que eu.
Adevinha? é isso mermo. Tô de mau humor
terça-feira, 28 de junho de 2011
O mundo é estranho
Tô de mau humor bem humorada, sabe como é? Estou ácida, mas rindo da minha desgraça. Dói menos quando consigo debochar.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Precisa dizer mais alguma coisa?
Segunda-feira fria e chuvosa. Acordei cedo pra trabalhar. Dormi mal com pesadelos a noite toda.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O mundo é estranho
Acordei num mau humor glorioso hoje. Estou com dor de cabeça desde a tarde de sábado. Ontem até que levei bem, mas hoje acordei nos cascos. Tava aqui sentada na minha cadeirinha vagabunda na repartição pensando que, talvez, depois do almoço meu humor melhorasse. Tolinha, tava de bobinha. Eis que chega um e-mail avisando que o restaurante sujo onde almoço comida podre não vai abrir hoje porque tá sem água. Ele é ruim, mas é o melhorzinho aqui neste matagal desgraçado. Também é o maior e mais cheio. Ivagina como estarão as outras pocilgas-restaurante hoje? Ivagina como tô feliz?
Pois é, é isso aí, quero que você morra. É, você mermo, quero mais que morra, que se foda, que tome no cu sem prazer. Por que você? Oras, por que não você?
Pois é, é isso aí, quero que você morra. É, você mermo, quero mais que morra, que se foda, que tome no cu sem prazer. Por que você? Oras, por que não você?
Vida difícil
Agora tenho fisioterapia às segundas, quartas e sextas-feiras no fedido Tijutrauma, supostamente das 18h30 às 19h30, mas sempre passa da hora. Saio correndo da repartição às 17h e encaro um 665 (o pior ônibus do mundo) pra passar negócio de hora e meia sendo torturada no estabelecimento supracitado. Claro, ao fim da sessão saio mal humoradíssima e querendo que você morra. Sim, você. Por que você? Oras, porque estou mal humorada e odeio todo mundo, até você.
Às quintas tenho aula na Uerj das 17h às 20h. Sempre passa do horário, costumamos ir até umas 20h30. Outro dia de 665, cansaço e saco cheio, embora a aula seja divertida e ministrada por O Orientador. Sabe que que fode, além do 665? Um psicopata que, sabe-se lá como, está regularmente matriculado na turma. Ele é uma das pessoas mais idiotas do mundo, dos piores imbecis que já conheci. Completamente burro, tapado, sem falar nos sapatos horrorosos. Outro dia ele apresentou um seminário na aula. Choquei. Não havia reflexão, questão, leitura, nada. Parecia que ele tava contando pra gente duma matéria que leu na Veja. Pra não ficar muito chato, ele botou umas fotos no Data show. E sabe como é, como todo ser desprovido de qualquer noção ou inteligência, ele não sabe que é idiota e é super participativo na aula. Pra acabar de vez com qualquer resquício de fé na humanidade que eu pudesse ainda ter, o bruto é professor de Comunicação Social em uma instituição privada. Alguém paga pra estudar com aquele estrupício. Que jornalistas esta escola forma, hein?
Olha meu mau humor galopante aí! Diz se não tenho motivos?
Eu e alguns colegas nutrimos fantasias de linchar ele, matar o desgraçado de porrada e arrancar os pedaços do corpo com as próprias mãos pra ele parar de falar merda.
Ai, ai, mas voltando à vaca fria, sobraram as terças-feiras pra eu ler os textos pra aula, ir ao supermercado, cortar a unha do pé, aparar os pentelhos, varrer a casa, olhar pro teto, telefonar pra minha mãe ou qualquer outra coisa.
Tipo assim, foda no cu de Creuza.
Às quintas tenho aula na Uerj das 17h às 20h. Sempre passa do horário, costumamos ir até umas 20h30. Outro dia de 665, cansaço e saco cheio, embora a aula seja divertida e ministrada por O Orientador. Sabe que que fode, além do 665? Um psicopata que, sabe-se lá como, está regularmente matriculado na turma. Ele é uma das pessoas mais idiotas do mundo, dos piores imbecis que já conheci. Completamente burro, tapado, sem falar nos sapatos horrorosos. Outro dia ele apresentou um seminário na aula. Choquei. Não havia reflexão, questão, leitura, nada. Parecia que ele tava contando pra gente duma matéria que leu na Veja. Pra não ficar muito chato, ele botou umas fotos no Data show. E sabe como é, como todo ser desprovido de qualquer noção ou inteligência, ele não sabe que é idiota e é super participativo na aula. Pra acabar de vez com qualquer resquício de fé na humanidade que eu pudesse ainda ter, o bruto é professor de Comunicação Social em uma instituição privada. Alguém paga pra estudar com aquele estrupício. Que jornalistas esta escola forma, hein?
Olha meu mau humor galopante aí! Diz se não tenho motivos?
Eu e alguns colegas nutrimos fantasias de linchar ele, matar o desgraçado de porrada e arrancar os pedaços do corpo com as próprias mãos pra ele parar de falar merda.
Ai, ai, mas voltando à vaca fria, sobraram as terças-feiras pra eu ler os textos pra aula, ir ao supermercado, cortar a unha do pé, aparar os pentelhos, varrer a casa, olhar pro teto, telefonar pra minha mãe ou qualquer outra coisa.
Tipo assim, foda no cu de Creuza.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Merda
Tempo nublado e friozinho de manhã. Acordei cedo pra resolver um monte de coisas antes de ir pra repartição. Tive que ir na minha agência bancária. Eu odeio ir a bancos, odeio bancos e odeio mais ainda os velhos psicopatas que fazem daquilo um compromisso social. Um velho podre tentou puxar papo comigo, mas meu olhar gélido e silêncio sepulcral o fizeram calar a merda da boca suja. Nem precisei dizer 'cala a boca, velho podre'.
Atrasada, peguei o bonde do hospital, digo o 497, na Praça da Cruz Vermelha e fui pro trabalho. Cheguei na hora do almoço. Larguei a bolsa na mesa e fui comer. Chovia no caminho pro restaurante podre, quente e xexelento. A comida tava uma merda, como sempre e o quiche de sal tinha acabado justo na minha vez.
Agora estou aqui, escrevendo uma matéria de bosta na qual ninguém tá interessado. Daí vou publicar na bosta de site que edito e vou embora. Vou passar na Tijuca pra buscar um remédio na farmácia de manipulação e depois pego o Metrô pro Largo do Machado pra ir na terapia. Odeio andar de Metrô. É quente, cheio e xexelento, abarrotado de gente feia e mal vestida, com sapatos medonhos. Odeio gente de sapato feio.
Se eu sobreviver ao Metrô e à sessão de terapia, pretendo lavar roupa ou arrumar armário à noite.
É, é isso aí, hoje não é um bom dia.
Atrasada, peguei o bonde do hospital, digo o 497, na Praça da Cruz Vermelha e fui pro trabalho. Cheguei na hora do almoço. Larguei a bolsa na mesa e fui comer. Chovia no caminho pro restaurante podre, quente e xexelento. A comida tava uma merda, como sempre e o quiche de sal tinha acabado justo na minha vez.
Agora estou aqui, escrevendo uma matéria de bosta na qual ninguém tá interessado. Daí vou publicar na bosta de site que edito e vou embora. Vou passar na Tijuca pra buscar um remédio na farmácia de manipulação e depois pego o Metrô pro Largo do Machado pra ir na terapia. Odeio andar de Metrô. É quente, cheio e xexelento, abarrotado de gente feia e mal vestida, com sapatos medonhos. Odeio gente de sapato feio.
Se eu sobreviver ao Metrô e à sessão de terapia, pretendo lavar roupa ou arrumar armário à noite.
É, é isso aí, hoje não é um bom dia.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Acabei de acordar
Merda. Tava morrendo de sono, cheguei da casa da minha mãe por volta de 20h, tirei a roupa e me joguei na cama. Acordei de fome há pouco e agora, um queijo quente depois, não consigo dormir de novo.
Merda, merda. Antevejo uma segunda-feira de muito mau humor.
Merda, merda. Antevejo uma segunda-feira de muito mau humor.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Não seja idiota
É claro que se eu te escrevi você pode e deve ignorar a solicitação anterior e me responder, afinal, também odeio quem não responde meus e-mails.
Raiva
Eu sou uma pessoa que sente raiva. Sinto muita raiva de muita coisa e de muita gente. Não me dou ao trabalho de matar ninguém, mas ficaria mais alegre se algumas pessoas morressem. Acho que alguns óbitos, inclusive, mereceriam champagne pra comemorar.
Meus ódios são todos de estimação, não pretendo me abrir mão deles. Se um dia se forem, tudo bem, mas não vou trabalhar para isso. São que nem meus preconceitos, tudo coisa de estimação: não fere ninguém, não serve pra nada, mas tenho apego. Além do que, eu pago meu macarrão e posso odiar à vontade. Não acho errado, não tenho culpa, nem considero falta de educação. Eu posso pensar o que quiser e bem entender do que e/ou quem quiser e bem entender. Posso até pensar que você é um repolho mutante. Indelicado seria eu te contar isso.
Não odeio só pessoas, atitudes e idéias, sabe? Odeio também algumas cidades, com a implicância resvalando para os nascidos em tal localidade desgraçada. Odeio formatos de cabeça, cores de esmalte, tipos de sapato, cortes de cabelo. Claro, o portador de tais itens personifica meu desprazer e passa a ser o objeto do meu ódio. Como eu disse, nada grave. Afinal não é errado ser assim, só é odioso, mas não vou matar ninguém. Só vou... odiar.
Quer saber? Eu te odeio. Morra. Eu quero que você morra. Às vezes fantasio dar um tiro na sua cabeça, mas como não vou fazer isso (sequer sei manusear arma de fogo e, de qualquer jeito, acho anti-higiênico), apenas aguardo o dia triunfante do seu velório. Se for morte dolorosa melhor. Fantasio pogar ensadecida no seu enterro e cuspir na sua sepultura, mas não vou me dar a esse trabalho. Apenas sorrirei e, talvez, brindarei.
Já que você é uma bosta ambulante que não serve para nada - além de tornar o mundo um lugar pior de se viver - e sua existência é perniciosa ao equilíbrio do universo, por favor, tenha a delicadeza de falecer, faça alguma coisa que preste pelo menos.
O que? Quem eu odeio com tanta sofreguidão? Jamais saberás.
Meus ódios são todos de estimação, não pretendo me abrir mão deles. Se um dia se forem, tudo bem, mas não vou trabalhar para isso. São que nem meus preconceitos, tudo coisa de estimação: não fere ninguém, não serve pra nada, mas tenho apego. Além do que, eu pago meu macarrão e posso odiar à vontade. Não acho errado, não tenho culpa, nem considero falta de educação. Eu posso pensar o que quiser e bem entender do que e/ou quem quiser e bem entender. Posso até pensar que você é um repolho mutante. Indelicado seria eu te contar isso.
Não odeio só pessoas, atitudes e idéias, sabe? Odeio também algumas cidades, com a implicância resvalando para os nascidos em tal localidade desgraçada. Odeio formatos de cabeça, cores de esmalte, tipos de sapato, cortes de cabelo. Claro, o portador de tais itens personifica meu desprazer e passa a ser o objeto do meu ódio. Como eu disse, nada grave. Afinal não é errado ser assim, só é odioso, mas não vou matar ninguém. Só vou... odiar.
Quer saber? Eu te odeio. Morra. Eu quero que você morra. Às vezes fantasio dar um tiro na sua cabeça, mas como não vou fazer isso (sequer sei manusear arma de fogo e, de qualquer jeito, acho anti-higiênico), apenas aguardo o dia triunfante do seu velório. Se for morte dolorosa melhor. Fantasio pogar ensadecida no seu enterro e cuspir na sua sepultura, mas não vou me dar a esse trabalho. Apenas sorrirei e, talvez, brindarei.
Já que você é uma bosta ambulante que não serve para nada - além de tornar o mundo um lugar pior de se viver - e sua existência é perniciosa ao equilíbrio do universo, por favor, tenha a delicadeza de falecer, faça alguma coisa que preste pelo menos.
O que? Quem eu odeio com tanta sofreguidão? Jamais saberás.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Hoje não é um bom dia
Acordei novamente com dor de cabeça antes do despertador tocar e fiquei deitada na cama, olhando para o teto e pensando na minha vida. Levantei atrasada como sempre, me arrumei e fui ao médico. Estou indo a vários médicos pesquisar o motivo da minha dor de cabeça, embora eu desconfie que não é coisa que se resolva em médico. Acho que é coisa que se resolva no RH pedindo demissão.
Saí do médico com um pedido de exame e uma receita não-convincente e uma imensa vontade de chorar. Nem dava tempo de comprar algum mimo pra aplacar meu vazio, porque precisava correr para o trabalho. Infelizmente, nem sequer vir chorando no ônibus eu pude, porque a caixa dos óculos escuros tava vazia. Caminhei até a Presidente Vargas pensando se devia parar e comprar um óculos escuros pra poder chorar com privacidade, mas acabei chegando no ponto e o maldito 484 tava me esperando. Fui para o trabalho odiando tudo e todos. Sim, eu já te odiei muito hoje. Odiei todos que conheço e os que não conheço, os que já morreram e os que ainda vão nascer. Por quê? Porque eu quero, foda-se.
Quando abri meu e-mail tava lá a mensagem do Personare.
Neste período, que vai de 11/05 (Hoje) a 14/05, a passagem da Lua pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias, Roberta. O Sol em trânsito pela Casa 1 lhe chama à consciência, à clareza em relação a si mesmo. A Lua neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. O Sol na 1 lhe ajuda a ver as coisas com maior clareza, e a ter a coragem de romper com hábitos, padrões, pensamentos ou pessoas que não lhe servem mais. Reflexão para o período: do que eu preciso me libertar?
Sim, eu sei do que eu preciso me libertar.
O primeiro chato que me disser que horóscopo é feito por um robozinho e se repete pras pessoas.... estou mandando tomar no cu preventivamente. Vá tomar no seu cu e não me encha o saco. Se eu quiser acreditar em repolhos ou nabos o problema é meu. Vá se fuder, chupar cocô ou lamber sabão, mas não me encha o saco. Não sou idiota e sei disso, mas o fato é que os trânsitos do Personare sempre são perfeitos pra mim, sempre caem exatamente com o momento que estou vivendo. São muito úteis e me poupam uma grana em terapia.
Ai-ai-ai.
De repente, depois do almoço e do me café expresso da alegria eu melhoro. Pode ser só TPM.
Saí do médico com um pedido de exame e uma receita não-convincente e uma imensa vontade de chorar. Nem dava tempo de comprar algum mimo pra aplacar meu vazio, porque precisava correr para o trabalho. Infelizmente, nem sequer vir chorando no ônibus eu pude, porque a caixa dos óculos escuros tava vazia. Caminhei até a Presidente Vargas pensando se devia parar e comprar um óculos escuros pra poder chorar com privacidade, mas acabei chegando no ponto e o maldito 484 tava me esperando. Fui para o trabalho odiando tudo e todos. Sim, eu já te odiei muito hoje. Odiei todos que conheço e os que não conheço, os que já morreram e os que ainda vão nascer. Por quê? Porque eu quero, foda-se.
Quando abri meu e-mail tava lá a mensagem do Personare.
Neste período, que vai de 11/05 (Hoje) a 14/05, a passagem da Lua pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias, Roberta. O Sol em trânsito pela Casa 1 lhe chama à consciência, à clareza em relação a si mesmo. A Lua neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. O Sol na 1 lhe ajuda a ver as coisas com maior clareza, e a ter a coragem de romper com hábitos, padrões, pensamentos ou pessoas que não lhe servem mais. Reflexão para o período: do que eu preciso me libertar?
Sim, eu sei do que eu preciso me libertar.
O primeiro chato que me disser que horóscopo é feito por um robozinho e se repete pras pessoas.... estou mandando tomar no cu preventivamente. Vá tomar no seu cu e não me encha o saco. Se eu quiser acreditar em repolhos ou nabos o problema é meu. Vá se fuder, chupar cocô ou lamber sabão, mas não me encha o saco. Não sou idiota e sei disso, mas o fato é que os trânsitos do Personare sempre são perfeitos pra mim, sempre caem exatamente com o momento que estou vivendo. São muito úteis e me poupam uma grana em terapia.
Ai-ai-ai.
De repente, depois do almoço e do me café expresso da alegria eu melhoro. Pode ser só TPM.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Péssimo dia
Hoje foi um dia pior que os outros. Acordei cedo e mal-humorada, como era de se esperar. Tomei meu banho tão quente quando a merda do chuveiro elétrico permite, me arrumei e fui tomar café. Enquanto o pão tava na sanduicheira, fui calçar o sapato. Volto e tá um cheiro de queimado da porra. Só podia ser a sanduicheira de merda que tava derrendo. Peguei um pano e puxei correndo pelo fio mesmo, achando que era algo encostado. Nada, era a tomada. Comi meu pão não-suficientemente tostado e fui embora.
Na rua, percebi que tava calor e eu tava com uma roupa quente. Acho que uma nuvem fica estacionada no céu em frente à minha janela. Sempre que tá nublado e, na rua, descubro que tá sol. Fui pro ponto. Depois de esperar uns 10 minutos, resmungo "putaquepariu, tá demorando pra caralho" e, no mesmo instante, lembro que terça é dia de aula. Ainda bem que demorou, ou eu teria ido pego ônibus pro trabalho.
Caminho uma quadra e espero no sol o ônibus pra zona sul. Mais dez minutos e vem o 433. Vou em pé, é claro. No caminho passo pela sede do Botafogo e há uma fila enorme, no sol. É, o mundo é estranho. Eu queria estar dormindo e tem gente que tá de pé numa fila, pegando sol na moleira, por gosto. Eu não fico em fila pra comprar ingresso pra nada. Aliás, só fico em fila se não tiver jeito. Enfim, azar o deles.
Pelo menos cheguei na ECO faltando 20 minutos pra aula. Fui à xerox, pegar o texto de terça que vem. LOTADA. Fui pra sala. A aula foi ótima, mas na saída tive que encarar a xerox abarrotada de novo. Cerca de 180 páginas não tão facilmente digeríveis para a próxima semana. É a vida, a alternativa é ser tosca. Eu passo, prefiro estudar. Quando me perguntam pra que eu estudo, pra que quero fazer doutorado respondo que é para não ficar tosca.
De posse do volume de papel fotocopiado, fui para o ponto de ônibus, afinal a gincana tava na metade: ainda tinha o expediente na repartição. Resolvi esperar pelo 484B, que vai pela Perimetral e tem ar condicionado. Ele demorou e, quando veio, passou por fora. O motorista me ignorou e foi embora. Peguei o 484 comum, lerdo e calorento e fui pro trabalho sacolejando, suando e lendo Hobsbawm falar sobre Marx e a História.
Cheguei esbaforida, larguei o volume e a bolsa na mesa, liguei o computador e corri pra almoçar. Havia pouca gente na sala, os cálega tinha sumido quase tudo. Meu chefe foi comigo, mas ele tava com cara de poucos amigos. Fomos conversando sobre gatos, nosso assunto em comum favorita, daí acabamos sorrindo um pouco, apesar da comida podre e cara que nos servem. Ele me sacaneia por causa dos meus resgates felinos, mas confessou que nos tempos de faculdade já teve 18 gatos, sendo uma sem pata e outra sem olho. Hoje ele tem só dois, um amarelo e uma pretinha. No fim do almoço, sempre tomamos um café expresso, pra nossa vida ter alguma alegria.
Quando finalmente sentei a bunda pra trabalhar, havia 500 quilos de tarefas e e-mails acumulados, mas a rede tava péssima e suei pra conseguir dar conta pelo menos do inadiável. Saí mais tarde do que meu horário.
Como cheguei em casa mais tarde que o usual, corri pra academia sem comer. A dor de cabeça aumentou e levei meia hora a mais que o normal. Quando saí, peguei o celular pra ligar pra uma amiga com quem tinha marcado de jantar. Ela cancelou. Então vi que meu amigo Gueto Blaster tinha ligado. É incrível como ele consegue só me ligar quando não posso atender. É na terapia, na academia, no dentista, no meio de reunião. Um talento!
Daqui a pouco ligo pra ele.
Do fitness club, parti para o supermercado. Fazer compras com fome não é muito inteligente, mas meu foco era no material de limpeza. Botei força na peruca e fé em Zambi e logrei êxito: de comida trouxe apenas duas caixas de leite, uma de corn flakes, uma bandeja de iogurte, um pote de alho picado e um saco de ervilhas congeladas. Básico.
Enquanto esperava o elevador, o porteiro me entregou a correspondência. Contas, é claro. Telefone e aluguel.
Agora estou aqui, sentada na cama, computador no colo e uma puta dor nos músculos dos ombros. Vou tomar banho e dormir, quem sabe amanhã será um dia melhor, pelo menos em dor de cabeça.
Na rua, percebi que tava calor e eu tava com uma roupa quente. Acho que uma nuvem fica estacionada no céu em frente à minha janela. Sempre que tá nublado e, na rua, descubro que tá sol. Fui pro ponto. Depois de esperar uns 10 minutos, resmungo "putaquepariu, tá demorando pra caralho" e, no mesmo instante, lembro que terça é dia de aula. Ainda bem que demorou, ou eu teria ido pego ônibus pro trabalho.
Caminho uma quadra e espero no sol o ônibus pra zona sul. Mais dez minutos e vem o 433. Vou em pé, é claro. No caminho passo pela sede do Botafogo e há uma fila enorme, no sol. É, o mundo é estranho. Eu queria estar dormindo e tem gente que tá de pé numa fila, pegando sol na moleira, por gosto. Eu não fico em fila pra comprar ingresso pra nada. Aliás, só fico em fila se não tiver jeito. Enfim, azar o deles.
Pelo menos cheguei na ECO faltando 20 minutos pra aula. Fui à xerox, pegar o texto de terça que vem. LOTADA. Fui pra sala. A aula foi ótima, mas na saída tive que encarar a xerox abarrotada de novo. Cerca de 180 páginas não tão facilmente digeríveis para a próxima semana. É a vida, a alternativa é ser tosca. Eu passo, prefiro estudar. Quando me perguntam pra que eu estudo, pra que quero fazer doutorado respondo que é para não ficar tosca.
De posse do volume de papel fotocopiado, fui para o ponto de ônibus, afinal a gincana tava na metade: ainda tinha o expediente na repartição. Resolvi esperar pelo 484B, que vai pela Perimetral e tem ar condicionado. Ele demorou e, quando veio, passou por fora. O motorista me ignorou e foi embora. Peguei o 484 comum, lerdo e calorento e fui pro trabalho sacolejando, suando e lendo Hobsbawm falar sobre Marx e a História.
Cheguei esbaforida, larguei o volume e a bolsa na mesa, liguei o computador e corri pra almoçar. Havia pouca gente na sala, os cálega tinha sumido quase tudo. Meu chefe foi comigo, mas ele tava com cara de poucos amigos. Fomos conversando sobre gatos, nosso assunto em comum favorita, daí acabamos sorrindo um pouco, apesar da comida podre e cara que nos servem. Ele me sacaneia por causa dos meus resgates felinos, mas confessou que nos tempos de faculdade já teve 18 gatos, sendo uma sem pata e outra sem olho. Hoje ele tem só dois, um amarelo e uma pretinha. No fim do almoço, sempre tomamos um café expresso, pra nossa vida ter alguma alegria.
Quando finalmente sentei a bunda pra trabalhar, havia 500 quilos de tarefas e e-mails acumulados, mas a rede tava péssima e suei pra conseguir dar conta pelo menos do inadiável. Saí mais tarde do que meu horário.
Como cheguei em casa mais tarde que o usual, corri pra academia sem comer. A dor de cabeça aumentou e levei meia hora a mais que o normal. Quando saí, peguei o celular pra ligar pra uma amiga com quem tinha marcado de jantar. Ela cancelou. Então vi que meu amigo Gueto Blaster tinha ligado. É incrível como ele consegue só me ligar quando não posso atender. É na terapia, na academia, no dentista, no meio de reunião. Um talento!
Daqui a pouco ligo pra ele.
Do fitness club, parti para o supermercado. Fazer compras com fome não é muito inteligente, mas meu foco era no material de limpeza. Botei força na peruca e fé em Zambi e logrei êxito: de comida trouxe apenas duas caixas de leite, uma de corn flakes, uma bandeja de iogurte, um pote de alho picado e um saco de ervilhas congeladas. Básico.
Enquanto esperava o elevador, o porteiro me entregou a correspondência. Contas, é claro. Telefone e aluguel.
Agora estou aqui, sentada na cama, computador no colo e uma puta dor nos músculos dos ombros. Vou tomar banho e dormir, quem sabe amanhã será um dia melhor, pelo menos em dor de cabeça.
Terceiro dia
Estou com dor de cabeça há três dias, portanto não preciso explicar meu péssimo humor. Tudo começou com um "pulo" que um ônibus deu na Avenida Dom Hélder Camara. Acabei de capitular e tomar um Sumax, já tinha tentando Tylenol, Neosaldina e Dorflex.
Vamos ver se amanhã será um dia melhor.
Vamos ver se amanhã será um dia melhor.
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