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domingo, 28 de fevereiro de 2021

Panos, Mulheres e Diversidade

Assim que comecei a fazer cursos de encadernação, soube da Panólatras. Trata-se de uma marca que comercializa pedaços de tecidos. Acredito eu que a maioria deles sejam autorais, pois vejo o nome dos artistas embaixo de cada foto que aparece no site. Isso é muito bom, pois ajuda os artistas que criaram aquelas estampas.

Há um tempinho, comecei a seguir a Panólatras no Instagram. E qual não foi a minha surpresa quando, ao postarem vários tecidos com corpos de mulheres de todos os tipos e tamanhos, os comentários eram, em sua maioria, negativos! E, o pior, vinham das próprias mulheres. Se você quiser ver os comentários, o post está aqui

Muitas diziam que "não havia necessidade" daquilo. Não suportavam ver corpos negros, gordos, magros, corpos femininos vertendo sangue menstrual, grávidas, mulheres bundudas, de cabelo azul, fazendo yoga, nuas...

Me bateu uma tremenda tristeza. Porque, pra mim, essa não aceitação de representações de corpos femininos em simples pedaços de tecido são, no fundo, uma negação de si mesmas, de seus corpos, de suas vivências.

Por que uma mulher nua ainda causa tanto rebuliço, mesmo que seja em forma de ilustração?

Apesar de achar os produtos um pouco caros para o meu bolso, eu resolvi apoiar a Panólatras e comprei quatro pedaços dos tecidos, que vocês podem ver abaixo. O primeiro dele será transformado na capa de um caderno menstrual para duas meninas muito especiais, que ainda não tiveram sua menarca.

Com os outros ainda não decidi o que fazer, mas gostaria de montar quadrinhos, pois, assim, a diversidade de corpos e mulheres ficará estampada dentro da minha casa, à minha vista a toda hora e também à vista de todos e todas que me visitarem depois que essa pandemia passar. 


Ciclos - Artista: Michel M



Yoga No Pants - Artista: Manu Cunha


Padrão de Beleza - Artista: Michel M


Mamilos Polêmicos - Artista: Manu Cunha


No site da Panólatras, baste escrever o nome dos tecidos, que coloquei acima, e você irá achá-los facilmente. 

sábado, 1 de dezembro de 2018

A raiva feminina: perguntas para reflexão e indicações de leitura




Nos Estados Unidos, há um fenômeno editorial sobre mulheres e raiva. A onda ainda não chegou aqui no Brasil, mas acho que é muito importante refletirmos sobre nossa raiva, a raiva feminina, que sempre foi tão escondida, já que fomos criadas para sermos criaturas doces, comportadas, com um comportamento linear e exemplar.

Para isso, criei algumas perguntas que nos ajudam a pensar sobre ela. Seguem:


* Você sente raiva? O tempo todo? Em alguns momentos?

* O que te faz ter raiva?

* Sua raiva é boa ou é ruim? Ela te ajuda ou te atrapalha?

* Como você lida com sua raiva?

* Quer contar algum caso sobre raiva que tenha acontecido com você?

* O que faz quando está com raiva?

Agora, para que você que se interessou mais pelo tema, coloco algumas sugestões de leitura. Se ler algum desses livros, conte pra gente nos comentários o que achou!





segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mulheres e bicicletas

"A bicicleta fez mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa no mundo. Fico feliz cada vez que vejo uma mulher andar em uma bicicleta. Ela lhe dá um sentimento de autoconfiança e independência no momento em que se senta no assento. Pode-se ir longe. É a imagem da feminilidade sem entraves." 


Susan B. Anthony



Carolee Clark

sábado, 20 de julho de 2013

O Jogo da Masturbação Feminina – Happy Play Time

Poucos de vocês sabem, mas meu último “interesse profissional” é a gamificação. O que seria isso? Grosso modo, é colocar elementos comuns de games (placares, troféus, narrativa etc.) em contextos que não são jogos, como treinamentos para funcionários de empresas, cursos on-line, ações de marketing etc.

Mas isso aqui não é um blog de gamificação, então vamos logo mudando de assunto! :-D

E eu vim aqui contar para vocês que ontem fiz uma descoberta inusitada. Achei um game, a ser lançado muito em breve, que tem como objetivo ensinar às mulheres a importância da masturbação. E ele se chama Happy Play Time.



Segundo a designer Tina Gong, criadora do game, 46,6% das mulheres se masturbam menos de uma vez por mês e, quando estão em um relacionamento longo, tendem a fazê-lo ainda com menos frequência (você pode encontrar mais estatísticas sobre o assunto, em inglês, aqui).

Foi com esses números em mente que Tina criou uma “mascote”, ou seja, uma vagina “personificada”, em tons de rosa e vermelho (muito bonitinha até!), que terá o papel, no jogo, de ensinar e incentivar as mulheres a se masturbarem, começando com a primeira lição, de anatomia feminina.




Embora eu goste da ideia da Tina, que procura tratar o tema com humor e de forma leve, várias pessoas estão falando mal dele.

Em primeiro lugar, tem muita gente dizendo que criar um mascote para a vagina é uma forma de ridicularizar o assunto, mas não consigo enxergar a questão dessa forma. Há pessoas que também acham que não é preciso incentivar a masturbação feminina, pois essa é uma imposição heteronormativa. E, em terceiro lugar, há também quem cite a questão das transexuais, dizendo que, nesse sentido, o jogo seria excludente. 

Todas essas são questões políticas, e válidas, mas eu quero mais é que o joguinho de celular seja lançado logo, porque qualquer iniciativa que ajude a mulher a conhecer seu próprio corpo e decidir o que é melhor para ela, na minha opinião mim, também é bastante válida.

Confesso que fiquei feliz e emocionada com esse jogo, que pode levar para as mulheres do mundo inteiro a mensagem de que é preciso amar TODAS as partes do nosso corpo. Só tenho a agradecer a Tina, que sempre foi interessada nas questões relacionadas às mulheres, por ter tido essa ideia genial. Cadastre-se no site do jogo, receba as atualizações e, como está escrito lá, mantenha-se conectada. Com a sua vagina!




sábado, 29 de outubro de 2011

Calendário menstrual da Henriette Kress (Henriette's Herbal)

Desde que comecei a estudar herbalismo, sempre faço consultas a um site muito bom chamado "Henriette's Herbal", que foi idealizado e é escrito por uma herbalista finlandesa chamada Henriette Kress.Caso queira conhecê-lo, eis o link:

http://www.henriettesherbal.com/

Outro dia, dando uma passada ocasional pelo site, achei um calendário menstrual (que vai de 2011 a 2014) que gostaria de compartilhar com as leitoras deste blog. Para baixá-lo, usem este link:

http://www.henriettesherbal.com/files/articles/menstrual-cal_2011-2014.pdf

Traduzi as instruções, que estão em inglês, para vocês:

Marque o primeiro dia de cada ciclo menstrual e conecte as marcas com uma linha. Lendo da esquerda para a direita, uma linha horizontal indica um ciclo de 28 dias. A linha inclinada para cima indica um ciclo mais curto, uma
linha inclinada para baixo indica um ciclo mais longo. Se não houver nenhuma linha reta, o ciclo é variável.

sábado, 6 de março de 2010

"Blogagem Coletiva '100 anos de Dia Internacional da Mulher - Celebrar o quê?'"



Eu mesma, como feminista que sou há muitos anos, já me vi questionando a mim mesma sobre a importância dessa data.

Ontem, porém, quando eu ainda nem sabia o que iria escrever para esta blogagem coletiva iniciada pela Yoni, do Alma Rubra, aconteceu algo que me deixou chateada.

Um moço, que começou a me seguir no Twitter há algum tempo, e com quem percebi ter algumas afinidades, começou a escrever sobre o Dr. Elsimar Coutinho. Eu, como ativista menstrual que me sinto, disse que muitos médicos e muitas mulheres não gostavam desse médico e, ao longo da conversa que tivemos por esta rede social, eu fui chamada, direta e indiretamente, de:

* SEXISTA

* PRECONCEITUOSA

* PARANÓICA

* SECTARISTA

* PANFLETÁRIA

Não sei se preciso dizer que fiquei irritadíssima com o moço. Fui dormir chateada até.

Mas hoje acordei melhor e pensei: é por estas e outras que ainda precisamos celebrar o 8 de março. E tenho dito.

domingo, 8 de novembro de 2009

Mulher em Fases (Moon Inside You) - Documentário

Há algumas semanas fiquei acordada até 1h30 da madrugada para assistir a um documentário exibido pelo canal pago GNT sobre menstruação. O nome dele era Mulher em Fases e fazia-se um grande alarme para o fato de que Astrid Fontenelle, apresentadora de um programa diário no mesmo canal, faria a narração em português.

O documentário seria exibido também na próxima terça-feira, mas, por já ter um compromisso nesse dia, lutei contra o sono para assistir a um programa tão voltado aos meus interesses.

O mote do filminho era uma mulher, Diana Fabianová, que saia pelo mundo investigando por que o fato de menstruar é tão incômodo para tantas mulheres. Esse “segredo”, assim que “descoberto”, seria revelado a uma menina mais nova, que ficaria em seu país de origem – não lembro qual é – esperando a mais velha voltar com as boas novas. Durante todo o documentário, temos a possibilidade de ver a mocinha conversando sobre menstruação, falando de si e das amigas. Interessante é o momento em que ela olha para a câmera e chora sem parar, sem saber o que está acontecendo, algo que pode acontecer conosco mensalmente um pouco antes da menstruação. Quase no fim do documentário, a menina nos confidencia sobre sua primeira menstruação.

Diana conversa com várias mulheres sobre temas como a biologização do feminino, sobre os benefícios da dança no corpo da mulher, cólicas, parto com prazer, produtos alternativos para menstruação etc. Sem dúvida, é um material muito importante para ativistas menstruais e mulheres em geral.

Inclusive, a moça vem para o Brasil conversar com o Dr. Elsimar Coutinho, aquele que defende que a mulher não deve menstruar. É estranho ver mulheres carentes agradecendo por não mais menstruarem, e me irritou demais ver o médico, falando em inglês, que nosso sangue mensal é inútil. Há um certo momento do documentário em que, sutilmente, a autora discorda desse médico, mas não espere ver algo agressivo, trata-se apenas de uma fala, que pode “passar batida” a qualquer uma de nós.

O mais gratificamente, pessoalmente, foi poder ver o rosto de uma de minhas “musas inspiradoras”, Alexandra Pope, no documentário. Ela, que é australiana, publica livros sobre o assunto e dá workshops, atualmente vive na Inglaterra e nos escrevemos de vez em quando. Um rosto calmo, uma fala gostosa e muita vontade de defender os ciclos da mulher, foi o que vi naquela face.

Algo que aprendi com o documentário foi que a indústria dos produtos para menstruação, uma indústria de 2 bilhões de dólares por ano, utiliza muito pesticidade em suas plantações de algodão. E depois colocamos isso no meio de nossas pernas.

O site do documentário é este aqui: http://www.mooninsideyou.com/. Espero que uma dia ele seja reexibido ou que o canal disponibilize-o em DVD, pois o vejo como uma ótima ferramenta educativa sobre a saúde da mulher.

Danielle Sales

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Frase da Jamie Sams



"Ao confiar nos ciclos dos seus corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos de suas tribos há séculos. As mulheres precisam aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar umas às outras."

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mulheres e Alimentação no Globo Repórter

Estava eu em casa, numa dessas sextas-feiras da vida, quando vi a chamada para o Globo Repórter: seria um programa sobre mulheres e alimentação. Pirei na hora!

No primeiro bloco do programa, o programa mostrou uma mulher, empregada doméstica, que precisou fazer alterações na alimentação da família de acordo com sua renda.

Na casa dela não entrava mais tomate, e sim coloral. Em vez do feijão, que andava muito caro, ela havia inserido na alimentação dos familiares a lentilha (pensei comigo que a lentilha é mais cara do que o feijão, mas depois percebi que talvez ela renda mais e esse tenha sido o motivo da escolha).

Outra medida adotada por ela foi não usar mais óleo na alimentação. Apesar de ter sido uma opção por falta de dinheiro, ao mesmo tempo é bastante saudável e ela disse ter não sentido falta do óleo na hora de preparar o arroz, por exemplo.

Fiquei triste porque queria que as mulheres só precisassem fazer esse tipo de substituição por opção de saúde, e não por motivos econômicos. Mas ao mesmo tempo fiquei feliz em ver a força da mulher, que faz de tudo para continuar alimentando sua cria e sobrevivendo.

Depois, mostraram um grupo de mulheres, de uma região pobre em Minas Gerais, que se junta todo mês e vai para o centro de abastecimento de hortifruti da cidade e compra produtos mais baratos, com a ajuda dos comerciantes que lá trabalham. Elas mesmas negociam com os comerciantes (é bom lembrar que ganham vários “nãos” na cara) e carregam os sacos pesados na cabeça até o ônibus que as leva até lá. Quando voltam para casa, têm comida não somente para elas, mas também para as outras que lá ficaram e, muitas vezes, passam fome.

Num outro bloco, mostrou-se uma família que produzia tudo aquilo que comia. Belo exemplo, mas difícil para quem mora na cidade. Também foram mostradas feiras de troca de alimentos orgânicos.

Depois, fizeram uma entrevista com uma nutróloga, que deu dicas de ervas e alimentos que precisam estar em nossa alimentação, bem como o que estes podem fazer por nosso organismo:

* manjericão = ajuda no processo de envelhecimento
* hortelã = é boa para digestão e enxaqueca
* louro = baixa a glicose do organismo
* alecrim = bom para a memória
* espinafre = ajuda no crescimento das crianças (lembrou do Popeye?)
* repolho = fornece fibras para nosso corpo
* abóbora = ajuda quando temos náuseas
* jiló = desintoxicante do fígado
* chuchu = fortalece os ossos e é bom para o intestino
* banana
* abacaxi
* laranja
* mandioca
* inhame
* uva

O programa foi além, mas meu sono foi maior (rs) e eu caí no sono.

O link para assisti-lo: http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-19874-3,00.html

Danielle Sales