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sábado, 29 de agosto de 2020

Resenha: Witchcraft Cocktails




Estava eu pesquisando livros infantis para fazer um trabalho quando dei de cara com este lançamento. Na hora, fiquei desesperada para lê-lo. Sou uma eterna estudante de herbalismo e nunca tinha visto um livro sobre coquetéis com esse viés da bruxaria.

Pensei que encontraria, como se diz na capa, “apenas” 70 receitas simples de coquetéis, mas o que achei dentro do livro foi mais sensacional ainda!

A Parte 1 do livro apresenta um texto introdutório sobre o uso do álcool na bruxaria, ou seja, como os coquetéis podem ser usados como oferendas espirituais.

Depois, são apresentados os tipos de álcool com que um bartender trabalha, bem como suas principais ferramentas e técnicas de uso no dia a dia.

Em seguida, são apresentados conceitos básicos de bruxaria, como planetas, signos, estações, chacras, pedras e ervas. Percebe-se que se trata apenas de uma revisão básica, para quem não conhece quase nada sobre o assunto.

No final desta parte, há algumas receitas que servem como base dos coquetéis que serão apresentados na parte seguinte, como xarope simples, grenadine e xarope de mel, entre outros. 

As receitas são fáceis e, logo após o título da bebida, cada uma vem com seus objetivos mágicos. Por exemplo, temos um xarope de louro e laranja para ter força, sucesso e seus desejos se realizarem, e um xarope de rosa e hibisco para “adoçar” alguém.

Na Parte 2, a festa começa de verdade! Divididas por estações do ano, há coquetéis voltados para deidades (como Perséfone), para fases da lua e por aí vai. No início de cada receita, as energias às quais cada coquetel está associado. No fim de cada receita, com o mote de “técnicas avançadas”, há sugestões de como potencializar as bebidas com pedras e cartas do tarô.

No inverno, minha receita preferida é The Lovely Lady, que leva papaia e o xarope de mel, hibisco e rosas, que foi ensinado na Parte 1 do livro como base. E também o Sake of the Inner Child (Saquê da Criança Interior), com a base de grenadine ensinada na Parte 1.

Todas as receitas vêm acompanhadas por fotos.

Como ponto negativo, há ingredientes que não fazem parte de nossa cultura, sejam em termos de ervas ou de bebidas, como a Kahlúa, que compõe o Milk Moon Beautifier, da qual nunca ouvi falar. Alguns pagãos também podem se ser sentir desagradados com uma receita cujo mote é um santo cristão.

No apêndice, há muitas receitas de bebidas tradicionais, como Bloody Mary.

Seus rituais nunca mais serão os mesmos com estas bebidas que parecem ser deliciosas!

PS: Recebi este e-book da editora original para fazer a resenha. 

 

 



quinta-feira, 17 de julho de 2008

Quem sou eu?


Estava agora mesmo comentando com uma pessoa o quanto é bom termos uma certa atitude e, depois, ver que agimos "corretamente", seja em um livro ou uma entrevista. A sensação de termos nossa ação validada por outros é boa para mim, libriana que quer ser aceita por todos (rs).

Há algum tempo, comentei com minha amiga Tinnekke que eu não gostava do athame e que nem mesmo tinha um. Ela me perguntou o motivo e eu não soube responder.

Depois de alguns meses, estava lendo um blog e a autora dele dizia que não gostava do athame também. Ela dizia que o athame lembrava um pênis e também uma arma. Como feminista e pacifista, acho que não preciso dizer o quanto me senti aliviada com a explicação dela.

Também sempre digo para minha amigas on-line que eu não sou pagã e nem wiccana. Para algumas, é difícil entender como não posso ser pagã. Outras me aceitam numa boa (olha a libriana aí, gente!).

Na semana passada fui viajar e levei um texto sobre as diferenças entre ser bruxa e ser pagã. Mais uma iluminação eu tive!

Lá dizia o autor (ou autora, não dava pra saber, pois peguei da Internet) que a bruxaria era a celebração do princípio feminino. Bingo 1!

Mais para frente, dizia que as bruxas tradicionais mais antigas não tinham conexão com deidades ou religiões, e também que para elas as artes curativas, os métodos divinatórios e a magia não tinham nenhuma conexão com religião ou rituais. Bingo 2!

O grupo com o qual eu mais identifico é o dianismo. Mas aí eu caía em contradição: o nome do negócio é “Dianic Wicca”, e eu não me considero wiccana!!!

Pois nem mesmo nesse aspecto o texto deixou a desejar. Ele diz que o termo “Dianic Wiccan” é uma contradição por si só, pois “wicca” significa masculino e “wicce”, feminino. Como pode uma tradição feminista ser denominada por algo masculino? Bingo 3!

Eu respeito muito as pessoas que me cercam e são pagãs, pois eu aprendo muito com elas diariamente, mas eu não sou. Sou uma pessoa eclética e nem mesmo posso ser considerada uma dessas “bruxas tradicionais” de que o texto fala, pois os cadernos em que anoto minhas experiências são consideradas “livros das sombras” (prática wiccana) e eu também adoro aprender sobre e me conectar com deusas (prática pagã).

Mesmo sem saber a fonte, o texto foi fundamental para eu poder definir quem eu sou e quais são minhas práticas.