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domingo, 13 de junho de 2010

Creme Chantilly, nobre por excelência

De origem incerta, acredita-se que foi inventado no Século XVII, ao norte de Paris, França, no famoso Castelo de Chantilly, de propriedade do Príncipe de Condé, o qual servia aos ilustres visitantes um creme fabricado na própria leiteria. O creme, pela leveza e sabor, passou a ser apreciado, ostentando o nome local, e imperou em mesas requintadas.


Na época, a cozinha do castelo era comandada pelo suíço Françoise Vatel. Detentor de receitas deliciosas, Vatel contribuiu para tornar famosos os banquetes excepcionais oferecidos no castelo. A cozinha francesa ganhava mais um galardão.

Ficou registrado na História a festa de três dias que o Príncipe de Condé organizou para receber o rei Luis XIV e sua corte. Após dela ocorreu o trágico suicídio do famoso cozinheiro.

O método de fazer o creme foi repassado oralmente. Da época, restaram esparsos registros. Um fator indelével é a constatação de que a qualidade do creme chantilly está relacionado à temperatura dos ingredientes e do movimento de bater, com a condição de que o creme de leite deva estar com 35% de gordura.

O Castelo de Chantilly data da Idade Média. Cercado de florestas, foi erguido sobre uma rocha rodeada de água, dando a impressão de tratar-se de uma ilha. A arquitetura é uma mescla dos estilos inglês, francês e chinês, dotado de beleza extraordinária.

Na atualidade, o castelo abriga o famoso restaurante “La Carpinterie”, especializado em comida de Século XVII. Vale a pena visitá-lo, a fim de saborear-se o autêntico creme chantilly, considerado o “crème de la crème”, e extenda o passeio pelo o museu e os agradáveis jardins.

Se ainda não o provou, não perca tempo... Vá conhecer mais um alimento que a natureza caprichou para seu paladar.


o famoso Castelo Chantilly



o creme de Chantilly



o Chantilly no bolo

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fondue, a refeição sempre quente

O fondue teve origem na Suiça, na região de Jura/Savoie, fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique, em 1699.


A palavra fondue deriva do francês “fondre”, que significa derreter.


Este prato, consiste basicamente de queijo tipo Gruyere ou Emmental, derretido num rechaud, ou outro equipamento aquecido, acompanhado de pedaços de pão, batatas e cenouras. Os ingredientes são mergulhados na mistura de queijo derretido, provendo-se cada comensal de um garfo próprio, de duplo dente, longo e fino, geralmente com uma ponta de cor diferente na extremidade do mesmo, a fim de individualizar os comensais.


Na década de 1950, o fondue ganhou espaço nas cozinhas do exército suíço, tornando-se conhecida dos soldados, que levaram a receita para as residências.


Ganhou fama internacional na década de 50, quando o chef Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse (New York), serviu a curiosidade européia. Para complementar, criou-se o fondue de chocolate, servido como sobremesa.


O fondue é servido para número limitado de pessoas à mesa, pois exige equipamento especial. Lembre-se: o número de convidados estará restrito à quantidade de aparelhos de fondue disponível.


Regras próprias do fondue:
• O garfo, acima descrito, não será levado à boca, pois, além de correr o risco de queimar os lábios, não é higiênico, tendo em consideração que cada bocado do alimento esteve mergulhado no recipiente com queijo;
• O garfo é individual;
• Cada convidado deverá ter um prato, tamanho sobremessa, garfo e faca, dos quais fará uso para comer os alimentos;
• O aparelho de fondue deve ser colocado no centro da mesa de modo que cada comensal tenha acesso ao mesmo;
• O pão, devidamente cortado em cubos, as batatas e cenouras, deverão estar em recipientes separados dispostos na mesa.


Existe a variação do fondue de carne, ou borguignon, filet mignon cortado em cubos ou tiras cozidas no óleo; o fondue de chocolate, no qual se usa pequenos pedaços de frutas frescas sumergidas no caldo de chocolate, cujo molho é de fácil preparação.


O fondue chinês, também à base de carne (cortada tipo carpaccio), ou peixes e legumes, fervidos num caldo de carne (consomé), com especiarias. Existe, ainda, a versão do fondue japonês.


Trata-se de uma refeição para poucas pessoas, especial para um evento íntimo, sempre quente, ideal numa noite de inverno.
Aníme-se e disfrute de um jantar alegre, diferente e delicioso.



tradicional fondue de queijo


delicioso fondue de chocolate


 
 uma opção mais descontraída e divertida de servir um fondue de chocolate


fondue de carne



quinta-feira, 8 de abril de 2010

A evolução do garfo


Na Idade Média, o garfo era fabricado somente com duas pontas (dentes). Era considerado um objeto raro e luxuoso, com alça de cristal ou marfim.
Na França, por volta do Século XVII, comia-se valendo-se dos dedos. O famoso escritor de obras sobre literatura e religião, Erasmo de Roterdão (Desiderius Erasmus Roterodamus) recomendava pegar a carne “com três dedos”, por ser um gesto mais elegante.
No Século XVI, coube à rainha Catherine de Medicis introduzir o uso do garfo. O filho dela, Henrique III, ao ser convidado a participar de uma festa oferecida pelo Duque de Veneza, ficara intrigado com um utensílio disposto na mesa, o qual já era utilizado na cidade italiana de Veneza desde o Século XI e desconhecido por ele.
Tratava-se de um objeto com alça finamente trabalhada em chifre, marfim ou pedra, com duas pontas afiadas. Inicialmente, o garfo se apresentava sob um nome pomposo de “forchetta” (equivalente em francês a fourchette). O engenhoso acessório foi apresentado ao rei com a dupla intenção de pinçar a carne de maneira elegante, do que fazê-lo com os dedos, ou a ponta da faca, a fim de evitar manchar o lenço engomado com preguinhas, usado na altura do pescoço segundo a moda de época.
Na verdade, este utensílio servia pouco na mesa, facilitava o corte da carne, permitindo liberar pequenos pedaços da mesma da panela, macarrão, pastas de frutas secas e bombons com a finalidade de evitar sujar-se os dedos.
Levou bastante tempo para que se difundisse o uso do garfo de dois dentes. O primeiro avanço à mesa foi a utilização de erguer-se a comida no prato, ou pinçar a carne.
O uso do garfo para levar os alimentos do prato à boca iniciou-se somente no final do Século XVIII. Em 1640, o garfo ganha o terceiro dente e em 1680 adiciona-se o quarto.
Os garfos clássicos foram fabricados com materiais preciosos: prata; ouro; vermeil; e decorados com figuras ou cristais.
No Século XVIII, os garfos e facas foram ricamente fabricados, criando o hábito nobre de que os convidados levassem os próprios utensílios para a mesa de banquete.
Houve, então, o surgimento das regras de etiqueta para os alimentos que podiam ser levados à boca usando-se a mão. Ficara restringido ao: pão, frutas, amêndoas, e ostras. Foram denominadas como regras do savoir vivre, impressas e difundidas, e reinando até aos dias atuais.

uma idéia de quantos tipos de garfos existem atualmente


um belíssimo exemplar do utensílio para se comer


os quatro dentes de um garfo







terça-feira, 6 de abril de 2010

Faca, origem e utilidade


Na Pré-História, as facas eram produzidas manualmente a partir da pedra, bronze, ou ferro, estas desenvolvidas pelos celtas.
Na Idade Média, a faca era considerado objeto pessoal útil, sendo carregada presa na cintura à guisa de punhal. Não se cogitava usá-la como serviço de mesa.


Aos escudeiros, estavam reservadas facas longas, pois tinham como ofício trinchar e cortar pedaços de carne.


Nessa mesma época, sabe-se que pequenas facas, com lâminas estreitas, foram utilizadas para diversos fins, tais como: cortar fatia de pão, picar a carne e levá-la à boca.


Posteriormente, no reinado de Luis XIV, na França, apareceram facas com cabos de madeira, ou metal, produzidas por ferreiros, que as decoravam com cruzes. No reinado de Luis XV, a decoração variou para conchas marinhas. Na época do Luis XVI, foram enfeitadas com colares de pérolas. Eram sem dúvida alguma, detentoras de luxo insuperável.


Ao surgirem os cabos feitos de faiança, ou porcelana, os artesãos imprimiram na empunhadora das facas verdadeiros quadros com motivos de flores, animais, e personagens.


A confecção de cabos de facas evoluiu desde o uso da madeira; ao chifre de alce, o marfim retirado dos elefantes e considerado material precioso; ébano, importado da África; prata; nácar e âmbar.


Foi somente no Século XVIII que surgiram as facas fabricadas em série. O conceito estabelecido era de que lâminas de aço e prata eram destinadas às frutas e peixes, a fim de evitar a oxidação dos mesmos.


No Século XIX, apareceram as facas dotadas de cabo em aço inox, e a tecnologia brindou o mercado com "facas elétricas", instrumento perfeito para cortar carne; o perú do Natal (ou Thanksgiven Day), e mesmo o pão, todos antes de serem levados à mesa.


Portanto, ao usar uma faca lembre-se dos objetos precursores, os quais a originaram, gerando a comodidade atual durante as refeições.




faca em forma de punhal, toda decorada


 faca cortando uma fruta

diferentes tipos de facas 

 faca cortando um dos principais alimentos, o pão 

quarta-feira, 31 de março de 2010

Laranja na sobremesa, o cítrico que demanda classe


A laranja deve ser servida ou preparada para ser apreciada após uma refeição. A rigor, a laranja deve ser servida descascada. Caso contrário, será descascada pelo comensal, cortando-lhe as extremidades, valendo-se de garfo e faca para assim proceder. Os pedaços obtidos serão consumidos usando-se o garfo.
As sementes encontradas no interior dos gomos deverão ser retiradas da boca, usando-se a ponta dos dedos, e colocando-as na palma da mão, semi-fechada ou em concha, a fim de serem colocadas na borda do prato. Todo este manejo precisa ser efetuado com bastante descrição.
Numa refeição formal, recomenda-se evitar servir laranja. Apesar de ser saborosa, requer domínio, ou certo treinamento, para consumi-la.
Um convidado precisa estar atento, e ser conhecedor sobre as regras à mesa, pois surpresas sempre acontecem.
Nos Estados Unidos, restaurantes chineses servem-na como sobremesa, cortando-a em quatro partes, juntamente com o fortune cookie (biscoito da sorte), fabricado à base de farinha, creme e açúcar. A título de curiosidade: este biscoitinho é desconhecido na China Continental e Taiwan. Acredita-se que tenha sido introduzido na Califórnia (USA) por grupos de imigrantes no início do Século XX, cuja fórmula segue receita de um biscoito japonês.

rodelas de laranja

domingo, 28 de março de 2010

Cardápio/Menu, a trilha para optar pela melhor refeição


Vários fatores são levados em consideração para se compor um cardápio. Quanto se espera gastar? Quais as aptidões culinárias de quem vai preparar a comida, e a possibilidade de recorrer-se a um ajudante? Planejar uma refeição requer imaginação, bom gosto, tempo e cuidar dos detalhes imprescindíveis.
Jamais utilize uma refeição para experimentar novos pratos. O servir recomenda oferecer o que já foi testado e agradou. E endossa a qualidade de quem a preparou.
Quem recebe com frequência, deve ter anotado os menus previamente usados, a fim de evitar a repetição dos pratos com os mesmos convidados.
Na atualidade, servir um prato de entrada, outro principal e a seguir a sobremesa, é considerado suficiente como uma refeição. Entretanto, a composição deve ser equilibrada.
Se o cozinheiro é o anfitrião, recomenda-se escolher pratos que possam ser elaborados com antecipação e não exijam detalhes de última hora. Caso contrário, corre-se o risco de haver demora para os convidados, que ficarão sozinhos. É um detalhe indelicado.
Conhecendo os convidados, leva-se em conta possíveis limitações que possam ter, tais como: dietas, alergias ou restrições religiosas. É obrigação do convidado, ao aceitar o convite, informar qualquer impedimento ou restrição particular que tenha, de modo que o anfitrião possa preparar o menu com tranquilidade e sem surpresas, difíceis de remediar no momento de servir-se a comida. No caso do convidado deparar-se com alimento que não possa ingerir, deixará discretamente de lado, sem chamar a atenção para o mesmo.
Um menu requer os seguintes cuidados:
  • Jamais repita os mesmos ingredientes nos pratos. Por exemplo, se for servida entrada composta de creme de leite, o prato principal com acompanhamento à base creme de leite, e, por último, a sobremesa novamente com o mesmo ingrediente, o resultado será enjoativo, pouco original e péssimo do ponto de vista nutritivo;
  • Evite repetir as mesmas cores: entrada de cor branca, seguida de prato principal na mesma cor, e a sobremesa idem. Trata-se de um detalhe pouco atrativo e monótono. Dê cor à refeição, busque a variedade, seja criativo;
    A apresentação dos pratos, ou travessas, é fundamental. Sabe-se que “a comida degusta-se pelos olhos”. Deve ser visualmente atraente, apetitosa e convidativa para ser saboreada;
  • Evite servir molhos diferentes num mesmo prato, ocorrerá uma interferência nos sabores, além de comprometer a apresentação.
Elaborado o menu, é chegada a vez de escolher-se as bebidas, que serão servidas na refeição, as quais devem ser selecionadas com cuidado.
Leve em consideração os passos a seguir:
  • Comece com aperitivos;
  • A seguir, sirva o vinho;
  • Finalmente, um digestivo (conhaque ou licor).
Existem pessoas abstêmias ao álcool, por razões diversas.
A elas serão apresentadas as opções de suco de frutas, refrigerantes (prestar atenção se existe preferência por diet ou zero calories), ou água mineral (gasosa ou não). O vinho a servir deverá estar coerente com os prato.
Geralmente, inicia-se com vinho branco, acompanhando as sopas ou peixes. A seguir, é a vez do tinto, servido com carne. E na sobremesa, um branco generoso, ou espumante, assim como um porto doce, ou branco gelado. Os digestivos serão servidos com o café, ou após, podendo ser licores e ou aguardentes.
É oportuno consultar um livro de culinária ao elaborar-se um menu. Existe toda uma biblioteca disponível, inclusive na Internet. Lembre-se que o anfitrião vê-se no dever de oferecer seu melhor. Os convidados vão julgar e apreciar a refeição e o gesto.
A descoberta de uma nova receita faz mais pela felicidade do gênero humano do que a descoberta de uma estrela”.
Brillant-Savarin


 


sábado, 27 de março de 2010

Hambúrguer, a conquista dos cavalheiros Tártaros

Conta-nos a História, esta deusa sem imaginação, que se repete através dos tempos, que por volta do Século XIII, os cavalheiros Tártaros tinham o costume de moer a carne dura, enquanto cavalgavam, colocando-a sob a sela dos cavalos. Decorria daí uma massa mais maleável e fácil de ingerir.

Os famosos bifinhos de carne moída aportaram em Nova York (USA) por volta do início do Século XIX, trazidos por imigrantes alemães, provenientes do Porto de Hamburgo, Alemanha. E foi na América que foi adicionado o pão, criando a moda imbatível por pessoas de todas as idades.

Existe outra versão, reconhecendo que foram os judeus russos, habituados a empanar a carne moída e fritá-la, servida no prato, costume típico da Rússia, quem os inventara.

Independentemente da origem, o hambúrguer ficou conhecido nos Estados Unidos, sendo batizado como “hamburguer steak”, mais tarde simplificado para “hamburguer”, fazendo referência à cidade de Hamburgo.
Este prato de bife de carne moída fez o debut no cardápio do famoso e elegante restaurante Delmonico´s (New York), apresentado como steak de Hamburgo. Mais tarde, passou a frequentar os livros de receita denominado como beef steak à la Hamburg.

Apesar da origem humilde, tratava-se da refeição predileta dos imigrantes europeus e operários, vendido nas portas das fábricas em carrinhos.

Aos poucos foi ascendendo socialmente, na medida em que os cozinheiros e restaurantes ofereciam versões variadas, até chegar aos dias atuais, ocupando lugar de destaque nos cardápios mais sofisticados. Este ícone do fast-food, compõe-se de recheio principal no formato de um disco de carne moída grelhada, entre duas fatias de pão, redondo e macio (quente ou natural).

A criatividade dos norte-americanos favoreceu a penetração do produto em vários mercados, inventando recheios, variando ingredientes, dos mais simples até aos mais requintados: queijos, ovos, pickle, folhas, legumes, presunto, trufas e existe versões com foie gras. Por certo, outras receitas surgirão.

A popularidade e sucesso tem sido extenso, rompendo fronteiras, e ocupa espaço quase obrigatório nos cardápios internacionais. Os acompanhamentos variam, tanto pela cultura dos povos, quanto pelos gostos pessoais.

Destaque
Um lembrete importante: o hambúrguer pode ser consumido usando-se as mãos, isto se não fizer parte do menu de um jantar ou almoço, onde haja certa formalidade. Numa ocasião mais refinada, recomenda-se o uso de garfo e faca. O fato incômodo, mas aceitável socialmente, é que ninguém resiste ao hábito popular de levá-lo à boca, com ambas mãos, para saboreá-lo.

É gostoso...

É tentador...

E definitivamente despretensioso.



terça-feira, 23 de março de 2010

Brinde, a saudação bem-vinda entre as pessoas


O ato de brindar vem sendo transmitido através das gerações. O objetivo é homenagear um convidado de honra, que pode ser um amigo, vindo do exterior, ou um familiar comemorando uma acontecimento especial, como: noivado, casamento, o nascimento de um filho, batizado ou formatura. Os motivos variam e inspiram a realização de um brinde. É um ato socialmente festivo.

Cabe ao anfitrião propor o brinde. Entretanto, nada impede que seja a anfitriã quem o faça, ambos deverão estar em sintonia.

Quem dirige as palavras deverá por-se de pé. Os convidados permanecem nos seus assentos. Tendo terminado o breve discurso, ergue-se o copo ou taça e bebe-se um gole da bebida oferecida. Os convidados imitam o gesto. A pessoa homenageada deve responder com palavras de agradecimento, se assim o quiser, pondo-se de pé. Ao finalizar, ergue o copo e bebe um gole. Pode, ainda, manifestar-se com um sorriso franco, pois inexiste obrigação de se dirigir aos presentes no acontecimento.



Regras de ouro:
  • Seja breve nas palavras que dirige aos presentes. Evite estender-se em demasia;
  • Jamais brinde com refrigerante, água ou suco de fruta, valendo-se de um copo/taça vazio(a);
  • Controle a forma de beber, deixando permanecer parte do conteúdo;
  • Aquele que não ingere bebida alcoólica, no momento de brindar, eleva o copo/taça aos lábios, sem tocá-la com os lábios;
  • Durante o discurso, pára-se de comer ou beber;
  • Deve-se brindar somente com vinho, champagne ou espumante;

  • Os copos/as taças não precisam chocar-se entre si. Todavia, poderá fazê-lo com as pessoas ao redor, sem se erguer de onde esteja sentado; 
     
O momento certo de propor o brinde é na hora da sobremesa, mas há quem prefira executá-lo após o prato principal. Na realidade, inexiste uma regra rígida em relação ao momento.

A mensagem deverá conter palavras sinceras e, acima de tudo, difundir calor humano por desfrutar da presença de todos.







sexta-feira, 19 de março de 2010

Bandeja, a diva do mundo gastronômico


A residência equipada precisa dispor de alguns tipos de bandejas. Trata-se de um acessório imprescindível, e também bastante utilizado. Mesmo nas refeições domésticas diárias, elas conquistaram o seu espaço.
As bandejas, existentes numa variedade de formatos, valendo-se das mais diversas matérias-primas, podem ser escolhidas entre as tradicionais ou clássicas, as quais são produzidas em prata, havendo versões em aço inox, palha, madeira, vidro ou, ainda, em plástico. São de grande utilidade na hora do lanche, ou refeições rápidas. E no cafezinho servido após as refeições, ou ao receber-se uma visita.
Dependendo do material com que são fabricadas, as opções de cores são variadas, existindo desde aquelas com motivos estampados, ou desenhos. As formas e as dimensões variam na mesma proporção.
A tradicional bandeja de prata é sempre a melhor opção, sem dúvida a mais elegante dentre todas. Considera-se perfeita para servir o clássico chá ou café depois de uma refeição requintada, não se esquecendo de oferecer opções de açúcar ou adoçante em pacotinhos individuais.
É bom lembrar que, para servir-se um copo d’água, a melhor maneira é apresentá-lo em pequena bandeja de prata, isto se o orçamento pessoal permitir. Muitas vezes é visto um pires à maneira de bandeja. Evite-o, pois é incorreto. No caso de não haver a possibilidade de dispor de uma bandeja de custo honroso, utilize uma, pequena, elegante, e de qualquer outro material.
A criatividade ajudará, pois a necessidade de uma bandeja, utilizando-se aquela dentro do melhor gosto do anfitrião, em termos de aparência e qualidade, será bem-vinda à mesa. Deverá combinar com os demais elementos, como: copos, xícaras, louça, etc.
Recomendações:
  • Utilize um pano branco ou de cor, para evitar que escorregue o que esteja sendo servido;
  • As bandejas com alças são usadas somente quando deixadas sobre um apoio, jamais para usar-se de forma individual. As que se destinam para este uso são destituídas de alças;
  • Numa mesa de refeição, os pratos, os copos e utensílios não devem retirar-se na bandeja, pois será feito usando-se a mão;
  • As bandejas são o reflexo do gosto pessoal, permitindo entrever parte da personalidade do anfitrião.
Ser original, na escolha da bandeja, é um gesto de bom gosto e praticidade.
Veja alguns tipos de bandejas:

a glamourosa bandeja de prata

bandeja de prata ou inox

a casual bandeja de melamina

bandeja de palha com paninho
outro exemplo de bandeja palha

outra de prata

bandeja de plástico moderna

  bandeja de madeira

quinta-feira, 18 de março de 2010

Saladas, a natureza aguçando o paladar 

As saladas e entradas desempenham papéis semelhantes. Se as entradas, como o próprio nome as define, são servidas no início da refeição, as saladas, por sua vez, podem ser levadas à mesa em diferentes momentos. Em ambos os casos, são responsáveis pelo estímulo de agradar ao paladar e abrir o apetite.

Como prato inicial, as saladas têm a responsabilidade de impressionar o comensal desde sua apresentação na sala de refeições, sendo por isto que deverá ser valorizada com cuidadosa preparação. Devem representar uma forma sutil de que foram idealizadas ao gosto dos convidados.

Todavia, na França o hábito de consumir-se salada é servida também como acompanhamento do prato principal, ou no meio da refeição. A regra, se assim pode-se denominar, é: servida na entrada (fria ou quente); a seguir, depois do prato principal.

O termo salada deriva do latim herba salata, que significa erva salgada, indicando como foram criadas: legumes e verduras frescas, temperadas com sal. As saladas assim preparadas pelos franceses, denominadas crudités, são até hoje muito apreciadas.

Na Roma antiga, já existiam saladas elaboradas. Os registros históricos descrevem diversos pratos de legumes cozidos e crus, guarnecidos com ervas frescas e secas temperadas com vinagre, óleo e um extrato de peixe salgado (liquamen), assemelhando-se ao atual molho vinagrete.

Também podem ser considerados como saladas, os pratos preparados à base de carne, ave ou peixe e temperados com maionese, molho de limão fresco, creme de leite, ou alguma variação do molho vinagrete.

Normalmente, a refeição progride após a salada, ou prato frio, para o prato principal, servido no maioria das vezes com alguma temperatura. O vinho a ser servido deve ser apropriado. Obedecendo-se uma progressão coerente, o ideal é um vinho branco seco, pouco encorpado e leve. Caso a salada seja o prato principal, quando se adiciona mais ingredientes, deve ser acompanhada de vinho tinto encorpado.

O vinagre, elemento básico presente na maioria dos molhos, interfere na capacidade de apreciar as diferentes nuances de um vinho, pois origina-se deste. Portanto, um vinho menos encorpado é mais recomendado para acompanhar saladas à vinagrete.

Quando a salada verde é servida, seguindo o prato principal, marcando uma pausa, deve ocorrer também uma interrupção entre os vinhos. O melhor acompanhamento e o mais seguro neste caso é a água.

Nas saladas tradicionais, os vegetais apresentam-se em pequenos pedaços, razão pela qual devem ser consumidas somente com garfo, segurado com a mão esquerda. A faca serve como auxílio para dobrar ou empurrar as folhas que não serão cortadas.

Saladas devem ser servidas numa meia-lua, ou pequeno prato, colocado à esquerda do prato principal, na posição inferior ao pratinho reservado ao pão. Se for decidido pelo anfitrião que a salada seja oferecida entre os pratos, ou como entrada, esta será servida em prato pequeno, que se encontra sobreposto ao prato principal. A escolha da saladeira e dos talheres merece atenção especial. Vale lembrar que a apresentação representa um item importante.

A salada deve ser temperada imediatamente antes de ser servida. Não se oferece uma segunda vez, a exemplo dos demais alimentos.

Quando servida em saladeira, a salada é colocada próxima ao anfitrião, que mistura o molho. Assim procedido, o anfitrião passa-a à esquerda do convidado de honra, e a seguir à esquerda do segundo convidado, o qual fará circular a saladeira de mão em mão, até dar a volta completa entre os convidados.

À mesa não se deve colocar a azeiteira, nem a vinagreira, as quais podem estar dispostas numa mesinha auxiliar. Reserva-se as saladas para almoços ou jantares sem cerimônia. Um detalhe importantíssimo: a salada jamais será servida numa refeição de cerimônia.

uma maneira mais sofisticada de servir a salada de entrada



 Acima, duas maneiras diferentes de servir salada à mesa



acima, dois exemplos de como comer salada, em prato raso ou num bowl


 a salada e seus respectivos talheres para servi-la

terça-feira, 16 de março de 2010

Tábua de queijo ( plateau de fromage)

Os queijos são apreciados em todo o mundo. Representam um produto de laticínio, feito da ordenha da vaca, ovelha, cabra ou búfala, ou mesmo outro animal mamífero. Acredita-se que se originou no Oriente Médio, em tempos remotos, mas seu aperfeiçoamento aconteceu na Europa. O queijo resultou da descoberta do leite coalhado e teve lento processo de elaboração para chegar às formas atuais.

Queijos podem ser frescos, duros, semiduros, pasta mole, casca lavada e marmoreados. Às vezes, acrescenta-se na produção de queijos certas especiarias, tais como: pimenta, cominho, ervas ou frutas secas como nozes. Quando servido num tabuleiro chamado plateau de fromages (tábua de queijos) poderá vir acompanhado de pão, biscoitos, nozes ou frutos secos, mel, ou pedaços de legumes crus.

Uma tábua de queijo deve apresentar no mínimo três tipos de queijos pequenos, inteiros ou já cortados dependendo do tamanho. Recomenda-se variar os sabores em mais ou menos forte. O consumo pode ser feito cortando-o em pequenas porções individuais e colocando-o no prato pessoal. A tábua de queijo leva-se à mesa durante a sobremesa e ali permanece até o final da refeição.

Existem opiniões diferentes em relação à ordem de servir o queijo. Os britânicos preferem-no depois da sobremesa. Os franceses, no início da refeição. A ordem a seguir é uma questão de preferência.

Regras básicas:

·Os queijos moles devem ser saboreados com a casca;
·Queijos duros, deve-se remover a casca com uma faca, deixado-a no prato antes de levá-lo à boca;
·O queijo deve ser comido, valendo-se de uma faca (aguçada, de duas pontas e redondas), ou faca de sobremesa, que deverá estar colocada em cima do prato;
·Prepara-se pequenos pedaços de pão, podendo ser de vários tipos, e com a faca sobrepõe-se o queijo, para levá-lo à boca com  uma das mãos;
·Enquanto se come, deixa-se a faca pousada no prato em posição de espera, com a lâmina cortante para dentro;
·O pão jamais deve ser mordido, leva-se pequenos bocados à boca;
·Não se serve manteiga, nem se espalha o queijo, pois existem aqueles que se apresentam cremosos;
·O queijo recomenda-se ser acompanhado com vinho, tanto tinto, quanto branco. E os espumantes fazem parte da seleção.

Um detalhe que não deve ser esquecido: quando é oferecido queijo à mesa, o convidado servir-se-á. Trata-se de uma obrigação, mesmo em pequenas quantidades.
Considera-se falta de respeito e descortesia não fazer honra à seleção de queijos, preparada cuidadosamente pelo anfitrião para os convidados.

Aprecie e deguste com delicadeza.

exemplo de apresentação

a variedade de tipos de queijos

cubinhos de queijos para servir

os diversos queijos franceses

uma opção para queijos e vinhos

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sorvete, a delícia com sabor de história


De acordo com a história, o Imperador romano, Nero, mandava seus escravos às montanhas buscarem neve, a fim de serem utilizadas para o congelamento do mel, polpa de frutas ou sucos, dando sequência à criação do sorvete. 
 
No Século XIV, o veneziano Marco Polo retornava de longa viagem ao Oriente e introduziu, na Europa, a receita trazida na bagagem. Surgiam os sorvetes à base de água. Acredita-se que os chineses já misturavam neve, suco de frutas e mel. Catherine de Medici, oriunda da Itália, foi quem introduziu o sorvete na França no Século XVII. 
 
Por muito tempo, a produção de sorvete foi considerada um luxo reservado aos privilegiados, porque dependia do gelo formado na natureza e dos custosos métodos para coleta e armazenamento. Durante todo o Século XVII, as receitas foram sigilosamente guardadas, e saborear essa guloseima gelada ainda era um privilégio restrito aos frequentadores dos palácios reais.

Em 1660, Procópio Coltelli inaugurou, em Paris, a primeira sorveteria do mundo: o “Café Procope”, que permanece atualmente. A novidade foi imensa, e Napoleão Bonaparte figurou como grande apreciador.

Foram os colonizadores britânicos que introduziram o sorvete nos Estados Unidos. Na atualidade, a América é onde se encontra a maior produção e consumo do sorvete. Em 1851, Baltimore - Estados Unidos, o leiteiro Jacob Fussel inaugurou a primeira fábrica de sorvetes, produzindo-os em grande escala. A novidade espalhou-se por Washington, D.C., Boston e Nova York. Os americanos criaram as três receitas mais famosas de sorvete:  sundae, bananna split e ice cream soda, que fazem sucesso até hoje, representando símbolos do “American way of life”. Logo no início do Século XX, o surgimento da geladeira e congelador facilitou o aumento da produção e consumo de sorvete, possibilitando o aparecimento de várias indústrias.

Basicamente, o sorvete resulta da mistura de uma pasta feita com frutas e leite, transformando-se num dos produtos de maior consumo mundial. É imensa a variedade existente de sabores, cores e formatos, assim como as combinações. Geralmente, o sorvete é servido como sobremesa de forma individual, ou acompanhamento para frutas, bolos, tortas, panquecas, etc. Também é possivel incrementar com diversas caldas. E é consumido em qualquer clima.

Pelo alto valor nutritivo, o sorvete vem sendo utilizado nos hospitais como item alimentício. Especialmente, junto a crianças submetidas à quimioterapia, no combate ao câncer, pois estes pacientes têm dificuldade de se alimentar. Por ser gelado, o sorvete é um ótimo analgésico, evitando as sensações de náuseas provenientes pelo tratamento.


Derreta-se ao sabor do sorvete neste verão, aproveite!

 clássico sorvete sabor de creme


 casquinha sabor flocos


o famoso Sundae 
 sorvete com sabor e cor exótica

 o delicioso e apreciado Banana Split

sorvete de pistache com chocolate

porção tamanho grande com diversos acompanhamentos



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