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domingo, 13 de junho de 2010

Creme Chantilly, nobre por excelência

De origem incerta, acredita-se que foi inventado no Século XVII, ao norte de Paris, França, no famoso Castelo de Chantilly, de propriedade do Príncipe de Condé, o qual servia aos ilustres visitantes um creme fabricado na própria leiteria. O creme, pela leveza e sabor, passou a ser apreciado, ostentando o nome local, e imperou em mesas requintadas.


Na época, a cozinha do castelo era comandada pelo suíço Françoise Vatel. Detentor de receitas deliciosas, Vatel contribuiu para tornar famosos os banquetes excepcionais oferecidos no castelo. A cozinha francesa ganhava mais um galardão.

Ficou registrado na História a festa de três dias que o Príncipe de Condé organizou para receber o rei Luis XIV e sua corte. Após dela ocorreu o trágico suicídio do famoso cozinheiro.

O método de fazer o creme foi repassado oralmente. Da época, restaram esparsos registros. Um fator indelével é a constatação de que a qualidade do creme chantilly está relacionado à temperatura dos ingredientes e do movimento de bater, com a condição de que o creme de leite deva estar com 35% de gordura.

O Castelo de Chantilly data da Idade Média. Cercado de florestas, foi erguido sobre uma rocha rodeada de água, dando a impressão de tratar-se de uma ilha. A arquitetura é uma mescla dos estilos inglês, francês e chinês, dotado de beleza extraordinária.

Na atualidade, o castelo abriga o famoso restaurante “La Carpinterie”, especializado em comida de Século XVII. Vale a pena visitá-lo, a fim de saborear-se o autêntico creme chantilly, considerado o “crème de la crème”, e extenda o passeio pelo o museu e os agradáveis jardins.

Se ainda não o provou, não perca tempo... Vá conhecer mais um alimento que a natureza caprichou para seu paladar.


o famoso Castelo Chantilly



o creme de Chantilly



o Chantilly no bolo

terça-feira, 1 de junho de 2010

Relógio, o cronômetro da vida


A humanidade sempre necessitou imperiosamente de organizar o cotidiano da vida. Dessa forma, um dos inventos importantes, foi passar a cronometrar o tempo. Surgia o relógio, estilizado sob vários formatos. É uma das mais antigas invenções humanas.
Existem registros históricos dos primeiros relógios de Sol. Acredita-se terem sido usados pelos gnomos, aparecendo na Judeia ao redor de 600 anos a.C.
Os primeiros relógios não marcavam as horas como hoje. Simplesmente, dividiam o dia conforme o movimento do Sol. Não funcionavam à noite, tampouco em dias nublados ou chuvosos, eram imprecisos.
Ao longo da História, os relógios foram acompanhando a criativa evolução do homem. Mecanismos exatos foram aperfeiçoados. A medição da passagem do tempo seguiu uma trajetória, tal como: relógios de água ou clepsidras, areia ou ampulhetas, mais tarde os mecânicos. Recentemente, os de quartzo, evoluindo até aos padrões atuais de césio e máser de hidrogênio.
Foi na Europa, por volta do Século XIII, especificamente na atual Alemanha, que surgiram os primeiros relógios mecânicos. A contagem das horas aconteceu quando Galileu Galilei definiu as regras do movimento pendular. A partir do Século XVII, os ponteiros para marcar minutos foram incorporados.
Os relógios passaram a ser encarados como jóias, exibindo beleza ao estilo de verdadeiras obras de arte, além da riqueza na ornamentação. Nos palácios e residências das classes abastadas, durante os Séculos XVII e XVIII, os relógios de parede e coluna surgiram como peças decorativas.
No Século XIX, Antoine Patek, conde polonês, associou-se ao relojoeiro francês Adrien Phillipe, criando a marca de relógios que alcançou fama e renome mundial, Patek-Phillipe. Foi considerado o que havia de mais preciso na indústria da época.
O relógio de pulso só foi patenteado no Século XX, pelo inventor inglês John Harwood, registrando-o em 1924. Este novo modelo veio substituir o relógio de bolso.
Na atualidade, a indústria de relógios, relativamente recente, é uma das mais evoluídas, marcando a constante preocupação do homem com a medição de sua existência neste planeta.


sábado, 29 de maio de 2010

O fascínio das Pérolas

Desde a antiguidade, as pérolas exercem fascínio único. Trata-se de material orgânico duro e esférico, produzido por alguns tipos de moluscos. As ostras, em reação à invasão de corpos estranhos no seu organismo, como grãos de areia, geram as pérolas. É considerada como gema e detém alto valor como joia.

Na antiga Roma, as pérolas eram consideradas símbolos pelos membros da nobreza, devido seu alto custo e por se tratar de uma raridade.

No Renascimento, somente componentes da mais alta estirpe nobre tinham acesso às mesmas.
Com o passar do tempo, a genialidade do homem logrou criar pérolas cultivadas, gerando a possibilidade a que pessoas de bom gosto pudessem adquiri-las.

Os grandes nomes de criação da moda internacional, exaustivamente valeram-se das pérolas, elevando-as ao status de elegância. Nos dias atuais, ocupam lugar preferencial entre as jóias da mulher, tornando-as símbolo de inquestionável feminilidade.

O processo de produção das pérolas cultivadas segue o mesmo princípio das pérolas naturais. Implanta-se dentro de uma ostra um objeto irritante, o qual vai gerar no interior a pérola. Nesse momento, a natureza, agindo como elemento catalisador, encarrega-se de efetivar o milagre. Desta maneira, simplifica a reprodução, razão pela qual o custo é menor. Entretanto, não significa que as pérolas se reproduzam em quantidades massivas. Milhões de ostras são nucleadas nos países produtores, mas poucas sobrevivem. Ocorre que somente uma minoria gera pérolas de qualidade, para serem consideradas como jóias com seu devido valor comercial.

As mais valorizadas são as pérolas produzidas no Japão, China, Indonésia, Austrália, e Polinésia Francesa.

Existem diferentes cores e tonalidades de pérolas, assim como texturas e brilho. As cores mais apreciadas são: cinza; azul; rosa; ouro; preta; branca, e todas as nuances de creme ou off white. Vale ressaltar que as cores não determinam o valor das pérolas. O tamanho é um fator preponderante na formação do preço, como ocorre com os diamantes. As pérolas mais caras são as maiores e bem redondas. Em seguida, vem as medianas, e, por último, as pequenas.

Cuidados  especiais  para conservação de pérolas:
  • Jamais guarde junto a outras jóias. Separe-as em saquinhos especiais de veludo ou papel de seda, para não riscarem;
  • Evite limpar as pérolas com produtos químicos ou abrasivos,  use  somente uma flanela seca ou ligeiramente umedecida;
  • As pérolas não possuem a dureza das pedras preciosas, razão pela qual jamais aplique perfume ou laquê depois de colocá-las.


 uma seleção de tipos e cores de pérolas


Audrey Hepburn e seus brincos de pérola


Chanel e suas pérolas - símbolo de sua personalidade


Jackie Kennedy elegante com seu colar de pérolas



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bolo de casamento, o sabor da comemoração



O bolo de casamento faz parte da cerimônia nupcial desde os tempos antigos. É feito de farinha, devido à crendice de simbolizar a fertilidade e prosperidade.
Na época romana, eram preparados como uma espécie de pão à base de farinha. O noivo era o primeiro a provar, e logo era partido sobre a cabeça da noiva, simbolizando este ato as bençãos e abundância na vida do casal.
Ao longo dos tempos, foi sofrendo modificações, até o Século XIX, quando se estabeleceu o bolo de noiva como um acessório importante da cerimônia nupcial.
O bolo de casamento de cor branca representa a pureza. Açúcar era o ingrediente principal, utilizado para conseguir-se um bolo branco. Antigamente, não era fácil dispor-se desta matéria prima, pois é necessário um tipo de açúcar branco bem refinado, o qual somente famílias abastadas tinham possibilidade de adquiri-la. Razão pela qual o bolo branco passou a simbolizar riqueza dos tempos passados.
Os recheios variam conforme o gosto pessoal dos noivos, mas a tradição continua prevalecendo na escolha. A massa branca é incrementada com baba-de-moça, nozes, damascos ou brigadeiros, e frutas frescas. Os bolos também são apresentados em outras cores, e o tradicional branco cedeu lugar ao de cor marrom (chocolate) ou cores pasteis. Cabe ressaltar que o branco continua prevalecendo mesmo nos casamentos ousados.
Os arranjos variam segundo a decisão da noiva. Valendo-se da pasta branca, pode-se criar laçarotes, flores, ou cascatas de flores naturais. Encontra-se em moda usar um casal de noivinhos encimando o alto do bolo, representando o próprio casal.
Não resta dúvida que o ápice da festa de casamento é o momento em que os noivos cortam o bolo do casamento.
Acredita-se que, quando se dispõem a cortar o bolo, o casal empreende a primeira tarefa em conjunto, assegurando que, ao longo dos anos vindouros, permanecerão juntos. Além de simbolizar o compromisso e apoio mútuo assumido pelos noivos.
A primeira fatia prova a noiva e a seguir o noivo. Em seguida, será distribuído aos convidados, para saborearem essa sobremesa de honra.
O tradicional brinde com champagne compõe a alegoria do casamento, onde todos os convidados saúdam aos noivos, desejando-lhes prosperidade e uma longa vida em conjunto, repleta de felicidade.


um exemplo de bolo delicado, simples, elegante e tradicional - com laço chanel


Outro exemplo de bolo elegante em off white


bolo de cor marrom


bolo em tom pastel


Outro bolo elegante, com toque moderno


bolo formado por cupcakes - muito usado atualmente


Os bolos em tons pastéis com toques florais


quarta-feira, 26 de maio de 2010

As flores no buquê da noiva



A tradição do buquê é um símbolo da vida. Está ligada à fertilidade. Na antiga Grécia e Roma, os buquês das noivas eram feitos com galhos de alho, ervas e grãos, a fim de afastar os maus espíritos e garantir uma união estável.


Por ocasião da escolha do buquê, a noiva deve fazê-lo com cuidado, pois é um elemento decorativo que dá realce ao vestido, portanto deverá combinar com o estilo e personalidade da noiva.


O tamanho do buquê deverá estar de acordo com a altura e o manequim da noiva. É um acessório importante, entretanto não deve ofuscar a elegância do vestido, sem demonstrar excesso.


.As flores naturais são as mais recomendadas para confecção do buquê, uma vez que transmitem frescor e espalham um perfume agradável. Claro, flores artificiais também são bem-vindas. Existem como segunda opção aquelas cujo custo caibam no orçamento.


A seleção das cores depende unicamente do tipo de flor e da personalidade da noiva.


Tons suaves outorgam delicadeza e feminilidade, enquanto cores fortes imprimem um ar de independência e exotismo.


Existem diversas formas de buquês. Os tradicionais são:


• Redondos
• Cascata
• Braçadas


Existem noivas que optam por levar somente uma única flor, a qual deverá ser grande e com caule comprido, arrematada por um bonito laço de cetim. É próprio para casamentos ao ar livre, como no campo, ou praia, transmitindo um ar “clean”.


Segundo a tradição, durante a festa, a noiva posiciona-se de costas, arremesando o buquê para as moças casadeiras. Aquela que pegar o buquê acredita-se será a próxima a casar. Este é um dos momentos mais esperados das festas de casamento.


Conselho: visando ter certeza na escolha de um buquê, solicite assessoria às pessoas especilizadas na confecção deles, cuja experiência conta muito nesta hora, e conseguem interpretar o estilo e personalidade da noiva.


Vale a pena ressaltar que cada noiva é única, especial, e o casamento é a realização de um sonho ansiado por longo tempo.




buquê em forma de cascata


vários exemplos de buquê redondo


buquê braçada



quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fondue, a refeição sempre quente

O fondue teve origem na Suiça, na região de Jura/Savoie, fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique, em 1699.


A palavra fondue deriva do francês “fondre”, que significa derreter.


Este prato, consiste basicamente de queijo tipo Gruyere ou Emmental, derretido num rechaud, ou outro equipamento aquecido, acompanhado de pedaços de pão, batatas e cenouras. Os ingredientes são mergulhados na mistura de queijo derretido, provendo-se cada comensal de um garfo próprio, de duplo dente, longo e fino, geralmente com uma ponta de cor diferente na extremidade do mesmo, a fim de individualizar os comensais.


Na década de 1950, o fondue ganhou espaço nas cozinhas do exército suíço, tornando-se conhecida dos soldados, que levaram a receita para as residências.


Ganhou fama internacional na década de 50, quando o chef Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse (New York), serviu a curiosidade européia. Para complementar, criou-se o fondue de chocolate, servido como sobremesa.


O fondue é servido para número limitado de pessoas à mesa, pois exige equipamento especial. Lembre-se: o número de convidados estará restrito à quantidade de aparelhos de fondue disponível.


Regras próprias do fondue:
• O garfo, acima descrito, não será levado à boca, pois, além de correr o risco de queimar os lábios, não é higiênico, tendo em consideração que cada bocado do alimento esteve mergulhado no recipiente com queijo;
• O garfo é individual;
• Cada convidado deverá ter um prato, tamanho sobremessa, garfo e faca, dos quais fará uso para comer os alimentos;
• O aparelho de fondue deve ser colocado no centro da mesa de modo que cada comensal tenha acesso ao mesmo;
• O pão, devidamente cortado em cubos, as batatas e cenouras, deverão estar em recipientes separados dispostos na mesa.


Existe a variação do fondue de carne, ou borguignon, filet mignon cortado em cubos ou tiras cozidas no óleo; o fondue de chocolate, no qual se usa pequenos pedaços de frutas frescas sumergidas no caldo de chocolate, cujo molho é de fácil preparação.


O fondue chinês, também à base de carne (cortada tipo carpaccio), ou peixes e legumes, fervidos num caldo de carne (consomé), com especiarias. Existe, ainda, a versão do fondue japonês.


Trata-se de uma refeição para poucas pessoas, especial para um evento íntimo, sempre quente, ideal numa noite de inverno.
Aníme-se e disfrute de um jantar alegre, diferente e delicioso.



tradicional fondue de queijo


delicioso fondue de chocolate


 
 uma opção mais descontraída e divertida de servir um fondue de chocolate


fondue de carne



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os pratos na história


Fabricados na antiguidade em cerâmica, madeira, metal, ou pasta de vidro, os pratos, ou bacias, confundem-se com a história da humanidade.
A designação “prato”, no sentido de vasilha individual, surgiu no Século XVI, substituindo a tábua, ou travessa, usada na era medieval para ajudar a cortar alimentos, que normalmente tinha o formato de placa redonda, ou quadrada, que também era fabricada em metal ou vidro, e sobre a qual colocava-se o pão, a fim de absorver o caldo de alimentos sobre ele colocados.
De acordo com relatos históricos, o prato individual (mazarine) foi introduzido na França pelo Cardeal Mazarine (1653), sendo este homenageado pela novidade, que passara a ser referida com seu nome.
Existem registros, devido à pesquisa arqueológica em todo mundo de civilizações do passado, que confirmam terem sido os primeiros pratos fabricados em estanho, prata ou ouro, sendo destinados aos nobres e reis, cabendo ao povo comer em caçarolas.
O prato era considerado símbolo de luxo. A faiança e porcelana foram difundidas, juntamente com as demais peças de serviço de mesa, no reinado de Luis XV.
No final do Século XVIII, os pratos popularizaram-se como utensílio na mesa.
Em 1750, apareceram os pratos cobertos por cima com tampa em forma de sino, ainda notado nos dias de hoje, em restaurantes de alto luxo, dessa forma, outorgando ao prato em questão, e à refeição, um ar de pompa e refinamento inigualável. 

 pratos bem decorados

 Tipos de pratos para servir


tipos de pratos


Colher, o utensílio precursor na culinária

Existindo desde a antiguidade, foi o principal instrumento na Idade Média. Originalmente fabricada em vermeil, ou prata, já era usada na casa das pessoas mais abastadas, e, na versão madeira ou lata, na das pessoas de menores posses.

Serviu como imposição de autoridade nas cozinhas senhoriais, pois o chef empunhava uma longa colher de madeira para fazer cumprir as funções no preparo das refeições, chegando a bater nas costas de cozinheiros indisciplinados ou preguiçosos.

Entre os Séculos XVI e XVIII, foram fabricadas as mais belas colheres, nas versões marfim e pedra preciosa.

Numerosos eventos, públicos ou privados, ficaram imortalizados nos desenhos das colheres. Os ofícios e corporações dos Séculos XVII e XVIII tiveram seus símbolos gravados, além de: cervejeiros, carpinteiros e alfaiates.

Um nascimento, batizado, casamento, falecimento ou trabalho concluído foram pretexto para gravar nas colheres tais feitos.

A prova de que as colheres eram consideradas como um objeto de decoração nos é fornecida pela existência dos porta-colheres feitos em madeira e ornamentadas com pinturas.

As colheres especiais, segundo o uso, surgiram aos poucos, por exemplo: para azeitonas no Século XVII; para sorvete e açúcar no Século XVIII; para molhos e absinto no Século XIX, assim como a colher de ponche e ovos poché recentemente.




colher de pau


quinta-feira, 8 de abril de 2010

A evolução do garfo


Na Idade Média, o garfo era fabricado somente com duas pontas (dentes). Era considerado um objeto raro e luxuoso, com alça de cristal ou marfim.
Na França, por volta do Século XVII, comia-se valendo-se dos dedos. O famoso escritor de obras sobre literatura e religião, Erasmo de Roterdão (Desiderius Erasmus Roterodamus) recomendava pegar a carne “com três dedos”, por ser um gesto mais elegante.
No Século XVI, coube à rainha Catherine de Medicis introduzir o uso do garfo. O filho dela, Henrique III, ao ser convidado a participar de uma festa oferecida pelo Duque de Veneza, ficara intrigado com um utensílio disposto na mesa, o qual já era utilizado na cidade italiana de Veneza desde o Século XI e desconhecido por ele.
Tratava-se de um objeto com alça finamente trabalhada em chifre, marfim ou pedra, com duas pontas afiadas. Inicialmente, o garfo se apresentava sob um nome pomposo de “forchetta” (equivalente em francês a fourchette). O engenhoso acessório foi apresentado ao rei com a dupla intenção de pinçar a carne de maneira elegante, do que fazê-lo com os dedos, ou a ponta da faca, a fim de evitar manchar o lenço engomado com preguinhas, usado na altura do pescoço segundo a moda de época.
Na verdade, este utensílio servia pouco na mesa, facilitava o corte da carne, permitindo liberar pequenos pedaços da mesma da panela, macarrão, pastas de frutas secas e bombons com a finalidade de evitar sujar-se os dedos.
Levou bastante tempo para que se difundisse o uso do garfo de dois dentes. O primeiro avanço à mesa foi a utilização de erguer-se a comida no prato, ou pinçar a carne.
O uso do garfo para levar os alimentos do prato à boca iniciou-se somente no final do Século XVIII. Em 1640, o garfo ganha o terceiro dente e em 1680 adiciona-se o quarto.
Os garfos clássicos foram fabricados com materiais preciosos: prata; ouro; vermeil; e decorados com figuras ou cristais.
No Século XVIII, os garfos e facas foram ricamente fabricados, criando o hábito nobre de que os convidados levassem os próprios utensílios para a mesa de banquete.
Houve, então, o surgimento das regras de etiqueta para os alimentos que podiam ser levados à boca usando-se a mão. Ficara restringido ao: pão, frutas, amêndoas, e ostras. Foram denominadas como regras do savoir vivre, impressas e difundidas, e reinando até aos dias atuais.

uma idéia de quantos tipos de garfos existem atualmente


um belíssimo exemplar do utensílio para se comer


os quatro dentes de um garfo







terça-feira, 6 de abril de 2010

Faca, origem e utilidade


Na Pré-História, as facas eram produzidas manualmente a partir da pedra, bronze, ou ferro, estas desenvolvidas pelos celtas.
Na Idade Média, a faca era considerado objeto pessoal útil, sendo carregada presa na cintura à guisa de punhal. Não se cogitava usá-la como serviço de mesa.


Aos escudeiros, estavam reservadas facas longas, pois tinham como ofício trinchar e cortar pedaços de carne.


Nessa mesma época, sabe-se que pequenas facas, com lâminas estreitas, foram utilizadas para diversos fins, tais como: cortar fatia de pão, picar a carne e levá-la à boca.


Posteriormente, no reinado de Luis XIV, na França, apareceram facas com cabos de madeira, ou metal, produzidas por ferreiros, que as decoravam com cruzes. No reinado de Luis XV, a decoração variou para conchas marinhas. Na época do Luis XVI, foram enfeitadas com colares de pérolas. Eram sem dúvida alguma, detentoras de luxo insuperável.


Ao surgirem os cabos feitos de faiança, ou porcelana, os artesãos imprimiram na empunhadora das facas verdadeiros quadros com motivos de flores, animais, e personagens.


A confecção de cabos de facas evoluiu desde o uso da madeira; ao chifre de alce, o marfim retirado dos elefantes e considerado material precioso; ébano, importado da África; prata; nácar e âmbar.


Foi somente no Século XVIII que surgiram as facas fabricadas em série. O conceito estabelecido era de que lâminas de aço e prata eram destinadas às frutas e peixes, a fim de evitar a oxidação dos mesmos.


No Século XIX, apareceram as facas dotadas de cabo em aço inox, e a tecnologia brindou o mercado com "facas elétricas", instrumento perfeito para cortar carne; o perú do Natal (ou Thanksgiven Day), e mesmo o pão, todos antes de serem levados à mesa.


Portanto, ao usar uma faca lembre-se dos objetos precursores, os quais a originaram, gerando a comodidade atual durante as refeições.




faca em forma de punhal, toda decorada


 faca cortando uma fruta

diferentes tipos de facas 

 faca cortando um dos principais alimentos, o pão 

domingo, 4 de abril de 2010

Maple Syrup, o delicioso líquido da natureza


O maple syrup é um xarope extraído da seiva de árvores do gênero Acer. As folhas apresentam um intenso colorido, que varia entre o escarlate, laranja e amarelo.
Chamado pelos ingleses de maple, pelos franceses de érable, é um emblema nacional. Figura de honra na bandeira canadense, na cor vermelha e bem no centro entre duas barras da mesma cor.
Árvore nativa da América do Norte, traz consigo um sabor doce, reservado aos paladares em busca do deleite.
O delicioso xarope elaborado com a seiva de duas espécies principais, Acer saccharum e Acer nigrum, conquistou espaço no café da manhã dos canadenses, país de grandes altitudes e baixas temperaturas. Tornou-se a cobertura preferida dos waffles.
Todo ano, entre o final do inverno e início da primavera, no Hemisfério Norte, acontece um fenômeno da natureza, devido às condições climáticas. Trata-se do líquido que corre no interior do tronco do bordo. Este período dura entre seis a oito semanas, tempo dedicado à extração da maravilhosa seiva.
Na culinária, é variado e antigo o uso do maple. Percorre cookies e sorvetes, mesmo pratos salgados, adoçando e perfumando com sutileza.
Além do maple e açúcar, produz-se um mel mais encorpado, e o tradicional creme de maple, uma espécie de manteiga, usado para untar o pão.
Os primeiros a produzirem e a consumirem a seiva do bordo, convertida em melaço e açúcar, foram os índios do Canadá e Estados Unidos. Coube a eles a transmissão do conhecimento e técnica da extração da coleta da seiva aos exploradores europeus. No começo, a produção era artesanal, feita em várias etapas, tornando-se trabalhosa. A mudança surgiu a partir da década de 70, quando novos avanços tecnológicos foram introduzidos, e, como resultado, a indústria do maple ganhou impulso.
Na atualidade, o Canadá, detentor de 85% da produção mundial, centrada na província de Quebec, teve reconhecimento da qualidade deste produto.
Este néctar dos deuses é encontrado nas melhores redes de supermercados ou delikatessen de vários países.
Se ainda não o provou, não perca tempo... Vá conhecer mais um alimento que a natureza caprichou para seu paladar.
 a árvore aonde é extraída o maple

forma de extração 

maneira de apreciar no café da manhã com panquecas

o uso também em muffins/bolinhos


sábado, 3 de abril de 2010

A cuidadosa seleção do aparelho de jantar


Na China, sob a dinastia Teng, surgiu a massa da porcelana, caracterizada pela alvura, transparência e firmeza. Basicamente, era composta de feldspato e caolin, e passou a ser utilizada na confecção de inúmeros objetos utilitários e decorativos. Por volta do Século XVI, a porcelana obteve desenvolvimento na Coréia e Japão, sendo abundantemente importada.
No Século XVII, devido às importações organizadas pela Companhia das Índias Ocidentais, a produção européia limitou-se em copiar a porcelana oriental, alcançando aprimoramento e renome a porcelana fabricada em Sevres, na França.
Desde então, outras técnicas surgiram na Inglaterra, Portugal, Espanha, e especialmente Alemanha. E devido à prospecção e seleção de novas jazidas de caolin, no final do Século XVIII, chegava à equiparar-se à qualidade da produção oriental. Atualmente, existe ampla variedade de formas e estilos de aparelhos para se compor uma mesa.
Ao adquirir-se um aparelho de chá ou jantar, deve-se dar preferência àquele que exponha o estilo de vida do anfitrião. Afinal, trata-se de uma questão de gosto pessoal.
Escolher pratos e travessas, que permitam ampla criatividade de arranjos, é um detalhe importante. Não importa se a residência estiver catalogada como simples, organizar eventos culinários formais requer uma apresentação adequada.
A escolha requer que todos pratos sigam a mesma linha, isto é, o prato principal, de pão, de sobremesa (também utilizado para a salada), o de sopa, e as xícaras de chá e cafezinho.
Pode-se misturar os modelos e jogos de porcelana, desde que sigam as mesmas texturas e cores. Deve haver uma coordenação entre todos os itens.
Detalhe:

  • Jamais combine cerâmica com porcelana fina.

aparelho de chá estilo inglês completo


jogo de jantar numa estampa mais séria com o seu sousplat combinando


mesa montada com um jogo de jantar completo com auxiliares (bule, leiteira, açucareira) para chá


fina sopeira combinando com o aparelho de jantar com detalhes dourados


molheira e açucareiro em estilo romântico


belo exemplo de como porcelanas podem ser mescladas e bem combinadas


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cheese cake, o sabor olímpico


A criação desta deliciosa receita teve origem na criatividade do ser humano, sabedor em aproveitar a combinação de ingredientes encontrados na natureza. A melhor forma de conservação favoreceu o sabor e prazer ao paladar.

Na Grécia antiga, o queijo havia sido incluido na dieta dos atletas olímpicos, fazendo parte de uma série de receitas culinárias, uma delas o cheese cake.

Através dos séculos, a receita desta doce delícia conquistou variações, sofrendo alterações quanto ao método de fabricação do queijo na Europa. Ao aportar nos Estados Unidos, com o cream cheese, subproduto do laticínio, possível pela transformação da preparação do queijo. As receitas iniciais envolviam a fabricação do queijo tipo coalho.

A pesar do nome sugerir um bolo, na verdade trata-se de uma torta com base de bolacha, recheia com cream cheese, ovos, baunilha, suco de limão e cobertura opcional de frutas. Existem outras receitas compostas de nata, queijo e gelatina, sem a necessidade de levar-se ao forno.

O cheese cake foi trazido nos Estados Unidos pelas mãos dos imigrantes europeus. Coube a difusão aos Estados da Filadélfia e Nova York, passando a ter presença constante em lojas e restaurantes.

Apesar da infinidade de receitas e recheios criados e incrementados com os mais diferentes ingredientes, ficou o desafio de superação para esta clássica e apetitosa receita inicial. 

cheese cake com  frutas pretas

                                                    
uma variedade do cheese cake com chocolate


quarta-feira, 31 de março de 2010

O saudável toque cítrico


Difundiu-se que o fruto da laranjeira (Citrus x sinensis) é uma fonte natural de vitamina C. A laranja, pertencente à árvore da família Rutaceae, é um fruto híbrido, conseguido pelo cruzamento da tangerina e o pomelo há anos atrás.
Vale ressaltar que as sementes do pomelo (Citrus maxima), oriundo da Indonésia, foi trazido pelo Capitão Shaddock para a Jamaica, onde se desenvolveu. E ao cruzar-se a laranja doce com pomelo, obteve-se o grapefruit (toronja), denominado como uma das “Sete Maravilhas de Barbados”, muito apreciado nos Estados Unidos devido ao valor dietético e diversas aplicações na saúde humana.
Como a maioria dos frutos cítricos provêm de regiões entre o Himalaia e a Índia, identifica-se o estado silvestre dos mesmos.
A vitamina C é o nutriente predominante da laranja. Comprovou-se que duas laranjas ao dia são suficientes para fornecer a quantidade de vitamina C que o organismo humano necessita. A laranjeira pertence à família da tangerina, a lima, o limão, o pomelo e a cidra.
Os árabes foram os responsáveis por introduzirem a laranjeira na África e o sul da Europa. Na Ásia, a laranjeira era considerada como ornamento, muito comum nos jardins das casas dos abastados. Além do delicioso fruto, o odor que exalava invadia os pátios, deixando-os perfumados.
Cristóvão Colombo, na segunda viagem para a América, trouxe laranja nas caravelas, a fim de combater o escorbuto, terrível doença provocada pela falta de vitamina C. As plantações desenvolveram-se pelas Américas, e o Brasil ocupa lugar de destaque como produtor de suco de laranja no mercado internacional.
A variedade de laranjas é vasta. Trata-se de uma fruta extremamente saudável. Entretanto, os nutrientes variam conforme a espécie. Quanto mais ácida a laranja, maior a concentração de vitamina C.
As receitas culinárias usam este nobre produto da natureza de formas incontáveis. O suco de laranja presta-se na elaboração de coberturas; crepes; doces cristalizados; bolos; musses; pudim e outras iguarias de dar água na boca.

Recomendação:
A laranja deve ser consumida imediatamente ao ser cortada, ou descascada, porque a vitamina C oxida-se rapidamente no contato com o ar.
Saboreie todos os dias esta dádiva da natureza.



 criança saboreando uma deliciosa laranja

a laranjeira e o seu fruto

o saudável suco de laranja


   
laranja a fruta dourada

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