"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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terça-feira, março 11

terça-feira, fevereiro 5

Ler a Imprensa











Hoje, dia 5 de Fevereiro de 2008, terça-feira de Carnaval, o assunto mais importante para os jornais de referência portugueses são as primárias norte-americanas.

sábado, outubro 27

Nada de novo...

Noticias que aparecem completamente ao acaso, que em nada estão relacionadas com a passagem de Santana Lopes para lider da bancada parlamentar do PSD e com a chefia da Câmara Municipal de Lisboa pelo socialista António Costa. O timing como sabem, é obra do acaso. Hoje comprei o SOL porque o Expresso estava esgotado, mas já estou arrependido... um jornal que segundo José António Saraiva serviria para marcar a agenda politica, é afinal de contas um jornal que serve a agenda politica de outros... assim vai o jornalismo em Portugal...

Noticias de Outro Planeta

Através do Rui Carmo chego a esta noticia que dá conta que numa pacata vila italiana alguns fenómenos estão a ser imputados aos pobres dos extraterrestres pelas autoridades da zona.
Aliens were responsible for a series of unexplained fires in fridges, TV’s and mobile phones in an Italian village, according to an Italian government report.
Mas claro que os extraterrestres não foram os primeiros a quem foi apontado o dedo (não passaria pela cabeça de ninguém no seu perfeito juizo), antes disso:
Locals were quick to blame supernatural forces and at the time the Vatican’s chief exorcist Father Gabriele Amorth backed up their fears and said: "I’ve seen things like this before. Demons occupy a house and appear in electrical goods. Let’s not forget that Satan and his followers have immense powers."
Forças demoniacas, lá está... seria também a minha primeira opção, mas após apurada investigação parece que está quase decidido:
Now in an interim leaked report published by several Italian newspapers it has emerged that the Civil Protection Department has concluded the most likely cause was "aliens".
Mas há sempre quem procure evitar o óbvio:
Francesco Mantegna Venerando, Sicily’s Civil Protection chief who coordinated the report, said: "This is not the final report. We are still working on our conclusions and this has been leaked.

"We are not saying that little green men from Mars started the fires but that unnatural forces capable of creating a large amount of electromagnetic energy were responsible.

"This is just one possibility we are also looking at another one which involves the testing of top secret weapons by an unknown power which are also capable of producing an enormous amount of energy."
Projecto ultra-secreto de teste de armas por um poder desconhecido... anda, anda, vamos parar ao programa nuclear do Irão... mas o que vale é que o processo de investigação ainda só custou "£1 million", pode ser que as receitas do turismo geradas com esta operação de marketing ainda garanta um resultado positivo.

quinta-feira, setembro 27

Ele anda por aí

Depois da atitude (mais que correcta, diga-se de passagem) que Santana Lopes tomou hoje à noite na SIC Noticias de abandonar o estúdio e não continuar a entrevista sobre as eleições no PSD, após ter sido interrompido - estupidamente - para a transmissão em directo da chegada de José Mourinho a Portugal (breves segundos para ver Mourinho a entrar apressadamente num carro sem dizer uma única palavra), Santana Lopes sempre conseguiu o que queria: ele anda por aí, em todos os blogues:


Com o rumo que os dois (vá, bem sei, são três) candidatos à liderança do maior partido da oposição levam neste momento, não tarda até Santana parecerá melhor que qualquer um deles - bom timing o do ex-primeiro para aparecer por aí (já se anda a esforçar faz algum tempo), e mau jornalismo por parte da SIC Noticias.

terça-feira, setembro 11

Noite de Trovoada

Como que para assinalar o fim do verão, as trovoadas fazem-se sentir aqui no Algarve. Os dias de sol e calor desapareceram, e deram lugar a dias chuvosos e cinzentos. Para celebrar os últimos dias da estação (que só finda oficialmente dia 23 de Setembro), esta sexta-feira vou gozar as minhas mui merecidas férias para outras paragens. Os McCann - figuras que desde 3 de Maio figuram na imprensa lusa e internacional - como que antevendo dias cinzentos, foram embora no dia 9 de Setembro para a sua amada pátria. Partiram com uma criança a menos e um mistério a mais. Pelo meio conheceram a simpatia do povo e o repúdio que se seguiu com o evoluir das noticias na imprensa. Eu cá por mim, assusto-me com a ligeireza do tribunal popular, ainda para mais quando é a imprensa a dar as cartas para o povo julgar...

quinta-feira, julho 26

Jornais de futebol... e mesmo assim... maus... muito maus...

Um gajo consulta a imprensa desportiva (e não só) internacional à 00:30 de 26/07/2007, e o que encontra invariavelmente em destaque (como destaque entenda-se, a principal noticia presente no site à hora em causa). Ora, na Gazetta dello Sport (Itália): Choc al Tour: Rasmussen cacciato dalla sua squadra; na Marca (Espanha): Rasmussen, fuera del Tour; no Mundo Deportivo (Espanha): Rasmussen, fuera del Tour; na BBC Sport (Inglaterra): Leader Rasmussen kicked off Tour; no The New York Times (Estados Unidos): Tour Leader Is Kicked Out of the Race; no El Mundo (Espanha): Escándalo en el Tour: Rasmussen abandona a petición de su equipo; no El Pais (Espanha): El líder Rasmussen, excluido del Tour.

Vai então um gajo consultar a imprensa desportiva portuguesa. N'A Bola: Renteria emprestado ao Estrasburgo; no Record: Apito Dourado: Morgado conclui 56 inquéritos; e só n'O Jogo: Líder Rasmussen abandona a pedido da equipa Rabobank. E se repararem com atenção, de todos os links que surgem neste post para a noticia do afastamento de Rasmussen da volta a França, o link d'O Jogo é, de longe, o com menos informação. Mas efectivamente, o d'A Bola, é que é super importante. O Renteria foi emprestado ao Estrasburgo. Genial.

terça-feira, junho 12

Fonte de Informação II

Blair backs new online journalism regulator

But he had particularly harsh words for non-traditional media outlets, particularly the internet."It used to be thought - and I include myself in this - that help was on the horizon," he said."New forms of communication would provide new outlets to by-pass the increasingly shrill tenor of the traditional media.

"In fact, the new forms can be even more pernicious, less balanced, more intent on the latest conspiracy theory multiplied by five."
Nem a propósito do meu post anterior. O que está em causa no discurso politico é o simples e puro controlo da informação - não é necessariamente a falta de parcialidade - e de verdade da mesma. O jornalismo de sarjeta que Santos Silva refere é aquele que foge à norma, e não aquele que é mal elaborado - sobre a falta de imparcialidade dos canais generalistas a respeito da cobertura da greve, por exemplo, será impensável ouvir uma palavrinha que seja de critica do ministro Santos Silva. A imparcialidade da informação dada é apenas a justificação que utilizam para justificar a intervenção do poder politico na mesma - em prol de uma suposta defesa da sociedade, que na prática não passa de uma defesa dos interesses dos politicos. Quanto mais o politico em causa é produto dos media, mais controlo tende a querer exercer sobre o meio.

O politico age como o Big Brother que procura encaminhar o cidadão comum rumo à verdade dos factos, quando na prática o que o Big Brother quer é manter a sua posição de grande irmão de todo e cada um de nós. Sem o grande irmão não passaremos. Curiosa esta posição que toma o cidadão comum como incapaz de analisar a parcialidade ou imparcialidade dos factos noticiados, mas capaz de por sí eleger o governo do país. A mesma pessoa que não tem capacidade para analisar uma noticia - ainda para mais na internet onde, como refiro no post anterior, existe um vasto conjunto de ideias e pontos de vista disponiveis - tem a capacidade para analisar vários programas de governo e decidir qual o melhor partido para governá-la.

Não fosse o facto dos partidos terem já assimilado a noção de que as campanhas ganham-se com a imagem e não com as ideias, e a situação seria diferente. Quando os partidos deixam de lutar por ideias - e tudo passa a ser um jogo coca-cola vs pepsi-cola - o sistema desvanece. Quanto mais cedo as pessoas perceberem que pouco precisam dos politicos para governarem as suas vidas, mais cedo isto anda para a frente. Por enquanto, é uma batalha diária contra a intromissão do estado nas nossas vidas. And all that matters is good look.

segunda-feira, junho 11

Fonte de Informação

De um universo total de 8749 inquiridos, mais de metade dos entrevistados dos sete países explicou que não lê jornais por falta de tempo, enquanto dois em cada cinco entrevistados admitiram ser mais fácil e rápido ler notícias via Internet.

A pouca relevância dos conteúdos informativos em relação ao dia-a-dia e a prática de um jornalismo tendencioso foram outras das razões mencionadas pelos entrevistados para justificar o afastamento dos jornais.

O que está em causa não é só a invasão da internet no mercado dos jornais, mas também a intromissão da internet no poder mediático da televisão. Ao contrário da imprensa tradicional e das televisões generalistas que tendem a apresentar uma leitura dos factos muito próxima da opinião dominante - que por norma é também ela uma opinião moderada, não dada a extremos - a opinião de cada um de nós, enquanto individuos, raramente coincide com a opinião dominante.

Ora, a grande vantagem da internet sobre os jornais e sobre as televisões no que diz respeito à informação, é permitir a cada utilizador praticar um mix de acesso a fontes de informação - o que permite a confrontação de fontes e abordagens noticiosas - e mais do que isso, permite em muitos casos tornarmo-nos nós próprios comentadores das noticias e confrontar a nossa opinião com a de outros (com particular relevo para a blogosfera). Nesse aspecto, nem considero importante o factor da tendenciosidade da informação como um factor preponderante de afastamento das pessoas dos meios tradicionais de acesso à informação - nem me parece razoável pressumir que as pessoas na internet procurem noticias não tendenciosas - o que procurarão certamente é meios noticiosos com tendência a favorecerem a sua visão do mundo. E ao contrário dos generalistas, que tendem a tender para o centro - o que num país com 10 milhões de habitantes como Portugal leva-nos irremediavelmente para linhas editorias semelhantes em todos os orgãos de informação - na internet eu consigo criar um mix de fontes informativas que me permitem aceder, na maior parte das vezes, à informação a que eu dou maior relevância, e mais do que isso, a uma informação apresentada sobre um ponto de vista próximo do meu.

É desta possibilidade de aceder a informação dada do meu ponto de vista, e ao mesmo tempo, da possibilidade de confrontar a minha visão com o ponto de vista contrário, que a internet informa mais, melhor, e sobretudo, força-nos a questionar as nossas certezas sobre o mundo e a visão que fazemos dele.

terça-feira, maio 15

Ficção

Unity rule in doubt as Hamas and Fatah clash

With Hamas and Fatah fighters killing each other again for a third day Tuesday, any serious effort at seeking peace now between Israel and the Palestinians seems quixotic.

The fighting - on the day that all Palestinians commemorate as the "Nakba," or the "catastrophe" that overtook them after Israel's independence - is the best sign that the new Palestinian unity government, put together under Saudi auspices at the end of March, is a fiction.
A noticia do IHT diz que o governo de unidade nacional palestiniano é pura ficção. Tenho dúvidas sobre o que é ficção e o que é real. Se fosse um missil israelita largado sobre a cabeça dos palestinianos - era real, tinha destaque na imprensa. Já um "simples arrufo" entre facções palestinianas - posso falar em guerra cívil? - mal merece qualquer destaque da imprensa nacional e dos "especialistas tradicionais" nas questões do médio oriente - deve ser ficção. Os israelitas são civilizados, democratas, poderosos, ricos - logo não há que ter clemência com qualquer acto de agressão por parte dos israelitas - há que colocá-los logo no topo da ameaça à paz mundial, como bem se viu na guerra do Libano. Já os palestinianos são bárbaros, ingovernáveis, fracos, pobres - há que relativizar todas as suas acções porque estas tem origem na sua condição social. Se pelo meio conseguirmos explicar que a condição social a que os palestinianos estão submetidos explica-se pela acção dos israelitas e americanos (envolver estes últimos é o orgasmo), temos o prato principal servido.

sexta-feira, abril 6

Praga Moderna

Diz Vicente Jorge Silva:
Convém ler o post "Como o tempo passa" do Daniel Oliveira.
O gafanhoto Vicente Jorge Silva anda chateado com o facto de ter de partilhar o espaço público com mais gafanhotos... é a vida.

quarta-feira, janeiro 17

Escrita Criativa

Através do Blasfémias, chego a isto.
Nota-se perfeitamente que o jornalista d'A Bola teve uma enorme trabalheira a viajar pelo Dubai para escrever uma crónica sobre o país. Leiam, se fazem favor.

segunda-feira, janeiro 15

Critica Aguda

"Por sorte, actualmente PPM não é adjunto -- ou devo dizer discípulo? -- de Paulo Portas. Se fosse era outra área sobre a qual ele não me reconhecia «habilitação profissional» para opinar, na medida em que nunca fui assessor, adjunto ou chefe de gabinete de um ministro. O leitor, claro, também não. Mas, relembro, como ele actualmente não é adjunto de um ministro, nesse caso posso dar pancada à vontade no Governo e na Oposição."

O excerto em cima publicado, faz parte da resposta de Paulo Gorjão a Paulo Pinto Mascarenhas. Que, ainda por apurar o porquê, teve a ideia de fazer este post, sem grande sentido, diga-se. Não percebo o incómodo que causa a tantos portugueses a critica. A critica deveria ser encarada como algo de normal. Mas em Portugal impera uma regra de ouro: gostas, elogia; não gostas, tá calado.

E para mais, acho que PPM devia estar com algum fusível avariado na altura em que decidiu fazer este post. Pois não me parece minimamente comparável o caso do plágio de Miguel Sousa Tavares, com o caso do plágio da jornalista do Público. Aliás, basta reparar na discussão que se gerou em torno da questão do plágio de MST no blog do provedor do Público: aqui, aqui e aqui.
Quem tiver a pachorra de ler tudo, perceberá que quando PPM diz: "Porque é que não comparou - não compararam - uma a uma, as frases pretensamente plagiadas, ao contrário do que se fez agora?", tem e não tem razão. Passo a explicar. Na altura, duas jornalistas do Público fizeram noticia do caso de plágio de MST, e este fez ver ao jornal que as mesmas não tinham feito essa comparação frase a frase, o que irritou MST. Neste caso, o que irrita a jornalista do Público, é que a comparação foi feita, o que confirmou tratar-se de um plágio inequívoco.

MST queria que a comparação fosse feita, a jornalista Clara Barata, não. A um, a comparação resolvia-lhe o problema, à outra, criou-lhe um enorme problema.

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