Por Michael Jackson; tradução de Luis Fernando Longhi
Em uma de nossas conversas, meu amigo, o rabino Shmuley me falou que ele tinha pedido a alguns de seus colegas - escritores, pensadores e artistas - para escrever sobre as reflexões deles sobre o Sabbath. Ele então sugeriu a mim que escrevesse minhas próprias opiniões sobre o assunto, um projeto que achei intrigante e oportuno, devido ao recente falecimento de Rose Fine, uma mulher judia que foi minha querida tutora, que viajou comigo e meus irmãos quando todos estávamos no Jackson 5.
Quando as pessoas assistem às aparições na televisão que fiz quando eu era um garotinho - de 8 ou 9 anos e apenas começando minha longa carreira musical - eles viam um pequeno menino com um grande sorriso. Eles assumem que aquele garotinho está sorrindo porque ele está feliz, que ele está cantando com o seu coração porque ele está alegre, e que ele está dançando com uma energia que nunca acaba porque ele é tranqüilo.
Mas enquanto cantar e dançar eram, e sem dúvida alguma continuam a ser, uma das minhas maiores alegrias, naquele tempo o que eu queria mais que qualquer outra coisa eram duas coisas que fazem da infância os melhores anos da vida, que são brincar e o sentimento de liberdade. A maioria do público tem ainda que realmente entender as pressões de ser uma celebridade quando se é criança, o qual, enquanto excitante, sempre tem um preço muito caro.
Acima de tudo, eu queria ser um garotinho normal. Eu queria construir casas nas árvores e ir a festas de patins. Mas muito cedo, isso se tornou impossível. Eu tinha que aceitar que minha infância seria diferente da maioria das outras. Mas foi isso que sempre me fez pensar em como seria ter uma infância normal.
Havia um dia na semana, entretanto, em que eu podia escapar dos palcos de Hollywood e das multidões das salas de show. Esse dia era o Sabbath. Em todas as religiões, o Sabbath é o dia que permite e faz com que aqueles que têm fé escapem do dia-a-dia e foquem no que é excepcional. Eu aprendi algo sobre o Sabbath judeu em particular com Rose, e meu amigo Shmuley mais tarde me deixou claro como, no Sabbath judeu, as tarefas diárias de preparar o jantar, fazer compras na quitanda e aparar a grama são proibidas para que a humanidade possa fazer do normal o extraordinário, e do natural o milagroso. Até mesmo coisas como fazer compras ou acender as luzem são proibidas. Nesse dia, o Sabbath, toda pessoa no mundo tem que parar de ser normal.
Mas o que eu mais queria era ser normal. Então, no meu mundo, o Sabbath era o dia em que eu podia escapar da minha vida específica e dar uma olhada no dia-a-dia. Os domingos eram os meus dias de "Pioneering", o termo usado pelo trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. Nós passávamos o dia nos subúrbios do sul da Califórnia, indo de porta em porta ou então dando volta nos shopping centers, distribuindo a nossa revista Watchtower. Eu continuei com esse meu trabalho por anos e anos depois que minha carreira tinha sido lançada.
Até 1991, a época da Dangerous Tour, eu colocava meu disfarce com roupas largas, peruca, barba e óculos e ia para a vida na terra da América diária, visitando shoppings e casas nos subúrbios. Eu amava entrar em todas aquelas casas e ver aqueles tapetes puídos e as cadeiras La-Z-Boy com crianças jogando Banco Imobiliário e as avós cuidados dos bebês e todas aquelas maravilhosamente normais, e para mim, mágicas cenas da vida. Muitos, eu sei, falariam que tudo isso não é grande coisa. Mas para mim elas eram altamente fascinantes.
O que é engraçado é que adulto algum tenha suspeitado quem era aquele estranho homem com barba. Mas as crianças, com sua intuição extra, sabiam logo de cara. Como o Flaustista Mágico de Hamlin, eu me via seguido por oito ou nove crianças na minha segunda volta no shopping center. Elas me seguiam e cochichavam e davam risadas, mas não revelavam meu segredo aos pais. Elas eram meus pequenos ajudantes. Ei, talvez você tenha comprado uma revista de mim. Agora você fica imaginando, certo?
Os domingos eram sagrados por duas outras razões enquanto eu crescia. Eles eram tanto o dia em que eu ia à igreja e o dia que eu passava ensaiando o máximo. Isso pode parecer contra a idéia do "descansar no Sabbath", mas era o jeito mais sagrado que eu podia passar o meu tempo: desenvolvendo os talentos que Deus me deu. A melhor maneira que eu posso imaginar de mostrar o meu agradecimento é fazer o máximo do dom que Deus me deu.
A igreja era algo bom também. Era, outra vez, a chance para eu ser "normal". Os colegas de igreja me tratavam do mesmo jeito que eles tratavam todo mundo. E eles nunca ficaram incomodados nos dias em que o fundo da igreja se enchia de repórteres que tinham descoberto meu paradeiro. Eles tentavam recebê-los. Apesar de tudo, até mesmo os repórteres são filhos de Deus.
Quando eu era jovem, minha família inteira ia à igreja juntos em Indiana. À medida que fomos crescendo, isso foi se tornando difícil, e minha notável e verdadeiramente santa mãe algumas vezes acabava por ir até lá sozinha. Quando as circunstâncias faziam com que fosse cada vez mais difícil para eu ir, eu ficava aliviado com a crença de que Deus existe no meu coração, e na música e na beleza, não apenas em um prédio. Mas eu ainda sinto falta do sentimento de comunidade que eu tinha lá - eu sinto falta dos amigos e das pessoas que me tratavam como qualquer um deles. Simplesmente humano. Compartilhando um dia com Deus.
Quando eu me tornei pai, toda minha idéia de Deus e do Sabbath foi redefinida. Quando olho nos olhos de meu filho, Prince, e da minha filha, Paris, eu vejo milagres e eu vejo a beleza. Todo simples dia se torna o Sabbath. Ter filhos faz com que eu entre nesse mágico e sagrado mundo de todo momento do dia-a-dia. Eu vejo Deus nas minhas crianças. Eu falo com Deus através delas. E sou humilde pelas bênçãos que Ele me deu.
Houve épocas em minha vida quando eu, como qualquer um, tinha que duvidar da existência de Deus. Quando Prince sorri, ou quando Paris dá risadinhas, eu não tenho dúvidas. As crianças são os presentes que Deus nos deu. Não - elas são mais que isso - são a própria forma da energia, criatividade e amor de Deus. Ele deve ser encontrado na inocência, experimentado na alegria delas.
Meus dias mais preciosos quando eu era criança eram aqueles domingos em que eu podia ser livre. É isso que o Sabbath sempre foi para mim. Um dia de liberdade. Agora eu acho essa liberdade e magia em todos os dias no meu papel de pai. O incrível é que todos nós temos a habilidade de fazer com que todo dia seja o precioso dia de Sabbath. E nós fazemos isso nos dedicando às maravilhas da infância. Nós fazemos isso dando nosso inteiro coração e mente àqueles pequenos seres que chamamos de filho e filha. O tempo que passamos com eles é o Sabbath. O lugar onde acontece isso é chamado Paraíso.
Eles podem até não ligar para a gente. Não importa. Nós ligamos para você. De longe, em silêncio, nos discos, nos vídeos. Desde pequeno você ensinou muito para muita gente. No começo, o povo achou bonitinho você pequeno, cantando o alfabeto, um, dois, três. Você com aquele chapelão rosa. Mas aí percebemos que tinha mais do que um rostinho ali. Dança, afinação, um swing na voz, aquela cara, aquele jeito de gente (muito) grande. Então, não tinha mais volta: a gente já tinha percebido que você seria (afinal, você já era!) o cara! E, desde então, a gente só se divertiu e aprendeu com você!
Você nos ensinou que a gravidade por ser desafiada. Que a gente pode andar para frente, mesmo andando para trás. Que a gente não pode parar até chegar aonde nós queremos, mesmo que seja em algo inatingível, impensado - como ensinar defuntos a dançar. Até a eles você ensinou. E ensinou a gente, também, como não? Aprendemos que não importa se uma mulher vai dizer que o filho é nosso, mesmo que a gente negue.
Depois disso, você mudou um pouco. Fisicamente, de atitude. Mas não tem problema. Ficou malvado, lutou contra gângsteres, contra as drogas, contra polêmicas, fofocas, pessoas pequenas – luta essa que você levaria até o último de seus dias. Ensinou que não importa se a gente é negro ou branco, o que importa é quem você é por baixo disso tudo. Descobrimos que somos capazes de curar o mundo ajudando as pessoas. Você ainda falou, nessa época, sobre um amigo seu que “foi tão cedo”... Assim como você.
Depois você fez história. Na verdade já tinha feito, só que muita gente relutava em concordar. Aí você me disse que eu não estava sozinho, que você estava ali comigo. E em dois volumes! Você viajou para o Brasil, mas eu não tive chance de te ver de perto. Uma pena. Mas eu vi, você, sim. Durante todo esse tempo. Decorei a hora em que você virava robô, em que você entrava no clube e dançava com todo mundo, girava sobre seu próprio eixo, quebrava todos os vidros do lugar e terminava dando tiro para todos os lados.
Depois, você ainda fez coisa fantásticas, como sempre. Derramou sangue na pista de dança, em ritmo de flamenco pop funk soul. Dançou com outros monstros, com uns fantasmas, que depois até os garotos da rua de trás te copiaram... Aí você ficou invencível, como a gente sempre soube que você foi. Com a capa em cinco cores diferentes! Mas você já estava mais distante. A gente quase não te via. Mas não faz mal, a gente estava sempre do seu lado, o tempo todo.
Acho que a última coisa que você contou pra gente foi que você queria mais uma chance. Você disse que era no amor, mas a gente sabe que era mais uma chance de mostrar quem você é. De dançar com a gente, de dar um tchauzinho pra gente.
Já falaram muita coisa ruim de você, é verdade. Mas não quero ficar lembrando disso, não. Claro que você errou, mas a gente sabe que, assim como você mesmo fala, roubaram sua infância. A gente te entende, e gosta de você mesmo assim. Você ia ficar perto de nós novamente, mas aí você recebeu um chamado. Para se juntar aos seus amigos Fred Astaire, Gene Kelly, James Brown... Mas para nós, você sempre foi o melhor. E sempre vai ser. A cortina se fechou meio de repente, e, apesar de o show ter que continuar, vai ser bem difícil agora, sem você. Será que, um dia, vou poder falar isso para você? Se der, acredite, I´ll be there.
Se cuida, meu caro! Tenho certeza que você finalmente encontrou a paz que você sempre buscou na Terra do Nunca. Deixo aqui, em sua homenagem, um verso que (claro!) você me ensinou:
Like a comet blazing 'cross the evening sky
Gone too soon
Like a rainbow fading in the twinkling of an eye
Gone too soon
Shiny and sparkly and splendidly bright
Here one day, gone one night
Like the loss of sunlight on a cloudy afternoon
Gone too soon
Like a castle built upon a sandy beach
Gone too soon
Like a perfect flower that is just beyond your reach
Gone too soon
Born to amuse, to inspire to delight
Here one day, gone one night
Like a sunset, dying with the rising of the moon
Gone too soon
Quem escreveu: Rafael Gonçalves é jornalista, músico e só usa meias brancas e calçados pretos, igual ao Michael Jackson.por Portal MTV
Hoje de algum lugar longe dessas terras
Há um doce olhar só para você
Um olhar especial, de alguem especial de distantes origens
Um olhar de um justo coração, que pulsa só a vida
Que sorri porque ama plenamente, sem julgar preconceitos nem visoes
Hoje como ontem, longe desses céus há um encantado olhar só para você
E nesse olhar vai para você a magia da Luz, a simplicidade do perdão
A esperança para viver a vida, a esperança de dias mais radiantes e de paz,
Hoje de algum lugar dentro de você, alguem que já o amou e que ainda o ama
Diz para você, que valeu apena ter estado nessas terras.
Poder sentir a força que faz você sorrir e continuar o caminho,
Que um dia, aquele olhar, aquele doce olhar, iniciou para você.
Tudo isso só para você saber, que a Vida continua
E a MORTE é apenas uma Viagem.
Não me interessa falar de recordes, de máscaras, de nariz, de vitiligo, de pedofilia, de Wacko Jacko e de um monte de coisas que não são mágicas. Disso tudo, suspeito que nosso herói tenha sido também uma vítima. Falamos da mesma pessoa sob perspectivas diferentes. Mas tudo bem. Quer dizer, estava quase tudo bem até Michael Jackson morrer de repente. E de repente eu também morri.
Um pedaço de mim foi embora. Ainda me lembro quando, em tempos distantes - e muito mais bonitos -, uma pequena célula colorida nasceu, fincou raizes e começou a tomar os tecidos de meu corpo até dominar minha força centrípeta. Eram as primeiras vezes que meu esqueleto vibrava e que meu cérebro tentava, em vão, imitar os passos de alguém, pela sala de casa. Moonwalker. Walking on the moon.
Foi ouvindo - e vendo - Michael Jackson que eu entendi o que era arte . A mais pop , imediata, acessível, e não menos legítima do que todas as outras. Percebi o que era música e cada um dos instrumentos musicais. Comecei a pesquisar. Descobri o vinil - meu primeiro disco foi o Dangerous, que minha avó me deu. Também passei a trancar a porta do quarto para sonhar e percebi que, de alguma forma, eu também queria fazer música ou viver dela. Frio na barriga para ver o show na tevê. Emoções novas e um estalo, que agora me acomete outra vez: paixão é uma coisa que move as pessoas pela órbita implacável das suas obsessões.
Foi quando eu vi que conhecia muito bem alguém que nunca tinha conhecido. E de vez em quando, Michael Jackson me abraçava tanto, tanto e tanto, que até o travesseiro cansava de fazer de conta. Lambia a tela da tevê quando ele aparecia. Escondia o pôster no fundo da mochila. Escrevia meu nome nos corações das capas dos discos, na coleira do tigre de Thriller. Tudo isso era segredo, mas agora vou dizer que tantos anos depois, o que eu queria mesmo era dar nele um grande abraço. Taí, um abraço. Não foi nessa vida, Michael, mas ainda te vejo dando a volta por cima. E muito obrigada, sobretudo, pelo rastro que você me deixou: gravidade, movimento e fulgor.
Você não precisa ser um fã de Michael Jackson para desfrutar de “This Is It”, o documentário da Sony que fala dos ensaios para os shows de Jackson em Londres que nunca aconteceram.
Para gostar desse filme, você não precisa considerer Jackson um santo incompreendido. Você nem ao menos precisa conhecer a música dele.
Você apenas tem que apreciar testemunhar alguém já no cume do seu jogo se esforçando pelo melhor. Você precisa possuir uma curiosidade de voyeur para saber como as coisas funcionam, e estar inteiramente intrigado com a noção assustadora de um pessoa tão focada em sua arte que ela pode literalmente se torná-la.
É compreendido a muito tempo que Michael Jackson era indiscutivelmente um dos maiores entertainers de todos os tempos. “This Is It” ilustra exatamente um absurdo talento magnífico que o homem era.
Essa ilustração, apesar do que os crítcos falaram sobre o filme, não vem de assistir Jackson dirigir seus ensaios. Todo músico sério, não importa se está liderando um coral de igreja numa cidade pequena ou colocando um trio no salão, sabe que o ensaio é para deixar claro o que você quer de seus músicos e respeitosamente pedir por isso.
Enquanto Jackson faz isso, no filme o ponto de sua ‘maldade’ se dá simplesmente por assistí-lo se mover. Porque, observando ele dançando – especialmente em ensaios e não dando tudo de si, é quando você consegue observer os delicados mecanismos de seu brilhantismo – você percebe que enquanto você estava ocupado com sua vida, Jackson estava aperfeiçoando suas maravilhosas habilidades intuitivas como um performer.
Enquanto você estava cuidando do seu divórcio, mesmo com as montruosas vendas de “Thriller” que solidificaram seu lugar na história da música pop, Jackson estava passandoo a maioria das tardes de domingo em casa dançando em frente a um espelho até a exaustão (esta é a verdade), tentando criar algo novo. Enquanto você estava ocupado indo de uma coisa pra outra, MJ estava rompendo o teto de vidro de suas limitações físicas e naturais. Sua grandeza foi corroborada por uma ética de trabalho tão dinâmica e primordial que o resultado parece anormal. A idéia de que outros aspectos da vida dele foram ditos ser uma bagunça fazem da maestria de Jackson no palco algo ainda mais surpreendente.
E ao mesmo tempo, enquando assiste “This Is It”, você entende que ninguém se torna o poderoso entertainer que Jackson era por ter as mais diligentes sessões de prática. O homem era o receptor de um talento. Um talento que ele veio nutrir, implacavelmente às custas de quase tudo em sua vida.
Se você ainda não viu o documentário, aqui vai alguns conselhos ao assistí-lo: não desvie o olhar. Mesmo os mais informados devotos de Jackson pensam que eles ficam maravilhados simplesmente pelas marcas gestuais do cara – os chutes, rodopios e moonwalk imitados por uma multidão de covers de Jackson – quando na verdade eles são seduzidos pela fascinante sutileza de Jackson.
É a instintiva atitude física e ritmo sexy que ocorre em um bilionésimo de segundo quando o corpo de Jackson está no seu caminho, vindo de um movimento e indo para o próximo; a essência que você vai perder se você piscar (ou como eu fiz durante “This Is It”, tenta tomar nota).
De fato, é sua sutileza natural que torna tudo apaixonante, cheio de alegria, expressão física em pura magia, e durante “This Is It”, muitos dos melhores momentos são os de sublime sutileza de Jackson – aqueles movimentos divinos que fizeram os fãs de Jackson gravar suas performances televisivas ao longo dos anos para que eles pudessem saborear o espírito dominante do homem mais e mais.
A verdade é que essa era a habilidade de Jackson como um entertainer – seu vigor como dançarino, seu estilo vocal que incomparavelmente homogeneizou interpretações de pop e soul – isso, afinal, fez todo mundo se importar com o que estava acontecendo em sua vida pessoal.
Considere que para além da persona pública excêntrica de Jackson teria esmagado a formidável carreira com pouco brilho há muito tempo. Sua sedutora ambigüidade que deslumbra como um dos maiores showman dos tempos modernos era e continua sendo a primeira razão para a fascinação do mundo, devoção e quando necessário, simpatia por Michael Jackson. Nós só nos abrimos com curiosidade para a complexa vida privada de Jackson, frequentemente ignorando e/ou perdoando o que nós poderíamos encontrar, na esperança de que alguma coisa – qualquer coisa – ajudaria a lançar alguma luz sobre como um homem pode fazer o que Jackson fez no palco com tanta emoção, fúria e graça. “This Is It” é o mais próximo de uma resposta como estamos vendo agora.
É apropriado que um filme sobre performances ao vivo de música pop tenha sido a última coisa que Jackson nos deixou, em uma era em que a verdadeira arte de cantar, dançar e musicalidade são tudo 'folclore'. “This Is It” é necessário ser visto por qualquer um que (A) quer estar no showbusiness ou (B) ainda está no showbusiness. Mesmo que você faça sua vida nos bastidores – como um executivo do entretenimento, gerente ou representante – veja este filme para lembrar a si mesmo (ou ser apresentado ao conceito) que não há substituto para o talento absoluto e obstinado. Posers, fakers e aquele repulsivo auto-tune que se danem.
A propósito, depois de assistir “This Is It” – vendo e assistindo todos aqueles músicos, cantores e dançarinos verdadeiramente habilidosos – aqueles como Lil’ Wayne não deveriam nunca mais subir num palco com um violão a menos que eles soubessem realmente tocá-lo. Parem de desrespeitar o violão o usando como se fosse um acessório da moda. Ou dedique-se a sério à tarefa de aprender a tocar ou deixe de abusar do instrumento.
Na verdade, isso – realmente ser organizado – é a principal coisa que eu aprendi de “This Is It”. Não importa o que você faz ou está engajado nessa vida. Depois de testemunhar Jackson aturdindo na tela com técnica e incansável dedicação para seu trabalho, se um desejo irreprimível de intensificar seu próprio ‘jogo’ não foi deixado em você, então você perdeu o mais dinâmico movimento de Jackson.
No verão de 2003, Michael Jackson e sua equipe começavam a trabalhar no RETORNO. Com reuniões em Neverland, iniciava-se o planejamento de tudo o que conteria nesse retorno, que levaria Michael à novas áreas, e serviria para limpar a imagem, especialmente “danificada” depois do documentário de Bashir. Seus problemas com a Sony tampouco ajudavam. Logo depois dos documentários, um que serviria para desmentir o de Bashir e outro que incluia gravações caseiras, ele conduziu uma apresentação nos prêmios BET em junho de 2003, para entregar um prêmio ao seu ídolo JAMES BROWN. Isto parecia estar funcionando bem. No momento era melhor ver Michael dar um prêmio a recebe-lo.
O plano de retorno, conhecido como “MJ UNIVERSE PROJECT”, tinha como intenção mostrar Michael como alguém próximo, alguém acessível, após ter passado tantos anos levando um estilo de vida reclusivo.
O primeiro dos passos, seria levar Michael para perto de seus fãs, através de um website. Uma empresa de Vancouver chamada BLAST RADIUS, que cuidava do Layout das páginas, estaria responsável por sua nova página (a que tinha nesse momento, estava aos cuidados da SONY). A nova conteria vídeos interativos e demais coisas, que permitiriam a Michael estar em permanente contato com seus fãs.
O próximo passo, seria abrir o Rancho Neverland, para que todos pudessem experimentar seu mundo e deixar pra trás essa imagem de lugar sinistro, que retratou o documentário de Bashir, e serviria também para gerar ingressos. Também pensava em lançar uma linha de roupa e um parque temático no Japão.
Mas a cereja do bolo, seria o contrato que teriam com uma empresa cinematográfica em Montreal. Para Michael, o cinema sempre foi seu sonho. Em 1993, ia começar a andar por esse caminho e descer das mãos da Sony, mas as primeiras acusações de abuso de menores, o fizeram recuar e voltar à música.
Nos últimos anos, Michael havia participado de pequenos papéis em HOMENS DE PRETO 2 e na comédia de baixo orçamento MISS CASTAWAY. Seu empresário de então, Diete Wiesner, disse que ele não queria voltar a fazer música, ele sentia que já havia feito o melhor que podia, e que estava com dificuldades de superar seu próprio trabalho. Queria atuar, queria dirigir. Queria ser exitoso nesse âmbito também. Mas sabia que seus fãs queriam vê-lo dançar e cantar, e sentia que lhes devia isso. Não queria sair de cena sem fazer grandes shows num só lugar.
Depois de vários meses de negociações, conseguiram comprar uma empresa de animação chamada CINEGROUPE, que Michael planejava transformar numa espécie de “Pixar”. Como boas-vindas, a empresa convidou Michael a ir participando com idéias para um novo projeto chamado Pinóquio 3000. Finalmente aconteceu, mas para isso necessitava se livrar do contrato com a Sony.
O SONHO GANHA FORMA
Em outubro de 2003, Michael Jackson viajou a Las Vegas para iniciar uma série de aparições que faziam parte do plano de retorno. Para fazer sua imagem mais acessível, primeiro assinou alguns autógrafos que foram para a caridade. No sábado 25 de outubro lhe deram a chave da cidade de Las Vegas no Desert Passage Mall e três dias depois, apareceU no RADIO MUSIC AWARDS para o lançamento do single de caridade What More Can i Give.
O VÍDEO DE ONE MORE CHANCE
O mais animador para os fãs de Michael, era que além disso, ele estava em Las Vegas para filmar um vídeo novo, que pertencia a um tema inédito a ser incluido numa coletânea de êxitos que seria lançada no dia 18 de novembro, O vídeo estreiaria dia 26 de novembro, ao final de um especial da CBS. Logo Michael embarcaria numa turnê promocional pela Europa, Àfrica e América do Sul.
Nick Brandt, seria o diretor do vídeo (ele já trabalhou com Michael em Earth Song e Cry)
A gravação seria nos estúdios CMX. O conceito do vídeo seria simples. No vpideo Michael atuaria debaixo do cenário, e o público seria quem ocuparia esse lugar, se bem que não tem correlação com o tema da canção, tem haver com a vida de Michael, que sempre foi invadida pela imprensa.
Na realidade, Michael tinha que fazer uma apresentação por contrato, para a CBS, então, buscou a maneira mais fácil de fazer uma atuação e algo que funcionaria também, como um vídeo. Então a câmera seguiria Michael em todo o momento, para dar a sensação de ser AO VIVO, ao invés de fazer cortes e mostrar cenas diferentes.
Cinco câmeras o seguiam todo o tempo. A produção contava com pouco tempo, e além disso, orçamento apertado. De fato, a equipe só teve um dia se ensaio com Michael. Michael se apresentou nos estúdios, mostrou a Nick como seria a coreografia, e por onde se movimentaria, nas mesas que subiria, para que estivessem bem iluminadas, e isso foi tudo. Foi uma questão de três ou quatro horas. Ainda sim, Michael sabia o que faria, e não era um novato nessa área.
No entanto, seu empresário nesse momento Dieter Wiesner, conta outra história. Diz que Michael não estava satisfeito com o projeto, principalmente por causa do baixo orçamento. Conta que na verdade, a idéia de Michael não estava completamente “concluída”, já que ele queria algo maior. Também relata que quando Michael viu o estúdio, disse que parecia o estúdio de Smooth Criminal. Mas ainda sim, fez o que tinha que fazer.
O sonho de voltar triunfante, logo se tranformou num pesadelo.
FILMANDO ONE MORE CHANCE
Na segunda-feira 17 de novembro, um grupo de figurantes esperavam na sala de espera dos estúdios CMX. Sabiam que estavam ali para gravar um vídeo e nada mais. Somente quando assinaram os papéis contratuais viram que dizia MICHAEL JACKSON – ONE MORE CHANCE – SONY PRODUÇÕES. No entanto, lhe disseram que ele não ia participar. Primeiramente, se usou um dublê de corpo, que ajudou a preparar as câmeras, luzes e posições.
Os figurantes se localizavam no cenário, em filas. A alguns indicaram que ficariam em primeiro plano, olhando supresos e sorrindo. Não foi um trabalho difícil.
A VISITA SURPRESA DE MICHAEL
Horas depois de iniciada a filmagem, Michael aparece pela porta dos fundos. Os figurantes recordam que ele apareceu normalmente, assim de repente, quase despercebido. Logo entre os figurantes começaram os comentários ó Deus, é ele, está aqui, ainda que fosse complicado de ver por causa do ambiente escuro do estúdio, estava óbvio, Michael chegou. Os figurantes contam que sentiram uma vibração especial ao vê-lo, que era impossível não se entusiasmar a isso, sem gritar, sem se emocionar. Os figurantes contam que Michael os deixou expressar tudo o que sentiam, para poder fazer as gravações do vídeo, de forma mais profissional possível.
SUA MANEIRA INIMITÁVEL DE DANÇAR
Michael disparou sua atuação imediatamente, começou a movimentar-se por todo o estúdio, com seus movimentos característicos.
Ninguém estava acreditando no que via. Ainda que foi informado que atuariam agindo surpresos e emocionados, os figurantes contam que de verdade estavam. Todos estavam conscientes de estar diante da presença da estrela mais espetacular de todos os tempos, e ele estava dançando somente a eles, em perfeito estado. Entre cenas, Michael se colocava a conversar com os figurantes.
Lhes perguntava se estavam à vontade, se tinham calor. Enquanto dançava, envolvia-se em si mesmo, mas logo, ao terminar, voltava ser um homem comum. Costumava perguntar aos figurantes se eles gostavam das coreografias, e até fazia piadinhas,
Ainda que, sua natureza tímida, o impedisse de se aproximar completamente. Os figurantes contam que “tinham a ordem” de não olha-lo diretamente nos olhos, por sua timidez.
Logo após fazer 5 ou 6 cenas, Michael foi embora do estúdio. Cumprimentou os figurantes e a toda equipe, e partiu. Michael deveria voltar outro dia para filmar as cenas frontais e os primeiros planos. A intenção era primeiro filmar as cenas com o público, para economizar gastos, e outro dia, trabalhar somente com Michael.
No final do vídeo tinha um simbolismo muito particular: Ele dando as costas para seu público e para o cenário, seria uma forma de mostrar suas intenções de abandonar o mercado da música e ir em busca de uma nova carreira. Além disso, este seria seu último vídeo para SONY MUSIC. Em suma, ele estava querendo dar as costas para sua antiga carreira, para embarcar no que seria sua nova carreira: O CINEMA.
O SONHO SE TRANSFORMA EM UM PESADELOAs 8:30 da manhã do dia seguinte Stuart Backerman e Marc Schaffel discutiam sobre a viagem de Michael à Europa, mas foram interrompidos por um telefonema de Joe Marcus, um dos chefes de segurança de Neverland. A principio o ignoraram, mas depois o telefone de Backerman tocou e lhes disseram que prestassem atenção na televisão. E lá estavam, 70 policiais invadindo o rancho. Nesse momento, sabiam que o sonho se acabava, ao ouvirem Diane Dimond dizer que novas denúncias de abusos se levantavam contra Michael. Michael estava deixando para trás o escânbdalo de Bashir e tudo voltava a desmoronar.
Em Las Vegas, Dieter Wiesner foi quem deu a notícia a Michael.
"Michael ainda estava em seu quarto", explica Wiesner."Ele estava quieto sentado junto à lareira. Ele estava tranquilo, de muito bom humor, pensando no futuro, superando a depressão que teve por causa de Bashir, Michael estava pronto para novas coisas. Weisner lhe disse: – Michael, há más notícias, mas pode olhar pelo lado positivo: tem policiais invadindo sua casa. Ele me olhou perplexo, se podia ver o sangue correndo por sua face. Mas Michael, agora é sua oportunidade de finalmente lutar para limpar seu nome.
Os membros da equipe de filmagem esperaram pacientes para ver o que iria acontecer. O local das filmagens vazou e estavam rodeados pela imprensa e fãs. Esperaram o dia todo para ver se Michael voltaria, e finalmente Michael avisou que o projeto não iria continuar.
Jackson passou a maior parte desses dois dias chorando, diz DieterWiesner. "Eu estava sentado com ele dia e noite. Ele ficou chocado;.... Ele estava chorando ... ele não sabia o que fazer. Foi uma situação ruim. Nós deveríamos ir para a Europa. Ele estava pronto para seguir em frente na sua vida e tudo havia sido preparado e esta notícia o chocou profundamente. Realmente, o matou. "
Quando Michael soube quem era o menino que o acusava, envolveu-se em tristeza e nojo e foi quando decidiu lutar na justiça.
"Você sabe, quando ficou claro que essa alegação era por causa do Arvizos, então ele começou realmente a lutar contra a situação", diz Wiesner."Michael me disse: “Dieter, você sabe, eles devem trazer este jovem para um lugar grande, convidarão toda a imprensa e ele deve me olhar nos olhos e me dizer que eu fiz isso." Então, ele estava pronto para lutar. "
O fato da alegação vinda dos Arvizos fêz a ruína do “MJ UNIVERSE PROJECT”, é foi mais irritante para Stuart Backerman. "Sneddon não tem nada, exceto a palavra de Janet Arvizo, e ela era totalmente louca", diz Backerman.
Era incrível, que novamente Sneedon voltava a impedir Michael de cumprir seus sonhos cinematográficos, pois o fez em 1993 e o repetia 10 anos depois.
O ramo do cinema, era o único que escapou de Michael, e era o que ele mais desejava. Sendo One More Chance seu último trabalho com a Sony, Michael sentia que finalmente estava livre para lutar por esse sonho.
"Eu realmente tenho que dizer, ele era um cara muito decidido. Ele sabia exatamente o que queria", lamenta Dieter Wiesner. "Eu acho que se ele tivesse tido tempo e se ninguém tivesse interrompido, ele poderia ter sido muito bem sucedido na segunda parte de sua carreira, com filmes e vídeos de animação. Na minha opinião, ele ainda estaria aqui hoje."
Com o sucesso do filme estabelecido firmemente em sua mira, Jackson iria apenas saltar através dos aros necessário antes que ele pudesse perseguir
esse objetivo com cem por cento de sua atenção e energia. One More Chance,ele pensava, era o arco final. Michael Jackson acreditava que com este vídeo ele teria de volta sua liberdade. É uma das ironias cruéis da vida a próxima vez que seus fãs o vissem, ele seria algemado.
Michael Jackson agradece aos fãs de todo o mundo em 2007
Em 2007 quando Michael Jackson completou mais um ano de vida, os fóruns, fãs clubes e os fãs enviaram-lhe presentes. Michael Jackson para agradecer todo o nosso carinho, enviou-nos uma carta para todos os fãs do mundo.
Para meus fãs em todo o mundo
Gostaria de agradecer pelos lindos cartões, fotografias,
mensagens, vídeos e presentes enviados para mim no meu aniversário.
Eu fiquei feliz da vida com o carinho de vocês.
O amor de vocês e apoio significam muito para mim. Eu realmente amo e
agradeço a todos vocês. do fundo do meu coração.
Tenho estado muito ocupado ultimamente. Espero que vocês tenham visto
os resultados do meu recente trabalho fotográfico para a revista L’uomo
Vogue.
Tão logo, irei compartilhar notícias emocionantes e surpreendentes
com vocês sobre os meus novos esforços.
Por favor, saibam mais uma vez, que eu amo e aprecio cada um de
vocês, e enviar-lhe os meus sinceros agradecimentos e desejos.
por Fantam; tradução de Daniele SoaresOs fãs de Michael Jackson são uma raça estranha. É difícil encontrar outra comunidade de fãs cujo objeto de admiração seja vítima de tanta condenação desnecessária. Ao longo do tempo, os apaixonados por Michael Jackson têm visto a idolatria aparentemente global pelo seu amado transformar-se em visíveis má interpretação e difamação, tanto pela mídia quanto pelo público. No entanto, apesar disso tudo, os verdadeiros fãs de Michael Jackson nunca o abandonaram. Quanto mais seus oponentes tentam empurrá-lo a um profundo desespero, mais seus devotos o amam, cultivando coragem para permanecer no meio de tudo.
A contínua resistência de Michael é um exercício de força e durabilidade diante de tribulações e incertezas. Os fãs de Michael aprenderam bem a lição conforme constantemente afrontam uma quase que diária montanha-russa emocional, a qual é um requisito de experiência que cada defensor de Jackson tem que encarar. Eles se maravilham com seus talentos inesgotáveis e aplaudem suas vitórias. Eles riem com Michael em sua felicidade, choram com ele em sua tristeza e rezam por ele nos momentos difíceis. Seus corações se aquecem quando ele é amparado e sangram quando ele é maltratado.
Apesar dos estratosféricos altos e dos cavernosos baixos que têm ao serem fãs de Michael Jackson, eles permanecem leais. Eles, tais como Michael, recusam-se a permitir que opositores roubem sua alegria, obstruam seu caminho ou formem suas opiniões. Eles, assim como Michael, recusam-se a ter seus destinos definidos ou ditados por outros. Eles, além disso, recusam-se a ficar à toa quando outros negam a Michael seu merecido legado. Simplesmente, os fãs de Michael Jackson são como ele pelo fato de que não podem ser detidos.
Pela natureza de sua vocação, os fãs de Michael estão constantemente intimados a vestir a armadura completa, ficar na linha de frente e lutar. Muitas vezes, usando suas canetas como espadas, eles lutam lado a lado pelo direito à humanidade de Michael. Assim fazendo, lutam pela tolerância contra o preconceito, pelo amor incondicional contra o criticismo, pela sabedoria contra a ignorância e pela justiça contra a desigualdade - não apenas por Michael, mas também por si mesmos. As batalhas são intermináveis, duras e muitas vezes mental e fisicamente exaustivas. Ainda assim, ao invés de se renderem ou se apaziguarem, os fãs de Michael resistem.
Eles repelem o desejo de abandonar Michael quando tudo parece perdido. Desistem da idéia de que estão numa causa perdida. Recusam-se a desistir e submeter a si mesmos à conduta de resistência mínima, o que implicaria em renegar seu apoio de fã a Michael. Quando a batalha torna-se árdua, com mentes fatigadas e corações pesados, eles resistem. Resistem às tribulações de Michael e aos ataques a que ele é submetido. Resistem apesar de fatigados. Resistem apesar do escárnio e das perguntas tais como o porquê de lutarem por Michael Jackson, um homem julgado não merecedor dessa devoção.
Hazrat Inayat Khan uma vez disse: "Deus parte o coração quantas vezes for preciso até que ele se abra." Os devotos de Michael podem vê-lo como uma prova viva deste pensamento, visto que ele parece ser a personificação da idéia. Seu coração tem sido partido muitas vezes, e seus fãs pessoalmente sentem a dor de cada golpe. Pela graça de Deus, o coração de Michael não se torna endurecido como conseqüência de suas freqüentes fraturas. Ao contrário, seu coração estilhaçado concede ternura e sinceridade. Uma vez que o coração transborda à boca e Michael fala, seus fãs são verdadeiramente capazes de ver a plenitude de seu coração ao ouvirem-no articular seu anseio por aceitação, compreensão, positividade, amor e paz através de canções e palavras.
Como seus esforços para arruinar Jackson têm sido continuamente provados sem êxito, alguns oponentes de Michael têm tentado dispersar a comunidade de fãs ao atacá-la. Dia após dia, a mídia usa termos difamatórios para descrever aos fãs de Michael. Serem descritos como "iludidos" e "esquisitos" não é estranho para os defensores de Michael. Entretanto, seus devotos preferem ignorar o xingamento infantil e os slogans aplicados a eles pela mídia. Os fãs recusam-se a permitir que os tablóides projetem sua percepção negativa e incorreta neles. Isto ocorre porque os fãs de Michael Jackson percebem que tais termos difamatórios não refletem seu verdadeiro caráter de pessoas inteligentes e de personalidades sensatas, que têm uma admiração sadia pela música, princípios e humanitarismo de Michael, entre outras coisas.
Interessantemente, a influência de Michael Jackson é global e assim é sua base de fãs. Seus difamadores estão sob a falsa impressão de que sua base de fãs é minúscula e unidimensional. Contrariamente, os admiradores de Michael nada mais são do que vastos e multidimensionais. Eles podem ser encontrados em qualquer continente, em cada país do mundo. Os fãs de Michael ultrapassam barreiras raciais, de gerações e socioeconômicas. O fato dos fãs de Michael serem tão diversificados só aumenta o primor deles. Poucos entertainers, talvez nenhum, podem alegar ter um tipo de base de fãs tão dinâmica e variada como essa da qual Michael Jackson pode se orgulhar.
Se for verdade que nossas vidas são livros abertos para os outros lerem, então o estudo de Michael Jackson pelos fãs tem ensinado-lhes mais do que eles poderiam um dia imaginar que aprenderiam sobre vida, amor e sobrevivência. Michael Jackson é um testamento vivo do pensamento de que o que quer que alguém sonhe e deseje para si ou sua vida, pode ser alcançado. Michael vive conforme o mantra de que o amor deveria ser sem limites - incondicional. Michael tem mostrado para quem quer que queira perceber que é possível não apenas permanecer vivo, mas também prosperar, com dignidade e coragem, mesmo diante das dificuldades. Ao meramente existir, Michael Jackson tem ensinado aos fãs o que é sonhar sem medo, criar sem fronteiras, ouvir sem preconceito e amar sem julgamento.
Compreensivelmente, os fãs de Michael Jackson são uma obra difícil de se expor. Sua lealdade, fervor, inteligência e adoração genuína pela música de seu ídolo não pode ser igualada à de comunidades de fãs de outros artistas. No entanto, por todos os seus atributos, quando se tornam um caso particular, os admiráveis fãs de Michael Jackson são sempre os mais valorizados. Por mais que eles tentem, não importa o quão infinitamente falem e acreditem que amam Michael Jackson, o Rei do Pop em verdadeira magnificência sempre dirá e provará que ele os ama ainda mais...
É difícil dizer o que eu sinto por você. Nunca te encontraram, ninguém tem uma foto sua. então, como eles vão entender o seu mistério? Vamos dar uma pista:
Dois pássaros estão em uma árvore. Um come cerejas, o outro só olha. Dois pássaros voam pelo ar. A canção de um soa como cristais do céu, o outro fica calado. Dois pássaros voam em direção ao céu. Uma captura a luz em suas penas prateadas, enquanto o outro abre as asas de invisibilidade.
É fácil dizer qual pássaro eu sou, mas você nunca vai achar. a não ser...
A não ser que eles já conheçam um amor que nunca interfere, que observa do além, que respira livre no ar invisível. Doce pássaro, minha alma, seu silêncio é tão precioso. Quanto levará para que o mundo ouça sua canção na minha?
Suas palavras perfuraram meu coração e eu chorei lágrimas de dor. "Saia daqui", berrei. "Estas são as últimas lágrimas que chorarei por você". Então você foi embora. Esperei por horas, mas você não voltou. Aquela noite, sozinho, chorei lágrimas de solidão.
Esperei meses, mas você não deixou nenhum sinal para mim. No fundo do meu coração, chorei lágrimas de desespero. Que estranho que todas estas lágrimas não possam lavar a dor! Depois, um pensamento de amor furou minha mágoa. Lembrei de você no Sol com um sorriso tão doce quanto o vinho de maio. Uma lágrima de gratidão começou a cair pelo meu rosto e, miraculosamente, você voltou. Dedos macios tocaram a minha bochecha e você se abaixou para um beijo.
"Por que você veio?", sussurrei.
"Para limpar a última lágrima", você respondeu. "Foi a que você guardou para mim".
Ele era o Peter Pan. nós, sua legião de fãs, os garotos perdidos. Liz Taylor, sua Wendy no fundo, todo mundo sabia como a história terminaria. Peter não pode crescer. Os garotos perdidos têm que crescer. Eles se separam no final. Peter volta sem eles para Neverland. Mas a visita de Peter em nossa janela à noite, nossa temporada na Terra do Nunca... nada foi em vão. Nós ficamos, ele se foi, envelheceremos, ele não! Mas será que cresceremos mesmo? Mentira! Só guardaremos as aparências. Antes de partir, ele ensinou o essencial: "Neverland é um lugar na mente". Aquela que ele construiu na matéria era só um modelo sensível para a gente entender a idéia regulativa. A vida dele era também um modelo sensível dessa idéia regulativa. Agora a gente entendeu. A missão dele está cumprida. Podemos ficar para sempre na Terra do Nunca ...
Achei esse texto em uma comunidade, não sei quem escreveu, Mas é tão lindo,
Feliz dia das Crianças pra quem é uma ou tem uma =)
Em 6 de março de 2001, Michael Jackson falou aos estudantes da Universidade de Oxford, para promover sua nova iniciativa, "Heal the Kids".
"Heal The Kids" foi criado para promover uma campanha com o fim de incentivar pais e adultos em todo o mundo a priorizarem a infância. O projeto buscava alertá-los sobre a importância de reorientarem suas vidas de forma a reestabeler os laços perdidos entre pais e filhos, através da oferta de amor incondicional, perdão e cuidados às crianças, interrompendo assim um ciclo de negligência que trouxe consequências desastrosas para a humanidade.
Obrigado, muito obrigado, queridos amigos, do fundo do meu coração, por uma recepção tão amável e espirituosa, e agradeço-lhe, Senhor Presidente, pelo seu amável convite para mim, que estou tão honrado em aceitar. Gostaria também de expressar um agradecimento especial a você, Shmuley, que durante 11 anos serviu como rabino aqui em Oxford. Você e eu temos estado trabalhando tão duro para criar a "Heal the Kids", bem como para escrever o nosso livro sobre as qualidades da criança, e em todos os nossos esforços você tem sido um amigo tão solidário e amoroso. E eu também gostaria de agradecer a Toba Friedman, nossa diretora de operações da "Heal the Kids", que está retornando hoje para a Universidade que cursou, onde ela serviu como uma estudiosa Marshall, bem como a Piels Marilyn, um outro membro central de nossa equipe da "Heal the Kids" .
Eu sou muito simples para fazer palestra em um lugar que tem sido ocupado por figuras notáveis como Madre Teresa, Albert Einstein, Ronald Reagan, Robert Kennedy e Malcolm X. Eu mesmo ouvi que Caco, o Sapo, fez uma aparição aqui, e eu sempre senti uma afinidade com Caco na mensagem de que não é fácil ser verde. Tenho certeza que ele não achou mais fácil estar aqui do que eu! [risos]
Quando olhei ao redor de Oxford, hoje, eu não poderia colaborar, mas estar ciente da majestade e grandeza desta grande instituição, para não mencionar o brilho das grandes e talentosas mentes que percorreram os seus caminhos ao longo dos séculos. As paredes de Oxford não apenas abrigaram os maiores gênios filosóficos e científicos - elas também nos legaram alguns dos criadores mais queridos da literatura infantil, de JRR Tolkien a CS Lewis. Hoje eu estava autorizado a mancar [referindo-se ao seu pé quebrado] para o refeitório na Igreja de Cristo para ver "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, imortalizada nos vitrais das janelas. E mesmo um dos meus próprios compatriotas americanos, o amado Dr. Seuss, agraciado nestas salas, depois passou a deixar a sua marca na imaginação de milhões de crianças em todo o mundo.
Acho que deveria começar por listar minhas qualificações para falar diante de vocês esta noite. Amigos, eu não tenho a pretensão de ter a experiência acadêmica de outros oradores que discursaram nesta sala, assim como eles pouco poderiam reivindicar serem perito no moonwalk - e sabe, Einstein, em particular, foi realmente terrível nisso.[risos]
Mas eu tenho a pretensão de ter experimentado mais lugares e culturas do que a maioria das pessoas jamais verá. O conhecimento humano não consiste apenas de bibliotecas de pergaminho e tinta - também é composta pelos volumes de conhecimento que são escritos pelo coração humano, esculpido na alma humana, e gravado na psique humana. E, amigos, tenho enfrentado tanto nesta minha vida relativamente curta que eu frequentemente não posso acreditar que eu tenho somente 42 [anos]. Costumo dizer a Shmuley que na idade da alma, eu tenho certeza que eu tenho pelo menos 80 - e hoje eu até mesmo ando como se eu tivesse 80! [risos] Então, por favor, escutem a minha mensagem, porque o que tenho a dizer a vocês esta noite pode trazer cura para a humanidade e cura para o nosso planeta.
Através da graça de Deus, tenho tido a sorte de ter conseguido realizar muitas das minhas aspirações artísticas e profissionais no início da minha vida. Mas estas, amigos, são conquistas, e conquistas por si só, não são sinônimo de quem eu sou. Na verdade, o animador de cinco anos de idade, que cantou Rockin 'Robin e Ben para multidões de adoradores não era indicativo do menino por trás do sorriso.
Hoje à noite, eu venho diante de vocês menos como um ícone do pop - seja lá o que isso significa de qualquer maneira, e mais como um ícone de uma geração, uma geração que já não sabe o que significa ser criança.
Todos nós somos produtos de nossa infância. Mas eu sou o produto da falta de uma infância, uma ausência dessa preciosa e maravilhosa idade quando nós brincamos alegremente sem nenhum cuidado no mundo, deleitando-nos na adoração dos pais e familiares, onde a nossa maior preocupação é estudar ortografia para o grande teste que virá segunda de manhã.
Aqueles de vocês que estão familiarizados com os Jackson Five sabem que comecei a atuar na tenra idade de cinco anos e que, desde então, não parei de dançar e cantar. Mas, embora me apresentar e fazer música, sem dúvida, permaneçam como algumas das minhas maiores alegrias, quando eu era jovem o que eu queria mais do que qualquer outra coisa era ser um típico menininho. Eu queria construir casas na árvore, ter lutas de balão de água, e jogar às escondidas com os meus amigos. Mas o destino foi diferente e tudo que eu podia fazer era invejar os risos e brincadeiras que pareciam estar acontecendo ao meu redor.
Não houve descanso na minha vida profissional. Mas aos domingos eu ia para o "pioneirismo", o termo usado para o trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. E foi então que eu fui capaz de ver a magia da infância de outras pessoas.
Como eu já era uma celebridade, eu tinha que vestir um disfarce de gordo, terno, peruca, barba e óculos e nós passávamos o dia nos subúrbios do Sul da California, indo de porta em porta ou fazendo as rondas em shopping centers, distribuindo a revista Sentinela. Eu amava pôr o pé em todas as casas suburbanas comuns e avistar os tapetes de pelúcia e poltronas La-Z-Boy com crianças jogando Monopólio e suas avós pajeando, todas aquelas cenas maravilhosas, comuns e estreladas da vida cotidiana. Muitos, eu sei, diriam que essas coisas não parecem grande coisa. Mas, para mim eram hipnotizantes.
Eu costumava pensar que eu era único no sentimento de que eu estava sem infância. Eu acreditava que, na verdade, havia apenas um punhado com quem eu poderia compartilhar estes sentimentos. Quando recentemente me encontrei com Shirley Temple Black, a grande estrela infantil das décadas de 1930 e 40, não dissemos nada um ao outro em primeiro lugar, simplesmente choramos juntos, pois ela poderia compartilhar comigo uma dor que apenas outros, como meus amigos próximos Elizabeth Taylor e McCauley Culkin, compreendem.
Eu não digo isso para ganhar sua simpatia, mas para marcar o meu primeiro ponto importante: não são apenas estrelas infantis de Hollywood que têm sofrido da inexistência de uma infância. Hoje, isso é uma calamidade universal, uma catástrofe mundial. A infância se tornou a grande vítima da vida moderna. Em torno de nós, estamos produzindo dezenas de crianças que não tiveram a alegria, a quem não foram concedidos os direitos, a quem não foi permitido a liberdade, ou a saber como é ser uma criança.
Hoje, as crianças são constantemente incentivadas a crescer mais depressa, como se este período conhecido como infância fosse uma fase pesada, a ser suportada e atravessada tão rapidamente quanto possível. E sobre esse assunto, eu sou certamente um dos maiores especialistas do mundo.
A nossa é uma geração que testemunhou a aniquilação da aliança entre pais e filhos. Os psicólogos estão publicando bibliotecas de livros detalhando os efeitos destrutivos de negar a uma criança o amor incondicional que é tão necessário para o desenvolvimento saudável de suas mentes e caráter. E por causa da negligência de todos, muitas dos nossas crianças têm, essencialmente, até se criado a si mesmas. Eles estão cada vez mais distantes de seus pais, avós e outros membros da família, todos os que nos rodeiam com o laço indestrutível que, uma vez coladas as gerações, se revela.
Esta quebra deu origem a uma nova geração, a Geração O, vamos chamá-la assim, já que pegou a tocha da Geração X. O "O" representa uma geração que tem tudo de riqueza exterior - o sucesso, roupas extravagantes e carros de luxo, mas um doloroso vazio por dentro. Esse buraco em nosso peito, essa aridez em nosso âmago, esse vazio em nosso centro é o lugar onde, algum dia, o coração bateu e outrora, o amor ocupou.
E não são só as crianças que estão sofrendo. São os pais também. Quanto mais cultivamos pequenos adultos em corpos de crianças, mais distantes nós nos tornamos das nossas próprias qualidades como crianças, e há muito sobre ser uma criança que vale a pena manter na vida adulta.
Amor, Senhoras e Senhores, é o mais precioso legado da família humana, é o seu rico legado, a herança de ouro. E é um tesouro que é transmitido de uma geração para outra. Épocas anteriores podem não ter tido a riqueza que desfrutamos. Nas casas, pode ter faltado eletricidade, e seus filhos se apertado em muitas pequenas casas sem aquecimento central. Mas nas casas não haviam trevas, nem eram frias. Elas eram iluminadas com o brilho luminoso do amor e eles estavam confortavelmente aquecidos pelo calor do próprio coração humano. Os pais, sem distrações pelo desejo de luxo e status, concediam aos seus filhos a prioridade em suas vidas.
Como todos sabem, os nossos dois países divergiram um do outro sobre o que Thomas Jefferson se referiu como "certos direitos inalienáveis". E enquanto nós, americanos e britânicos, pudemos contestar a justiça das suas pretensões, o que nunca esteve em questão é que as crianças têm certos direitos inalienáveis, bem como a destruição gradual desses direitos levou dezenas de crianças no mundo a terem negadas as alegrias e a segurança da infância.
Por isso, gostaria de propor que nesta noite nós implantássemos em cada lar uma "Declaração Universal dos Direitos da Criança", cujos princípios sejam:
1. O direito de ser amado, sem ter que ganhar isso;
2. O direito a ser protegido, sem ter que merecer isso;
3. O direito de se sentir útil, mesmo que você venha ao mundo sem nada;
4. O direito de ser ouvido, sem ter de ser interessante;
5. O direito a ler uma história para dormir, sem ter que competir com o noticiário da noite;
6. O direito a uma educação sem ter que se desviar de balas nas escolas;
7. O direito de ser pensado como adorável - mesmo que você tenha um rosto que só uma mãe poderia amar.
Amigos, a fundação de todo o conhecimento humano, o início da consciência humana, deve ser que todos, e cada um de nós, é um objeto de amor. Antes de saber se você tem o cabelo vermelho ou marrom, antes de saber se você é preto ou branco, antes que você saiba de qual religião você faz parte, você tem que saber que é amado.
Há cerca de doze anos atrás, quando eu estava prestes a iniciar minha turnê Bad, um menininho veio com seus pais me visitar em minha casa na Califórnia. Ele estava morrendo de câncer e me disse o quanto amava a minha música e a mim. Seus pais disseram-me que ele não ia viver, que qualquer dia ele poderia simplesmente partir, e eu lhe disse: "Olhe, eu vou estar na sua cidade, no Kansas, para abrir minha turnê em três meses. Eu quero que você vá para o show. Vou lhe dar esta jaqueta que eu usei em um dos meus vídeos ". Seus olhos brilharam e ele disse: «Você realmente vai me dar ela?!" Eu disse: "Sim, mas você tem que prometer que você vai usá-la para o show." Eu estava tentando apenas motivá-lo a lutar. Eu disse: "Quando você vier para o show que eu quero ver você com a jaqueta e a luva que lhe darei de presente" e eu dei-lhe uma de minhas luvas de strass - e eu não costumo dar as minhas luvas de show. E ele parecia estar no céu.
Mas talvez ele estivesse mesmo muito perto do céu porque quando fui para a sua cidade, ele já tinha morrido, e eles tinham-no sepultado com a luva a jaqueta. Ele tinha apenas 10 anos de idade. Deus sabe, eu sei, que ele tentou de tudo para sobreviver. Mas pelo menos quando ele morreu, ele sabia que era amado, não só por seus pais, mas até mesmo por mim, um estranho, eu também o amava. E com todo esse amor, ele sabia que ele não veio a este mundo sozinho, e ele certamente não teve que deixá-lo sozinho.
Se você entrar neste mundo sabendo que é amado e deixar este mundo sabendo o mesmo, então tudo o que acontece no meio pode ser suportado. Um professor pode prejudicar você, mas você não vai sentir diminuído, um chefe pode tentar esmagá-lo, mas você não será esmagado, um adversário poderia lhe vencer, mas você ainda triunfará. Como poderia algum deles realmente conseguir derrotá-lo? Você sabe que você é alguém digno de amor. O resto é só embalagem.
Mas se você não se lembra de ser amado, está condenado a buscar no mundo algo para compensar isso. Mas não importa o quanto você ganha ou o quanto você se torne famoso, você ainda se sentirá vazio. O que você está realmente procurando é o amor incondicional, aceitação incondicional. E essa foi a única coisa que lhe foi negada ao nascer.
Amigos, deixem-me pintar um quadro para vocês. Aqui está um dia típico na América - seis jovens com idade inferior a 20 anos vão cometer suicídio, 12 garotos com idade de 20 anos vão morrer por armas de fogo - lembre-se este é um dia, não um ano - 399 crianças vão ser presas por abuso de drogas, 1.352 bebês nascerão de mães adolescentes. Isso está acontecendo em um dos mais ricos, mais desenvolvidos países na história do mundo.
Sim, no meu país há uma epidemia de violência sem paralelo com nenhuma outra nação industrializada. Estas são as formas que os jovens na América expressam sua dor e sua raiva. Mas não pense que não há a mesma dor e angústia entre os seus semelhantes no Reino Unido. Estudos neste país mostram que a cada hora, três adolescentes no Reino Unido vão infligir danos a si mesmos, muitas vezes cortando ou queimando seus corpos ou tomando uma overdose. Isto é como eles optaram por lidar com a dor da negligência e da agonia afetiva.
Na Grã-Bretanha, por exemplo, cerca de 20% das famílias só sentam juntos para jantar uma vez por ano. Uma vez por ano! E quanto à antiga tradição de ler para o o seu filho uma história para dormir? Pesquisas da década de 1980 mostraram que as crianças para as quais se liam, tinham uma alfabetização muito maior e superavam de forma significativa os seus colegas na escola. E, no entanto, menos de 33% das crianças britânicas na idade de 2 a 8 anos tinham uma história para dormir lidas regularmente para elas. Vocês podem não achar muito até você levar em conta que 75% dos seus pais tinham uma história para dormir lidas para eles quando eles tinham aquela idade.
Obviamente, não temos de nos perguntar de onde toda essa dor, raiva e comportamento violento vem. É auto-evidente que as crianças estão protestando contra o descaso, tremendo pela indiferença e chorando apenas para ser notadas. Os vários organismos de proteção de crianças dos E.U.A dizem que milhões de crianças são vítimas de maus-tratos sob a forma de negligência, em média no ano. Sim, negligência. Nas casas ricas, casas privilegiadas, conectadas a cabo de cada aparelho eletrônico. Lares onde os pais vêm para casa, mas eles não estão realmente em casa, porque a cabeça ainda está no escritório. E seus filhos? Bem, os seus filhos apenas se contentam com qualquer que sejam as migalhas afetivas que recebam. E você não consegue muito de TV contínua, jogos de computador e vídeos.
Estas duros, frios números que, para mim, distorce a alma e agita o espírito, deve mostrar-lhes porque tenho dedicado muito do meu tempo e recursos para fazer da nossa nova iniciativa, "Heal the Kids", um sucesso colossal.
Nosso objetivo é simples - recriar o vínculo pai e filho, renovar a sua promessa e iluminar o caminho futuro para todas as lindas crianças que estão destinadas um dia a caminhar nesta Terra.
Mas, uma vez que esta é a minha primeira palestra pública, e vocês tão calorosamente têm me acolhido em seu coração, eu sinto que eu quero dizer mais. Todos nós temos nossa própria história, e nesse sentido as estatísticas podem tornar-se pessoais.
Dizem que a paternidade é como dançar. Você dá um passo, o seu filho dá outro. Eu descobri que os pais começarem a se dedicar aos seus filhos é apenas metade da história. A outra metade está em preparar os filhos para voltar a aceitar os seus pais.
Quando eu era muito jovem, eu lembro que nós tivemos uma cadela maluca chamada "Black Girl", uma mistura de lobo e retriever. Ela não só não tinha nada de um cão de guarda, mas ela era uma coisinha tão assustada e nervosa que era uma maravilha quando ela não desmaiava cada vez que um caminhão buzinava na rua, ou uma chuva forte caía sobre Indiana. Minha irmã Janet e eu demos a esta cadela tanto amor, mas ela nunca recuperou o sentimento de confiança que havia sido roubado dela por seu dono anterior. Sabíamos que ele costumava bater nela. Nós não sabemos com o quê. Mas o que quer que fosse, foi suficiente para sugar o espírito confiante de um cão.
Muitas crianças de hoje são filhotes feridos que não tiveram atendida sua necessidade de amor. Eles não poderiam se importar menos com seus pais. Deixados à própria sorte, eles estimam a sua independência. Eles se mudaram e deixaram para trás seus pais.
Depois, há os casos muitos piores, de filhos que abrigam animosidade e ressentimento para com seus pais, de modo que qualquer sugestão do que possam fazer por seus pais é repelida violentamente.
Esta noite, eu não quero que nenhum de nós cometa este erro. É por isso que eu estou convidando filhos de todo o mundo - começando com todos nós aqui hoje - para perdoar nossos pais, se sentiu desprezado. Perdoá-los e ensiná-los a amar novamente.
Vocês provavelmente não ficarão surpresos ao saber que eu não tive uma infância idílica. O choque e a tensão que existme no meu relacionamento com meu pai estão bem documentados. Meu pai é um homem duro, muito duro, e ele exigiu-me duramente, e aos meus irmãos, desde a mais tenra idade, ter o melhor desempenho que poderia ter.
Ele tinha grande dificuldade em demonstrar afeto. Ele nunca me disse que me amava. E ele nunca me parabenizou também. Se eu fazia um grande show, ele dizia que foi um bom show. E se eu fazia um bom show ...[chora] ...ele não dizia nada.
Sua intenção parecia, acima de tudo ...[chora] - eu preciso de um lenço, me desculpem... Sua intenção ...[chora em silêncio] - me perdoem... Sua intenção parecia, acima de tudo, fazer de nós um sucesso comercial. Era a isso que ele era mais dedicado. Meu pai era um gênio da administração e eu e os meus irmãos devemos nosso sucesso profissional, em grande parte, à maneira enérgica com que ele nos pressionou. Ele me treinou como um showman e sob sua direção, eu não podia perder um passo.
Mas o que eu realmente queria era um pai. Eu queria um pai que me demostrasse amor. E meu pai nunca fez isso. Ele nunca disse "eu te amo" me olhando diretamente nos olhos, ele nunca brincou de jogar comigo. Ele nunca me carregou nas costas, ele nunca fez querra de travesseiros comigo, ou de balão d'água.
Mas eu me lembro de uma vez, quando eu tinha uns quatro anos, houve um pequeno carnaval e ele me pegou e me colocou em um pônei. Foi um pequeno gesto, provavelmente algo que ele esqueceu cinco minutos depois. Mas eu tenho um lugar especial no meu coração para este momento. Porque isso é como são as crianças, as pequenas coisas significam muito para elas. Elas significam muito. E para mim, aquele momento significava tudo. Eu só experimentei isso uma vez, mas isso me fez sentir muito bem, sobre ele e sobre o mundo.
Mas agora eu mesmo sou um pai, e um dia eu estava pensando em meus filhos, Prince e Paris, e o que eu queria que eles pensassem de mim quando crescerem. Com toda certeza, eu gostaria que se lembrassem como eu sempre quis tê-los comigo para onde quer que eu fosse, e como eu sempre tentei colocá-los antes de tudo. Mas também há desafios em suas vidas. Porque os meus filhos são perseguidos por paparazzi, eles não podem sempre ir a um parque ou a um filme comigo.
Assim, e se eles crescerem e tiverem ressentimentos contra mim e contra a a forma como minhas escolhas afetaram sua infância e sua juventude? Eles podem se perguntar: "Por que não tivemos uma infância normal como todas as outras crianças?" E nesse momento, eu rezo para que meus filhos me dêem o benefício da dúvida e digam para si mesmos: "Nosso pai fez o melhor que podia, dadas as circunstâncias únicas que ele enfrentou. Ele pode não ter sido perfeito, mas ele era um homem caloroso e decente, que tentou nos dar todo o amor do mundo".
Espero que eles sempre se concentrem nas coisas positivas, nos sacrifícios que fiz voluntariamente pelo bem deles, e não critiquem aquilo de que tiveram de abrir mão ou os erros que cometi, e que, certamente, continuarei a cometer na criação deles. Todos fomos filhos de alguém, e sabemos que, apesar dos melhores planos e esforços, erros sempre acontecem. Isso é simplesmente ser humano.
E quando eu penso sobre isso, em como espero que os meus filhos não me julguem com indelicadeza, e perdoem meus defeitos, sou forçado a pensar em meu próprio pai e, apesar de meus desmentidos anteriores, sou forçado a admitir que ele deve ter me amado. Ele me amava, e eu sei disso.
Houve momentos em que ele o demonstrou. Quando eu era criança eu tinha uma guloseima preferida - todos nós tínhamos. Meu pai... ele tentou. Mas, minha favorita eram donuts e meu pai sabia disso. Assim, a cada poucas semanas eu descia de manhã e lá na mesa da cozinha estava um saco de donuts - nenhum bilhete, nenhuma explicação - apenas os donuts. Era como Papai Noel.
Às vezes, eu pensava em ficar esperando até tarde da noite, para que eu pudesse vê-lo deixá-los lá, mas assim como com o Papai Noel, eu não queria estragar a magia por medo de que ele nunca mais voltasse a fazer isso novamente. Meu pai tinha que deixá-los secretamente durante a noite, assim ninguém poderia pegá-lo com a guarda abaixada. Ele estava com medo da emoção humana, ele não compreende nem sabe como lidar com ela. Mas ele sabia dos donuts...
E quando eu permito que as comportas se abram, há outras memórias que retornam, as memórias de outros pequenos gestos, que apesar de imperfeitos, mostram que ele fez o que podia. Portanto, esta noite, em vez de se concentrar no que o meu pai não fez, quero me concentrar em todas as coisas que ele fez para, da sua forma particular, enfrentar os desafios pessoais. Quero parar de julgá-lo.
Eu comecei a refletir sobre o fato de que meu pai cresceu no Sul, em uma família muito pobre. Ele nasceu durante a Depressão e seu próprio pai, que lutou para alimentar seus filhos, mostrava pouca afeição para com a família e criou meu pai e seus irmãos com um punho de ferro. Quem poderá imaginar como era crescer um pobre homem negro no Sul, roubado de sua dignidade, destituído de esperança, lutando para se tornar um homem em um mundo que via meu pai como inferior? Fui o primeiro artista negro a ser tocado na MTV e eu me lembro como foi um grande feito naquela época. E isso foi na década de 80!
Meu pai mudou-se para Indiana e agora tinha sua própria grande família para cuidar, trabalhando longas horas nas fábricas de aço, o trabalho que mata os pulmões e humilha o espírito, tudo para sustentar sua família.
É de se admirar que ele tenha dificuldades para expor seus sentimentos? Trata-se de algum mistério o que endureceu o seu coração, o que levantou as muralhas emocionais? E acima de tudo, é de se perguntar porque ele estimulou seus filhos tão duramente para ter sucesso como artistas, de modo que pudessem ser salvos do que ele sabia ser uma vida de indignidade e da pobreza?
Eu comecei a ver que mesmo a dureza do meu pai era um tipo de amor, um amor imperfeito, com certeza, mas amor mesmo assim. Ele forçou-me porque me amava. Porque ele queria que jamais nenhum homem olhasse de cima para seus filhos.
E agora, com o tempo, em vez de amargura, sinto bênção. No lugar da raiva, eu encontrei o perdão. E no lugar de vingança, eu encontrei reconciliação. E minha fúria inicial lentamente deu lugar à piedade.
Quase uma década atrás, fundei uma organização chamada "Heal The World". O nome era algo que eu sentia dentro de mim. Mal sabia eu que, como Shmuley mais tarde recordaria, estas duas palavras são o fundamento das profecias do Velho Testamento. Eu realmente acredito que podemos curar esse mundo, que está repleto de guerra e genocídio, ainda hoje? E eu realmente acho que podemos curar nossas crianças, as mesmas crianças que, como os jornais relataram esta manhã, podem entrar em um colégio em San Diego e abater dois alunos maravilhosos, apenas no início de suas vidas? Uma lembrança terrível das armas e do ódio que atingiu Columbine há quase dois atrás. Ou crianças que podem bater num bebê indefeso até à morte, como a trágica história de Jamie Bulger? É claro que sim. É claro que sim ou eu não estaria aqui esta noite.
Mas tudo começa com o perdão, porque para curar o mundo, nós primeiramente temos que curar a nós mesmos. E para curar as crianças, nós primeiramente temos que curar a nossa criança interior, todos e cada um de nós. Como um adulto, e como um pai, eu percebo que não posso ser um ser humano completo, nem um pai capaz de amor incondicional, até que eu adormeça os fantasmas da minha própria infância.
E é isso que eu estou pedindo a todos nós para fazer esta noite. Viver até o quinto dos Dez Mandamentos. Honrar seus pais por não julgá-los. Dê-lhes o benefício da dúvida.
É por isso que eu quero perdoar meu pai e parar de julgá-lo. Eu quero perdoar meu pai, porque eu quero um pai, e este é o único que eu tenho. Quero o peso do meu passado tirado dos meus ombros e eu quero ser livre para entrar em um novo relacionamento com meu pai, para o resto da minha vida, sem interferência dos fantasmas do passado.
Em um mundo cheio de ódio, é preciso ainda se atrever a ter esperança. Em um mundo cheio de raiva, ainda temos que ousar confortar. Em um mundo cheio de desespero, temos ainda que ousar sonhar. E em um mundo repleto de desconfiança, é preciso ainda ousar acreditar.
Para todos vocês esta noite, que se sentem decepcionados com seus pais, peço-lhes para deixar para trás seu desapontamento. Para todos vocês esta noite que se sentem enganados por seus pais e mães, eu peço que não enganem mais. E para todos vocês que querem se afastar dos seus pais, peço-lhe que estendam a mão para eles, em vez disso. Eu estou pedindo a vocês, estou pedindo a mim mesmo, para dar aos nossos pais a dádiva do amor incondicional, para que também eles possam aprender a amar conosco, seus filhos. Assim o amor vai finalmente ser restaurado para um mundo desolado e solitário.
Shmuley uma vez contou-me uma antiga profecia bíblica que diz que um mundo novo e um novo tempo viria, quando "o coração dos pais seria restaurado através dos corações dos seus filhos". Meus amigos, NÓS estamos nesse mundo, NÓS somos os filhos.
Mahatma Gandhi disse: "Os fracos nunca podem perdoar. O perdão é o atributo do forte." Hoje à noite, seja forte. Além de ser forte, levante-se para o maior desafio de todos - para restaurar essa aliança quebrada. Todos temos de superar qualquer efeito deformante que nossa infância possa ter tido em nossas vidas e, nas palavras de Jesse Jackson, perdoar uns aos outros, resgatar uns aos outros e seguir em frente.
Este convite ao perdão pode não resultar em "momentos de Oprah" em todo o mundo, com milhares de filhos se reconciliando com os pais, mas será pelo menos um começo, e todos nós vamos ser muito mais felizes como resultado.
E assim, Senhoras e Senhores, concluirei meus comentários hoje à noite, com fé, alegria e emoção.
Deste dia em diante, deixe uma nova canção ser ouvida.
Deixe que a nova canção seja o som de crianças risonhas.
Deixe que a nova canção seja o som de crianças brincando.
Deixe que a nova canção seja o som de crianças cantando.
E deixe que a nova canção seja o som de pais escutando.
Juntos, vamos criar uma sinfonia de corações, maravilhados com o milagre de nossas crianças e deleitando-se na beleza do amor. Vamos curar o mundo e queimar sua dor.
E que possamos todos fazer uma bela música juntos.