Com este post sobre a cervejaria Antares em Buenos Aires, posso assegurar que o Mesa Pra 1 fez a mais completa rota de cerveja artesanal existente em Buenos Aires, contendo 6 indicações interessantíssimas: Buller Pub & Brewery, Cervelar - La Tienda de Cervezas (infelizmente fechado, mas claramente indicado em nossa seleção), Cruzat Beer House, The Kilkenny Irish Pub, Bar El Federal e finalmente a Cervejaria Antares, provavelmente a maior e mais conhecida de todas.
A nossa visita nesta cervejaria ocorreu em 2009, quando, por acaso, meu amigo Cassiano e eu andávamos pelas redondezas do albergue que ficávamos em Palermo (na minha opinião, o melhor bairro para se hospedar em Buenos Aires). Descobrimos o lugar sem querer, mas posso afirmar que não faltaram motivos para permanecer no local.
Assim como o Buller Pub & Brewery, a Antares também possui sistema de degustação, porém com 8 tipos diferentes de cerveja: Kölsch, Scotch, Porter, Honey Beer, Cream Stout, Barley Wine, Imperial Stout, além de 1 especial, de trigo, que foi produzida especialmente naquela época. No site, podemos observar que existem 8 cervejas produzidas sazonalmente, como por exemplo: Pilsen, Tripel, Pale Ale, Witbier, etc...
O ambiente é muito bonito, moderno e a baixa luminosidade reina, o que me agrada muito e favorece o flerte. Pela foto que tirei do lugar, estava sendo projetado o desenho da pantera cor-de-rosa em uma das paredes. O que demonstra bom gosto por parte dos funcionários.
O preço do pint de cada uma das cervejas gira em torno de 17 pesos e o meio pint custa por volta de 10 pesos.
A cervejaria pode ser encontrada em 10 endereços diferentes, espalhados pela Argentina. Visite o site da cervejaria Antares para conferir o mais próximo de seu destino!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A rota da cerveja artesanal de Buenos Aires pt. 5 - Cervejaria Antares
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A rota da cerveja artesanal de Buenos Aires pt. 4 - Bar El Federal
Caso você procure por rota de cerveja artesanal ou turismo cervejeiro em Buenos Aires, dificilmente encontrará este comentários sobre este local, o Bar El Federal, um bar histórico (aberto em 1964) localizado no tradicional bairro de San Telmo, no cruzamento das ruas Peru e Carlos Calvo.
Provavelmente por ser o menos turístico de todos os que já falei até agora ou do que ainda falarei. O ambiente, você perceberá isso, é praticamente o mesmo desde a abertura. As mesas, de madeira, são constantemente utilizadas como lousa e percebe-se várias palavras escritas.
Outro ponto positivo é a existência de amendoim open-bar: existe um recipiente imenso, cheio de amendoins, que você pode encher sua cumbuca e comer, enquanto degusta a cerveja fabricada no local.
Infelizmente estava satisfeito e não consegui comer nada, mas, pela cara dos pratos que passavam por mim, adicionado ao fato do local estar cheio de argentinos, posso assegurar que a comida é boa, farta e não é cara.
A cerveja, que eu não lembro o nome, é fabricada no local mesmo, embora não seja possível visualizar os tonéis de fermentação ou outro equipamento típico. Me limitei apenas a questionar o garçom que afirmou produzir a cerveja no próprio local.
A cerveja, que custou cerca de 13 pesos, pela aparência era de trigo. Ok, podem me culpar pela falta de detalhes, eu aguento. Porém, não se esqueçam que toda a rota de cerveja artesanal de Buenos Aires que vocês estão lendo foi feita em um dia e na sequência e, até o momento, degustei 1,1 litro de cerveja na Buller, 3 long necks no Cruzat e 1 litro de cerveja no The Kilkenny Irish Pub.
O bar El Federal vale pela experiência de beber mais uma cerveja artesanal em Buenos Aires, pelo clima nativo/local e deve valer pela comida. Caso alguém conheça ou experimente, em algum momento, a comida do local, deixe seu comentário.
O próximo, e último, post será sobre a Antares.
Bar El Federal
Peru esquina Carlos Calvo
Buenos Aires, Argentina
(0)11 4300 4313
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06:41
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A rota da cerveja artesanal de Buenos Aires pt. 3 - The Kilkenny Irish Pub
Saindo do Cruzat, fui direto pro The Kilkenny Irish Pub, rezando para que, desta vez, o local estivesse aberto.. e estava! Porém estava recém-aberto... e quando entrei, quase que nem os garçons estavam presentes ainda, porém quem estava lá, não hesitou em me servir.
O local, por dentro, parece realmente um irish pub, pelo menos o que conheci em Dublin: ambiente grande, quase que totalmente em madeira, várias 'bocas' de chopp. Por fora, é extremamente bonito!
Enquanto tomei 3 copos de chopp, algumas pessoas já começavam a adentrar no local por volta das 20:00h. Os nativos com quem conversei me informaram que o local costuma ficar muito cheio por volta das 23:00h, portanto, recomenda-se chegar antes disso.
As cervejas artesanais servidas no The Kilkenny Irish Pub são da cervejaria Gambrinus: Celtic Stout, Gaelic Pale Ale e Premium Pilsen.
A Celtic Stout é uma Dry Stout muito boa, com sabores de torrefação e café, o amargor bem presente e a sensação final seca. A Gaelic Pale Ale, parece ser uma English Pale Ale ou talvez até mesmo uma Extra Special Bitter pela sua lupulagem intensa. Uma cerveja muito bem feita com sabor de caramelo e lúpulo e um amargor intenso e duradouro. Deliciosa! Ela também é servida nitrogenada (retirei esta descrição do site Para Que Você Cerveja, que fez uma série de posts muito parecida com a minha.
The Kilkenny Irish Pub
Site do local
Marcelo T. de Alvear 399
Buenos Aires, Argentina
(0)11 4312 9179
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A rota da cerveja artesanal de Buenos Aires pt. 2 - Cruzat Beer House
Após o Buller Pub & Brewery peguei o táxi e fui direto para o The Kilkenny Irish Pub, porém, o estabelecimento abre apenas por volta das 20h e eu não tinha essa informação, obviamente. Sabia que ali do lado tem o Cervelar Tienda de Cervezas. Resolvi ir a pé. Porém ai sim eu fui surpreendido novamente com as portas fechadas também! Também pudera: a região não é das mais movimentadas de Buenos Aires e o Cervelar é uma espécie de loja especializada em cervejas artesanais que também funciona como bar, para que você deguste as cervejas no próprio local. Visitem o site do local e descubram o horário de funcionamento de uma das principais casas de cerveja artesanal de Buenos Aires.
Admito que começou a rolar um medo de que a próxima tentativa estivesse fechada também. Sendo assim, resolvi ir andando para o Cruzat Beer House. A caminhada foi muito bem recompensada: a quantidade de cervejas artesanais existentes no Cruzat é fantástica. Existem mais de 150 estilos diferentes de cervejas.
Enfim, o Cruzat fica em uma região mais movimentada da cidade e dentro de uma espécie de galeria com outros estabelecimentos. Com uma decoração demi-rústica, dependendo da hora que você chega, você encontrará os músicos passando o som no 2° andar ao mesmo tempo em que uma música medieval toca como som ambiente. Me recordo de ter saído por volta das 19h do local, ou seja, cheguei beeem cedo!
Cheguei relativamente cedo, visto que os portenhos tem o hábito de sair mais tarde. Havia alguns casais trocando carícias em um ambiente agradável e relativamente claro demais. Não sei se conforme o tempo passa, as luzes se apagam. As geladeiras com as cervejas artesanais ficam à mostra... só para atiçar ainda mais!
Peguei o cardápio e comecei a minha aventura com uma Sixtofer IPA de 6% de graduação alcoólica. Natural da Argentina. Muito boa!
Dei continuidade aos trabalhos com uma cerveja Kunstmann Torobayo. Uma Pale Ale Chilena, de produção limitada e 5% de graduação alcoólica. Respeitada. Horrível. Sim... não gostei não.
Uma cerveja argentina que me chamou muito a atenção foi a Beider Ginger Ale. Nunca havia tomado cerveja com/de gengibre. E como quem está no inferno abraça o capeta, corri de braços abertos em direção ao Beuzebu. Você também encontra as cervejas Beider Strawberry Ale e Peach Ale, bem como a Porter Chocolate. Olha, tem que gostar de gengibre, viu! Sorte a minha que gosto, mas não é o tipo de cerveja que você pediria 2.
Parei por aqui, pois sabia que ainda tinha muito a ser percorrido na noite! Aguardem os próximos posts!
Cruzat Beer House
http://www.cruzatba.com
Sarmiento 1617 Paseo la Plaza
Buenos Aires, Argentina
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06:19
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
A rota da cerveja artesanal de Buenos Aires pt. 1 - Buller Pub & Brewery
A primeira coisa que vem à cabeça quando falamos de Buenos Aires é um monte de coisa (que eu não falarei aqui) exceto cerveja, certo? Errado! A não ser que você seja uma das 1.300.000 pessoas que votaram no Tiririca. Caso você não esteja contido neste universo (o que remete às aulas de matemática: contido/não-contido; contém/não-contém) pretendo te ajudar com algumas dicas de lugares que vendem cervejas artesanais, provenientes da minha última visita à capital portenha, pois caso você não saiba, a província de Buenos Aires é uma das regiões com a maior quantidade de cervejas artesanais do mundo.
Reservei um sábado inteiro (leia-se: entre 16:00h e 03:00h) apenas para vagabundear por bares que fabricam cervejas artesanais em Buenos Aires, e/ou, vendem cervejas artesanais da Argentina. Finalizei a noite no Pub Crawl BA, apenas para me socializar um pouco mais e não parar de beber!
Minha primeira parada foi o Buller Pub & Brewery, localizado na Recoleta, logo atrás do cemitério e, apesar de estar localizado em um lugar relativamente turístico, para minha sorte, quando entrei, estava relativamente vazio. Porém, tive a vergonha de presenciar um fato ridículo: um brasileiro chegou no balcão e pediu, de uma maneira bem displicente, uma cerveja 'cristal'. A garçonete entendeu 'stout'. Meu, quando que alguém vai em um bar e pede uma cerveja 'cristal'? Que vergonha que me deu nesse momento. Apesar da culpa total do cliente, a garçonete, educadamente (quase que esquecendo suas origens argentinas) entendeu a situação e serviu uma cerveja clara para o ser leguminoso.
Dentro do bar, é possível visualizar os tonéis de fermentação, bem como os demais aparatos necessários para o processo de fabricação da cerveja.
A casa possui 6 tipos de cerveja:
- Light beer: utiliza lúpulos europeus; baixo amargor; 4,5° de graduação alcoólica
- Dry stout: utiliza 8 variedades de malte; sabor de café e caramelo; 5,8° de graduação alcoólica
- India Pale Ale: utiliza lúpulos alemâes; alto amargor; 6.0° de graduação alcoólica
- Hefeweizen: trigo; leve sabor de banana; 5.0° de graduação alcoólica
- Honey beer: utiliza mel (obviamente) originário do sul da província de Buenos Aires; 8.5° de graduação alcoólica
- Oktoberfest: utiliza muito malte Viena e Munique; baixo amargor; 5.5° de graduação alcoólica
Assim como a cervejaria Antares, é possível pedir um menu degustação com todos os tipos de cerveja e para petiscar, recomendo a porção de empanadas que conta com um diferencia: a massa das empanadas é um tipo de massa folhada, diferente, no bom sentido, da massa tradicional de empanada. Se não me engano, a degustação com 6 copos de 100ml cada custa cerca de 25 pesos e a porção com 4 empanadas custa 12 pesos.
Buller Pub & Brewery
http://www.bullerpub.com
Pres. Roberto M. Ortiz 1827
Buenos Aires, Argentina
(0)11 4808 9061
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20:00
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 7 - Tomo 1
Tudo começou com uma tentativa frustrada de ir ao La Vineria de Igualterio Bolivar. Porém, o mesmo não abre às segundas-feiras (esteja este plural certo ou não). Desta forma, meu colega Alexandre, pesquisou sobre os melhores restaurantes de Buenos Aires. Em duas listas dos 10 melhores, o número 1 era o mesmo: TOMO 1. Nestas resenhas limos que havia um menu degustação de 6 passos por uns 200 pesos mais ou menos. Resolvemos conferir, passada a hesitação inicial.
O restaurante fica no 'sobre-piso' (se é que posso chamar dessa forma) do Hotel Panamericano, apesar de ter uma entrada, e elevador, próprios. O que dá um ar mais personalizado.
Apesar das recomendações, não fizemos reserva e tinha lugar sobrando. Não estava vazio, mas tinha lugares sobrando. O bar possui um balcão totalmente disforme para os clientes e uma bancada para que sejam preparados eventuais drinques do cardápio. O ambiente com pouca luz, e não escuro, o que me agrada muito, é, relativamente antigo (entenda apenas que não seja moderno, não que seja velho!).
Ao pedirmos o cardápio, fomos surpreendidos novamente pela ausência do menu degustação. O mais próximo que encontramos foi um menu de 3 passos por 180 pesos. Sem vinho, sem água, sem porra nenhuma. Questionamos o garçon que imediatamente chamou o educadíssimo Lucas Frattini para esclarecer nossas dúvidas. Perguntamos pelo menu degustação. Ai, ele foi surpreendido pela nossa pergunta. Percebi uma certa hesitação da parte dele, mas admiro sua astúcia pois rapidamente ele deu uma leve desconversada até informar que o menu degustação não estava escrito, apesar de existir, dependendo da disponibilidade das chefs. E, de antemão, ele já nos sinalizou que o valor do menu degustação seria de 450 pesos com direito a 8 passos. Pedimos que fosse averiguar com as chefs Ada e Ebe Concaro esta possibilidade. A resposta, para nossa sorte foi afirmativa.
Meu colega, um raro conhecedor de vinhos no meu círculo social, ao abrir a carta, não hesitou um instante sequer para escolher o Angelica Zapata, Chardonnay, 2005. Aprovado em 100% pela minha ignorância.
O que segue a partir de agora é uma avalanche de qualidade, criatividade, sabores intensos e variedade.
O cuidado foi tamanho que, quando pedi, no início da degustação, que fosse escrito o nome dos pratos em um papel para que pudesse guardá-los, não imaginava que seria entregue uma 'carta', com o adesivo do restaurante, e um papel timbrado, impresso, todos os 10, sim... foram 10 passos, do menu. Além, obviamente dos pães, torradas e manteigas de entrada.
Canapé de berenjenas, tostón con aceitunas negras e pimientos ou Canapé de beringelas, uma espécie de creminho de azeitona e pimentas. Eu, que não gosto de beringela, gostei!
Tapeo de chipirones rebosados con sus dips ou a nossa lulinha à doré. Destaque também para os 3 potinhos nas cores laranja, rosa pink e rosa claro, com molhos deliciosos E a crocância E o não excesso de fritura. Hávia (reparem na base do receptáculo das lulas) algumas coisinhas verdes fininhas e molinhas... saborosíssimas.
Vieiras gratinadas en sus jugos com juliana de apio. Aqui, é uma colherada em cada, com tudo que tem direito e com uma colher, que por falha minha não foi fotografada, mas com um formato peculiar, que deve ser o correto)
Crema de hinojos y su bizcocho crocante. Vejam e eu pude comprovar: é um creme e não uma sopa de erva-doce. Não é tão denso quanto um creme, nem tão líquido quanto uma sopa. É, apenas, muito bom!
Dumpling de camarones a la manera de Tomo I. O que curti aqui, além do sabor, obviamente, é que esse dumpling de camarão, veio servido, praticamente, dentro de um copo. Reparem que em muitos pratos há muitos verdinhos.
Ravioli de pato com lamina de mango. Não tinha comido pato antes, quiçá com manga que também não está no hall da fama das minhas frutas preferidas. Mas a textura da massa, com a da carne... e a manga quase que defumada ou cozida, molinha... é de perguntar se vende de 100 unidades.
Codorniz sobre vegetales aromáticos y chutney de frutas. Codorna é codorna. Vegetal é vegetal. Fruta é fruta. O que me surpreendeu aqui, foi o chutney de frutas que são uvas passas e outras coisinhas com a codorna!
Bife de lomo com cebollas caramelizadas, flores de coliflor y su puré. Aqui eu parei tudo joguei a mão pro céu e gritei: MEU DEUS! O filet-mignon (acho que era isso) ALTO, dava para, quase ser cortado com o garfo de tão macio. Quem me conhece, sabe que eu adoro cebola caramelizada. Junto com o dumpling de camarão, ponto alto da noite. Os demais ficaram coisa de décimos abaixo apenas.
Bouquet de hojas verdes con frutos secos, queso brie y nuestro paté. Não é salada! É um bouquet de folhas verdes com muito queijo brie e o patê da casa! Isso porque eu não falei dos grãos de bico! Duros, mas comestíveis, ainda... coisa que eu nunca tinha comido, provavelmente devido à minha ignorância gastronômica.
Parfait de chocolate al Cointreau. 'Parfait' que no latim é 'estrategía', em inglês é 'strategy', em francês é 'perfeito'. Na minha concepção, não tenho capacidade literária suficiente para falar algo sobre o 'perfeito' além da prepotência e de que estava realmente bom... Cointreau com chocolate é foda... ouvi dizer que até com café fica bom também. Experimentarei com água!
Mousse de maracuyá con frutas frescas. SIM! Vieram duas sobremesas, uma para cada pessoa. Experimentamos a de ambos. Aqui, a consistência do mousse é algo de impronunciável de bom!
Vale ressaltar que, quando chegou a carne vermelha, que orna melhor com vinho tinto, todos sabem, coincidentemente, nosso vinho branco estava no final. A partir de então, as taças de vinho vermelho não pararam de vir em nossa mesa... por conta da casa! Muito delicado, não?
Enfim... praticamente o D.O.M. de Buenos Aires.
Tomo 1
http://www.tomo1.com.ar
Carlos Pellegrini 521
1009 Buenos Aires, Argentina
(0)11 4326 6698
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domingo, 5 de setembro de 2010
O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 6 - Las Cabras
Minutos depois de ser aconselhado pelo taxista a 'escolher lugares mais seguros para ir', sai, praticamente desnorteado em busca de um lugar pra comer.
Aqui em Buenos Aires, pelo menos em Palermo, é muito comum que o restaurantes coloquem mesas e cadeiras, obviamente, nas calçadas e muitas vezes estes lugares são mais disputados que a parte interna dos estabelecimentos. No caminho, me lembrei de ter passado em vários restaurantes assim e resolvi ir no que tinha mais gente, supondo que fosse o melhor.
Parei no restaurante Las Cabras, um lugar em que a hostess não tinha tempo sequer de tirar dúvida de clientes: ou anotava no papel seu nome e quantidade de pessoas ou estava levando pessoas às mesas. Vários argentinos se aglomeravam no pouco que sobrava da calçada, cheia de mesas e cadeiras.
Ela me avusou que demoraria de 20 a 30 minutos, porém não esperei mais do que 15 e neste tempo observei que o prato que mais era servido era a temível parrillada. Caso vocês tenham curiosidade de saber o porque do 'temível', peço a gentileza de lerem minha experiência prévia sobre parrillas argentinas: http://mesapra1.blogspot.com/2009/04/chinchulin-coprofagia-argentina.html. Como dito anteriormente, não tenho culhões suficientes para uma nova parrillada, portanto não a pediria. Resolvi pedir uma das carnes que faz parte da parrillada, o 'asado de tira', que, naquele estabelecimento é feito em forno à lenha.
Particularmente, gosto de restaurantes em que há giz de cera para desenhar no papel. Este, é um deles.
Muito engraçado a atitude das garçonetes: se elas precisarem de algo que está na sua mesa, elas pegam deliberadamente. Logo que sentei, a mesa do lado pediu sal. Sem pensar duas vezes, a garçonete pegou o que estava na minha mesa. Durante nossa refeição (a minha e a da mesa do lado) compartilhávamos educadamente o sal. Algumas vezes até já prevíamos a necessidade do sal e oferecíamos sem que fosse preciso pedir. Outro momento, a garçonete precisava de um copo. BINGO! O da minha mesa foi escolhido!
Como de costume, pão e manteiga. Nada a declarar... na média, normalzão. Porém, a garçonete, podia ter colocado perto de mim, né? Observem:
O prato, ou melhor, a tigela de barro em si, veio como estava no cardápio, com salada. Dependendo do prato que você pede, ele pode ser servido também em um prato de madeira, como pude observar em outras mesas.
Curiosamente, digo curiosamente porque duvido que os argentinos pensaram nisso, vieram 3 pedaços de 'asado de tira' e um deles em um ponto distinto, que os classifico como: pouco mal passado, relativamente no ponto e passado quase que pra cacete. Carne suculenta. Gostosa. Satisfez bem!
A salada, sem tempero algum. Mesmo depois do sal, não consegui aproveitar muito do sabor de um suposto molho que tinha ali.
Preço justo (uns 60 pesos com as bebidas). Ambiente arborizado. Comida boa. Quero voltar pra comer outro prato que me chamou a atenção, mas pelas imagens que vi, seria muuuuuuuuuuuuuuuuuuita comida pra mim e pelo que eu lembro, seria um frango com purê misto de batata e abóbora, com batata e/ou salada e/ou outras coisas que eu não lembro bem.
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18:05
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 5 - Olsen
Achei este restaurante enquanto procurava o endereço do Tegui no Google Maps. Depois, falei com um, falei com outro, li algumas resenhas... mas nada estava sendo suficiente para me convencer a ir, até que li que o restaurante tem 60 TIPOS DIFERENTES DE VODKA! Qdo li isso, pensei: mesmo q seja em Buenos Aires, vou! Foi quando me dei conta que estava em Buenos Aires, mais precisamente a cerca de 900 metros do lugar!!! Impossível não conferir!
Fui jantar, e por isso não pude observar a beleza do jardim do restaurante, porém, como estava frio, jantei com a lareira cheia de fogo... bem no centro do ambiente!
Obviamente que vieram os pães, uma espécie de donuts/bagel em uma forma bem interessante, com 2 patês. Belisquei todos e matei os patês. Por pouco não fiquei brincando de 'jogar argola' na mesa.
Observando o cardápio fiquei ultré-feliz, pois não eram preços abusivos, exceto por algumas vodkas, que chegavam a custar 60 pesos, 1 dose. Fui direto no 3 x 3 Smorrebrod. Esse Smorrebrod são umas entradinhas escandinávias, ou da Dinamarca, com 3 doses de vodka: Absolut, Absolut com suco X, Absolut Y com suco Z. Por cerca de 35 pesos.
Antes de pedir o prato principal, fui obviamente nas vodkas. Resumindo a história, pedi para eles me falarem as vodkas disponíveis porque fui sorteado a pedir 5 vodkas que não tinham. Provavelmente das 60, 55 eles tinham, porém é muito chato pedir 5 diferentes e não ter nenhuma. Mas, sendo bem sincero, já tinha bebido no hotel, já tinha bebido as 3 doses de vodka absolut... eu estava mais dando risada com a mina que me atendeu do que puto. Isso me lembra outro ponto: eu pegaria todas as garçonetes. Pegaria de um modo escandiávio... fortemente escandinávio. Aliás, todos, homens e mulheres que trabahavam no Olsen, vestiam o mesmo modelo, exceto a caixa, que usava o mesmo modelo porém de outra cor.
Pedi uma vodka Svaritch!
Enfim, o prato: bondiola ahumada Olsen, salsa de frutas rojas, puré de papas y dill. Por meros 52 pesitos. Perguntei á garçonete que me confirmou ser a especialidade da casa. Sério... uma carne extremamente gostosa (é de porco, não?), que desfiava um pouco, mas não mais do que o suficiente e o molho de frutas vermelhas, doce no ponto certo. E dill com batata é igual dill com peixe, orna que é uma beleza!
Depois do prato pedi uma vodka para fechar a conta: Luksusowa.
Sai de lá, dando risada, mas de felicidade, desta vez... tranquilo... caminhando sob uma chuva bem fina os 920m que me separavam da cama, sabendo que o preço foi muito justo (156 pesos), comida muito boa e atendimento, na medida do possível, bom.
Se alguém me perguntar se não teve nenhum ponto negativo, eu diria que pelo bar ser bem perto das mesas, o liquidificador usado para fazer alguns drinks chega a incomodar um pouco, mas talvez só me reparei por estar sozinho, me atentando a tudo que ocorria no restaurante!
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13:16
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