quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carpinejar



    "Quando estamos sozinhos, somos pela metade.
Quando somos dois, somos um.
Quando deixamos de ser um dos dois, 
não somos nem a metade que começamos a história."


     Feira do Livro do Seridó. Interior do Rio Grande do Norte. Um sotaque gaúcho ecoava numa noite amena, em pleno semi-árido da cidade de Caicó-RN. Cheguei, sentei perto, parecia um bate-papo animado de um grupo de amigos sobre assuntos que falavam de amor, de relacionamento, do encontro/conflito homem-mulher, mulher-homem.

    E lá, conduzindo tudo isso, uma figura comprovando sua fidelidade às coisas que escreve, muito bem. Um apaixonado pelo que faz; apaixonado pela mulher amada e uma pessoa que, sem a armadura (de longe, uma voz firme e um jeito intenso; de perto, uma simplicidade só), é um doce: Fabrício Carpinejar. Escritor (como seu pai), jornalista e professor universitário. Eu, como seguidora do seu blog, fui conferir tudo de perto!


 Eu e Fabrício Carpinejar. Caicó-RN, 24/09/2011.


 "Beijar os olhos é devolver o que não foi visto em todos os beijos."
  

 "Não desejo encontrar alguém que me complete, é pouco, 
mas que me transborde, até o final cansar e ser só início."
  
 "Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. 
Aperto suave, que pode virar colo. 
Alento tenso, que pode virar despedida. 
Abraço é confissão.
Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. 
Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. 
Abraço é para atravessar o nosso corpo."


"Como eu amo quem se importa em amar, apesar de tudo. Apesar de tudo."

 
 *Para conhecer mais: www.carpinejar.blogspot.com

domingo, 18 de setembro de 2011

Trovas que sonhei

     
     Para quem não sabe, a trova é uma modalidade poética (como explico na página Minhas Trovas). E, apesar de parecer um poema fácil, o desafio de criar uma mensagem completa em poucos versos é o que a eleva à categoria de verdadeira pérola no universo poético. Apresento-lhes algumas trovas de minha autoria, retratadas por meio de imagens que traduzem o meu pensamento, no momento em que a inspiração me visitou.


                                       Rio amigo, quando acordo,
                                       sempre foste tão fiel...
                                       Levando o meu sonho a bordo
                                       dos meus barcos de papel...!




                                                      A ausência é tanta, em verdade,
                                        que a minha desilusão
                                        tem a forma da saudade
                                        e os braços... da solidão!!!



                                                                 Sereno é quem, sem temores,
                                         faz de sua caminhada,
                                         um jardim cheio de flores
                                         entre os espinhos da estrada!



                                         Senti o afeto embalando
                                         aquela linda criança...
                                         No abraço da mãe, ninando,
                                         o seu sonho de esperança! 
 
 
 
                                           Uma família sem teto,
                                           repartia o mesmo pão...
                                           Mas sobrava sempre afeto,
                                           no final da divisão...! 
 

 
 
                                         Já não chores, madrugada,
                                         que o orvalho, na linda flor,
                                         cristaliza, na alvorada,
                                         tua lágrima de amor!
  
 
                                         Mara Melinni

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um pouco de mim!



     Esta é uma postagem diferente. Hoje não falarei do amor, nem da tristeza. Venho abrir meu coração àqueles que aqui têm me conhecido um pouco através dos meus versos e prosas, para que conheçam, também, um outro lado do meu perfil.
    



     Então, fica aqui um pouquinho do esporte que, por muito tempo, foi presença obrigatória em minha vida. E que voltou, com força total, preenchendo as áreas vazias do meu dia-a-dia. Ao volleyball, uma das coisas mais importantes que abraço e aos meus amigos que compartilham comigo tantos bons momentos! 




 “Em qualquer atividade, diferenças muito pequenas podem mudar a 
percepção do mundo em relação à nossa capacidade.” 
(Bernardinho)


*Torneio de vôlei realizado em Natal-RN, em 11.09.2011.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ser ou não Ser?






Creio que cada um de nós sabe qual é o nosso limite, considerando habilidades e aptidões. Com base nisso, é razoável definirmos quando julgamos ter dado o nosso melhor.
Mas quando o julgamento depende de outras pessoas, e somos avaliados abaixo do esperado, surge o impasse: - Será que eu realmente dei o melhor de mim?
Para não sofrer nos momentos em que o olhar vem de outrem, precisamos desenvolver um autoconhecimento que nos protegerá do sentimento de injustiça e nos regulará nas horas de louvor.
Afinal de contas, pode ser tudo ou nada. O importante é manter a certeza de nossa autocrítica, pois quando ela existe, sabemos adotar as posturas adequadas, revertendo os reflexos que, por nossa vez, julgamos equivocados.
Sempre é bom lembrar que o respeito deve prevalecer em um julgamento, até porque ele é pessoal. Se bem que... Não custa nada tentar fazer o outro mudar de opinião sobre nós, não é?
Ah... Mas nada de mudar o nosso jeito de ser para agradar ninguém.
Eu? Sou como sou. E é a liberdade de ser assim que me faz feliz do meu jeito.
Eis a questão.

Mara Melinni



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