domingo, 27 de fevereiro de 2011

O valor da amizade

 
     Amigos... Em todos os estágios de nossa vida, lá estão eles. Alguns nos acompanham por toda a trajetória. Outros chegam e, de repente, ocupam espaço, oferecem guarida, companheirismo... E se firmam. Logo a amizade ganha solidez e sobre este alicerce vamos vivendo, erguendo ideais, sonhos, dividindo as intempéries do dia-a-dia... Conseguimos ser mais felizes, temos com quem contar, quem acolher. Mas um dia, inesperadamente, o destino se encarrega de conduzir-nos por caminhos diferentes... E o que fica...? A sensação de um tempo bom e do quanto fomos felizes...



     Os meus últimos meses foram marcados por encontros assim. Conheci pessoas diferentes, de lugares diversos, com personalidades que, nem sempre, tinham a ver comigo. Depois do "estranhamento", de desentendimentos e tempestades, a convivência assumiu um papel essencial e permitiu o início da amizade de um grupo de pessoas que, além de colegas de trabalho, abraçaram suas condições de meros amigos, assumindo - às vezes, com muito custo - seus defeitos e, claro, suas qualidades.



      Com isso, crescia o sentimento de que não estávamos sozinhos. Mesmo com os desencontros, aprendemos a perdoar, a reconhecer os erros e, assim se fez o nosso tempo de amizade. As personalidades e os gênios diferentes afloravam, agora, sob a forma de um todo que sabia se reconhecer.



      Contudo, a vida seguiu depressa... E, sem percebermos, trouxe o inesperado golpe da separação. Foi-se o primeiro amigo... Nos nossos encontros, alguma coisa faltava. Difícil não perceber. Aos poucos, uma nova pessoa se juntava ao grupo e emprestava um pouco de si, diminuindo parte do que era ausência, porém, cada pessoa sempre deixa uma marca particular. Nem o tempo, nem a distância, nem quem quer que seja, pode apagar.



     Hoje, mais um amigo foi buscar sua realização longe de nós. Egoísmo pensar assim? Não. Diria que a tristeza da ausência é compensada pela alegria de saber que, embora distante, alguém que foi - e sempre será - especial encontrará o que tanto procura. A velha amizade talvez perca parte de seu brilho, fique encoberta ou somente adormecida...

     Certo é que a vida parece mudar, pois tudo segue em constante ritmo de transformação... Ficará a lembrança das aventuras, dos planos compartilhados,  dos encontros na roda de amigos, que permanecerá sempre viva, passe o tempo que for. 
 
     Resta-nos, portanto, dar o nosso melhor para preservar os nossos amigos enquanto há tempo, valorizando cada momento em que estamos juntos, reconhecendo o quanto  nos acrescentaram, dizendo-lhes o seu valor ou, simplesmente, sem  dizer nada, falando silenciosamente, por meio de um gesto, de um olhar, de um abraço. 


 
     Afinal, se o destino nos separar de um amigo, só temos uma coisa a fazer: Emprestar as nossas asas para que ele possa voar o mais alto que puder... 
E ser feliz...!!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ser criança...



     Costumo dizer que a infância é a fase mais bela da vida...! É uma época de grandes descobertas, em que o tempo até parece passar devagar, talvez por isso guardemos tantas lembranças desse período tão especial que vivemos.

  A minha infância foi MUITO feliz! Sinto saudade dos meus amigos da rua, das nossas "ideias geniais", das "modas" que seguimos (e também das que inventamos!) e, em especial, do quanto éramos amigos e sabíamos cuidar de nossa amizade!

     Particularmente, carrego comigo o sentimento de um afeto pulsante pelas crianças. Seus olhos trazem a transparência de um lago de águas claras, seus sorrisos refletem a luz do nascer do sol, sua ternura e pureza misturam-se nas brincadeiras.


  
Criança... 

Sonho multicor, com cheiro de flor,
que graça ela tem, correndo já vem...
 Não guarda rancor, espelho de amor,
um anjo do bem, pedaço de alguém...!
                                    (Mara Melinni)


     O poema abaixo foi dedicado a um pequeno anjo que partiu há três anos. Junto dele, sei que hoje brincam outras crianças, a quem estendo, com o mesmo amor, a minha homenagem. 




Por toda a vida
(Ao menino João Hélio Fernandes Vieites,  
que perdeu a vida em um assalto, em 07/02/2007)


                                        A lembrança que agora se renova,
                                        Indo e vindo, como as ondas do mar,
                                        Vem na prece que eternizo,
                                        No silêncio do teu riso
                                        Procurando o nosso olhar.

                                       Todos choram num pranto de saudade,
                                       Relembrando o teu jeitinho de ser...
                                       E dispersam no universo
                                       Flores, juntos num só verso:
                                       “- Nunca iremos te esquecer!”

                                       Que Papai do Céu seja o teu abrigo,
                                       Teu consolo contra qualquer dor...
                                       Brincando sempre ao teu lado,
                                       Num lugar iluminado,
                                       Onde só exista o amor.

                                       Para sempre estarás perto de nós,
                                       na pureza dos gestos de criança...
                                       Como um anjinho sereno
                                       Que, apesar de tão pequeno,
                                       Enche o mundo de esperança!





      Que toda criança tenha o direito a uma vida saudável, a uma família que a ame, a uma escola decente, à alimentação, à moradia, a um mundo sem violência e, sobretudo, ao prazer de brincar e de ser, verdadeiramente, criança!



"Não quero adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa."
(Oscar Wilde)


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O "nosso tempo"!



     Hoje levantei cheia de ideias novas... Estou de férias e tenho dedicado boa parte do tempo livre para cuidar mais de mim, preencher os espaços vazios no meu armário interior, colorir as paredes do meu íntimo, que, pela correria ou descuido, ficaram em branco...





     A sensação de "ter tempo" me levou a refletir sobre as coisas inacabadas que fui deixando no meio do caminho e me fez, do mesmo modo, enxergar com mais clareza o quanto me afastei de ações tão importantes, como o próprio hábito ler e, em especial, de escrever.

     Porém, esse mesmo "tempo" me fez perceber que apesar dos afazeres e dos problemas, preciso priorizar as pequenas coisas que me trazem paz... Os obstáculos, as barreiras, os espinhos... Tudo isso faz parte de um contexto maior, no qual estamos sujeitos  a  conquistas e a perdas.

     Às vezes, carrego a sensação de que, em determinado caso, fui injustiçada, por entender que não merecia passar por aquilo. Seja no trabalho, com amigos,  com uma doença, com o amor... Acho que todo mundo já se sentiu assim antes! Depois começo a me perguntar: "- Será que dei o melhor de mim?" ou "Por que aconteceu comigo?"... E isso , no fundo, só me impulsiona a seguir adiante!

     Aproveito, portanto, para dividir um pouco do meu pensamento com vocês. Talvez eu nem tenha vivido situações complicadas o suficiente para deixar esta mensagem. Mas uma força muito positiva me conduz a dizer que, aconteça o que for, o importante é seguir de cabeça erguida e com o coração cheio de esperança de que podemos ser felizes, APESAR DE TUDO




     A vida passa correndo, não espera por ninguém. Por isso, não esperemos pelo amanhã, vivamos o agora! Ande descalço, aprenda algo novo, quem sabe cozinhar, tocar um instrumento, faça uma boa ação, seja voluntário, visite um asilo, brinque com as crianças, cumprimente seus vizinhos, seja você mesmo...  FAÇA O QUE VOCÊ GOSTA!!! Acredite, tente, estude, ame, perdoe, ouse, viaje, leia, escreva, sorria... Encontre a felicidade que está aí, ao seu lado! 

     Esse sim, é o "nosso tempo"! 


                                            Meus versos não são profundos,
                                            são bem rasos... Na medida
                                            de cada gota que emana
                                            da minha alma escondida...
                                            Mas te conto o meu segredo:
                                            falo de mim, sem ter medo...
                                            Assim, sou feliz na vida!
  
                                                            (setilha de minha autoria)


     Com carinho, posto o vídeo a seguir, pela mensagem encantadora da música (original Smile - Chaplin / interpretada por Djavan) e pela sensibilidade da autora na mudança das imagens, que acompanham a canção...!






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