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terça-feira, 15 de maio de 2012

Outono (Roseana Murray)

O Outono escreve com vento
longas cartas alaranjadas
de luz diáfana
e traz como um perfume
a presença dos amigos ausentes,
dos sonhos antigos,
dos desejos que guardávamos
em caixinhas de música.

O outono nos convida
para o longo baile
dos amores perdidos:
convém reinventar roupas
de seda e renda,
gestos lentos e palavras
tecidas com suspiros.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Hora da Saudade (Roseana Murray)

"A tarde se esvai lentamente
esgarçando suas luzes em infinitos cristais
a tarde se esvai e na alma fica um silêncio
de sinos mudos uma espera ansiosa
de estrelas uma saudade fininha
de não se sabe o quê."

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Roseana Murray

Com delicadeza
abrir as gavetas
que guardam
as palavras de seda.
Deixá-las sempre
ao alcance
de um sopro,
prontas para o voo,
para o ouvido,
para a boca.
Palavras de seda
são como borboletas
douradas
quando pousam
no coração do outro.

domingo, 15 de maio de 2011

Poema Oração (Roseana Murray)


A todos os ventos
eu peço coragem.
A cada estrela e estrada
Ao mar que não morre nunca
eu peço coragem.
E ao sol e à lua
E a todo o firmamento.
A cada pássaro
A cada pedra
A cada bicho da terra e do ar
Peço coragem a tudo o que vive agora
E ainda viverá
Coragem para cavalgar os dias
Navegar nas horas
E a cada minuto e segundo sonhar.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Horizonte (Roseana Murray)

Se eu apagasse a fina
linha do horizonte
será que o céu
cairia no mar?
E as estrelas e a lua
começariam a navegar?


Ou será que o mar
viraria céu
e os peixes
aprenderiam a voar?