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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Priscila Rôde



Um dia eu ainda lhe conto como tudo silenciou e terminou dentro de mim.
Dizem (e eu acredito) que contando assim, aos poucos, a gente transforma vazios em encantos.
Dias em dias.
Janelas em portas.
Perguntas em respostas.
Não sei se é assim, nesta ordem.
Mas quando o propósito é bonito, a alma nunca prende o riso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Singularidade (Priscila Rôde)


Não deixei de amar. Nunca deixo.
Muito pelo contrário: aprendi a amar
todas as coisas bobas que desabrocham
no meio do caminho.

Coisas que ficam, fazem poesias,
pregam surpresas nos dias e que nunca,
nunca vão embora.

Essas singularidades desmedidas
que acreditam que mesmo assim pequenina,
a dor também vem para colaborar com a permanência
de outras, também coisas.

Porque as minhas mãos não conseguem tocar o mundo sozinhas
quando os olhos (que ainda são os mesmos) mudam as lentes
e preparam novos horizontes, novos mares e voos...

Sou do tempo do: navegar é mais do que preciso apesar da escassez
das ondas e dos eventuais bons pensamentos que esquecemos de soprar.