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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Conceição Bentes

Tal um escultor de memória
o tempo, lento e adverso.
Trouxe-me lembranças já
adormecidas.
Alcancei metas colhi rosas
entre espinhos cultivei na alma
jardins onde afloraram paixões.
Plantei orquídeas e jasmins
Renasci em cada dor,
e em cada poesia codifiquei
minha saudade em forma de sinfonia!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Meus Sonhos (Conceição Bentes)

Meus sonhos me encantavam
e alguns me derrubaram,
outros perfumaram meu destino
e me fizeram nascer e voar.
Através deles vi a luz,
usei-os para ser eterna
trocando-os por pedaços de vida.
Fui transportada
às montanhas mais altas,
e no jardim do tempo
plantei mudas de Fé!

sábado, 17 de julho de 2010

Superação (Conceição Bentes)

Aos que rejeitam meu espírito,
deixo a luz do perdão
ungido com bálsamo da esperança
e o perfume quase mudo da afeição
Com a calma sacra,
vôo para novos desafios
nas asas coloridas dos cânticos
que celebram a vida
Minha fragilidade exterminou
quando segurei a solidão,
buscando palavras certas
para caminhos desfeitos
Vi minha alma sozinha
procurando aquecer-se
da dor cansada de rastros incertos
Fiz das ilusões, belas gaivotas
voando livres e solitárias,
deixando meu canto aquecido
nas rendas do sol.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Do minuto que ficou (Conceição Bentes)

Era preciso tocar a terra,
ter a ausência da inútil serventia
para melhor te perceber
Poderia ter escolhido
o abandono do tempo,
a palavra escrita,
ou a imagem do lenço
gravada no silêncio
Mas ficou o abraço
ante céu varrido das essências,
desgarrado pelo frios
em gesto, sem par,
sob o vazio do ar!

terça-feira, 16 de março de 2010

Eis-me aqui ! (Conceição Bentes)

Eis-me aqui
na luz dos olhares que se cruzam,
entre a neblina que se desfaz
em meio a tantos ou uma, das palavras,
no silêncio tão breve que se refaz
Volto no limiar exato do inacabado,
deflagrando o desamparo da memória
na construção palpável das palavras
habitando constelações
antes nunca navegadas
Não sou mais que isto:
sonhos inventados,
finalidade e drama sem enredo,
herança sem segredo