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sexta-feira, 28 de abril de 2017
sábado, 24 de setembro de 2016
Ana Jácomo
"Existem lembranças que são fontes perenes de amor. Recordá-las é como caminhar descalço na areia da praia num começo de manhã de céu azul, a brisa do mar misturada aos raios do sol, aquele ventinho morno que se derrama na pele com gentileza rara. Recordá-las é um cafuné gostoso que a vida reinventa. Quando estamos tristes, cansados, aborrecidos, também podemos ir até lá, onde essas lembranças moram. Podemos escolher uma delas para nos banharmos com o sentimento bom de que é feita. Ver de novo. Sentir de novo. Alimentar o coração. É um jeito afetivo de renovar a energia no momento presente!..."
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Ana Jácomo
Tem dor que vira companhia. Olhando de perto, faz tempo que deixou de doer, só tem fama, mas a gente não solta. Quem sabe, pelo receio de não saber o que fazer com o espaço, às vezes grande, que ficará desocupado se ela sair de cena. Vazio é também terreno fértil para novos florescimentos, mas costuma causar um medo inacreditável.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Ana Jácomo
Que cada um deles crie mais espaço em você.
Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói.
Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo."
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
terça-feira, 30 de julho de 2013
Ana Jácomo
De vez em quando, eu encontro pelo caminho
um desafio mal resolvido no passado. Vestido de
outro jeito, outro cenário, outro fundo musical, geralmente,
mas a essência é a mesma, eu o reconheço pelo
cheiro. Frente a frente, de novo, a pergunta que me
faz é clara e objetiva: eu saberei fazer diferente desta vez?
A resposta depende apenas do quanto, de verdade,
eu consegui aprender na vez anterior.
Se as experiências difíceis não nos sensibilizam o
suficiente para extrairmos algum aprendizado delas,
podem virar apenas dor acumulada, raiva que não escoa,
medo que paralisa, onda amarrada. Quando um antigo
desafio reaparece é a chance para percebermos o quanto
já avançamos desde
o nosso último encontro ou o quanto,
sem notar, ainda não saímos do lugar onde já nos
prendemos com ele.
Se não saímos, é bem capaz de repetirmos a resposta,
com todas as suas consequências, até a próxima
oportunidade de pergunta. Porque o tal desafio volta,
costuma voltar, várias vezes, até conseguirmos liberar
um ao outro.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Ana Jácomo
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça
de colher estrelas com os olhos, nas noites em
que o céu vira jardim, e levar para plantar no
seu coração as mudas daquelas mais luzentes.
Que tenha sabedoria para encontrar descanso
e alimento nas coisas mais simples da vida.
Que a cada manhã a sua coragem acorde
bem juntinho de você, sorria pra você,
e o convide para viverem uma história toda nova,
apesar do cenário aparentemente costumeiro.
Que tenha saúde no corpo, saúde na alma,
saúde à beça.quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Ana Jácomo
Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem da confiança.
Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente.
Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor."
sábado, 4 de agosto de 2012
Ana Jácomo
"...Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho.
As belezas que se mostram sem fazer suspense.
As afeições compartilhadas sem esforço.
As vezes em que a vida nos tira pra dançar
sem nos dar tempo de recusar o convite.
As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes,
à espera da nossa entrega apreciativa.
A compreensão que floresce, clara e mansa,
quando os olhos que veem são da bondade.
Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos.
Os encantos que desnudam o erotismo da alma.
Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa.
Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente.
Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração.
Abençoada seja a leveza, meu Deus..."
quinta-feira, 26 de julho de 2012
sábado, 26 de novembro de 2011
Ana Jácomo
Quem dera eu aprendesse a viver
cada dia como se fosse o último.
cada dia como se fosse o último.
O último pra esquecer tolices.
O último para ignorar o que, no fim das contas,
não tem a menor importância.
O último para rir até o coração dançar.
O último para chorar toda dor que não transbordou
e virou nódoa no tecido da vida.
O último para deixar o coração
aprontar todas as artes que quiser.
O último para ser útil
em toda circunstância que me for possível.
O último para não deixar
o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.
O último para ignorar o que, no fim das contas,
não tem a menor importância.
O último para rir até o coração dançar.
O último para chorar toda dor que não transbordou
e virou nódoa no tecido da vida.
O último para deixar o coração
aprontar todas as artes que quiser.
O último para ser útil
em toda circunstância que me for possível.
O último para não deixar
o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ana Jácomo
"...Que as dificuldades que eu
experimentar ao longo da
jornada não me roubem a
capacidade de encanto.
A coragem para me aproximar,
um pouquinho mais a cada dia,
da realização de cada sonho
que me move.
A ideia de que a minha vida
possa somar no mundo, de
alguma forma.
A intenção de não morrer
como uma planta que engasgou
e não disse a sua flor."
experimentar ao longo da
jornada não me roubem a
capacidade de encanto.
A coragem para me aproximar,
um pouquinho mais a cada dia,
da realização de cada sonho
que me move.
A ideia de que a minha vida
possa somar no mundo, de
alguma forma.
A intenção de não morrer
como uma planta que engasgou
e não disse a sua flor."
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