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domingo, 24 de abril de 2011

Porto Seguro (Maria Valadas)

Tu és o meu bom porto seguro
Aquela mão que sempre acalma
És a concha onde eu murmuro
Segredos que me vão na alma!

Quão plácido, dás quanta ternura
Reflectes chispas onde aqueço
Ao observares-me com brandura
Num suspiro ténue eu adormeço!

Quero oferecer-te um mar de rosas
Em beijos ternos me salpicaste
E nele irei escrever singelas prosas!

Perpetuando a conciliação do momento
Mestre do meu quotidiano foste sagaz
Aprendiza fui na passagem do tempo! 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Surpreendida (Maria Valadas)

Surpreendida!
Abro o cofre do tempo.
E, com as minhas mãos lerdas
revolvo o que ele esconde
figurou um pergaminho amarelecido.
Recordo em cascatas de amargura
o significado de tamanha brancura.
Oh! Se o meu pensamento falasse
o que puderia suceder se eu revelasse
Dilvugaria secretas palavras
Que apaguei!
E não revelei!
Nem aos sóis e ás luas que se sucederam
Momentos de imagens... decorreram
Na minha ténue embriaguês enobreceram
O que ambos sentimos...
Ficou sumido no meu e seu sofrer.
Ah! O inverno está a cessar
O frio do mármorre por mim passou
Mas não terminaram
As recordações...
Que me trouxeram o velho pergaminho
empalidecido e humedecido
com as lágrimas que verti sobre ele!

O significado que ele reprentou
E porque assim ficou...
Só o meu coração guardou.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Alma Peregrina (Maria Valadas)

Minha alma peregrina 
em procura da colheita do bem 
adormeceu cansada 
esgotada 
deixando-me abandonada.
Não! – Serei uma resistente 
marcharei por outros caminhos 
com o sabre da guerra 
nas minhas veias… 
Um rio turbulento reage à dor. 
Um raio luminoso trespassa-me. 
Uma gotícula de esperança 
cai no meu regaço... 
tornando-se um caudal de fé. 
E eu! 
Serei a guerreira que resiste. 
Lutarei...
como as heroínas das grandes batalhas 
que povoavam os meus sonhos de menina. 
Uma gota de orvalho 
tomba sobre a palma da minha mão 
onde ergo com firmeza 
e clamarei com um rasgo de fé: 
Vencerei! 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sede de silêncio (Maria Valadas)

Tenho sede do silêncio
perder-me...
num lugar escondido
longe de tudo e de todos.

Preciso! De um recanto assim.

Tanto melhor...
se for um local bem alto
com vistas infinitas...
sobre planicies verdejantes
com um rio sereno
onde a vida corre lentamente
como se fosse eterna.

E são nestes silêncios...
que encontrarei a magia
e uma estranha tranquilidade...
que vale a pena as horas infinitas
em que me perco.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Silêncio do Vento (Maria Valadas)

Procuro um lugar para me esconder
fugir da minha morada secreta
inundar-me numa sensação de paz
sentir-me num lugar especial...
vestido de orquídeas e açucenas.

E reter-me nos tons do pôr-do-sol...
reflectidos nas àrvores
e no canto dos pássaros.

Penso como será maravilhoso...
encontrar um lugar onde se ouve o silêncio do vento
e o canto das corujas quando anoitece.

Rasgar o olhar no crepitar de uma lareira
e saborear a lua...
que me inspira, ao deixar que a vida aconteça.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O despertar das mágoas (Maria Valadas)

Ficará impressa na alma
a melodia dos sonhos,
refletidos…
em pesadelos,
no despertar…
das mágoas
nas longas manhãs perenes
sendo desfeitos…
em secas pétalas
nas longas fantasias ilusorias 
perpetuando…
a peregrinação,
ao labirinto…
do meu maculado coração
que jaz na paz…
do símbolo que lhe idolatrei
tornando-me…
a saltimbanca,
dum amor que um dia…
desejaria que fosse meu.