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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Leituras...


Dai-me o sol das águas azuis e das esferas
Quando o mundo está cheio de novas esculturas
E as ondas inclinando o colo marram
Como unicórnios brancos.

Sophia de Mello Breyner Andresen/Yvonne van Woggelum

terça-feira, 19 de junho de 2012

" o auto elogio é o desespero de uma pessoa incapaz"... nem que seja por pura questão de personalidade *

O auto-elogio...

O elogio deixa as pessoa decentes contrafeitas, enquanto o auto-elogio deixa todas as pessoas sérias boquiabertas. O elogio não desagrada, mas provoca no elogiado o senso crítico. Embora se sinta gratificado, ele sabe que poderia fazer melhor - e sente o peso dessa responsabilidade.
O auto-elogio é o substituto do elogio que não aconteceu. É a mentira computada sem pejo. É a agressão à capacidade crítica dos que a tudo assistem e que conhecem a realidade. É o atestado de ignorância, pois equivale a dizer: "Como VExa. não sabe avaliar, avalio por si. E a verdade é esta, sou bom e faço o melhor!". É menosprezo pela inteligência alheia.
Imagino poder estar correto, pois o auto-elogio dificilmente é proferido em diálogo com quem conhece bem o descarado. O auto-elogio é proferido perante quem é “de fora”, de longe ou recém-chegado. É a tentativa de impor uma imagem distorcida, antes que o outro compreenda e constate por si mesmo a realidade efectiva.
O auto-elogio é desespero de uma pessoa incapaz...
Ou será que me engano?

Publicado por Morpheu (in Google)

* e... por muitos problemas mal resolvidos . É a vida.

domingo, 17 de junho de 2012

Paris visto do céu...

Por Yann Arthus-Bertrand, Paris vue du ciel

"Aquilo que nós mesmos escolhemos é muito pouco: a vida e as circunstâncias fazem quase tudo"
Jonh R. R. Tolkien
Escrito na Pedra, hoje, no Público

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Leituras..

"Portugal não é tido nem achado"…. A carta que ficou por assinar porque PPC ficou de fora…
Os ingleses e o seu charme discreto que lhe advém do chá que tomam…
...Quando da Conferência de Berlim sobre a partilha de África (1884-1885) e o Ultimato inglês (1890) contra a pretensão portuguesa de manter sob sua jurisdição os vastos territórios da  África Austral entre Angola e Moçambique houve várias propostas para vender estes territórios a fim de resolver a grave crise financeira do país .Partilha de África acordada na Conferência de Berlim é uma demonstração eloquente da subalternização de Portugal na zona europeia.*

*Portugal não foi sequer convidado para assistir à conferência prévia, promovida pela Bélgica e pela Alemanha.
….
Em véspera do Ultimato, António Ennes escreve no seu jornal algo que nestes dias é perturbadoramente actual:
A Inglaterra vai estabelecer-se no interior das nossas possessões e, seguramente, se não tivermos especiais cautelas, deita-nos ao mar. Contar com a Europa, o que era dizer contar com a Alemanha, para nos defender, é um puro absurdo, não moveriam uma palha em nosso favor
(Ennes, 1946)
In, PORTUGAL, Ensaio contra a autoflagelação, de Boaventura de Sousa Santo


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Leituras... em sossego posta...

Mais nada... Um pouco de sol, um pouco de brisa, umas árvores que emolduram a distância, o desejo de ser feliz, a mágoa de os dias passarem, a ciência sempre incerta e a verdade sempre por descobrir. Mais nada, mais nada... Sim, mais nada....

Nunca amamos alguém. Amamos, tão somente, a ideia a que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual bscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.

( Fragmentos de Livro do Desassossego)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um "déjà vu" para entrar no fim de semana... que se deseja de luta e confraternização


Se todos os dias temos que enfrentar o "déjà vu " da política nacional, porque não repetir prazeirosamente as leituras de Woody Allen?


Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.
Começar morto, para despachar logo o assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.

domingo, 19 de dezembro de 2010






"A pátria não são bandeiras, nem hinos, mas um punhado de lugares e pessoas que povoam nossas lembrancas e as tingem de melancolia ".

É o que sinto de momento...


Disse Mário Vargas llosa, no discurso quando recebeu o Prémio Nobel da Literatura


Pinturas de Tarcila do Amaral, pintora brasileira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bom fim se semana...


Manuscrito de Mário-Sá Carneiro


"Nós três somos de Paris. E somos. Temos esta elegância, esta devoção, este farol de Fé, "escreveu Almada a José Pacheko, sendo o terceiro Sá-Carneiro. O elemento entre eles era a cidade- luz, a sua vivência, a ausência dela, tudo se tendo consumado no trágico suicídio do autor da "Confissão de Lúcio" em 1916. Pouco antes Sá-Carneiro escrevera a Pacheko: "Tenho tantas saudades da sua Alma - a sua alma toda em oiro! Que pena! Que pena! E chegou a admitir: " Parece-me que já nem gosto de Paris. Não sei nada, nada, nada. Um grande vazio! Nunca me esqueço da sua Alma, do seu Espírito - de toda a criatura adorável que você é. Tenho tantas saudades da sua companhia".

Numa edição muito especial da Revista Egoísta deste mês, há um tema interessantissimo de "rigor analitico " e interpretativo, feita pelo grande grafólogo, Alberto vaz da Silva , tocante ao espólio dos "três de Paris."
Desenho de Almada Negreiros



domingo, 17 de outubro de 2010

As palavras dos outros...


" A incerteza é uma margarida cujas pétalas nunca acabam de desfolhar"


Mário Vargas Llosa, Prémio Nobel da Literatura 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

Dizem que é o dia nacional da alimentação? Estão brincando sempre com os dias...


"Atordoados, os portugueses já só pedem que as coisas pareçam fazer sentido. Que o carrasco se despache... Não deixo de me fascinar com a capacidade de quem vive da situação ficar sempre com a situação a seu favor. Não deixo de me fascinar com a capacidade de quem sofre com a situação poupar sempre quem vive da situação. Dos portugueses , ao contrário dos franceses, dos gregos ou dos espsnhóis, resignação."


De Daniel Oliveira, in Expresso de 16/10/2010 (excerto)
(imagem google)