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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mar à Vista, maré baixa ....


Ora viva.
Hoje vim molhar os pés ao meu Mar, lavar os olhos da minha vista de eleição,
dos meu conta passos de manutenção, rareados, mas com desejo de regressar, não em força nem forçada , mas com a calma que a vida passou a exigir de mim.
A fotografia não é minha, mas do Expresso, a propósito do Imoboliário, preços sem "ponta de vergonha"...
 Abençoada vida para quem já cá estava para viver e formar família, no qual e eu já conto 46 anos . Pérola da linha, onde a língua "oficial" há muito poucos anos, passou a ser português do Brasil e francês .

(fotografia tirada da praia da Azarujinha  para Cascais )

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Para memória presente e futura ... "A Noite mais Longa"




Aconteceu hoje.

   Helena Pato e Irene Pimentel estiveram na histórica livraria Galileu, em Cascais, a apresentar o seu livro A NOITE MAIS LONGA DE TODAS AS NOITES , já em 2ª edição.
   Testemunho ao vivo de um outro tempo que a memória não pode apagar. 
   Estamos gratos pela luta e sofrimento que não foi em vão.
"A bord du grand lac paisible. / je viens entendre souvent..."
   O "Le Bonheur" foi realmente um marco na minha adolescência. Esqueci quase tudo o que havia de mau naquele liceu, mas lembro-me, até hoje, da professora que me provocou um desejo veemente de romper com um regime, que não me dava liberdade de usar um vestido inocente e me impedia de cantar uma doce canção.
Que tempo! Que mentalidades"Que mundo obscuro!"

Helena escreveu. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

e, aos poucos, vou -me aproximando do meu "Mar"...

Exposição exclusiva de photos e video de LEILA ALAOUI

Pela primeira vez em Portugal, até o 30 de Novembro no Palácio da Cidadela de Cascais - a não perder ! entrada livre.

O OLHAR ÚNICO DE LEILA ALAOUI - O público nacional pode finalmente conhecer o trabalho da marroquina Leila Alaoui, até agora inédita em Portugal, numa exposição de fotografias e vídeo que estará presente até 30 de Novembro no Palácio da Presidência da República, da Cidadela de cascais.

As diversidades culturais e o problema da migração no espaço mediterrânico estão em foco nas imagens. Esta é uma oportunidade valiosa para conhecer o olhar único da artista, que estava a realizar um projeto sobre os direitos das mulheres em Ouagadougou, quando morreu num ataque terrorista no Burkina Faso, em Janeiro de 2016.

Nascida em Marrocos em 1982, Leila Alaoui estudou fotografia na City University de Nova Iorque e utilizou a fotografia e o vídeo para mostrar diversas realidades sociais, através de uma linguagem visual que se situa na fronteira entre o documentário e as artes plásticas. Os seus trabalhos têm sido expostos internacionalmente desde 2009 e as suas fotografias publicadas em numerosos jornais e revistas de relevo, como o New York Times e o The Guardian.

Em paralelo, a artista marroquina ligou-se desde cedo as causas humanitárias, tendo feito missões fotográficas para organizações internacionais, como a Search for Common Ground, o Alto Comissariado para os refugiados da ONU ou para a Amnistia Internacional, ao serviço da qual estava quando morreu. Tinha 33 anos.

A Exposição:
     - Museu da Presidência, Palácio da Cidadela de Cascais.
     - Até o 30 de Novembro.
     - De Quarta a Domingo, 11h-13h, 14h-18h.
     - Entrada livre. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A Herberto Helder , em jeito de homenagem. Será.

Morreu Herberto Helder, poeta avesso a homenagens, que de si e do mundo só falou, muitas vezes cripticamente, através da sua produção poética. Por isso, para aqui o recordar, cita-se um excerto do texto que o poeta, ensaísta e professor Manuel Gusmão permitiu que fosse incluído no número 10 (Maio, 2005) da extinta revista Boca do Inferno em que se homenageiam os dois poetas portugueses que muitos consideram ser os maiores do nosso tempo: Carlos de Oliveira e Herberto Helder.
Nesse brilhante ensaio, intitulado Carlos de Oliveira e Herberto Helder ao encontro do encontro, escreve Manuel Gusmão:
«Em Herberto Helder, a poesia é a da palavra que participa celebratória e nocturnamente das "metamorfoses da carne no esquema orgânico da matéria" (Helder, 1985, p. 7), a palavra suscitadora e augural que fragmenta e caotiza o corpo, o mundo e as suas imagens. Fala Herberto daquela "inteligência que aparelha o caos em relações sensíveis de elementos" (ibidem). Depois da tentativa desesperada da invenção de um corpo amoroso em Rimbaud, e das perturbações tectónicas do refazer do corpo próprio em Artaud, Herberto é o grande poeta que une nas transmutações reversíveis o corpo amoroso e escrevente e o cosmos que seria o corpo não-orgânico dos humanos.»

A Fundação D. Luís I organiza no Auditório do Centro Cultural de Cascais, às 16 horas do dia 5 Dezembro, uma celebração do poeta e da sua obra intitulada Herberto Helder: Realidade e Mito, com a participação de Estela Guedes, Fernando Martinho, Gastão Cruz, Júlio Conrado e Salvato Teles de Menezes. A actriz Ana Padrão lerá poemas do homenageado.

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POEMA 
li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objectos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
¿e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável,
apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse a 
paixão e eu me perdesse nela,
a paixão grega
de A Faca não Corta o Fogo 


quarta-feira, 25 de março de 2015

quarta -feira, dia de feira e flores, mas o poeta já não estava por perto... (1)

...mas a memória ficará sempre no ar .... como a poética nem sempre ou quase nada fácil, porque Herberto Hélder também não era fácil. 

Mas, há um livro, a que recorro muito, poesia reunida de Matilde Rosa Araújo,  em « Infância Lembrada», onde um dos poemas que me deliciam , e só um excerto aqui deixo, de HH.


UMA CRIANÇA DISSE

Uma criança disse: "Quando eu crescer, vou cortar as flores grandes para não haver vento".
Largas crianças amarelas nos parques podres. Amarelas como os inquilinos das luzes. Como os lugares culpados da maior existência de Deus.
As crianças tremem com  a mão dentro do movimento.

Uma criança disse: "Um anjo é uma gaivota".
Um anjo é um homem como os outros: o que é, tem asas."
E outras: " Um anjo é um pássaro cantador".
"Um anjo é uma andorinha. Tem uma coroa. "
"Um anjo é um homem que tem o sol pendurado atrás da cabeça."
E uma outra sonhou que tinha engolido o sol.

Crianças traspassadas pela sua própria exactidão.

(...)

Terá continuação. O texto poético é muito lindo.





sábado, 16 de agosto de 2014

gaivotando o meu olhar...




mesmo aqui à porta de casa numa espécie de vida de marinheiro....

Amiga amor amante eu morro
da vida que me dás todos os dias

segunda-feira, 7 de abril de 2014

imagens com história....



Galeria VIARCO, na Cidadela de Cascais. Uma instalação com a história do fabrico dos lápis VIARCO, cuja fábrica se situa em Oliveira de Azeméis,  ainda de fabrico artesanal.
Muito interessante. 
Ainda me lembro do  meu grau de exigência :- Um lápis viarco, nº2.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ainda na semana passada tinha feito os seus 94 anos...




1ª vez que ouvi falar em Nadir Afonso, teria os meus 20 anos . Nessa altura regressou à sua terra natal, Chaves, com uma exposição que antes de ser inaugurada já tinha tudo vendido. Tudo por 400 contos. Era muito dinheiro em 71 ou 72 do séc. passado.
Depois porque com o tempo aprendi a gostar do se trabalho, também em comum a nossa perdileção por Cascais... Quase vizinhos e muitas vezes o vi.

Os temas detes trabalhos são todos sobre Cascais. O túnel, une o paredão do Estoril/ Cascais ao Parque Palmela. Merece ser visitado.

sábado, 13 de julho de 2013

Em dias cinzentos é bom fotografar...




O tempo não esteve de sol logo o caminho abriu-se para outros destinos.Cultura, senhores... e umas cervejinhas...
Lavar de olhos e dar alimento ao espírito ... E para isso serviu-me de novo a fotografia e as gravuras de Goya. Um génio.
Também desde ontem os trabalhos do nosso querido humorista José Viana, que foi um pintor nem

sempre estimado. Belos óleos onde tão bem pintou as mulheres da sua vida , Dora Leal e as duas filhas. 
Deixo aqui dois Óleos de José. "Ordem", de 1946 e" Máscaras", anos 80.
Concerteza que imaginarão o que pensei sobre estes três...
Podiam bem ser, não acham?
Bom domingo.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dizer verdades.... e o custo elevado das ditas....

Na minha modesta opinião, o encerrar das Fundações D. Luís, que gere o Centro Cultural de Cascais e a jóia da vila, A Casa das Histórias Paula Rego, são vinganças do governo para com António Capucho, a quem algm bom senso crítico para com o 
governo da nação não deve agradar "aos reles relvinhas" que por aí pululam...
Esta atitude deve ser bem motivadora para que Paula Rego , na sua criatividade de monstros e montrinhos, os faça começar a rodopiar nas suas telas...