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sexta-feira, 15 de abril de 2016

faz hoje 564 anos que Leonardo da Vinci nasceu ___________ DIA INTERNACIONAL DO DESENHADOR





Hoje é o Dia do Desenhador, celebrando 564 anos desde o nascimento de Leonardo da Vinci, e o DN quis assinalá-lo com a ajuda de alguns ativos urban sketchers, homens e mulheres de profissões variadas e com este prazer em comum: desenhar. Dir-se-ia, à primeira vista, que é mais um dia internacional, hoje uma ideia banalizada - ainda agora passou o Dia do Beijo (13 de abril), já aí vem o do sorriso (28 de abril), depois o do whisky (21 de maio) e, felizmente, o da preguiça (15 de outubro). Mas o desenho é outra coisa. Podemos maravilhar-nos com a inteligência e a beleza do traço do genial Da Vinci ou com os esboços de arquitetura de Álvaro Siza Vieira, "....

IN artigo de Ana Sousa Dias, jornal DN, aqui
e ainda aqui

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

vou entrar em relaxação... com os suspeitos do costume (?)

 Este é o meu testamento de Poeta, Mário Cesariny, 1994
Foi suspeito de vagabundagem, perseguido porque era homossexual , coisa que o regime escondia debaixo do tapete da hipocrisia. "Tinha apresentações na polícia como as putas". Surrealista, seguidor de André Breton. escreveu poesia e esculpiu e pintou. Pintou a manta, teve muitos e bons amigos, zangou-se com alguns, teve saudades por vezes. Magríssimo, sempre com um cigarrinho, tinha grandes projetos e língua afiada. Queria traduzir a maravilhosa saga de Gilgamesh e dizia-o sob o olhar embevecido e composto de Henriette, a irmã, com quem vivia. Acordava sempre lá para o meio-dia mas de repente passou a levantar-se às oito da manhã, fresquinho, limpinho, a partir de 25 de abril de 1974. Como resistir ao poema "Pastelaria"?
"Afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim há muita gente com fome"

Texto de Ana Sousa Dias, Revista EGOISTA, junho, 2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

Ei-los que partem e alguns que chegam

Chegam ao litoral e o horizonte aberto parece uma dádiva. Sobreviveram a guerras, massacres, misérias, trazem uma fome total, de comida, de um lugar acolhedor, de um gesto que não traga mais desdém, hostilidade, perigo. Partiram do nada, numa fuga onde esgotaram todos os recursos que sobravam. Venderam-lhes a promessa de um futuro e embarcaram porque não tinham outra opção. Foram resgatados 5842 homens, mulheres, crianças no Mediterrâneo nos últimos dois dias...
Ana Sousa Dias no DN