A noite avoluma-se
Mergulhada em sombras,
Povoada de medos
E de lembranças acesas,
De bocas exangues
Escorrendo palavras,
De olhos vazios
Querendo enxergar.
É na noite escura
Que o sono se perde
Nas curvas da insónia,
Que as horas se alongam
No chão das memórias,
Que os sonhos se inventam
E no peito se acolhem
Como uma semente que quer germinar.