Este é o tempo de desatar os nós
Soltar as pontas já rasgadas
No uso repetido de tantas despedidas.
É o tempo de esvaziar os olhos
Da imagem de outros olhos
E das coisas que eles viram para lá das permitidas
É tempo de emudecer as palavras
Para que não escute
Sequer o som da minha voz
De esvaziar a cabeça de memórias
Dos tempos feitos de demoras
E das conversas caladas entre nós
Deixar que a mente assim liberta
Possa enfim traçar o rumo de outra estória
Onde o novo se encontre com a vida.
Imagem tirada da net.