do vento que nos conduzirá
ao outro lado, em outras margens,
dos mistérios que nos guardam
o outro lado do mar,
em cada despedida no olhar,
que trará nova luz
e refletirá com mais nitidez
os segredos do luar.
Há perguntas que não sabem calar,
o coração aflito
ressente não saber mais,
segue sabendo apenas duvidar.
Tempo é um rastro de pesar,
o mar é apenas reviravolta,
mas e o outro lado?
Para sempre ou agora?
do vento que nos conduzirá,
sou folha e semente,
sou tempo e afora,
sou rastro e aurora...
Belém, abril de 2017