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segunda-feira, 30 de março de 2020
quarta-feira, 4 de março de 2020
segunda-feira, 2 de março de 2020
Travestis Brasileiras em Portugal. Trans-migrações e globalização, por Francisco J.S.A. Luís.
O
paradigma biológico surge como o produto naturalizado de uma realidade que
reflecte uma outra: a reprodução humana imbuída de imiscuída de religiosidade,
moralidade, ciência e política. Masculino produz esperma, feminino produz
óvulos.
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
quinta-feira, 25 de julho de 2019
Au Portugal avec Carlito.
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sábado, 6 de julho de 2019
Boneca solitária.
Nunca tinha ouvido falar de Dare Wright
(https://darewright.com/) nem de The Lonely Doll até encontrar
este livro, de Jean Nathan, produto de uma investigação absolutamente
extraordinária, extraordinária. Nem sabia que The Lonely Doll foi – e, em parte, ainda é – um livro de tremenda
popularidade, pese ser considerado agora um pouco «incorrecto», mormente por
mostrar cenas algo bizarras em que um Teddy Bear espanca uma bonequinha
solitária… O livro de Dare Wright e as suas várias sequelas venderam milhares,
talvez mesmo milhões, mas o mais fascinante de tudo é a perturbadora história
da autora, que atravessou a vida dominada por uma mãe possessiva e a quem de
pouco valeu a singular beleza. O seu único amor, um aviador inglês, morreu num
acidente (e era ligado à família Sandeman, dos vinhos do Porto). Fora isso,
Dare Wright foi uma actriz menoríssima, modelo com alguma fama, mas sobretudo
fotógrafa e autora dos livrinhos infantis da Boneca Solitária, como ela.
Rejeitou os avanços de inúmeros pretendentes, viveu reclusa em Nova Iorque, num
apartamento decorado com o maior esmero, uma atmosfera artificial e assexuada de conto de fadas, com luxo e detalhes bizarros (tinha os brinquedos de criança. a boneca Edith e o urso de peluche, ciosamente guardados no cofre de um banco, e só de lá saíam para as suas produções fotográficos). Os tempos finais foram de declínio e
queda, em solidão absoluta. Afundou-se no alcoolismo, dormia ao relento nos
bancos do Central Park, levava para casa os mendigos que por lá encontrava,
acabou sendo violada por um deles, quando já idosa. Depois, esteve internada anos
a fio num hospital para indigentes onde morreu, pondo termo a uma história
dramática, terrível. Na aparência, mais um caso de solidão e tragédia, mas o
fantástico da investigação de Jane Nathan é o modo como reconstrói as nuances e as subtilezas, aquilo que se
esconde nas entrelinhas dos livros de Dare Wright. Como sucede com frequência no
universo da literatura infantil, há muito mais do que aquilo que as imagens
mostram, uma realidade escondida, subterrânea, claustrofóbica. A vida é um
lugar estranho, de facto.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
O ano de 1969.
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