| Família Pacheco, almoço campestre na Marmeleira. À esquerda, Lili Caneças de barbaças versão m-l. |
“A
minha família é uma velha família da nobreza portuense, já empobrecida. Conheço
os meus avós até antes da nacionalidade. É uma velha família portuguesa bem
representada nos nobiliariae: Pacheco
e depois Pacheco Pereira, o ramo dos Pacheco do Porto. Depois da família real,
é talvez a família que mais gente tem n’Os
Lusíadas. Tem o Duarte Pacheco Pereira a quem um canto d’Os Lusíadas é dedicado. Tem o Diogo
Lopes Pacheco, que matou a «linda Inês»; o Lopo Fernandes Pacheco, que está
enterrado na Sé de Lisboa; os homens que perseguiram, em nome do marquês de
Pombal, a «revolta do vinho do Porto», representados na literatura da época, e
também no Brasil. Felizmente, sendo uma família com estas características, o
sangue azul nunca lhe subiu à cabeça, a começar pelo meu pai que era um bom
republicano”.
José Pacheco Pereira,
entrevista à revista Ler, nº 126,
Julho/Agosto de 2013, pág. 32.
Julho/Agosto de 2013, pág. 32.