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domingo, 6 de setembro de 2015

De profundis.

 
 




 
E há que pensar um bocadinho nos turistas – que nos visitam cada vez em maior número e têm um peso importante na nossa economia, dando emprego a muita gente. É que, se nós já estamos habituados a um certo grau de sujidade, e fechamos os olhos a certas situações menos recomendáveis, os estrangeiros que nos visitam – muitos deles vindos de países mais a Norte, com outros hábitos de higiene – sentem-se chocados.  
(José António Saraiva, Sol, de 4/9/2015)


De profundis.

 
 

 
Devo dizer que a preocupação excessiva com a limpeza me incomoda. Não por gostar da sujidade, como é evidente, mas porque somos um país latino, com largas zonas colonizadas pelos árabes, pelo que não podemos comparar-nos aos povos do norte – onde tudo é clean e bacteriologicamente puro.
(José António Saraiva, Sol, de 4/9/2015)

De profundis.

 



Quem vai a uma casa de banho e encontra o chavascal em que algumas se encontram, dificilmente terá vontade de voltar a esse sítio.
(José António Saraiva, Sol, de 4/9/2015)

De profundis.

 
 



Uma casa de banho limpa dá-nos uma imagem positiva do sítio onde estamos, Mostra asseio, preocupação com os visitantes (sejam portugueses ou estrangeiros) e um certo desenvolvimento civilizacional.
(José António Saraiva, Sol, de 4/9/2015)


De profundis.

 
 


(…) mesmo sendo compreensivo em relação a uma certa falta de asseio, fiquei chocado um dia destes com a situação que encontrei na casa de banho de um restaurante razoável da periferia de Lisboa, onde vão pessoas a classe média.
(José António Saraiva, Sol, de 4/9/2015)


sábado, 15 de novembro de 2014

De profundis.



Edward Weston




«Na prática, após mudarem de sexo as pessoas não são carne nem peixe.»
 
(José António Saraiva, Sol/Tabu, nº 428, de 14 de Novembro de 2014)





 

domingo, 22 de abril de 2012

De profundis - XII

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Julia Fullerton, The Wedding Day, 2012




«Quando as mulheres começam a olhar a vida em casa como uma escravatura, é natural que procurem alternativas fora da família. E elas agora existem. Antes, as mulheres casadas ficavam fechadas em casa e não conheciam ninguém. Mas hoje conhecem muita gente, privam no emprego com muitos homens, têm mais oportunidades, têm mais independência financeira, têm termos de comparação em relação aos maridos – e, portanto, quando uma mulher começa a ver o marido como um chato, como um peso que não ajuda na lida da casa e a quem, ainda por cima, tem de lavar a roupa e fazer a comida, é fácil projectar os seus sonhos num companheiro de emprego.
E daí a tomá-lo como amante vai um pequeno passo. A casa e o marido são o lado aborrecido da vida, o amante é uma fonte de prazer».

José António Saraiva, Sol/Tabu, de 23/03/2012



domingo, 15 de abril de 2012

De profundis - X






«Nas relações homossexuais há um niilismo assumido, uma ausência de utilidade, uma recusa do futuro. Impera a ideia de que tudo se consome numa geração - e que o amanhã não existe.







 
De resto, o uso de roupas pretas, a fuga da cor, vão no mesmo sentido em direcção ao nada».

(José António Saraiva, Sol/Tabu, de 5/034/2012). 


quarta-feira, 11 de abril de 2012

De profundis - IX

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«À minha frente, no elevador, está um rapaz dos seus 16 ou 17 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão, cruza as mãos uma sobre a outra e inclina ligeiramente a cabeça, percebo que é gay.»


(José António Saraiva, Sol/Tabu, 5/4/2012)